CBF detalha VAR

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CBF detalha uso do árbitro de vídeo e divulga primeira escala da Copa do Brasil

Entidade convoca coletiva de imprensa para falar sobre a novidade na competição. Uso da tecnologia vai até a final, com uso de 14 a 16 câmeras e custo de R$ 50 mil por partida

Por Ivan Raupp, Rio de Janeiro

30/07/2018 15h16  Atualizado há menos de 1 minuto

A CBF realizou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, em sua sede na Barra da Tijuca, para explicar o funcionamento do VAR na Copa do Brasil. O árbitro assistente de vídeo (VAR é a sigla em inglês) será utilizado a partir dos jogos de quartas de final do torneio, que começam na quarta. É a primeira vez que a tecnologia, que ganhou dimensão na Copa do Mundo, vai “entrar em campo” oficialmente no Brasil.

 

Serão 14 partidas até a grande final, cada uma com custo de R$ 50 mil para a entidade, o que dá R$ 700 mil no total. Os confrontos das quartas são Corinthians x Chapecoense, Grêmio x Flamengo e Santos x Cruzeiro, com jogos de ida nesta quarta-feira, além de Bahia x Palmeiras, cujo duelo de ida será na quinta.

De 14 a 16 câmeras por jogo

Na Rússia, durante a Copa do Mundo, eram 33 câmeras por estádio para o VAR. Na Copa do Brasil, serão 14, 15 ou 16 câmeras por partida, dependendo da empresa transmissora. Haverá sala de VAR nos estádios, com cabines de revisão, e serão quatro pessoas: árbitro de vídeo, assistente, operador e supervisor. Supervisores de VAR darão palestras aos jogadores nos clubes. E um assessor da CBF estará sempre nos jogos onde houver VAR.

Os preparativos para o árbitro de vídeo começaram em 2016. Foram realizados seis jogos oficiais com VAR no Brasil, mais amistosos de categorias de base. É o chamado modo offline, uma vez que a tecnologia não foi usada oficialmente nessas ocasiões. Foram 400 horas de treinamento presencial, além de simulações ao vivo, reprises e treinamento teórico. O equipamento foi amplamente testado em estádios e, depois de tudo isso, houve a aprovação da FIFA e da IFAB (International Football Association Board).

São 32 árbitros aptos ao VAR

De acordo com a CBF, o treinamento de capacitação foi para 80 árbitros e assistentes. Neste momento, 32 estão aptos e disponíveis para os jogos.

Ricardo Brêtas, gerente de planejamento do VAR no Brasil, citou quatro pilares: controle, tecnologia, treinamento e transparência. E deixou claro que o objetivo não é acabar com o erro de arbitragem no futebol, e sim prevenir erros graves que podem comprometer o resultado de um jogo ou campeonato.

Instrutor de arbitragem e criador do projeto, Manoel Serapião esclareceu como será o uso das câmeras nas partidas.

 

– As câmeras são exatamente as da transmissão. Cabe esclarecer que a empresa responsável pela geração de imagens não tem a mais mínima interferência no manuseio dessas imagens pelo árbitro de vídeo. Essa é uma responsabilidade exclusiva da CBF.

Serapião deixou claro também que em que situações o VAR poderá entrar em ação.

 

– Há limites. Todas as situações de gol, pênaltis, cartão vermelho e erro de identidade na aplicação do cartão ao jogador são para revisão. O árbitro de vídeo vai checar isso sempre. O que se busca corrigir são erros históricos. Em tiro de meta, lateral, por exemplo, o árbitro de vídeo não interfere.

Coordenador do VAR no Brasil, Sérgio Corrêa está certo do sucesso na Copa do Brasil.

– Teremos 14 jogos, com grande possibilidade de chegar a 98,8% de acerto nos lances, contra 93% sem o VAR – disse Sérgio, citando números da Fifa.

VAR no Brasileirão?

 

Sobre o uso do VAR no Campeonato Brasileiro, Sérgio Corrêa se mostrou otimista para o futuro. Vale lembrar que o árbitro de vídeo não será utilizado nesta edição do torneio.

