ESPORTES
07/10/2015 15:13
Rubens Lopes faz duras críticas à comissão de arbitragem da CBF
Presidente da Ferj participou do Show do Apolinho desta segunda-feira
Crédito: Site da CBF07/10/2015 15:13
Crédito: Site da CBFA Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Mato-grossense de Futebol (FMF) traz a Cuiabá Sergio Correa da Silva, um dos maiores nomes da arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol. Ele estará em Cuiabá, na próxima sexta-feira, dia 20 de setembro, para realizar uma palestra sobre aprimoramento da arbitragem mato-grossense. O evento está marcado para as 20h, no auditório do ginásio do Aecim Tocantins – Seel. E no dia (21.09) serão realizadas as aulas práticas, no Estádio Presidente Dutra, ás 7h30.
A palestra visa subsidiar os árbitros de Mato Grosso com aprimoramento e reciclagem na arbitragem, além de conscientizar a importância à qualificação de todo o quadro durante as suas atividades profissionais no aspecto físico e psicológico durante os campeonatos realizados pela FMF.
“Árbitros mato-grossenses, que integram o quadro de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, devem participar do curso. O objetivo da FMF é justamente melhorar a arbitragem do Estado. As avaliações realizadas durante o treinamento permitirão à CBF avaliar os profissionais de forma a contribuir para a excelência da arbitragem da Copa do Mundo de 2014”, avaliou o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem/MT (CEAF), Cel PM Altair das Neves Magalhães.
03/10/2014 08:49:47

O nível da arbitragem brasileira tem sido discutido Sérgio Corrêa rebateu as críticas e defendeu a arbitragem brasileira, questionada nas últimas semanas O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, afirmou durante reunião da CBF, na qual o instrutor da Fifa, Jorge Larrionda, deu explicações a árbitros, jogadores e dirigentes.
O responsável pela arbitragem brasileira rebateu as críticas de forma irônica, comentou os polêmicos lances de mão e garantiu que o Brasil tem “os melhores árbitros do mundo”.
“Somos bons em todas as áreas. Temos os melhores jogadores, os melhores jornalistas e os melhores árbitros do mundo”, afirmou Sérgio Corrêa durante reunião da CBF, em nota publicada na ESPN.com.br.
“Eu sou de Guaratinguetá, que para mim é a melhor cidade do mundo. Tudo que vem de lá é o melhor para mim. É a única cidade onde o Papa foi duas vezes seguidas, é a cidade da Esportiva, time que venceu o Santos de Pelé. Também é o lugar que tem mais vencedores da megasena, meu cunhado faturou R$ 23 milhões, por exemplo. É o melhor povo. Isso é para vocês terem uma ideia de como temos que valorizar o que é nosso”, disse ele.
Corrêa também quesitonou as críticas feitas por parte da imprensa aos árbitros. Segundo ele, a CBF nunca orientou os juízes a marcarem pênalti ou falta em todos os lances de bola na mão.
“Muitas vezes a mídia, parte dela, não tem capacidade para falar da arbitragem. A grande maioria comete falhas graves por falta de conhecimento técnico. Somente os ex-árbitros, que já estiveram ali dentro, podem falar com tranquilidade. Eu não sou jogador, gosto muito do que eles fazem, mas não posso criticar porque não entendo de tudo. Cada macaco no seu galho”, afirmou Côrrea.
O presidente da CBF, José Maria Marin, também acompanhou a palestra de Larrionda. O ex-árbitro uruguaio deixou claro que a regra não mudou e que as orientações sobre mão na bola existem desde 2011. Ele preferiu não responder diretamente se concorda com a afirmação de Sérgio Corrêa que o Brasil tem os melhores árbitros do mundo.
“O Brasil segue sendo referência, tem árbitros de alta qualidade. Claro que não são todos, outros estão em processo de evolução, outros estão descendo de seu alto nível e começando a baixar. Assim como acontece com os jogadores, uns sobem e outros dewcem, isso também acontece com a arbitragem. Foram 70 árbitros presentes no curso em Teresópolis (há um mês), mas o Brasil tem muito mais do que isso. Agora os instrutores locais precisam difundir essas orientações para todos, porque alguns não estão aqui hoje também”, contou Larrionda.
reclamação do Sport , manifestada em seu site oficial, contra a arbitragem do paulista Luiz Flavio de Oliveira, no jogo da noite de quarta-feira, em que o time de Pernambuco perdeu para o Corinthians por 4 a 3 , não vai ecoar na CBF.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da entidade, Sergio Correa, não houve polêmica nenhuma na partida.
