Todos reclamam. Ninguém ajuda

FUTEBOL BRASILEIRO

O nível técnico do futebol jogado no Brasil há muito não encanta, a média de público é baixa e há um abismo em relação ao praticado na Europa. Mas qual é o papel dos principais atores do espetáculo diante desse cenário?

Paulo Galvão /Estado de Minas Roger Dias /Estado de Minas

postado em 16/09/2018 11:00 / atualizado em 16/09/2018 09:40

A realização de clássicos como Cruzeiro x Atlético e Santos x São Paulo, neste domingo, é um bom momento para se discutir não só a rivalidade, mas também o próprio futebol que vem sendo praticado no país. O Brasil consegue exportar bons valores, mas os que aqui ficam parecem contaminados pelo vírus da reclamação contra árbitros, simulação de faltas, brigas ou jeitinho para tentar ganhar os jogos. Pressionada, a arbitragem muitas vezes se perde na falta de critérios e de autoridade, se embanana até na hora de usar algo que deveria ajudá-la, como o auxílio eletrônico (VAR, na sigla em inglês), como se viu na vitória celeste sobre o Palmeiras por 1 a 0, pela Copa do Brasil. Já os treinadores, por sua vez, dão ataques de nervos nas áreas técnicas, infernizando a vida dos assistentes e do quarto árbitro. Para completar, os dirigentes se comportam de maneira infantil, ajudando a acirrar os ânimos e a tirar o brilho do espetáculo.

Tudo isso leva aos questionamentos de o Campeonato Brasileiro não estar entre os melhores e mais rentáveis do mundo. Também dá ideia de por que existe tanta dificuldade de o país voltar a ser campeão mundial de clubes ou mesmo a antes prestigiada Seleção Brasileira já não despertar o mesmo respeito de antes, principalmente depois dos 7 a 1 para a Alemanha, em 2014, e a campanha irregular no Mundial deste ano, na Rússia, onde foi eliminada pela Bélgica nas quartas de final. Nesse sentido, vale lembrar que o principal jogador do país, o atacante Neymar, está sendo mais lembrado pela simulação de faltas e pela conduta antidesportiva do que pelos gols e belas jogadas.

As partes reconhecem que podem contribuir mais, se comportar de forma mais adequada, que seria o primeiro passo para recolocar o futebol entre os melhores. “Quem causa mais problemas para a arbitragem hoje somos nós, jogadores, que queremos que todo lance seja favorável. Assim, o jogo fica aguerrido, sai da qualidade técnica e só tende a trazer coisas difíceis para a arbitragem. E o torcedor fica se achando no direito de colocar mais pressão, mais lenha ainda”, admitiu o goleiro cruzeirense Fábio depois da partida contra o Palmeiras, na última quarta-feira.

O técnico Mano Menezes também faz mea-culpa. E pede bom senso a todos. “Quando uma coisa não está boa, não é só um lado que não está fazendo bem a parte dela. Todos os envolvidos erram. A diferença é o que leva certas coisas a acontecerem. Quando saiu a arbitragem do jogo contra o Palmeiras (comandada por Wagner Reway), falei que o árbitro não era de primeira linha. Poderia fazer excelente arbitragem, mas quando você escolhe alguém que não é da primeira turma, causa desconfiança. E quando você começa a ouvir lá fora (o VAR), abre espaço para falarem mais com você. No jogo com o Flamengo (pela Copa Libertadores) ninguém falou com o árbitro (o uruguaio Andres Cunha). Por quê? Porque, logo no começo, ele chamou o jogador que ameaçou reclamar e reprimiu. E a partir dali tomou conta do jogo”, afirma o treinador, para quem esse tipo de discussão é sempre válida. “Todos nós podemos melhorar no Brasil. Sabemos como são as coisas aqui. Mas também não somos os piores do mundo.”

