VAR no Brasil x Inglaterra

Entenda as diferenças do VAR na Inglaterra e no Brasil

No Brasileirão, polêmicas e reclamações ganham força, enquanto na Premier League a agilidade é o ponto forte

21/08/2019
Cayo Pereira, Igor Galletti e Leonardo Damico

A partida entre Manchester City e West Ham, na primeira rodada da Premier League, foi marcada pela primeira interferência do VAR na história do futebol inglês. O país que criou as regras do esporte começa a se adaptar a novas normas da atualidade. O juiz usou o vídeo para anular o tento de Gabriel Jesus.

O que chamou atenção, porém, é que o árbitro levou apenas 1 minuto e 2 segundos para anular o gol. A velocidade é apenas uma das características que apontam que a Inglaterra pode virar referência e ajudar a mudar o panorama do VAR no mundo.

Árbitro de vídeo tem sido um sucesso em sua primeira temporada na Inglaterra (Arte: Marcelo Moraes/Lance!)
Árbitro de vídeo tem sido um sucesso em sua primeira temporada na Inglaterra (Arte: Marcelo Moraes/Lance!)

Foto: LANCE!

VELOCIDADE

Premier League foi o último entre os grandes campeonatos europeus a adotar a medida. A franquia passou dois anos estudando e aprimorando as medidas para que a adoção fosse mais benéfica. O grande diferencial é a velocidade da decisão. Os equipamentos utilizados são mais modernos, com tecnologia superior à do Brasil. A orientação é que o lance seja reavaliado e a decisão seja tomada antes do fim da comemoração dos jogadores. Os lances vistos são apenas os imprescindíveis. No Brasil, não existem restrições e o árbitro pode levar o tempo que quiser.

“Temos que ir devagar. É importante sempre tomar a decisão correta. É claro que existem reclamações com relação a demora nas decisões, não se pode demorar cinco, seis, sete minutos como já houve caso no Brasil. Tem que ser acelerado esse processo. Deve existir um treinamento melhor da arbitragem por aqui para minimizar os erros e esse tempo de análise. Eu sou favorável ao VAR, é um caminho sem volta”, disse o ex-árbitro Carlos Eugenio Simon, ao LANCE!.

COMERCIAL

A Premier League é o campeonato mais valioso do mundo. Os prestígios das equipes e dos jogadores, e o estilo de jogo, veloz e intenso, são características que influenciam. A competição negocia um novo acordo por contrato de direitos de transmissões internacionais avaliado em 4 bilhões de libras (R$ 20 bilhões). Temia-se que a entrada do VAR diminuísse a intensidade do jogo e isso influenciasse comercialmente. O aperfeiçoamento e a ideia de encurtar as interrupções também deriva desse fator.

“A maneira como o VAR foi implementado aqui foi impressionante. A Premier League gastou muito tempo trabalhando a forma como seria introduzido para não garantir que não houvessem problemas inicias. É uma visão muito inglesa, mas imagino que, como uma das ligas mais assistidas do mundo e do suposto ‘berço do futebol’, se funcionar aqui, será possível que funcione em todos os lugares”, pontuou Amitai.

TRANSPARÊNCIA

Outra grande diferença para o Brasil é a transparência. Aqui, o árbitro se isola e analisa as imagens sozinhos. Na Inglaterra, o telão transmite as imagens analisadas, o que norteia os torcedores, diminuindo suas dúvidas e ansiedades. A influência do VAR, até agora, é mais positiva do que negativa na Inglaterra, como a diminuição de simulações.

“Quanto mais transparente melhor, é um ponto muito positivo na Inglaterra e poderia ser trazido para cá. Mostrar no telão do estádio e nas televisões o que os árbitros de vídeo estão vendo nas cabines. Inclusive, eu defendo também a divulgação dos áudios, do que falam os árbitros de vídeo e de campo. Na minha opinião, estes áudios tem que ser públicos, tem que ser expostos”, ponderou Simon.

RIGIDEZ

A rigidez também é maior. No Inglês, o árbitro se limita a analisar os lances de ataque mais próximos ao da finalização, não voltando para ver tanto a chamada “origem do lance”. Os limites para a interferência em lances subjetivos também são mais rígidos. O árbitro tem mais autonomia e relata o que vê à cabine que analisa as imagens. Se o que o juiz diz bate com as imagens vistas, não há a revisão, permanecendo a decisão de campo.

“Houve um longo período de preparação e testes em várias competições. Eu acho que tem sido relativamente bem recebido até agora, embora ainda haja muito ceticismo por parte de alguns comentaristas mais tradicionalistas da mídia”, ressaltou o jornalista inglês.

TEMPO DE PREPARO

Mesmo com uma temporada de ‘atraso’ para ser implementado de forma oficial comparado as outras grandes ligas europeias, o VAR na Premier League passou por quase meia temporada de testes ‘offline’ nas partidas, o que ajudou todas as partes durante todos os procedimentos em que o árbitro de vídeo é necessário. Apesar da boa repercussão do VAR, ainda existem opiniões divergentes.