“O lance do pênalti no final do jogo nem tem o que discutir. Foi pênalti claríssimo“, disse. Para os jogadores do Sport, a decisão do árbitro foi equivocada. Argumentam que não havia como o volante Rithely manter os braços colados ao corpo, ao entrar de carrinho numa jogada dentro da area.
Sergio Correa ressaltou que defende há meses a indicação de árbitros locais para jogos do Brasileiro e afirmou que vai manter a medida. Em Corinthians x Sport, disputado em Itaquera, o trio de arbitragem era de São Paulo e gerou protestos do Sport antes mesmo da partida. “A outra possibilidade do sorteio desse jogo era o quarteto todo de Pernambuco. Temos que parar de reclamar, isso já vem sendo feito desde o ano passado“, declarou.
O dirigente contou que só neste ano de 2015, na Série A do Brasileiro, já escalou 17 vezes árbitros locais. “Temos que mostrar a capacidade, a competência e a honestidade deles. Isso faz bem para o futebol brasileiro. ”
Ao comentar lance idêntico, ocorrido na rodada do fim de semana, no jogo entre Corinthians x São Paulo, quando a bola bateu no braço do corintiano Uendel, em chute de Wesley, Correa disse que o árbitro Leandro Vuaden errou ao não assinalar pênalti a favor do São Paulo . “O atleta girou o corpo na hora do chute e impossibilitou a visão do árbitro. Mas errar é humano.”
Fonte Terra
15 de maio de 2015, 18:29

A proposta é extinguir as preocupações regionais que atualmente norteiam os sorteios de arbitragem. No modelo a ser descartado, um árbitro paulista não pode apitar duelo entre Corinthians e Chapecoense, assim como um carioca não pode trabalhar em Flamengo x Sport, para usar como exemplos partidas da segunda rodada. Isso deve começar a ocorrer ainda nesta edição do Campeonato Brasileiro.
“Nossa principal missão dentro desta nova CBF, determinada pelo presidente Marco Polo Del Nero, é transformar o árbitro do futebol brasileiro”, sonha Sergio Corrêa. “Vamos tirar dele a questão regional, transformá-lo em árbitro nacional”, argumenta.
O presidente da Comissão de Arbitragem usa como exemplo competições das categorias sub-17 e sub-20, nas quais os árbitros escalados eram do mesmo estado que o time mandante. “Esta mensagem de confiança para o árbitro de futebol é muito importante e relevante”, conclui.
A CBF ainda cobra a arbitragem para punições mais duras aos jogadores que lhes questionarem as decisões. Assim espera aumentar o respeito ao árbitro, elevando-o acima das contestações dentro de campo. A entidade pretende implantar as novidades nas próximas rodadas do Brasileirão, e resta saber se as diretrizes darão resultado.
Gazeta Espotiva
Tanto assim, que Sérgio Corrêa tem semana a semana, na sua maioria em intervalos menores no dia a dia, que apontar árbitros, assistentes, quarto árbitros, assessores de árbitros e delegados especiais para jogos da Copa do Brasil e de mais quatro certames nas Séries A, B, C, e D. Isso na multiplicação de cada prélio, coloca em campo número expressivo de árbitros, o que é um verdadeiro teste de capacitação para bem cumprir a responsabilidade, que, prescinde afirmar, é de dimensão tremenda.
E Sérgio Corrêa já vem fazendo tão significativo trabalho há muitos e muitos anos, podendo-se dizer que ele é para o futebol brasileiro aquilo que foi Stve Jobs para a cibernética ou o que significa José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, para a TV brasileira.
Dito isso, tem-se por certo que na apologia feita a Sérgio Corrêa, fica a impressão inafastável que ele é um notebook biológico. Assim, torcedores, cartolas, imprensa, clubes, atletas, técnicos, federações, ficam conhecendo um pouco daquele que é o verdadeiro “cara” do futebol brasileiro. Em nossa opinião, o indigitado dirigente é merecedor de um busto nas adjacências da CBF, pelo que já realizou e pelo que ainda virá projetar no setor da arbitragem brasileira.
