Suporte psicológico e estatístico

VAR no Brasil: árbitros contam com suporte psicológico e estatístico

Durante 2º Curso de Capacitação para o uso do VAR, CBF desenvolve trabalhos especializados e inéditos na formação do Árbitro de Vídeo

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF

 

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil

Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF.
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP)

Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF

Quando o assunto é Árbitro de Vídeo, o Brasil é uma das referências. Além do papel pioneiro que assumiu na criação do projeto base que traçou as diretrizes do protocolo adotado pela FIFA, a Comissão de Arbitragem da CBF vem realizando trabalhos inéditos na capacitação dos árbitros brasileiros para a nova função. Focado na formação completa, o 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo (VAR) foi o primeiro no mundo a contar com o suporte psicológico e estatístico.

Durante o treinamento intensivo com a nova ferramenta, os 32 árbitros contaram com o apoio amplo e irrestrito da psicóloga Dra. Marta Magalhães. Em Águas de Lindóia (SP), a especialista realizou trabalhos individualizados com cada aluno. Com o objetivo de prepará-los para o melhor uso do VAR, os testes aplicados no Eco Resort Oscar Inn avaliaram os níveis de respiração, concentração, ansiedade e coerência cardíaca dos participantes.

– Desde outubro de 2017, estamos fazendo os perfis dos árbitros que mais se adequam a essa nova função. E a partir desse momento, trabalhamos a baixa ansiedade, a calma no momento da decisão, o menor estresse possível, a maior concentração possível… E isso faz com que eles tenham uma reação de velocidade mais rápida e uma calma para decidir – avaliou a Dra Marta, que detalhou parte do trabalho desenvolvido com os árbitros nesse período intensivo em Águas de Lindóia.

– Fizemos teste de personalidade para avaliarmos grandes fatores dos árbitros. Fizemos os níveis de atenção concentrada, atenção dividida e atenção alternada para ele poder lidar com todas as câmeras. Fizemos o biofeedback para trabalhar respiração coerência cardíaca e controle do pensamento. Fizemos também os cinco dígitos para ajudar na cognição na tomada de decisão – detalhou a psicóloga.

Outra área de extrema importância para a avaliação do processo de formação foi a estatística. Liderado pelo professor Ítalo Medeiros, o trabalho de coleta e análise de dados englobou não só os árbitros como também os operadores de replay. Ao longo das atividades, o consultor estatístico catalogou informações relevantes do treinamento para mensurar habilidades específicas do processo como: capacidade assertiva, agilidade na escolha das câmeras, tempo médio de revisão, tipificação de lances analisados pelo VAR, entre outros pontos.

– Essa avaliação do árbitro de vídeo e do operador de replay é pioneira neste tipo de treinamento. A CBF inovou bastante nesse tipo de avaliação. Isso vai dar um suporte e uma segurança maior para a Comissão Nacional de Arbitragem apontar especificamente as pessoas que estão dentro desse perfil ideal. A avaliação até o momento está sendo bastante satisfatória. Inclusive na estratificação dos tipos de lances – analisou Ítalo, que ainda explicou os parâmetros adotados pela equipe de estatística.

– Por ter esse característica pioneira nós não temos nenhum parâmetro de comparação com relação ao detalhe técnico da nossa avaliação deles. Por exemplo, a agilidade na escolha de câmeras, a capacidade de acertar a câmera que ele precisa, tudo isso estamos catalogando. E como estamos construindo esse perfil? Dentro do próprio grupo. Porque nós não temos parâmetro no mundo. Nós que inovamos nessa avaliação. Como não temos parâmetros no mundo, a ideia é que dentro desse conjunto de pessoas, você tenha os melhores dentro dessas característica. Construímos um gráfico de radar que vai permitir que a comissão faça as escolhas dos melhores árbitros de vídeo. e a empresa de transmissão, os melhores operadores – completou.

O 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo se encerrou neste domingo (8). Ao todo, 32 árbitros do quadro da CBF passaram pelo aperfeiçoamento. Compostas por oito duplas de árbitros e assistentes, as turmas realizaram uma imersão de oito dias com atividades em três turnos. Esta foi a última etapa de treinos antes da implementação da tecnologia nas Quartas de Final da Copa do Brasil 2018.

 

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/var-no-brasil-arbitros-contam-com-suporte-psicologico-e-estatistico

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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