“O fator positivo é que ninguém se sente realmente prejudicado. Também elimina alguns elementos de trapaça do jogo. Os jogadores sabem que agora não podem mais simular faltas, por exemplo. O único ponto negativo é que pode tirar o momento de comemoração do gol. As pessoas assistem o futebol por aquele segundo de alegria de quando a bola bate na rede. Adicionar um elemento da dúvida a esse momento, parece que prejudica um pouco”, disse Amitai.

NÚMEROS DO BRASIL

A CBF divulgou um relatório que utilizou a análise de 139 jogos com o auxílio do VAR. Os dados apontam que foram 764 checagens e 87 revisões. Em 90% dos casos, o VAR concordou com a decisão de campo. O índice de acertos em situações de pênaltis foi de 91,75%, com 27 erros corrigidos, além de acerto de 93,5% em impedimentos. Os árbitros erraram em dez lances capitais, em 2019, contra 88 em 2018.

“Eu enxergo o copo meio cheio. O auxílio do VAR é indispensável hoje em dia. A reclamação dos clubes diminuiu muito. Os acertos da arbitragem brasileira crescem”, indicou Leonardo Gaciba, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, nesta segunda-feira, em coletiva.

PROFISSIONALISMO

Na Inglaterra, os árbitros que apitam os jogos da Premier League são todos profissionais da arbitragem, ao contrário do futebol brasileiro, onde alguns árbitros possuem outros funções.

“Claro que o amadorismo da arbitragem no Brasil atrapalha. O futebol no Brasil é um grande negócio, movimenta muito dinheiro e é um absurdo que não exista essa profissionalização por aqui ainda. Tem que receber os salários, com todas as condições mínimas para trabalhar, todo apoio necessário. Não vejo outra saída sem ser a profissionalização. Desde o tempo que apitava, eu levantava essa bandeira”, finalizou Simon.

Árbitros de elite

Árbitros de elite passam por testes físicos no curso RAP-FIFA

Nesta quarta-feira (21), 41 árbitros e assistentes, entre homens e mulheres, passaram pela etapa dos testes físicos do 16º curso RAP-FIFA

Árbitros de Elite passam por testes físicos no curso RAP-FIFA

Créditos: Thais Magalhães/CBF

Na manhã desta quarta-feira (21), 41 árbitros e assistentes da elite nacional, entre homens e mulheres, realizaram uma série de testes físicos que os habilitam a continuar no quadro da FIFA do próximo ano e, consequentemente, atuar em competições internacionais e da CBF. A atividade faz parte do 16º curso RAP-FIFA para Árbitros de Elite e foi realizada no Clube de Aeronáutica, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O curso começou na segunda-feira (19) e vai até o próximo sábado (24). 

Árbitros e assistentes bem conhecidos no cenário brasileiro, como Anderson Daronco, Dewson Freitas, Wilton Sampaio, Edina Batista, Rodrigo D’Alonso, Rafael Traci, Ricardo Marques Ribeiro, Luiz Flávio de Oliveira e Neuza Ines Back estão presentes no curso. Daronco é do quadro da FIFA desde 2014 e destacou que é uma ótima oportunidade para os árbitros se encontrarem e discutirem lances, além de uniformizar as interpretações.

– Quando a gente tem essa oportunidade de estar reunido, a gente procura trocar bastante ideia e buscar uma linha de atuação. A gente fica muito feliz pelas oportunidades que nos são dadas neste sentido de poder aprimorar nosso trabalho. Esse programa da FIFA com apoio da CBF também é uma oportunidade da gente estar sempre se aperfeiçoando no sentido de melhorar nosso trabalho no campo de jogo – disse Daronco.

Árbitros de Elite passam por testes físicos no curso RAP-FIFAÁrbitros de Elite passam por testes físicos no curso RAP-FIFA
Créditos: Thais Magalhães/CBF

As aulas do curso RAP-FIFA são divididas entre teóricas e práticas, sendo as atividades no campo pela parte da manhã˙e de tarde em sala de aula. Os árbitros e assistentes passam por testes de velocidade, resistência e agilidade. Também experiente e árbitro FIFA desde 2014, Rodrigo D’Alonso vem apitando jogos da Série A e destacou a importância do intercâmbio entre os participantes do curso. 

– Mesmo ele sendo elaborado todos os anos, a cada ano tem novidade. As regras também pelas mudanças que elas tem constantemente. Pra gente é bom o convívio com os árbitros FIFA porque eles trazem bagagem dos campeonatos que eles fazem fora. Sempre tem um aprendizado, seja na parte de regra ou na parte prática – comentou D’Alonso. 

Há também quem está participando pela primeira vez do curso de arbitragem, como é o caso de Charly. A catarinense foi a primeira árbitra do estado a atuar em jogo de Brasileirão, pela Série D, no jogo entre Sergipe e Coruripe. Ela é do quadro da CBF desde 2018 e comentou sobre o nervosismo de estar estreando no curso com tantos nomes conhecidos, mas reiterou que é uma oportunidade para aprender e se aprimorar. Charly ainda destacou a importância dos testes.