EQUILÍBRIO

O zagueiro atleticano Leonardo Silva acredita que é necessário que cada um dos componentes assuma sua responsabilidade para que os jogos se tornem melhores: “É preciso se concentrar apenas no jogo. Mas, às vezes, a circunstância se intensifica um pouco por erros que comprometem a tranquilidade ou a sequência na competição. Você pode perder um título ou pontos por erros. O atleta perde o controle. É preciso otimizar cada vez mais o padrão da arbitragem para que eles tenham tranquilidade em exercer o que sabem fazer, e nós respeitarmos a decisão. É tentar achar o equilíbrio e o respeito entre arbitragem e atleta para conseguirmos fazer o futebol ficar melhor e e o espetáculo prevaleça, e não a reclamação”.

Já o técnico Thiago Larghi admite que o nível dos jogos está muito abaixo do esperado, mas diz que que tem moldado o grupo para pensar apenas no jogo bonito, abrindo mão da violência ou das reclamações: “Temos que tratar o futebol como espetáculo, porque é o produto que vendemos. Temos que buscar um jogo agradável para o torcedor, prezando pela qualidade do espetáculo. E nosso time procura fazer isso. Ninguém nunca deve ter visto nosso jogador agredindo sem bola, dando cotovelada na nuca ou um soco na costela ou fazendo cera. Tentamos ser um time leal, que joga bola e com qualidade. Nossa torcida gosta disso. Violência não faz parte do futebol”.

ARBITRAGEM

Componente importante nos jogos, a arbitragem também entra na discussão a respeito do nível técnico do futebol, já que tem a incumbência de ditar a dinâmica dos confrontos e zelar pela disciplina dos jogadores. Mas os vários erros por decisões equivocadas têm provocado revolta e tumulto que deixam as partidas menos apreciáveis. O árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro admite que há erros significativos em tomadas de decisões, mas entende que há falta de paciência e de respeito acima do normal com a arbitragem: “O jogador falha, dá um passe errado ou perde um pênalti e o goleiro leva um gol que não poderia levar. Todos não fazem por querer. E o atleta treina a semana inteira, se dedica para isso. Existe a limitação, que é natural do ser humano. Já o árbitro não pode errar, não é profissional, o que impede de fazer uma avaliação mais detalhada sobre os jogos, os erros e acertos”.

Ele também pede paciência com o VAR: “O instrumento é novo para o jogador e é novo para a arbitragem também. Ela passa por ajustes constantemente. Precisamos que todos compreendam que é um processo no futebol”.

Já o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, condena a atitude antiética dos atletas e garante que a regra tem sido cumprido à risca para garantir um jogo mais bonito: “Os árbitros tentam ser rigorosos, mas os jogadores contestam além da conta. Ele deveria punir todo mundo, mas é dever do jogador respeitá-lo. A regra diz pra ele acrescentar todo o tempo que a partida ficou parada, quando um jogador demora para sair de campo ou finge contusão. Isso é falta de respeito e falta de educação. Acredito que o futebol é organizado. O problema está na sociedade. Ao desrespeitar o árbitro, o jogador mostra que um aluno também pode desrespeitar um professor”.

O QUE PREJUDICA O FUTEBOL DENTRO DE CAMPO


Confira algumas cenas comuns em jogos do Brasileiro

Reclamações em excesso
Violência
Discussões
Interferências dos treinadores junto ao quarto árbitro ou aos assistentes
Falta de critério da arbitragem em lances parecidos
Simulações de faltas e agressões
Falta de punição por simulação
Goleiro não respeita os seis segundos para repor a bola em jogo
Distância da barreira nas cobranças de falta
Tempo de acréscimo menor do que realmente ficou parado

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/futebol-nacional/2018/09/16/noticia_futebol_nacional,502909/todos-reclamam-ninguem-ajuda.shtml

#cbfvar: Testes protocolares

Árbitro de Vídeo: equipe faz testes protocolares no Allianz Parque

Na véspera do duelo entre Palmeiras e Cruzeiro, equipe de arbitragem de campo e de vídeo participa de testes protocolares para homologação do estádio

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018

Testes para a utilização do árbitro de vídeo nas semifinais da Copa do Brasil 2018 Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Nesta quarta-feira (12), dois jogos decisivos pelas semifinais da Copa do Brasil vão levar a campo muita tradição e rivalidade entre quatro grandes clubes do futebol brasileiro: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Também fará parte deste espetáculo o VAR (Árbitro Assistente de Vídeo), novidade que estreou nas quartas de final da competição nacional, aliada da equipe de arbitragem na validação das decisões do campo de jogo.