– O planejamento da CBF está pronto para qualquer competição. Vamos trabalhar sempre pelo “sim”, para ter o VAR nas competições da CBF. Estamos trabalhando pelo sim. Se vier o “não”, continuaremos preparados, porque o VAR virá.

A primeira escala

Como o primeiro jogo da fase será entre Santos e Cruzeiro, Bráulio Machado entrará para história como o primeiro árbitro de vídeo no futebol brasileiro. Ele terá auxílio de Helton Nunes e Marcelo de Lima Henrique. No campo, Wilton Sampaio apita a partida.

 

Confira a escala completa dos primeiros árbitros de vídeo do futebol brasileiro

SANTOS X CRUZEIRO (Quarta-feira, 19h30 – Vila Belmiro)

 

Campo:

  • Árbitro: Wilton Sampaio
  • Assistente 1: Fabricio Vilarinho
  • Assistente 2: Bruno Raphael Pires

 

Vídeo:

  • VAR: Bráulio Machado
  • Assistente: Helton Nunes
  • Apoio: Marcelo de Lima Henrique

GRÊMIO X FLAMENGO (Quarta-feira, 21h45 – Arena do Grêmio)

 

Campo:

  • Árbitro: Raphael Claus
  • Assistente 1: Emerson Augusto de Carvalho
  • Assistente 2: Marcelo Van Gasse

 

Vídeo:

  • VAR: Rafael Traci
  • Assistente: Alex Ang Ribeiro
  • Apoio: Luiz Flavio de Oliveira

CORINTHIANS X CHAPECOENSE (Quarta-feira, 21h45 – Arena Corinthians)

 

Campo:

  • Árbitro: Wagner dos Santos Magalhães
  • Assistente 1: Rodrigo Figueiredo Henrique
  • Assistente 2: Alessandro Matos

 

Vídeo:

  • VAR: Pericles Bassols
  • Assistente: Bruno Boschilia
  • Apoio: Dewson Freitas

BAHIA X PALMEIRAS (Quinta-feira, 19h15 – Fonte Nova)

 

Campo:

  • Árbitro: Anderson Daronco
  • Assistente 1: Guilherme Dias Camilo
  • Assistente 2: Kleber Lucio Gil

 

Vídeo:

  • VAR: Leandro Vuaden
  • Assistente: Ivan Bom
  • Apoio: Rodolfo Toschi

 

VAR: Entrevista coletiva

 

Após meses de preparação, cursos e testes realizados pela CBF, o VAR será colocado à disposição nos confrontos das Quartas de Final

Curso de capacitação do Árbitro de Vídeo

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Os jogos da próxima semana pelas Quartas de Final da Copa do Brasil 2018 terão o recurso do vídeo como auxílio às decisões da arbitragem. Após meses de preparação, cursos e testes realizados pela CBF, o VAR (da sigla em Inglês para video assistant referee) será colocado à disposição nos confrontos de ida e volta entre Grêmio x Flamengo, Corinthians x Chapecoense, Santos x Cruzeiro e Bahia x Palmeiras. Para falar sobre os detalhes do funcionamento, a Confederação Brasileira de Futebol realizará uma entrevista coletiva às 15h desta segunda-feira (30), em sua sede, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O credenciamento da imprensa será feito no local a partir das 14h. Todos assistirão a uma apresentação com o resumo do processo e informações técnicas sobre o VAR. Estarão disponíveis para entrevistas o coordenador do Árbitro de Vídeo no Brasil, Sérgio Corrêa, e o instrutor de arbitragem e criador do projeto, Manoel Serapião.

A CBF também disponibilizará o VAR nos outros seis jogos das fases seguintes da Copa do Brasil: quatro nas Semifinais e dois nas Finais. No total, a competição contará com essa tecnologia em 14 duelos.

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/index/cbf-fara-coletiva-sobre-arbitro-de-video-na-copa-do-brasil

 

Árbitro Sandro Meira Ricci anuncia aposentadoria

O árbitro informou que, a partir de agora, quer contribuir com o futebol de outra forma.