– Hoje o futebol moderno, como todos já sabem, exige muito mais velocidade e força. Pra nós, mulheres, mais ainda pra gente que conseguir mostrar isso dentro de campo e o teste é mais um fundamento que a gente tem que mostrar que tem capacidade independente do gênero e do sexo – analisou Charly. 

Árbitros de Elite passam por testes físicos no curso RAP-FIFAÁrbitros de Elite passam por testes físicos no curso RAP-FIFA
Créditos: Thais Magalhães/CBF

 

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/arbitros-de-elite-passam-por-testes-fisicos-no-curso-rap-fifa

Brasil em Mundiais

Presidente homenageia árbitros que representaram o Brasil em Mundiais

Após receber os árbitros em seu gabinete, o dirigente deu placas especiais para Raphael Claus e Edina Alves, além de seus respectivos assistentes

CBF lança campanha de respeito aos árbitros

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Essa segunda-feira (19) foi um dia especial para a arbitragem brasileira. Após lançar a campanha “Respeito: Essa é a Regra do Jogo“, em evento realizado na sede da CBF, no Rio da Janeiro (RJ), o presidente Rogério Caboclo recebeu os árbitros e assistentes da Confederação. O dirigente homenageou os representantes brasileiros em Mundiais disputados nesta temporada. O trio que atuou na Copa do Mundo Feminina da França e o quarteto brasileiro que representou o país na Copa do Mundo Sub-20 da Polônia foram os agraciados.

O grupo masculino é formado por Raphael Claus, os assistentes Danilo Ricardo Simon Manis e Bruno Pires, e o juiz Wilton Sampaio que atuou como árbitro de vídeo para disputa da competição. Cada homenageado recebeu uma placa das mãos do presidente Rogério Caboclo.

– Muita satisfação pelo reconhecimento que a gente tem do Presidente e da Entidade, do nosso Presidente da Comissão, de ver a forma que o árbitro hoje é tratado, com a parte fundamental do processo e ver da forma que a gente vem lidando com o futebol, ver que o futebol é um produto e todas as pessoas que fazem parte do produto tem que remar para o mesmo lado para ter um produto melhor no final. Quem ganha com isso é o futebol e as pessoas que são apaixonadas por ele – ressaltou o árbitro paulista.

Edina Alves e suas auxiliares Neuza Back e Tatiane Camargo foram as representantes femininas homenageadas. Edina vive grande momento na carreira. Além de representante do Brasil na Copa do Mundo da França, ela está apitando a Série A do Campeonato Brasileiro e comandou a decisão da Série D do Brasileirão, no último domingo. A paranaense agradeceu ao apoio da CBF após a homenagem.

– Primeiro parabenizar a CBF e a ACA, pelo momento maravilhoso que estamos vivendo, não somente eu, mas como todos os árbitros do Brasil. Pra mim esse ano foi um sonho. Estreei na Série A, trabalhei na Copa do Mundo Feminina e fiz, ontem, a final da Série D. Então eu estou vivendo um sonho e quero agradecer a todas as pessoas que me ajudaram a chegar aqui nesse momento – concluiu.

 

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/index/presidente-rogerio-homenageia-arbitros-dos-mundias-sub-20-e-feminino

VAR acertou 98%

Por Sérgio Rangel — Rio de Janeiro

 


Leonardo Gaciba faz apresentação sobre o uso do VAR — Foto: Sérgio RangelLeonardo Gaciba faz apresentação sobre o uso do VAR — Foto: Sérgio Rangel

Leonardo Gaciba faz apresentação sobre o uso do VAR — Foto: Sérgio Rangel

Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Leonardo Gaciba apresentou, nesta segunda-feira, os números do árbitro de vídeo (VAR) no auditório da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo o chefe dos árbitros, houve 98% de acerto dos lances nas decisões capitais (gols, expulsões, erros de identificação e pênaltis) com a ajuda do novo sistema até a 14ª rodada da Campeonato Brasileiro.

De acordo com Gaciba, sem o VAR, 77,4 % dos lances capitais foram acertados no mesmo período. O chefe da arbitragem informou que os árbitros erraram apenas em 10 lances capitais neste ano com a ajuda do vídeo contra 88 em 2018. Os jogos do último fim de semana do Brasileiro não entraram no levantamento da entidade.

– Isso é uma melhora de 90%. Eu enxergo o copo meio cheio. O auxílio do VAR é indispensável hoje em dia. A reclamação dos clubes diminuiu muito. Os acertos da arbitragem brasileira crescem – disse Gaciba

Gaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio RangelGaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

Gaciba faz apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

Na apresentação desta segunda, o chefe da arbitragem afirmou que o índice de acertos em situações de pênaltis foi de 91,76 % com o VAR, sendo 27 erros corrigidos, ante 68,23% no ano anterior. O VAR ainda acertou 93,5% nos impedimentos, segundo a entidade.