Os árbitros de campo e de vídeo que atuarão no duelo entre Palmeiras e Cruzeiro estiveram no gramado do Allianz Parque, local da partida, para a realização de testes protocolares do VAR na manhã desta terça-feira (11), véspera do confronto. É uma exigência do IFAB, órgão que trata das regras do futebol, para homologar o estádio e atestar que ele está pronto para receber a tecnologia.

– É um protocolo onde são testados o equipamento de comunicação, as câmeras, a cabine de comunicação no campo, toda a parte técnica envolvida. Esses testes servem também para deixar o árbitro ambientado com local do jogo, com a posição da cabine. Simulamos várias situações que podem acontecer na hora da partida – explica o coordenador do Árbitro de Vídeo no Brasil e supervisor de arbitragem do confronto, Sérgio Corrêa.

Jogadores da equipe sub-17 do Palmeiras formaram os times para o jogo simulado. Toda a equipe de arbitragem escalada para o confronto participou do procedimento. São eles o árbitro Wagner Reway, os assistentes Alessandro Rocha Mattos e Fabrício Vilarinho, o quarto árbitro Bruno Arleu, e o trio do VAR formado por Péricles Bassols, Hélton Nunes e Leandro Pedro Vuaden.

O Árbitro de Vídeo pode atuar, segundo o protocolo do IFAB, em quatro situações específicas: gol e não gol; penalidade ou não penalidade; cartão vermelho direto e identificação equivocada de atleta. Em todos os outros lances, as decisões são exclusivas da equipe de campo. O processo de homologação aplicado no Allianz Parque também foi realizado em todos os estádios que receberam partidas com o uso da tecnologia nas quartas de final da Copa do Brasil.

Humanos…

Wagner Reway e equipe presenteiam torcedor que viralizou na internet

Deficiente visual, palmeirense Nickollas conhece equipe de arbitragem de Palmeiras x Cruzeiro, ganha apito de presente e dá aula de superação no Dia do Árbitro

Nickollas ganha apito de árbitro do jogo Palmeiras x Cruzeiro

Nickollas ganha apito de árbitro do jogo Palmeiras x Cruzeiro

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Jovem torcedor conheceu toda a equipe de arbitragem do duelo válido pela Copa do Brasil

Jovem torcedor conheceu toda a equipe de arbitragem do duelo válido pela Copa do Brasil

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Nickollas dá uma aula de superação e amor pelo futebolNickollas dá uma aula de superação e amor pelo futebol.
Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

 

Nickollas Grecco, 11 anos, ficou conhecido em todo o Brasil no último domingo. A imagem dele ouvindo a mãe, ao pé do seu ouvido, narrar os lances que aconteciam durante o clássico Palmeiras x Corinthians percorreu o mundo pelas redes sociais. O torcedor mirim palmeirense não vê o mundo como as outras pessoas. Deficiente visual e autista, Nickollas não enxerga o verde que tanto mexe com ele. E quem disse que isto importa. O caso de amor do pequeno fã é mais uma prova de que a paixão por um clube não requer explicação ou lógica. É um amor que se alimenta na alma.

Na manhã desta terça-feira (11), Nickollas e a mamãe Silvia voltaram ao Allianz Parque. Desta vez, convidados pela administração da Arena para conhecer os bastidores do local. Oportunidade para o menino viver ainda mais as sensações descritas pela mãe na vitória de seu time no último domingo.

Nickollas passou pelos principais locais do estádio e até bateu um pênalti na mesma área onde Fernando Prass bateu o pênalti que garantiu o título da Copa do Brasil ao Palmeiras em 2015.

O que Nickollas não esperava era também conhecer a equipe de arbitragem que comandará o jogo decisivo do seu time contra o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira. Liderado por Wagner Reway, o grupo estava em campo realizando os testes protocolares do VAR (Árbitro Assistente de Vídeo). O encontro não previsto proporcionou mais um momento especial ao menino na Arena, e, principalmente, presenteou os árbitros exatamente na data em que se comemora o Dia do Árbitro.