Por Redação Portal T5 –  23h19 – Atualizado 21/07/2018 às 23h22

O árbitro Sandro Meira Ricci anunciou que vai parar de arbitrar em partidas oficiais de futebol. A notícia foi veiculada neste sábado (21) através do programa Altas Horas, da TV Globo.

Sandro é mineiro e possui 43 anos. Em 2018 foi um dos árbitros responsáveis por apitar a Copa do Mundo da Rússia. Em entrevista ele confessou que queria coroar a despedida apitando a final entre França e Croácia.

A expectativa de fazer a final da Copa do Mundo era grande. Mas eles têm um critério de escolha e temos que respeitar. Foi uma pena porque eu queria coroar. Mas não foi possível e infelizmente vou encerrar minha carreira sem esse título“, afirmou.

O representante Fifa anunciou que, a partir de agora, quer contribuir com o futebol de outra forma. “Talvez com outra função“, disse.

 

https://www.portalt5.com.br/noticias/esportes/2018/7/116862-arbitro-sandro-meira-ricci-anuncia-aposentadoria

O tempo ideal para o uso do VAR

Projeto ‘um minuto’: o tempo ideal para o uso do VAR na Copa do Brasil

Marcel Rizzo – 

A CBF colocará em ação o VAR (Árbitro Assistente de Vídeo, na sigla em inglês) a partir das quartas de final da Copa do Brasil, com confrontos já em 1º de agosto, e o objetivo é que o tempo médio para que uma decisão seja tomada após consulta à tecnologia seja inferior ao 1 minuto e 22 segundos conseguido na Copa do Mundo da Rússia.

Um dos pontos críticos do VAR é o tempo que o jogo fica parado para que os assistentes ou o próprio árbitro de campo consultem as imagens. No Mundial de 2018, que terminou há pouco menos de uma semana, o tempo médio em que as partidas ficaram paralisadas foi de 81,9 segundos, ou quase 1min22s (a Fifa conta desde o momento em que o jogo está parado logo após o lance discutível, até quando o árbitro toma uma decisão).

O detalhe é que essa média cai para 55,6 segundos quando somente os auxiliares de vídeo, quatro no Mundial, fazem essa revisão. Quando o árbitro de campo precisa ir até a beira do gramado para olhar a imagem o tempo médio gasto sobe para 1min26s, algo que a Fifa, nos bastidores, admitiu que precisa ser melhorado.

O VAR é uma regra ainda nova, só entrou de vez no futebol em março de 2018, e foi usado em quatro eventos da Fifa mais importantes, dois Mundiais de Clubes (2016 e 2017), na Copa das Confederações de 2017 e na Copa do Mundo de 2018. No Brasil será implementado apenas na Copa do Brasil este ano, depois que a maioria dos clubes da Série A não aprovou o uso no Brasileiro. As duas alegações contra foram os gastos (R$ 500 mil por clube apenas pelo segundo turno, sem ajuda da CBF) e a necessidade de mais testes.

O ideal para as comissões de arbitragem é que o tempo de demora para se analisar um lance não passe de 1 minuto. Para isso, ficou provado na Copa do Mundo, o melhor é que a maioria das decisões sejam tomadas diretamente pelos assistentes, passando por rádio ao árbitro. O problema é que muitos dos casos são interpretativos, como na final da Copa quando a bola bateu no braço do croata Perisic dentro da área, e nesse caso é preciso que o juiz principal se desloque até a beirada do gramado para ver o lance — não há um tempo mínimo ou máximo para se chegar a uma conclusão.

A CBF tem intensificado o treinamento de seus árbitros para os jogos da Copa do Brasil. No dia 1º de agosto serão três partidas: Santos x Cruzeiro. Corinthians x Chapecoense e Grêmio x Flamengo. No dia seguinte terá Bahia x Palmeiras. Os confrontos de volta ocorrem entre 15 e 16 de agosto, e a tecnologia também será usada nas semifinais e, claro, nas finais.

https://marcelrizzo.blogosfera.uol.com.br/

 