– O VAR mostra que a velocidade do jogo acabou vencendo o olho humano – disse Gaciba

A análise usou 139 jogos para contabilizar os números do VAR. Segundos os dados apresentados, foram 764 checagens e 87 revisões, com uma média de 6,12. Em 90% das ocasiões, o árbitro de vídeo concordou com a decisão de campo.

– Queria agradecer ao clubes brasileiros pela aprovação do árbitro de vídeo. Eles estavam certos. O que parece fácil na TV não é tão fácil no campo de jogo – explicou Gaciba.

Gaciba na apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio RangelGaciba na apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

Gaciba na apresentação sobre o VAR — Foto: Sérgio Rangel

 

O maior número de checagens foi para a marcação ou não de gol: 385, o que equivale a 50,4% do total. Em 255 oportunidades, houve checagem de pênaltis (33,4%). Os outros itens checados foram cartão vermelho (15,2%) e erro de identidade (1%).

Em 69 das 87 revisões, o árbitro mudou sua decisão depois da análise do vídeo, o que corresponde a 78% do total. Gaciba disse que existe a consciência da necessidade de melhorar no tempo de tomada de decisão. No Brasileiro, a média é de um minuto e 54 segundos.

Minha preocupação maior é o equilíbrio entre a precisão e a fluência. Tentar fazer a coisa da forma mais rápida possível sem perder acima de tudo a precisão – disse Gaciba, que tem como objetivo pessoal chegar a uma média de um minuto e 20 segundos por revisão.

A partir da primeira rodada do segundo turno, os telespectadores terão acesso nas transmissões aos lances observados pelo árbitro no momento da revisão, segundo Gaciba. Para o mesmo acontecer no estádio, a CBF ainda trabalha com a questão de logística para poder fazer o mesmo. Segundo ele, o custo total do VAR para CBF por jogo é de R$ 51 mil em média.

Durante a apresentação, Gaciba apresentou lances revisados durante o Campeonato Brasileiro e divulgou áudios das conversas entre os árbitros durante a tomada de decisão. Ele explicou como os procedimentos acontecem para tentar tirar dúvidas sobre a utilização do VAR e a tecnologia do impedimento, a mesma utilizada na Copa do Mundo.

Relembrando – 15/08/2017

Sérgio Corrêa projeta árbitro de vídeo para o Brasileirão de 2019

Gazeta Esportiva, 15/08/2017 13:12:25

A instalação do árbitro de vídeo no Brasil parece estar sendo estudada com muita cautela para que seja o mais eficiente possível. O atual coordenador do recurso no futebol nacional, Sérgio Corrêa, demonstrou interesse de implantá-lo no Campeonato Brasileiro em dois anos.

“Não temos pressa para instalar. Mais de 30 empresas se interessaram para participar da utilização. Fizemos alguns testes e estamos satisfeitos com o que vimos, mas optamos por recuar para solucionar alguns problemas. Depois de analisar o protocolo definitivo da Fifa, acredito que vamos começar a usar no Campeonato Brasileiro de 2019”, declarou o dirigente, em entrevista ao Sportv.

Um dos grandes temas de discussão quando o assunto é a arbitragem de vídeo diz respeito aos momentos em que o árbitro pode e deve recorrer a ele. Para Sérgio, esse é assunto delicado e no Brasil deve ser utilizado em momentos especiais. “O projeto brasileiro é mais conservador, pois não pensamos em trabalhar com o vídeo em lances interpretativos”, afirmou o dirigente.

“Não tem como a tecnologia não entrar no futebol. O que precisa é testar, fazer treinamentos e se adaptar ao protocolo que a Fifa criou para garantir que apenas erros claros e cruciais da partida sejam corrigidos”, completou o coordenador quando questionado sobre o uso do mecanismo.

September 14, 2015

September 14, 2015

TECHNOLOGY IN REFEREEING

REVOLUTION IN FOOTBALL

WITHOUT ALTERING ITS ESSENCE;

LESS STOPPAGE;

MORE GOALS – ALL LEGITIMATE;

LESS VIOLENCE;

LESS INJURIES;

LESS SIMULATIONS;

LESS PUNISHMENTS;

RESULTS ALWAYS LEGITIMATE;

CHANGE IN EDUCATIONAL PROCESS OF YOUNG PLAYERS;*

FULL ETHICS!

THIS PROJECT ESTABLISHES HOW TECHNOLOGY CAN BE APPLIED TO FOOTBALL REFEREEING WITH EFFICIENCY, SIMPLICITY, AND ALSO BRING ABOUT THE ABOVE BENEFITS.

1) OBJECTIVE

a) to correct referee errors in clear, indisputable plays that alter       or may alter match results (goals, penalties and violent action);

b) to always legitimize match results;

 c) make football more dynamic;

d) reduce violence, injuries, simulations and, therefore,        punishments;

 e) reduce pressure on referees and prevent doubts on his dignity, as well as on officials;

 f) Educational development of young players.