Nickollas manuseou os cartões e segurou a bandeira utilizada pelos assistentes. Foi incentivado a erguer o braço com o cartão vermelho, repetindo o gesto feito pelos árbitros em campo.

O carinho e respeito da mãe para com a limitação do filho é uma aula de superação e de amor. Silvia entregou que o menino fica muito preocupado nos momentos em que os médicos entram em campo para atender algum jogador.

– Ele fica perguntando se o jogador está bem, se não aconteceu nada grave – completa.

Mas o que Nickollas gostou mesmo durante o encontro foi do apito. Ele ficou tateando o objeto sem parar. Reway retribuiu o carinho presenteando-lhe com o novo brinquedo.

 

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/wagner-reway-presenteia-torcedor-mirim-que-viralizou-nas-redes-sociais

#cbfvar foi usado 58 vezes

… nas quartas de final da Copa do Brasil

Nas oito partidas, duas decisões foram alteradas com o recurso do VAR

POR IGOR SIQUEIRA

CBF usou o recurso do árbitro de vídeo a partir das quartas de final da Copa do Brasil – Marcos Paulo Rebelo / Marcos Paulo Rebelo

A CBF apresentou nesta quarta-feira um balanço das atividades do árbitro de vídeo nas quartas de final da Copa do Brasil. Segundo levantamento da entidade, o experimento nos oito jogos registrou um total de 58 checagens ou revisões. Isso dá uma média de 7,25 checagens por partida. Duas decisões foram mudadas, entre elas a retirada do cartão vermelho mostrado – inicialmente e de forma equivocada – pelo árbitro Anderson Daronco ao jogador Gregore, do Bahia, no confronto contra o Palmeiras.

Em termos percentuais, a CBF contabilizou que 38% das checagens foram para analisar eventual aplicação de cartão vermelho, 35% em jogadas de pênalti ou não, 22% de lance de gol ou não gol e 5% sobre erros de identificação.

Manoel Serapião, coordenador do projeto de árbitro de vídeo da CBF, valorizou a decisão de o próprio Anderson Daronco ter aplicado cartão vermelho ao atacante Deyverson, do Palmeiras, no mesmo jogo contra o Bahia, após auxílio do árbitro de vídeo.

– O lance é fundamental para preservar a integridade física dos jogadores. Os jogadores vão ter que mudar a conduta, haverá menos faltas. O futebol será mais bonito – comentou Serapião.

Com o árbitro de vídeo em ação, a média de bola rolando da Copa do Brasil (57:29) foi maior que a Copa do Mundo (56:55) e a Bundesliga (57:03), segundo o levantamento da CBF.

– O sucesso está nesse investimento da CBF e no treinamento dos árbitros – completou Serapião.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/esportes/arbitro-de-video-foi-usado-58-vezes-nas-quartas-de-final-da-copa-do-brasil-23000924#ixzz5QkGSLrTh

VAR: Ferj estuda…

….quatro propostas para implantar VAR no Carioca de 2019

Presidente da entidade já deu aval para orçamento e deve escolher em breve a oferta que levará aos clubes. Entidade pediu dois valores a cada empresa: para todos os jogos e somente fases finais


Por Vicente Seda, Rio de Janeiro

 

Primeiro teste "offline" da Ferj no Carioca 2018 foi em clássico entre Fla e Bota (Foto: Divulgação/Ferj)Primeiro teste "offline" da Ferj no Carioca 2018 foi em clássico entre Fla e Bota (Foto: Divulgação/Ferj)

Primeiro teste “offline” da Ferj no Carioca 2018 foi em clássico entre Fla e Bota (Foto: Divulgação/Ferj)

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) espera anunciar em breve a empresa escolhida para implantar o VAR, na sigla em inglês, ou árbitro de vídeo, no Campeonato Carioca de 2019. O presidente da entidade, Rubens Lopes, já deu aval ao presidente da comissão de arbitragem, Jorge Rabello, para tocar a concorrência com quatro empresas. Na competição deste ano, a Ferj promoveu testes “offline”, ou seja, sem interferência no jogo, com a suíça Dartfish. Para 2019, a entidade solicitou orçamentos para um pacote com todos os jogos e outro que inclui somente as fases finais.