Jornal O Globo – VAR

No Brasil, árbitro de vídeo pode ter até um quarto das câmeras da Copa

Tecnologia será utilizada a partir das quartas de final da Copa do Brasil

POR MATHEUS MEYOHAS – 

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Estrutura do VAR na Copa do Mundo tinha 33 câmeras por jogo – MLADEN ANTONOV / Agência O Globo

RIO – A Copa do Mundo não deixou dúvidas: o uso da tecnologia no futebol chegou para ficar. No Brasil, o árbitro de vídeo ainda não foi instalado para todas as competições, mas vai começar a dar as caras este ano. A partir das quartas de final, a Copa do Brasil vai contar com auxílio do VAR, como ficou conhecido durante o Mundial. Mas a estrutura não será exatamente a mesma da usada na Rússia. A começar pelo número de câmeras. Na Copa, foram 33 espalhadas em cada uma das arenas. No Brasil, a expectativa é trabalhar com um número que pode ir de sete a 19 por jogo.

As câmeras usadas pertencem a uma estrutura já usada pela Rede Globo, que vai ceder as imagens à Broadcasting, empresa responsável pela operação do VAR. Mas esse não parece ser um problema. Para o coordenador do árbitro de vídeo da CBF, Sérgio Corrêa, o número de câmeras é mais do que suficiente para a atuação do árbitro de vídeo nos lances esperados.

– Se tivermos o número base, que é 7, já resolve muito nosso problema. O VAR tem que ser usado para evitar erros históricos, um gol de mão, impedimento, um toque que não houve. Não é para lances interpretativos – ressaltou.

A expectativa da comissão de arbitragem não é acabar com o erro no futebol, mas sim com as grandes injustiças. De acordo com Sérgio Corrêa, espera-se um índice de 96 a 97% de acertos com o árbitro de vídeo.

Ao contrário da Copa, em que uma central comandava o árbitro de vídeo por fibras óticas, a cabine do VAR será instalada em locais adequados dentro de cada estádio. A expectativa é ter quatro profissionais trabalhando dentro desta sala: o árbitro de vídeo, um assistente, um operador e um supervisor. Caso o número de câmeras ultrapasse as 12 previstas, serão adicionados à equipe mais um árbitro e mais um operador.

Com dez módulos de treinamento, a CBF habilitou 39 árbitros, incluindo os que foram para a Copa do Mundo: Sandro Meira Ricci, os assistentes Marcelo Van Gasse e Emerson Augusto de Carvalho, e Wilton Pereira de Sampaio, árbitro que foi para a Rússia apenas para trabalhar com o VAR. Wilton é considerado o árbitro de vídeo número um do quadro da CBF.

INVESTIMENTO DE R$ 1 MILHÃO

Ao todo, serão 14 jogos com o VAR, das quartas até a decisão, com um custo total estimado em R$ 1 milhão (cerca de 70 mil por partida). A operação será responsabilidade da Broadcasting e tem um custo maior do que a oferta apresentada no conselho técnico do Campeonato Brasileiro. Antes do início da competição, a CBF propôs aos clubes um pacote com árbitro de vídeo nos 190 jogos do segundo turno, a um custo de R$ 50 mil por partida (3,8 milhões no total). Em votação, os clubes, que teriam que bancar o investimento, negaram a proposta. Desta vez, o investimento será integralmente do bolso da CBF.

Um dos maiores desafios do árbitro de vídeo no Brasil é a conscientização de torcedores, atletas e dirigentes. A tecnologia é usada em situações específicas e a falta de informação pode tornar a decisão da arbitragem polêmica. Por isso, a CBF aposta em um projeto de comunicação integrado. Os torcedores receberão panfletos. Dias antes das partidas, os times da Copa do Brasil terão uma reunião técnica protocolar para tirar todas as dúvidas e explicar o que o VAR pode ou não fazer, e quando pode agir.

 

– O árbitro tem que trocar o chip quando vai para a função de VAR, e o jogador também. Ele está acostumado a forçar simulações, o agarra-agarra, e isso vai deixar de ser necessário com a fiscalização do VAR. Vamos mostrar quatro ou cinco vídeos, no máximo, com exemplos claros.