 2) PRINCIPLES

a) Continuity of current refereeing system, adding to it “absolute conviction”;

b) Minimum interference;

c) Non—interruption of match; and

d) No (holding of) consultations.

3) MANNER

Appointing a Video Assistant – “VA”, assigned to correct undeniable referee clear technical and/or disciplinary errors (including on unseen facts), that may directly alter match result or development.

The “VA” will act based on simultaneous televised image, with immediate replay possibility – generated by strategically placed cameras – a simple technology, available to all.

Communication with referees will be done preferably, by  electronic means of communication.*

4) PLAYS

4.1) doubt whether ball entered goal line or not

The “VA” will only act to score a goal or to un-score a goal without the ball entering.*

 4.2) ball exits by goal line

The “VA” will only act to indicate the ball exits when in same play or if in its context a goal or penalty was scored.*

 4.3) definition of free-kick spots in favor of the offense, that happened within the limits of the penalty área The “VA” will only act to correct error regarding the place of the foul, or say, if in the area it was marked outside and vice-versa.*

 4.4) scored goals and penalties, made possible and avoided due to    error in clear/undeniable foul plays (not seen or marked in clearly wrong manner)

 The “Video Assistant” will only act in plays that do not require interpretation, or say, in fouls that are so clear, so undeniable that they reveal the referee’s evident error, or those that they are sure were not marked because they were not seen.

 4.5) Offsides interfering with play

 By force of the “absolute conviction principle”, assistant referees      should only mark clear offsides, those that do not raise any doubt.

 In case of an offside in adjusted play and if in the same play or in its context a goal or penalty is scored, the “AV” will act and mark the offside.  With any other play, the “AV” will not act.

 What cannot persist are calls for non-existing offside, that prevent goal scores, nor validating goals or penalty scores due to unmarked offsides.

Advantage: less match stoppages, more goals and all of them legitimate.

4.6) Undeniable serious foul play and physical aggression (violent      behaviour), unseen or badly decided by the referees. In these cases, the “VA” will act immediately, except if there is a goal advantage or a clear goal opportunity.

5) GENERAL CONSIDERATIONS

I) In first place, it goes without saying that technology, according to this project, will not prevent all referee errors.

However, there will no longer be clear, undeniable errors, which alter or could alter match results and undermine ethics.

II) The process can begin immediately and with no need of any special technological apparatus. The VA will use the same television images that currently prove the referees’ rights and wrongs.

The cameras can and should be strategically placed and in sufficient number to clarify all the plays.

III) Based on the “absolute conviction” principle, the adjusted plays (difficulty in deciding if the ball entered the goal line or not; if it went ou by the goal line and if there was offside or not), the referees will only act if they are completely sure (absolute conviction), thus avoiding unduly stopping the match.

This system will leave referees in a comfortable position, because the “VA” will correct those errors that could alter match results.  This way, the final decision will always be correct.

Note that the decision immediacy principle, which is the essence of refereeing, will not be affected by this system, on the contrary, it may even be strengthened, because currently the time lost in restarting a match in some of these plays is always superior to the time necessary for the “VA” to act.

IV) Due to the non-interruption principle, a match would only be stopped by the “VA” in the following plays:

  • the ball enters the goal line and the goal was not scored;
  •  avoided goals and penalties not scored due to clear/undeniable foul; and
  •  if there is clear, undeniable violent behaviour or serious foul play without proper action by the referee.
  •  The importance of these plays for match results and for football ethics fully justify interrupting matches.

 In all other situations the “VA” will act with the match already paralysed.

V) The “VA” will not act in plays which are not fully clarified by the images. Note that in these cases, there will still be no proof of a referee’s error.

It is obvious that camera adjustment in strategic places will prevent this from happening, especially in open, clear plays, which are the ones that cause revolt and reduce football’s credibility.

VI) A Video Assistant – “VA” must have profound knowledge of football laws and a lot of prudence, therefore only very experienced referees or former referees with proven capacity should perform in this position.

VII) We note that the process can be implemented gradually and that, as soon as football culture absorbs the first steps, this technology can be adopted for all the mentioned plays and, even, others not seen here, as long as the non-interference and non-interruption principles are duly respected.

Technological evolution in the world is irreversible and football cannot be the only segment to reject it.  After all, a correct man calls for correctness in all acts and facts of life!

Those that think football needs referee errors to increase its attraction commit an ethical root mistake as well as of knowledge of the essence of sport, because football is exciting, beautiful and attractive due to its goals –  both made and lost,  its dribbles, its passes, etc. etc.

For this reason, it is necessary to set aside the stigma that roguery, trickery are features of this sport.