Setor esse que agrega os personagens mais importantes do futebol que são os árbitros, que, na realidade, para quem se concentrar e meditar com equilíbrio, observará que os homens do apito são tão importantes no contexto de uma partida de futebol como Pelé, Maradona, Messi, Neimar e tantos outros para o futebol mundial. Digo isso porque, num trilar do apito do árbitro ou no levantar da bandeira pelo assistente, de forma inadequada se decide o destino de uma partida, de uma classificação e, por extensão, de um título.
PS: não conheço o presidente da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva, com quem falei pouquíssimas vezes ao longo dos últimos quatro anos via fone. Mas, para tecer as considerações em tela a seu respeito, o fiz embasado no acompanhamento semanal, que faço a cada divulgação das escalas de arbitragem nos últimos anos nas competições sob a jurisdição da CBF, que são: Copa do Brasil, Séries A, B, C e D. Além do exposto, o nominado dirigente ao assumir o comando da arbitragem nacional, deu continuidade ao excelente trabalho de aprimoramento e aperfeiçoamento aos apitos brasileiros, com a realização de inúmeros cursos com Instrutores da Fifa, na Granja Comary (RJ). Trabalho esse que teve como percussor, o Dr. Edson Resende de Oliveira, o que propiciou a revelação de uma plêaide de árbitros futuristas nunca antes revelada no futebol brasileiro. São frutos do trabalho de Sérgio Corrêa, Anderson Daronco (RS), Antonio Schneider (RJ), Bruno Boschilia (PR), Fabricio Neves Correa (RS), Francisco Carlos Nascimento (AL), Marcelo Carvalho Van Gasse (SP), Marcio Chagas da Silva (RS), Sandro Meira Ricci (DF), Tatiana Jaques de Freitas (RS), Wilton Pereira Sampaio (DF) e Wagner Reway (MT).
3/04/2015 21h15 – Atualizado em 14/04/2015 15h56
Acabou a paz para aquele jogador, técnico ou dirigente que esbraveja contra os árbitros. Pelo menos é o que pretende a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF (Conaf). A entidade enviou nesta segunda-feira uma circular aos seus afiliados determinando mais rigor às punições por reclamação, seja antes ou depois dos jogos. Segundo o presidente da Conaf, Sérgio Corrêa, os protestos de atletas e treinadores estão cada vez mais acintosos, e a arbitragem está mais desrespeitada.

– Aproveitamos a rodada do meio de semana da Copa do Brasil para fazer esse alerta aos árbitros. Está virando um “piti” geral. Tem piti para lá, para cá. Quando marca lateral, reclamam. Quando marca uma falta, reclamam. Quando marca qualquer coisa, reclamam. Tem que acabar o “piti”. Os árbitros tem que tomar vergonha na cara também e punir mais. Temos visto de uma maneira geral um desrespeito total à autoridade da arbitragem. Ou cumprem a regra, ou serão punidos. Isso vale para todos, jogadores, treinadores, qualquer um – comentou Sérgio Corrêa.
“Sem piti”: CBF quer mais rigor nas punições por reclamação contra arbitragem (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)A Conaf já havia pedido “medidas enérgicas” contra reclamações no item 19 de seu ofício com as orientações para 2015. Naquele documento, a CBF reitera que os juízes devem expulsar “os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira”. Segundo Sérgio Corrêa, a circular enviada nesta segunda também é um recado para os tribunais ficarem atentos a declarações feitas fora dos gramados.
– A gente tenta não estragar o espetáculo, mas não tem jeito. As pessoas não querem. Reclamam em treino, no jogo, em lateral, em tiro de meta. Reclamam de tudo. Se não está bom, alguma coisa está errada. Não admitimos mais esse tipo de comportamento. Todos que derem declarações contra a arbitragem de maneira desrespeitosa poderão ser punidos. Todos têm que ir para o tribunal. Ou respeita a autoridade em campo, ou será punido – sacramenta o presidente da Conaf.
O documento deixa claro que o cartão vermelho deve ser uma opção para punir os reclamões.
– Qualquer pessoa que, durante ou ao final da partida, se dirigir à equipe de arbitragem para aplaudir (de forma irônica), reclamar de qualquer marcação ou ofender a equipe de arbitragem deverá ser EXPULSA (se for jogador ou substituto) e EXCLUÍDO (se oficial de equipe), devendo o fato ser registrado fielmente e em linguagem clara e objetiva no relatório da partida. Os fatos dessa natureza ocorridos fora do campo, inclusive na saída do estádio também devem ser registrados nos relatórios, inclusive entrevistas, acaso ouvidas pessoalmente, por qualquer dos integrantes da equipe de arbitragem – diz um dos trechos da circular.