Além da Dartfish, a empresa responsável pelo VAR na Copa do Mundo da Rússia, a Hawk-Eye Innovations, também está no páreo. É a única proposta que Rabello ainda aguarda para levar a Lopes. As demais, já chegaram. Questionado sobre os custos, disse que há pelo menos duas propostas abaixo do custo oferecido pela CBF para implantação do VAR neste ano – R$ 50 mil por jogo. Mas ele ressaltou que isso não será o fator decisivo na análise, afirmando que priorizará a questão técnica.

Na Copa do Mundo da Rússia, o VAR alterou decisões de árbitros no campo em 17 oportunidades. A França chegou a ter um pênalti confirmado pelo VAR na final contra a Croácia. A média de tempo por partida gasto com o recurso foi de 38 segundos. A implantação do sistema se refletiu, por exemplo, na quantidade de pênaltis marcados: em 2010, foram 14 pênaltis, em 2014, outros 13, mas em 2018 o total foi de 28. Por outro lado, o número de cartões vermelhos diminuiu: foram quatro em 2018, contra 10 em 2014, e 17 em 2010.

No Brasil, a primeira competição nacional a receber o VAR é a Copa do Brasil. A implantação aconteceu com a competição já em andamento, neste mês, a partir das quartas de final. Para o Campeonato Brasileiro, o custo de R$ 50 mil por jogo não foi aceito pelos clubes. Foram 12 votos contrários entre os 20 da Série A. Dos cariocas, Flamengo e Botafogo foram a favor do uso do VAR no Brasileiro, enquanto Fluminense e Vasco se posicionaram contrários. A Libertadores e a Sul-Americana também vão contar com a tecnologia. Rabelo afirma que o VAR veio para ficar.

– O mundo do futebol entende que é uma coisa que veio para ficar e a Ferj obviamente não vai ficar para trás. O presidente me autorizou, estou comandando esse processo, cotamos quatro empresas, estou aguardando a última proposta que é da Hawk-Eye, a empresa que fez a Copa do Mundo. Pedi que as empresas apresentassem duas propostas, uma para todos os jogos da competição, o que seria em torno de 76 partidas, e outra proposta só para os 10 jogos decisivos, as semifinais e finais das Taças Guanabara e Rio (seis jogos), e a fase final do Carioca (quatro jogos).

Rabello explicou que fará um parecer técnico, mas entende que a decisão final será uma questão de custo.

– Tenho fé que, se não conseguirmos todos os jogos, seguramente a Ferj terá o VAR nos 10 jogos decisivos de 2019, desta vez “online”. A variação entre as propostas é pequena. Das três, tenho duas abaixo do custo que a CBF divulgou para o Brasileiro deste ano. Mas isso para mim especificamente é irrelevante, o meu parecer vai ser técnico. Agora, as divergências não são grandes. Só está faltando a Hawk-Eye. Aí sim levo isso para a decisão financeira. A partir do “ok” do presidente a gente vai seguir com a proposta.

O treinamento e adaptação dos árbitros para a implementação do VAR, se a tecnologia for aprovada, deverá acontecer em janeiro de 2019, em Saquarema, durante a pré-temporada já realizada anualmente pela comissão de arbitragem da entidade com duração de duas semanas. Segundo Rabello, todos os 77 árbitros e assistentes do quadro da Ferj passarão pelo treinamento, mas haverá uma prioridade, pela experiência, para o grupo de 17 árbitros que também integra o quadro nacional e já recebeu treinamento da CBF.