EXPERIÊNCIA BRASILEIRA

Péricles Bassols foi o árbitro de vídeo durante os dois jogos da final do Campeonato Pernambucano – Fernando Torres / CBF

Os estádios que podem receber os jogos das quartas de final estão sendo vistoriados pela equipe da Comissão de Arbitragem da CBF, que verificará a posição das câmeras, da cabine do VAR e a estrutura disponível em cada um dos palcos das quartas de final. O último a ser fiscalizado será justamente o Maracanã, que receberá o duelo entre Flamengo e Grêmio.

Essa não é a primeira vez que o VAR é utilizado em uma partida no Brasil. A CBF coordenou testes na final do Campeonato Pernambucano, entre Sport e Salgueiro, e a Federação Gaúcha também o fez no Gre-Nal do Campeonato Gaúcho. No ano passado, Flamengo e Independiente decidiram a Sul-Americana sob os olhares do árbitro de vídeo no Maracanã.

A experiência coordenada pela CBF em Pernambuco foi avaliada positivamente. O árbitro responsável pela tecnologia nas duas partidas da decisão foi Péricles Bassols, velho conhecido do torcedor carioca. O VAR entrou em ação nos dois jogos: na ida, levou cerca de seis minutos para confirmar um pênalti já marcado por José Woshington da Silva. Com o auxílio de sete câmeras, Bassols ajudou o juiz a confirmar sua marcação anterior.

Na volta, o árbitro de vídeo participou novamente da partida. O assistente Emerson Augusto de Carvalho assinalou uma saída de bola quando Everton, aos 25 minutos do segundo tempo, empatou o jogo para o Salgueiro. Mais uma vez o VAR foi acionado apenas para confirmar a marcação de campo, que se manteve depois da interferência de Bassols. Com o gol anulado, o Sport foi campeão pernambucano.

O QUE OS CLUBES DIZEM?

Plínio David De Nes Filho, presidente da Chapecoense

O clube sempre apoiou a implementação do VAR. Acho muito importante. Isso torna o resultado mais justo, vimos isso na Copa do Mundo com muito sucesso. Se utilizado com os mesmos critérios, terá tudo para ser um sucesso.

Eu sou a favor, como já tinha votado pelo VAR no Campeonato Brasileiro. Ele está fazendo falta nas outras competições. Se já tivesse funcionando no Brasileirão, provavelmente estaríamos com uma campanha melhor. Acho positivo.

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio

Eu apoio, quero e desejo que seja aperfeiçoado. O VAR é um instrumento importante, que poderia ser até mesmo ampliado. Sou fã do conceito de estabelecer a justiça no futebol. Não existe coisa mais chata do que passar uma semana discutindo um erro de arbitragem.

Flamengo – Wesley Santos / Parceria com a agência O Globo

Leia mais: https://oglobo.globo.com/esportes/no-brasil-arbitro-de-video-pode-ter-ate-um-quarto-das-cameras-da-copa-22901876#ixzz5M0nML3wd

Previsão …

Futebol/Arbitragem

Sérgio Corrêa projeta árbitro de vídeo para o Brasileirão de 2019

São Paulo , SP
15/08/2017 13:12:25 — 16/08/2017 13:26:16

Em: Bastidores, Brasileiro Série A, Futebol
Atual coordenador de vídeo, Sérgio Corrêa projeta algumas mudanças para efetivação do recurso (Foto: Reprodução)

A instalação do árbitro de vídeo no Brasil parece estar sendo estudada com muita cautela para que seja o mais eficiente possível. O atual coordenador do recurso no futebol nacional, Sérgio Corrêa, demonstrou interesse de implantá-lo no Campeonato Brasileiro em dois anos.

“Não temos pressa para instalar. Mais de 30 empresas se interessaram para participar da utilização. Fizemos alguns testes e estamos satisfeitos com o que vimos, mas optamos por recuar para solucionar alguns problemas. Depois de analisar o protocolo definitivo da Fifa, acredito que vamos começar a usar no Campeonato Brasileiro de 2019”, declarou o dirigente, em entrevista ao Sportv.