A orientação é direcionada somente aos árbitros que atuem por competições organizadas pela CBF. Sérgio Corrêa não quis citar exemplos de casos recentes que poderiam ter tido maior punição nem comentou as arbitragens polêmicas do fim de semana, ocorridas em estaduais. Ele apenas reforçou que a determinação já é válida para os jogos desta semana pela Copa do Brasil.
19/06/2015 08h59 – Atualizado em 19/06/2015 08h59
Presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Correia, Como diz o narrador Milton Leite nas suas transmissões: “Seeeegue o jogo!!!” Apesar de muitos jogadores ainda questionarem o rigor dos árbitros na aplicação de cartões para punir os atletas que reclamam das suas marcações, impossibilitando qualquer tipo de diálogo, as estatísticas mostram que a iniciativa começa a dar resultados. Em 2014, apenas três partidas nas sete primeiras rodadas do Brasileiro – Figueirense 0 x 2 Santos, Goiás 2 x 0 Botafogo e Chapecoense 2 x 0 Palmeiras – tiveram, no mínimo, 60 minutos de bola rolando, conforme recomenda a Fifa. Este ano, com a nova diretriz, já são 11 nos 70 jogos disputados até agora. O tempo médio de bola rolando também aumentou de 52m28s para 56m, sendo que a partida Atlético-PR 1 x 0 Atlético-MG, na Arena da Baixada, registrou 69m54s. Segundo o presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, a evolução é fruto da compreensão dos atletas, técnicos e árbitros.

– O avanço é extraordinário, e o comprometimento dos jogadores tem sido exemplar. Claro que ainda existem exceções, mas que fazem parte do processo de adaptação. Os próprios treinadores têm ajudado muito nessa missão. Além disso, temos designado delegados especiais e instrutores experientes na últimas rodadas no sentido de orientar os árbitros para que mantenham o equilíbrio na relação com os atletas. Afinal de contas, o que o árbitro exige do jogador, o jogador também exige do árbitro. Daí a importância deste trabalho que a CBF está fazendo para valorizar o respeito entre árbitros, jogadores, comissões técnicas e torcedores.
O maior rigor por parte dos árbitros para coibir a pressão exercida pelos jogadores influenciou também na média de cartões amarelos, que passou de 4,65 no início do Brasileirão em 2014 para 5,61 neste início do Brasileirão, enquanto a de cartões vermelhos aumentou de 0,25 para 0,31 no mesmo período. No ofício emitido com as orientações para 2015, a Comissão de Arbitragem já havia pedido “medidas enérgicas” contra reclamações no item 19. No documento, a CBF reitera que os juízes devem expulsar “os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira”. Preocupada com a questão, em meados de abril, a entidade enviou uma circular específica aos seus afiliados determinando mais rigor às punições por reclamação, seja antes ou depois dos jogos. Num dos trechos, o texto deixa bem claro que <i>”qualquer pessoa que, durante ou ao final da partida, se dirigir à equipe de arbitragem para aplaudir (de forma irônica), reclamar de qualquer marcação ou ofender a equipe de arbitragem deverá ser EXPULSA (se for jogador ou substituto) e EXCLUÍDO (se oficial de equipe), devendo o fato ser registrado fielmente e em linguagem clara e objetiva no relatório da partida. Os fatos dessa natureza ocorridos fora do campo, inclusive na saída do estádio também devem ser registrados nos relatórios, inclusive entrevistas, acaso ouvidas pessoalmente, por qualquer dos integrantes da equipe de arbitragem”. Clique aqui para conferir a íntegra da circular.

A média de faltas por jogo nas sete primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro caiu de 34,5 no ano passado para 29,5 em 2015. Tal número é inferior ao registrado na última Copa do Mundo. Durante o Mundial, cada partida teve cerca de 30 faltas por jogo, assim como a temporada 2013-2014 do Campeonato Alemão. Embora continue distante da Inglaterra, país com a menor menor média de faltas por jogo (21,2), o Brasil se aproximou de nações importantes como Itália (28,9) e Espanha (27). A princípio pode parecer pouco, mas são aproximadamente 300 infrações a menos no Brasileirão. É como se tivéssemos uma rodada inteira da Série A sem uma falta sequer assinalada. A orientação, que também está sendo aplicada com sucesso na segunda divisão, reduziu a média de faltas na competição de 36,2, em 2014, para 31,1 este ano, realidade não muito distante da encontrada na Série A.