MANOEL SERAPIÃO FILHO

Former FBF, CBF and FIFA referee,

FIFA Futuro III Instructor, Technical Deputy Director of  ENAF/CBF

and CSF representative  in TAP/IFAB 

Boliviano diz ter inventado o VAR

Por Sandro Biaggi

O engenheiro civil boliviano Fernando Méndez Rivero, 63 anos, tem percorrido a América do Sul. Carrega uma pasta debaixo do braço e está sempre disposto a contar sua história. Esta é tão fantástica que chega a ser difícil de acreditar. Mas que ninguém diga isso a ele. Confrontado, tira documentos, desenhos, recortes amarelados de jornal e apresenta.

Rivero diz ser o inventor do VAR, o árbitro de vídeo usado pela Fifa na Copa do Mundo e cada vez mais adotado por federações nacionais.

“O que eu quero é o reconhecimento do meu trabalho e que a Fifa não roube a minha propriedade intelectual”, afirma.

Sua maior prova é um comprovante do Serviço Nacional de Propriedade Intelectual de La Paz com data de 2005. Teria sido quando o engenheiro patenteou a ideia de espalhar câmeras de vídeo pelo estádio, com as imagens analisadas por uma pessoa encarregada de auxiliar o árbitro dentro de campo.

“Eu gastei nove meses da minha vida fazendo o projeto, usando programas de computador como o Autocad. O VAR que vocês viram na Copa do Mundo é uma ideia minha”, completa.

Jogador do Oriente Petrolero na década de 70 e torcedor da equipe, Rivero afirma ter tido o estalo de criar o sistema em 2004, após seu clube do coração ter sido derrotado graças a erros da arbitragem em um clássico contra o Blooming. O resultado tirou as chances do Petrolero de ser campeão boliviano.

Quintero foi para casa após a partida pensando no que poderia ser feito para que erros como aqueles não voltassem a acontecer.

Segundo o boliviano, foi assim que nasceu o sistema que ajudou o árbitro argentino Néstor Pitana a marcar um pênalti na final da Copa do Mundo da Rússia. O lance colocou a França em vantagem no placar contra a Croácia.

“Não é que eu montei o projeto e engavetei. Enviei para 40 federações nacionais de outros continentes e para dez da América do Sul. Então é claro que as autoridades do futebol conheciam o assunto. Tenho também um documento da Federação Boliviana de quando o apresentei.”

Uma das autoridades seria Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

“Ele me telefonou para elogiar a ideia. Disse que era muito boa e que trabalharia por ela. Depois nunca mais recebi nenhum comunicado dele.”

O Yahoo Esportes tentou entrar em contato com Teixeira, presidente da CBF entre 1989 e 2012. Mas ele não atendeu às ligações da reportagem ou respondeu a mensagens enviadas.

No início de agosto, o engenheiro esteve na sede da Confederação Sul-Americana, em Assunção. Entregou um dossiê do que crê ser sua criação. Também percorre outras nações do continente para tentar audiência com dirigentes e explicar a reclamação. Em setembro, deve ir a Buenos Aires visitar a sede da AFA (Associação de Futebol Argentino).

Também deseja que o governo boliviano patrocine sua causa.

“Seria lindo a Fifa reconhecer que uma ideia que revolucionou o futebol veio de um engenheiro desconhecido da Bolívia. Seria muito bom para toda a América do Sul”, afirma.

Não será tarefa fácil. A Fifa esclarece desconhecer o assunto e descarta ter tirado a ideia de qualquer inventor. O sistema eletrônico de arbitragem já vinha sendo discutido há anos e não há registro da influência de Fernando Méndez Rivero.

O engenheiro quer uma indenização de US$ 500 mil de cada federação nacional que usou o VAR e o mesmo valor da Fifa pela utilização na Copa do Mundo.

Outro argumento que deixa Rivero bravo é afirmar que ele está atrás apenas da recompensa financeira.

“Claro que mereço o pagamento. As pessoas podem achar que estou atrás apenas do dinheiro, mas há algum criador que não queira a recompensa material do que criou?”

A lamentação do boliviano é pela demora em apresentar seu pedido. Isso porque ele afirma não estar informado do uso do VAR pela Fifa. Foi alertado por um amigo que encontrou o antigo relatório de 2005 levado à Federação do país.

“Ele me disse que aquilo ia ser usado na Copa do Mundo. Duvidei. Mas quando vi os jogos… Senti orgulho. Aquela era a minha ideia implantada no torneio de futebol mais importante do mundo. Mas como qualquer pessoa normal, quero reconhecimento pela minha criação”, finaliza.

https://esportes.yahoo.com/noticias/engenheiro-boliviano-afirma-ter-inventado-o-var-em-2004-e-quer-indenizacao-da-fifa-035505647.html

Espanhol afirma que inventou o VAR…

Espanhol afirma que inventou o VAR há 20 anos e exige indenização da Fifa
O árbitro norte-americano Mark Geiger checa o VAR durante o jogo da Alemanha e Coreia do Sul, pela fase de grupos
O árbitro norte-americano Mark Geiger checa o VAR durante o jogo da Alemanha e Coreia do Sul, pela fase de grupos Foto: Luis Acosta / AFP
O árbitro de vídeo, chamado de VAR, tem tido papel importante em muitas partidas na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Porém, um espanhol está indignado com o uso da tecnologia, mas não porque prejudicou a seleção do seu país. Conforme o jornal “Marca”, Francisco López afirma ter criado o sistema de arbitragem em vídeo em 1999, ou seja, há quase 20 anos, por isso promete ir à Justiça para processar a Fifa.