– Temos um grupo de 17 árbitros e assistentes que já participaram do treinamento da CBF, porque são do quadro nacional e a CBF já está fazendo experimento na Copa do Brasil. Acredito que o Brasileiro de 2019 seja com o VAR. Assim que aprovado o projeto, iremos contar evidentemente com a CBF porque as pessoas que estão lá já têm um “know-how”, participaram de reuniões com a Fifa e International Board. Mas estamos bem tranquilos porque temos um grupo que já está treinado e, em Saquarema, colocaremos todo o grupo para treinar, em torno de 77 árbitros e assistentes.

https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2018/08/14/ferj-estuda-quatro-propostas-para-implantar-var-no-carioca-de-2019.ghtml

Paulistão terá VAR…

… nos mata-matas em 2019; FPF diz que irá bancar os custos

Federação negocia com a mesma empresa que realizou serviço durante a Copa do Mundo

Por Leonardo Lourenço, São Paulo

 

O Campeonato Paulista de 2019 terá o VAR (árbitro-auxiliar de vídeo) ao menos a partir das quartas de final. O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, afirmou nesta quinta que a negociação com a empresa que prestará o serviço, a mesma da Copa do Mundo, está “bem encaminhada”.

Segundo o dirigente, o custo para a utilização do VAR será bancado integralmente pela federação. Em janeiro, os clubes vetaram a utilização do árbitro de vídeo no Brasileiro quando a CBF tentou dividir a despesa com as equipes. Ele é utilizado na Copa do Brasil, porém, pago pela confederação.

– Está bem encaminhado (para o Paulista de 2019) com a empresa que fez o VAR na Copa do Mundo. Já solicitamos à CBF que encaminhe nossas pretensões à Fifa. Estamos dispostos a fazer e a bancar – afirmou Bastos, que nesta tarde foi reeleito presidente da FPF até 2022.

Bastos diz que FPF irá bancar o VAR no Paulista (Foto: Leonardo Lourenço)Bastos diz que FPF irá bancar o VAR no Paulista (Foto: Leonardo Lourenço)

Bastos diz que FPF irá bancar o VAR no Paulista (Foto: Leonardo Lourenço)

A federação paulista já planejou o orçamento do ano que vem com essa previsão:

– Em 2019 vamos fazer com certeza nas quartas, semi e final. Conseguimos valores que cabem em nosso orçamento, e ele foi planejado com essa despesa.

A final do Paulista deste ano teve polêmica com arbitragem, que chegou a marcar um pênalti de Ralf, do Corinthians, em Dudu, do Palmeiras, e depois voltou atrás.

Os palmeirenses reclamam de interferência externa na decisão e até hoje tentam impugnar a partida, sem sucesso, nos tribunais esportivos. O episódio causou um racha entre a FPF e o Palmeiras, que não mandou representantes para a eleição desta quinta na entidade.

https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/paulistao-tera-var-nos-mata-matas-em-2019-fpf-diz-que-ira-bancar-os-custos.ghtml

GUM parabeniza VAR

http://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/4675153/como-assim!-gum-parabeniza-arbitro-de-video-por-expulsao-de-romero-ajudou-muito

Como assim?! Gum parabeniza ‘árbitro de vídeo’ por expulsão de Romero: ‘Ajudou muito’

O árbitro de vídeo começou a ser utilizado em competições organizadas pela CBF em 2018 na Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, o recurso ainda não existe, mas o Gum, do Fluminense, o parabenizou mesmo assim pela expulsão de Romero, do Corinthians, nesta quarta-feira.

“Queria aproveitar, parabenizar o árbitro pelo lance decisivo, jogadores do Corinthians disseram que não foi, tem a marca no rosto do Digão. E parabenizar o árbitro de vídeo. Hoje ajudou muito, lance decisivo. Se não tem, podia complicar na interpretação do árbitro”, disse, ao “Premiere”.

“Não tem?”, surpreendeu-se o capitão tricolor. “Falo assim… Esse lance decisivo, como está tendo na Copa do Brasil e agora no Brasileiro, vai ajudar muito a arbitragem”, tentou explicar.

“O árbitro foi muito bem hoje, não prejudicou nem o Fluminense, nem o Corinthians. O de vídeo vai ajudar. Hoje o auxiliar ajudou ele, acho que ele não tinha convicção, mas ano que vem vai ajudar.”