Graças ao trabalho de mapeamento e acompanhamento dos árbitros que vem sendo realizado desde 2008, a Comissão de Arbitragem consegue fazer uma previsão aproximada de quantas faltas cada um deverá marcar numa rodada com base na média, no perfil, no grau de experiência e no histórico deles nas Séries A e B do Brasileiro. Acostumado a conviver com as pressões e cobranças do cargo, Sérgio Corrêa, além das noções teóricas e práticas, teve que transmitir também calma, confiança e tranquilidade aos envolvidos para que todo o esforço apresentasse o resultado esperado. Ao lembrar que em 2003, primeiro ano dos pontos corridos, a média de faltas na Série A era de 52,4 por jogo, quase 23 a mais que o verificado atualmente, o presidente da Comissão de Arbitragem afirma que ao ser alvo da pressão e insatisfação dos jogadores das duas equipes, o árbitro tende a amarrar mais o jogo, marcando seguidas faltas, muitas vezes sem necessidade, só para atender de certa forma a vontade dos atletas.

– Sem pressão, o árbitro melhora o seu desempenho, mesmo tendo frações de segundo para tomar a sua decisão, pois tem calma para raciocinar e interpretar melhor a jogada, deixando o lance seguir se for o caso. Nas principais ligas europeias, o número de faltas é mais baixo, pois os jogadores também reclamam menos. Todo mundo que trabalha sob pressão, independente da área ou profissão. vai acabar provocando um acidente. Dois terços dos árbitros que atuaram na Série A do Brasileiro em 2015 têm médias de faltas inferiores a 35 por jogo. Tudo fruto de um trabalho contínuo e sem pressão sobre os profissionais de arbitragem.
Nas sete primeiras rodadas do Brasileiro, cinco árbitros apresentaram médias de faltas por jogo inferiores às registradas na Inglaterra (21,2): André Luiz de Freitas Castro (GO), Dewson Fernando Freitas da Silva (PA), Marcelo Aparecido de Souza (SP), Paulo Roberto Alves Junior (PR) e Thiago Duarte Peixoto (SP). Outros cinco tiveram média superior a 37 infrações por partida: Cleisson Veloso Pereira (MG), Vinicius Gonçalves Dias Araujo (SP), Italo Medeiros de Azevedo (RN), Igor Junior Benevenutto (MG) e Braulio da Silva Machado (SC).
Mesmo com menos interrupções durante as partidas, a média de gols permaneceu em 2,2. No entanto, o presidente da Comissão de Arbitragem acredita que a média de 2,2 gols por jogo no Brasileiro do ano passado será facilmente superada em 2015, assim como a presença de público, que tende a comparecer mais aos estádios com a melhora na qualidade das partidas.
– Tudo isso é um processo que vai trazer uma melhoria ao espetáculo. Com menos faltas e mais tempo de bola rolando, o jogo vai depender quase que exclusivamente da qualidade do jogadores e das equipes.
Críticas à intransigência
Recentemente, o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, e o meia Diego Souza, do Sport, reclamaram da intransigência dos árbitros ao longo das partidas. Na opinião de Sérgio Corrêa, este tipo de crítica parte justamente dos jogadores mais experientes, que mesmo tendo uma responsabilidade maior, por serem espelhos para os torcedores e atletas mais jovens, podem estar sentindo um cansaço maior por causa da idade mais avançada e pelo fato de o jogo estar mais corrido. Neste caso, acaba sendo interessante para eles parar um pouco o jogo para ganhar fôlego. Mesmo assim, o dirigente garante que não é proibido falar com o árbitro, apesar de a regra do jogo não ter nenhum dispositivo que permita o jogador conversar com ele.
– Nenhum jogador é punido por falar com o árbitro. Tudo é a forma como o atleta ou a comissão técnica vai se dirigir ao árbitro. Conversar é uma coisa. Reclamar, pressionar e ofender é outra. Se o árbitro não punir estas atitudes, ele é quem será punido. Conversar com o árbitro não é se dirigir até ele com outros cinco, seis, sete companheiros do lado. Isso é pressão. Jogador não pode ofender nem cumprimentar o árbitro de forma desrespeitosa, esmagando a sua mão. Se o árbitro errar, quem toma as providências é a Comissão de Arbitragem, da mesma forma que o treinador faz com os jogadores que não têm o rendimento esperado. Toda e qualquer reclamação pode ser documentada pelos clubes através da Ouvidoria de Arbitragem.