 

López teria apresentado a ideia no Ministério de Educação e Cultura com o seguinte título: O futebol no século XXI (Tecnologia de futuro para as equipes de arbitragem).

“Vou exigir 15 milhões de euros (R$ 67 milhões), cinco anos a três milhões por ano. Tenho todas as provas. Não queria nada, nem um euro, mas o egoísmo com que age a Fifa. Com uma só chamada para mim eles teriam resolvido tudo, mas o ego é maior”, afirmou o espanhol.

O VAR vem causando diversas polêmicas nesta Copa do Mundo, inclusive contra o Brasil, no duelo diante da Suíça, na estreia das equipe no Mundial. Nesta sexta-feira, quase duas semanas após um pedido formal da CBF, a Fifa revelou detalhes da comunicação entre o árbitro de campo e equipe do Árbitro de Vídeo (VAR) no polêmico gol de Züber no empate entre Suíça e Brasil. O ex-árbitro Pieruggi Collina, chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, revelou o áudio numa apresentação para jornalistas.

Collina exibiu vídeos com este e outros lances que tiveram atuação do VAR nesta Copa do Mundo. Ao mencionar o episódio na estreia da seleção brasileira, o italiano ponderou antes de mais nada que “existem contatos que não são falta” no futebol.

Collina destacou também que as reclamações dos jogadores brasileiros por um empurrão de Züber em Miranda só acontecem depois que o telão do estádio de Rostov, ao exibir o replay do gol, mostra a disputa entre zagueiro e atacante em câmera lenta.

A história da arbitragem de vídeo na NFL

por GABRIEL ROCHA em 25 DE JUNHO DE 2018

Estamos no meio da copa do mundo do futebol da bola redonda e esta edição está entrando para história por ser a primeira a apresentar um modelo de revisão de arbitragem através de imagens, o tão falado VAR (sigla para o inglês Video Assistant Referee ou árbitro assistente de vídeo). Mas enquanto o futebol ainda engatinha no uso de tecnologia para auxiliar o jogo, outros esportes em nível mundial já utilizam destas técnicas faz tempo, como vôlei e tênis. E é claro, todas as grandes ligas norte americanas também aplicam o uso de tecnologia no auxílio da arbitragem. No caso da NFL, o assunto surgiu há muito, muito tempo.

Assim como está acontecendo hoje no futebol, na NFL também houveram debates sobre a tecnologia  sendo envolvida no jogo, com tradicionalistas hesitantes em interferir na pureza do esporte (sendo que consideravam o erro humano parte dele), enquanto outros estavam ansiosos para utilizar tudo o que a tecnologia tem a oferecer para melhorar o jogo. Porém essas discussões iniciaram no final da década de 40, quando os jogos começaram a ser televisionados.

Os primeiros testes do uso de replays ajudando a arbitragem ocorreram em 1976 e 1978, com o objetivo inicial de verificar quanto tempo demoraria para a revisão ocorrer. Na pré-temporada de 1978 o sistema foi utilizado em sete jogos e o funcionamento deixou à desejar. Ainda era muito caro para instalar a tecnologia em todos os estádios e ela em si ainda não estava avançada o suficiente para ser aplicada com sucesso. Desta forma, o assunto foi pausado e voltou apenas na metade da década de 80.

“Replays nos dão uma chance melhor de sair do campo livres de erros.”

Art Modell, dono do Cleveland Browns em 1982

Em 1985 foi realizado um novo teste, desta vez em 8 jogos de pré-temporada e os resultados apresentados foram muito mais promissores, a ponto dos donos das franquias votarem em 1986 o uso da revisão de arbitragem para a temporada, com 23 votos à favor, 4 contra e uma abstenção. Para acalmar tradicionalistas, foi acordado que a decisão valeria apenas para a temporada de 1986, havendo necessidade de nova votação para as próximas temporadas. Na época ainda não existia a opção dos técnicos desafiarem alguma marcação. As revisões eram realizadas por um oficial que ficava no próprio estádio. Neste modelo, as seguintes jogadas eram cabíveis de revisão:

  • Jogadas de posse de bola: fumbles, recepções, interceptações ou um jogador inelegível recebendo um passe.
  • Jogadas envolvendo as linhas de gol, laterais, do fundo do campo ou de scrimmage.
  • Qualquer infração que possa ser facilmente detectável, como mais de 11 jogadores em campo.