Um dos grandes temas de discussão quando o assunto é a arbitragem de vídeo diz respeito aos momentos em que o árbitro pode e deve recorrer a ele. Para Sérgio, esse é assunto delicado e no Brasil deve ser utilizado em momentos especiais. “O projeto brasileiro é mais conservador, pois não pensamos em trabalhar com o vídeo em lances interpretativos”, afirmou o dirigente.

“Não tem como a tecnologia não entrar no futebol. O que precisa é testar, fazer treinamentos e se adaptar ao protocolo que a Fifa criou para garantir que apenas erros claros e cruciais da partida sejam corrigidos”, completou o coordenador quando questionado sobre o uso do mecanismo.

Nos testes em que o vídeo foi realizado, o árbitro precisa fazer um gesto com as mãos e recorrer a um televisor posicionado no gramado para revisar o lance. Para Sérgio, esse formato não faz parte de seus planos. “Toda vez em que há a utilização do auxílio para lances que não sejam capitais gera polêmica, seja pela demora ou pela própria utilização. O que propusemos é mais simples. Os auxiliares já assistem ao lance rapidamente e informam ao árbitro a decisão para ajudar nesses lances claros e determinantes”, ressaltou.

VAR veio para ficar!

Tímido, VAR encara primeira decisão para chegar ao futebol brasileiro

Protagonista da Copa da Rússia esbarra em custo e logística para se tornar ferramenta presente em larga escala no Brasil

Renan Cacioli – O Estado de S.Paulo

Gianni Infantino acertou ao afirmar que o árbitro de vídeo (VAR) ganhou a confiança do torcedor na Copa do Mundo. O presidente da Fifa referia-se à utilização da imagem em momentos duvidosos dos jogos. No Brasil, o VAR é quase uma realidade. Recentemente, durante jogo da Série B, um atleta do Paysandu pediu ao juiz de campo que revisse lance polêmico fazendo o gestual com os dedos que indica a utilização do monitor de TV. Porém, ainda vai levar mais tempo até que o recurso se torne rotina nos torneios da CBF.

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O protagonista da Copa da Rússia, que ainda divide opiniões entre quem o considera a solução para eventuais injustiças no campo e quem prefere o jogo à moda antiga, ganhará sua primeira utilização mais efetiva no País a partir das quartas de final da Copa do Brasil, no dia 1.º de agosto. Até a decisão, serão 14 partidas equipadas com a estrutura do árbitro de vídeo.

Árbitros passaram por um curso de capacitação na CBF para aprender como é o trabalho do VAR nos jogos.

Árbitros passaram por um curso de capacitação na CBF para aprender como é o trabalho do VAR nos jogos. Foto: Lucas Diogo/CBF

Trata-se, no entanto, de uma exceção. Problemas de logística e custos inibem a aplicação em larga escala pelos campeonatos mais importantes do País. No Brasileiro, por exemplo, os clubes votaram contra, em fevereiro, justamente porque não queriam arcar com a despesa estimada – R$ 20 milhões nos 380 jogos da Série A.

No caso da Copa do Brasil, a conta ficará com a CBF, que contratou uma empresa por meio de edital e bancará aproximadamente R$ 50 mil por partida.

Pensar na utilização do árbitro de vídeo em todas as partidas dos Estaduais ou mesmo do principal campeonato nacional, então, beira a utopia. “Tudo depende de custos, de valores. Não é um processo tão barato. Vamos ter de treinar mais pessoas, ter mais gente certificada, o que leva tempo. Não é algo tão simples”, diz o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Marcos Marinho.

“Estamos falando de dez jogos por rodada (Série A), ou seja, dez estruturas do VAR atuando. Então, aumenta o número de pessoas e equipamentos, é uma outra realidade do que fazer simplesmente a partir das quartas de uma Copa do Brasil”, disse.

PROTOCOLO

Além do custo, há procedimentos que precisam ser minuciosamente seguidos de acordo com a IFAB (International Football Association Board, o órgão responsável pelas regras do jogo). Não basta, portanto, só querer aplicar.

“Cada árbitro, assistente e operador de vídeo tem de passar por um período de testes para ser autorizado. Existe uma plataforma onde colocamos todo o material editado com todos os lances de treino para a IFAB avaliar”, explica Marinho.