Afastamento como punição

Quando a Comissão de Arbitragem entende que um árbitro cometeu um erro grave, ele é punido com afastamento para que possa revisar os conceitos aprendidos durante o seu processo de formação. Neste início de Brasileirão, nove árbitros já foram afastados, sendo um na primeira rodada, dois na segunda, um na terceira, dois na quarta, um na quinta e dois na sétima. Os dois casos mais recentes envolvem Guilherme Ceretta de Lima (SP) e Wagner Reway (MT).
Na vitória do Flamengo sobre o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira, o atacante Wellington Paulista, do Coxa, xingou de forma veemente o assistente Marcelo Van Gasse (SP), que apesar de estar a três metros de distância não percebeu, assim como o árbitro Guilherme Ceretta. O quarto árbitro Marcelo Alfiere (SP) notou, mas não comunicou o fato, alegando falha de comunicação no rádio. Segundo Sérgio Corrêa, mesmo com o imprevisto ele tinha que estar atento para na primeira oportunidade relatar o ocorrido.
Quem também não tem prazo para voltar a atuar é o árbitro Wagner Reway, que deixou de marcar pênalti claro do volante Dener em Eduardo Costa no último lance do clássico entre Avaí e Figueirense, na Ressacada, que terminou empatado por 1 a 1.
26/06/2015 19h05 – Atualizado em 26/06/2015 19h05

Parecia que os jogadores tinham se dado conta de que reclamar com a arbitragem só os prejudicaria pelo acúmulo de cartões. Só que não. Após uma forte queda, o número de cartões por reclamação voltou a disparar, como mostra levantamento do Espião Estatístico*. O pico das punições ocorreu na rodada 3, quando foram mostrados 22 cartões (21 amarelos e um vermelho). O número foi caindo até o mínimo de oito na rodada 6. Mas bastaram duas rodadas para esse número mais que dobrar e chegar a 19, segunda maior marca do Brasileirão 2015.
Houve 113 cartões mostrados nas oito primeiras rodadas por reclamação. Foram 50 quando o jogo estava empatado (33 quando em 0 a 0, 30 para mandantes, 26 no segundo tempo). Foram 41 para jogadores de equipes que estavam perdendo (34 no segundo tempo, 30 quando a diferença era de um gol, 29 para visitantes). E 22 para jogadores que venciam o jogo (20 no segundo tempo, 18 para mandantes, 16 quando a vantagem no placar era de um gol).
Na nona rodada, um “time inteiro” cumpre suspensão tendo recebido ao menos um cartão por reclamação: são 11 jogadores de nove equipes.
Patric, do Galo, é expulso No Atlético-MG, Patric está suspenso por ter recebido cartão vermelho após reclamação. No Atlético-PR, Kadu recebeu amarelo por reclamação e cumpre suspensão pelo terceiro. O goleiro Weverton, também do Furacão, também está suspenso por amarelos. O terceiro foi por cera, mas os dois primeiros, por reclamação.
A lista não acaba: no Avaí, Marquinhos cumpre suspensão após um amarelo por reclamação, o segundo dos três que recebeu. Seu colega do clube Romário também está fora da rodada. Um dos três amarelos foi por reclamação.
No Coritiba, Wellington Paulista está fora por ter sido expulso na rodada passada. Levou um amarelo por reclamação e vermelho por atitude antidesportiva (dar um chutão na bola para longe).
O Fluminense não terá Marcos Junior, que reclamou gesticulando e levou o terceiro amarelo. O Goiás também tem um desfalque: Diogo Barbosa, que levou vermelho por reclamação. No Grêmio, o suspenso pelo motivo é Marcelo Oliveira.
Na Ponte Preta, Biro Biro teve dois dos três cartões que o suspendem desta rodada por reclamação. Para encerrar, Luan, do Vasco, recebeu o terceiro amarelo por reclamar com a arbitragem.
*A equipe do Espião Estatístico é formado por Bruno Marques, Gabriela Pantaleão, Guilherme Marçal, Igor Gonçalves, Leandro Silva, Pedro Lopes, Roberto Teixeira e Valmir Storti.