#cbfvar: repercussão na mídia

https://extra.globo.com/esporte/cbf-comemora-sucesso-do-var-na-copa-do-brasil-23000921.html

Igor Siqueira

A CBF apresentou nesta quarta-feira um balanço das atividades do árbitro de vídeo nas quartas de final da Copa do Brasil. Segundo levantamento da entidade, o experimento nos oito jogos registrou um total de 58 checagens ou revisões. Isso dá uma média de 7,25 checagens por partida. Duas decisões foram mudadas, entre elas a retirada do cartão vermelho mostrado – inicialmente e de forma equivocada – pelo árbitro Anderson Daronco ao jogador Gregore, do Bahia, no confronto contra o Palmeiras.

Em termos percentuais, a CBF contabilizou que 38% das checagens foram para analisar eventual aplicação de cartão vermelho, 35% em jogadas de pênalti ou não, 22% de lance de gol ou não gol e 5% sobre erros de identificação.

– O lance é fundamental para preservar a integridade física dos jogadores. Os jogadores vão ter que mudar a conduta, haverá menos faltas. O futebol será mais bonito – comentou Serapião.

Com o árbitro de vídeo em ação, a média de bola rolando da Copa do Brasil (57:29) foi maior que a Copa do Mundo (56:55) e a Bundesliga (57:03), segundo o levantamento da CBF.

– O sucesso está nesse investimento da CBF e no treinamento dos árbitros – completou Serapião.

CBF VAR…

… balanço das Quartas de Final da Copa do Brasil

Comissão de Arbitragem da CBF apresentou os números do impacto da tecnologia nas partidas e mostrou alguns áudios da comunicação entre campo e cabine do VAR

VAR Arena Corinthians

Créditos: Leandro Lopes

A história foi escrita: as Quartas de Final da Copa do Brasil 2018 contaram com o auxílio do Árbitro de Vídeo, algo inédito até o momento no futebol do país. Na manhã desta quarta-feira (22), na sede da CBF, a Comissão de Arbitragem apresentou um balanço sobre o uso da tecnologia nos quatro duelos e ida e nos quatro de volta. O auxílio da ferramenta foi considerado um verdadeiro sucesso e impactou muito pouco no tempo de bola rolando nas partidas, com uma média de apenas 1,3% de paralisação no tempo dos confrontos.

O gerente de planejamento de Árbitro de Vídeo da CBF, Ricardo Bretas, abriu o evento e aproveitou a oportunidade para agradecer aos clubes envolvidos pela cooperação em seus respectivos estádios. Na sequência, Ítalo Medeiros, consultor da Comissão de Arbitragem da CBF, apresentou os números e seus impactos nas partidas.

As oito partidas tiveram um total 58 checagens, com média de 7,25 por jogo. Em um comparativo com outras competições sobre o tempo de bola rolando, as Quartas de Final da Copa do Brasil tiveram menos paralisações nos confrontos por conta do VAR. A competição mais democrática do país teve média de 57 minutos e 29 segundos de bola rolando por partida, enquanto a Copa do Mundo da Rússia teve 56 minutos e 55 segundos e o Campeonato Alemão 57 minutos e três segundos.

As checagens do VAR no mata-mata mais emocionante do Brasil tiveram uma média de um minuto e 18 segundos por checagem, equivalente a apenas 1,3% do tempo total das partidas. As análises sem impacto, que não têm comunicação com o árbitro, tiveram em torno de 31 segundos. Nas situações em que houve conversa com o campo, o tempo aumentou em três segundos.

Algo que desperta curiosidade de imprensa e torcedores é o sistema de comunicação entre o árbitro de vídeo e a equipe no gramado. Manoel Serapião, idealizador do projeto do VAR no Brasil, foi ao palco do auditório da CBF e mostrou alguns lances de checagens com o áudio da conversa entre cabine e campo. O Árbitro de Vídeo segue nas Semifinais e na grande decisão da Copa do Brasil 2018.

PARA USO DA IMPRENSA

Apresentação em PDF (dados do VAR na Copa do Brasil)

VÍDEOS COM ÁUDIOS DOS DIÁLOGOS NA SALA DO VAR

Bahia x Palmeiras (bola entrou ou não)

Bahia x Palmeiras (cartão vermelho)

Cruzeiro x Santos (pênalti ou não)

Chapecoense x Corinthians (impedimento no gol)

Flamengo x Grêmio (pênalti ou não)

Palmeiras x Bahia (gol legal ou não)