Em 1986, foram feitas uma média de 1,6 revisões por jogo, com apenas 10% acabando em reversão de jogada. O uso da técnica foi reaprovado para 1987 e continuou com este formato até 1991, quando a NFL decidiu novamente por deixar de utilizá-la. O motivo foi a falta de efetividade: entre 1986 e 1991 apenas 12,6% das jogadas revisadas foram revertidas e em 1991 10% das chamadas foram incorretas. Porém, as discussões sobre o assunto nunca pararam.

Na pré-temporada de 1996 foi feito um novo teste, este com regras um pouco mais próximas do  que estamos acostumados hoje. Os técnicos poderiam desafiar as decisões da arbitragem (3 desafios por tempo, cada um custando um pedido de tempo) e agora as revisões cobriam três categorias: jogadas de pontuação, número de jogadores em campo e decisões se o lance aconteceu dentro ou fora de campo. Em 1999, após algumas revisões e ajustes, a arbitragem de vídeo voltou para NFL, agora para ficar.

De lá pra cá os métodos de revisão tem evoluído acompanhando a tecnologia. Se antes eram vídeo cassetes que gravavam as jogadas para revisão dos árbitros (em uma telinha de 9 polegadas), agora as revisões são feitas em telas touch-screen de alta resolução, com opções para pausar e aproximar a imagem. Em 2004, foi adicionada a premiação de uma terceira revisão à técnicos que acertaram suas duas primeiras revisões (hoje praticamente qualquer jogada pode ser desafiada, com exceção de faltas) e em 2007 os donos das franquias votaram a permanência definitiva da revisão de arbitragem na NFL (até então, uma nova votação era realizada todo ano, assim como nos anos 80). A tabela abaixo mostra a evolução da quantidade de revisões e principalmente da quantidade de jogadas revertidas.

Ano Jogos Total de jogadas revisadas Média de revisões/jogo Total de jogadas revertidas % de jogadas revertidas Tempo médio por revisão 
1999 248 195 0.8 57 29%

2:54
2000 248 247 1.0 84 34% 3:05
2001 248 258 1.0 89 34% 3:04
2002 256 294 1.1 94 32% 3:01
2003 256 255 1.0 66 26%

3:13
2004 256 283 1.1 88 31% 3:18
2005 256 295 1.2 92 31% 3:16
2006 256 311 1.2 107 34% 2:37
2007 256 327 1.3 122 37% 2:38
2008 256 315 1.2 117 37% 2:40
2009 256 328 1.3 126 38% 2:39
2010 256 361 1.4 133 37% 2:42
2011 256 390 1.5 172 44% 2:30
2012 256 435 1.7 170 39% 2:33
2013 256 423 1.7 185 44% 2:25
2014 256 439 1.7 151 34% 2:13
2015 256 415 1.6 176 42% 2:16
2016 256 345 1.3 149 43% 2:25

 

Na temporada de 2014, oficiais sênior começaram a ajudar os árbitros dentro de campo diretamente da central em Nova Iorque, na Art McNally GameDay Central, nomeada em homenagem ao diretor de arbitragem de 1976, pioneiro em testes de uso de vídeo no auxílio aos árbitros. A revisão de arbitragem segue a tecnologia e está sempre em evolução.

Estas mudanças não aconteceram de uma hora para outra na NFL. Considerando os primeiros debates, foram 50 anos até a aplicação definitiva da tecnologia auxiliando o jogo. Apenas de testes foram mais de 20 anos. Toda a implementação desse sistema na liga foi feito com toda a cautela que é necessária para acalmar a mente dos mais tradicionais e garantir que tudo seja aplicado da melhor forma possível. Paciência foi uma virtude importantíssima e hoje os frutos são colhidos.

A história da arbitragem de vídeo na NFL

Suspenso cartão amarelo

Suspenso cartão amarelo para goleiro adiantado em disputa de pênaltis

CBF solicitou medida ao International Board (IFAB) para evitar excesso de expulsões de goleiros durante a definição de uma classificação nas penalidades

Após um pedido da Comissão de Arbitragem da CBF, o International Board (IFAB) autorizou uma mudança na regra referente à disputa por pênaltis. Assim como foi na Copa do Mundo da França e na Copa América, durante a disputa de pênaltis, um goleiro não será punido com cartão amarelo caso se adiante antes da cobrança. O pênalti, no entanto, ainda terá que ser repetido.

A medida vale para todas as competições organizadas pela CBF. Segundo a nova regra, goleiros ou goleiras precisam estar com pelo menos um dos pés sobre a linha do gol no momento da cobrança. Caso contrário, haverá punição e o pênalti será repetido. Durante o tempo regulamentar, a punição com cartão amarelo segue para quem se adiantar.

A mudança diminui a chance de goleiros serem expulsos durante uma disputa por pênaltis, já que o uso do árbitro de vídeo (VAR) aumenta o poder de fiscalização sobre a ação dos goleiros durante as penalidades.

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/suspenso-cartao-amarelo-para-goleiro-adiantado-em-disputa-de-penaltis