29/06/2015 21h28 – Atualizado em 29/06/2015 21h45
A tolerância zero da CBF com os reclamões no Campeonato Brasileiro provocou mais uma polêmica. Após ser expulso no intervalo da derrota por 4 a 0 do São Paulo para o Palmeiras, o técnico tricolor, Juan Carlos Osorio, criticou a postura dos árbitros brasileiros e os chamou de intocáveis. Na súmula, o juiz Anderson Daronco escreveu que o colombiano reclamou “com o dedo em riste”. Para a CBF, a expulsão foi correta, e a única falha do árbitro foi na redação da súmula. Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), diz que faltou o termo “ostensivo” na descrição do lance.
– Conversei com o Daronco, e ele falou que a reclamação foi ostensiva. Não foi só o dedo em riste. Ele saiu da área dele e foi em direção ao Daronco. Não é uma forma normal, não foi um diálogo. O Item 2 da regra 12 do futebol prevê a punição por amarelo por reclamar das decisões dos árbitros. Nós, na circular, acrescentamos a palavra “ostensivamente”, que caberia bem ali. Estamos orientando aos árbitros para que coloquem a palavra, claro quando realmente for uma reclamação ostensiva, como nesse caso. Está todo mundo achando que foi um diálogo, um bate-papo. Não foi – avalia Corrêa.
Após a expulsão, Juan Carlos Osorio vê a partida Palmeiras x São Paulo das tribunas (Foto: Marcos Ribolli)Na entrevista coletiva após a partida, Osorio se referiu a outros países, como Inglaterra e EUA, onde se pode “conversar como seres humanos”, o que, segundo ele, não acontece na relação com os árbitros nos jogos do Brasileirão. Sérgio Corrêa minimizou a declaração do treinador são-paulino. O presidente da Conaf acredita que o colombiano ainda precise se adaptar ao estilo de arbitragem brasileira, mas não alivia.
– Eu até entendo o caso do Osorio. Tenho certeza que, como ele é inteligente, ele vai se adequar e ver que o Brasil não é um país atrasado como ele deu a entender. Respeito a posição dele, que disse que na Inglaterra, Estados Unidos, são países avançados e há diálogo. O Brasil não é atrasado, está crescendo. Todas essas ações estão trazendo ganho real ao futebol ao ponto de chegarmos a números desses outros países, como no número de faltas. Diminuiu drasticamente. Temos que entender que o treinador e ninguém em campo tem o direito de interpelar o árbitro da forma como ele fez. Se o treinador fosse no meio de campo para falar com o árbitro já estaria invadindo o campo. Só por invasão, ainda sem reclamar, ele já teria que ser expulso – analisa Sérgio Corrêa.
Treinadores e árbitros na mira
Juan Carlos Osorio foi o sexto técnico expulso neste Campeonato Brasileiro por reclamação. Antes, Vinícius Eutrópio, da Chapecoense, Gilson Kleina, do Avaí, Marcelo Fernandes, do Santos, Guto Ferreira, da Ponte Preta, e Argel, do Figueirense, também haviam sido excluídos do campo de jogo. O colombiano, assim como os outros, terá que cumprir suspensão na próxima rodada, conforme prevê o regulamento do torneio. A determinação é novidade no campeonato. Para Corrêa, o número é pequeno e tende a baixar. O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem vê que, além dos treinadores, os jogadores têm se adaptado à nova postura dos árbitros, mas ressalta que os comandantes não estão imunes.
– (Os técnicos) estão sujeitos à expulsão sempre, dependendo da forma como se dirige ao árbitro. Isso foi traçado na reunião de treinadores no início do campeonato. Eles não têm o direito de cobrar, como o árbitro não tem direito de falar da atuação do técnico, de dizer se o treinador está fazendo uma substituição errada, se escalou mal a equipe, ou qualquer outra situação. Não é sua função – enaltece.
Da mesma forma, Corrêa reitera que o exagero dos juízes também está na mira da CBF. Árbitros que demonstrarem abuso de autoridade na punição podem ficar fora de sorteios.
– O árbitro também, se exibir o cartão de forma ostensiva, como quem diz “eu que mando”, será punido. Já tivemos vários, mas não divulgamos. Queremos árbitros com calma e tranquilidade – reforça Sérgio.