Para a Copa do Brasil, foram 32 árbitros da elite reunidos durante 20 dias em Águas de Lindóia, no interior de São Paulo, para um curso intensivo. Na opinião de Marinho, o nível da arbitragem na Rússia foi “satisfatório”, e a experiência do VAR ajudou o público a entender a dinâmica do recurso, por mais que as discussões persistam. “Acho que os lances interpretativos ainda são a grande questão”.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. O VAR será muito diferente do utilizado no Mundial?

Não, o protocolo é o mesmo, todo o procedimento e gestual da arbitragem são iguais. Há duas diferenças: espaço onde ficarão os árbitros de vídeo e número de câmeras. Na Rússia, foi montada uma central única em Moscou. Por aqui, cada estádio utilizado terá uma salinha reservada para a equipe. Lá, eram mais de 35 câmeras por jogo. Na Copa do Brasil, espera-se algo em torno de 20. O mínimo necessário para o VAR são sete.

2. E se os jogadores cercarem o juiz, por exemplo, algo habitual no Brasil?

Qualquer reclamação excessiva será passível de cartão durante o procedimento.

 

Árbitro de vídeo

No Brasil, o VAR será aplicado a partir do dia 1º de agosto (nas quartas de final da Copa do Brasil). São 32 árbitros e auxiliares e dez operadores

Imagem Gráfico

Relembrando 2015

Sem vídeo, “só Jesus Cristo” resolve, diz chefe de arbitragem da CBF

VAR no Brasil…

Marcos Marinho analisa preparação da arbitragem

Presidente da Comissão de Arbitragem destaca investimento realizado pela CBF para a implementação da tecnologia no país

Cel. Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil

Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Cel. Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil

Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF

 

Cel. Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil

Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF

A arbitragem brasileira concluiu a última etapa de preparação para o uso do VAR nas Quartas de Final Copa do Brasil 2018. Após 20 dias de treinamento intensivo em Agúas de Lindóia (SP), o 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo chegou ao fim no último domingo (8) e contou com a participação dos 32 árbitros, candidatos a atuarem com a tecnologia na próxima fase do torneio nacional.

Ao analisar o processo de implementação do VAR no Brasil, Marcos Marinho destacou o investimento realizado na formação do árbitro brasileiro. Segundo o Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, cursos de aprimoramento como o realizado no Eco Resort Oscar Inn são de extrema importância para o domínio da tecnologia.

– É um investimento alto com toda a parafernália, equipamentos, a preparação do pessoal… É um investimento pesado, necessário, mas que realmente a CBF está de parabéns pelo que tem feito para colocar o Árbitro de Vídeo em prática. Estamos preparados para dar início ao VAR na Copa do Brasil – analisou Marcos Marinho, que ainda projetou os benefícios que o futebol terá com o recurso da nova ferramenta.

– Ele vai legitimar o resultado e tudo que acontecer dentro de campo. Aqueles grandes erros não vão ocorrer mais, porque o VAR estará auxiliando o árbitro de campo a tomar uma decisão mais correta em cima de uma tecnologia. E é necessário esse treinamento. Um entrosamento do VAR com o operador… São detalhes e refinamentos para conseguir um resultado positivo lá na frente – concluiu.

Com participação direta na criação do Árbitro Assistente de Vídeo, o Brasil se destaca pelo pioneirismo. Primeira entidade do mundo a provocar a implementação do VAR, a CBF contribui com o processo desde 2015, quando, em setembro, enviou o projeto base dos pilares do protocolo adotado pela IFAB. Já em março de 2016, foi realizado um treinamento offline nas duas decisões do Campeonato Carioca (Botafogo x Vasco). Desde então, a Comissão de Arbitragem testou a ferramenta em jogos pontuais e a ENAF vem realizando Cursos de Capacitação.

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/var-no-brasil-marcos-marinho-analisa-preparacao-da-arbitragem-1

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Suporte psicológico e estatístico

VAR no Brasil: árbitros contam com suporte psicológico e estatístico

Durante 2º Curso de Capacitação para o uso do VAR, CBF desenvolve trabalhos especializados e inéditos na formação do Árbitro de Vídeo

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF

 

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF.
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF

Quando o assunto é Árbitro de Vídeo, o Brasil é uma das referências. Além do papel pioneiro que assumiu na criação do projeto base que traçou as diretrizes do protocolo adotado pela FIFA, a Comissão de Arbitragem da CBF vem realizando trabalhos inéditos na capacitação dos árbitros brasileiros para a nova função. Focado na formação completa, o 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo (VAR) foi o primeiro no mundo a contar com o suporte psicológico e estatístico.

Durante o treinamento intensivo com a nova ferramenta, os 32 árbitros contaram com o apoio amplo e irrestrito da psicóloga Dra. Marta Magalhães. Em Águas de Lindóia (SP), a especialista realizou trabalhos individualizados com cada aluno. Com o objetivo de prepará-los para o melhor uso do VAR, os testes aplicados no Eco Resort Oscar Inn avaliaram os níveis de respiração, concentração, ansiedade e coerência cardíaca dos participantes.

– Desde outubro de 2017, estamos fazendo os perfis dos árbitros que mais se adequam a essa nova função. E a partir desse momento, trabalhamos a baixa ansiedade, a calma no momento da decisão, o menor estresse possível, a maior concentração possível… E isso faz com que eles tenham uma reação de velocidade mais rápida e uma calma para decidir – avaliou a Dra Marta, que detalhou parte do trabalho desenvolvido com os árbitros nesse período intensivo em Águas de Lindóia.

– Fizemos teste de personalidade para avaliarmos grandes fatores dos árbitros. Fizemos os níveis de atenção concentrada, atenção dividida e atenção alternada para ele poder lidar com todas as câmeras. Fizemos o biofeedback para trabalhar respiração coerência cardíaca e controle do pensamento. Fizemos também os cinco dígitos para ajudar na cognição na tomada de decisão – detalhou a psicóloga.

Outra área de extrema importância para a avaliação do processo de formação foi a estatística. Liderado pelo professor Ítalo Medeiros, o trabalho de coleta e análise de dados englobou não só os árbitros como também os operadores de replay. Ao longo das atividades, o consultor estatístico catalogou informações relevantes do treinamento para mensurar habilidades específicas do processo como: capacidade assertiva, agilidade na escolha das câmeras, tempo médio de revisão, tipificação de lances analisados pelo VAR, entre outros pontos.

– Essa avaliação do árbitro de vídeo e do operador de replay é pioneira neste tipo de treinamento. A CBF inovou bastante nesse tipo de avaliação. Isso vai dar um suporte e uma segurança maior para a Comissão Nacional de Arbitragem apontar especificamente as pessoas que estão dentro desse perfil ideal. A avaliação até o momento está sendo bastante satisfatória. Inclusive na estratificação dos tipos de lances – analisou Ítalo, que ainda explicou os parâmetros adotados pela equipe de estatística.

– Por ter esse característica pioneira nós não temos nenhum parâmetro de comparação com relação ao detalhe técnico da nossa avaliação deles. Por exemplo, a agilidade na escolha de câmeras, a capacidade de acertar a câmera que ele precisa, tudo isso estamos catalogando. E como estamos construindo esse perfil? Dentro do próprio grupo. Porque nós não temos parâmetro no mundo. Nós que inovamos nessa avaliação. Como não temos parâmetros no mundo, a ideia é que dentro desse conjunto de pessoas, você tenha os melhores dentro dessas característica. Construímos um gráfico de radar que vai permitir que a comissão faça as escolhas dos melhores árbitros de vídeo. e a empresa de transmissão, os melhores operadores – completou.

O 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo se encerrou neste domingo (8). Ao todo, 32 árbitros do quadro da CBF passaram pelo aperfeiçoamento. Compostas por oito duplas de árbitros e assistentes, as turmas realizaram uma imersão de oito dias com atividades em três turnos. Esta foi a última etapa de treinos antes da implementação da tecnologia nas Quartas de Final da Copa do Brasil 2018.

 

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