Top 10 da arbitragem

Análise de Desempenho

21/12/2017 às 08:06 | Assessoria CBF

Top 10 da arbitragem no Campeonato Brasileiro 2017

Créditos: Cesar Greco/Palmeiras

Para avaliar, melhorar e padronizar a arbitragem brasileira nos jogos do Brasileirão 2017, a Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol implementou nesta temporada um projeto pioneiro no mundo da bola: o RADAR – relatório de análise de desempenho da arbitragem. Durante toda a competição, o sistema analisou a atuação de todos os árbitros, assistentes e quartos árbitros de maneira mais científica e menos subjetiva. A opção por este método foi feita para atender à realidade da arbitragem, sem deixar escapar o fator campo, mas também relatando de maneira pontual cada lance marcado no decorrer da partida.

Os integrantes do quadro foram observados por analistas de campo e vídeo, treinados para a utilização da ferramenta em programa oferecido pela CBF e pela Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF) no início do ano. Dentro do sistema foram elencadas as possíveis ações da arbitragem no jogo como marcação de faltas, impedimentos e cartões. Além disso, questões de atitude perante aos jogadores e em relação ao contexto do confronto também são conceituadas. Alinhando teoria à estatística de erros e acertos foi possível mensurar, através do RADAR, toda a parte técnica da arbitragem. A partir daí, as análises são comparadas pela Comissão de Arbitragem que, juntamente com a ENAF, realiza um terceiro relatório para chegar a nota final de cada árbitro ou assistente. Para o ranking dos dez primeiros ainda foram levados em consideração: números de jogos, média de escalas, partidas com interferência, número de vezes entre os três melhores do ranking da rodada.

+Prêmio Brasileirão: Claus, Dias Camilo e Bruno Pires são premiados
+Arbitragem tem 90,9% de acertos em impedimentos
Confira o ranking:

ÁRBITROS
1. Raphael Claus
2. Ricardo Marques Ribeiro
3. Wilton Pereira Sampaio
4. Anderson Daronco
5. Marcelo Aparecido de R. de Souza
6. Marcelo de Lima Henrique
7. Sandro Meira Ricci
8. Rafael Traci
9. Dewson Fernando Freitas da Silva
10. Pericles Bassols Pegado Cortez

ASSISTENTES
1. Guilherme Dias Camilo
2. Bruno Raphael Pires
3. Leone Carvalho Rocha
4. Kleber Lucio Gil
5. Alex Ang Ribeiro
6. Rafael da Silva Alves
7. Marcelo Carvalho Van Gasse
8. Daniel Luis Marques
9. Bruno Boschilia
10. Anderson José de Moraes Coelho

QUARTOS ÁRBITROS
1. Marcio Soares Maciel
2. Alberto Poletto Masseira
3. Michael Stanislau
4. Carlos Henrique Alves de Lima Filho
5. Edson Antonio de Sousa
6. Fabio Rogerio Baesteiro
7. Rafael Trombeta
8. Ricardo Pavanelli Lanutto
9. Alex dos Santos
10. Vitor Carmona Metestaine

ASSISTENTES ADICIONAIS
1. Wanderson Alves de Sousa
2. Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
3. Fabio Filipus
4. Roger Goulart
5. Jonathan Benkenstein Pinheiro
6. Jose Claudio Rocha Filho
7. Osimar Moreira da Silva Junior
8. Marcio Henrique de Gois
9. Daniel Nobre Bins
10. Evandro Tiago Bender

Novos patches FIFA

15/12/2017 às 11:55 | Assessoria CBF

FIFA divulga escudos da arbitragem para 2018

Os escudos da arbitragem FIFA para a temporada 2018 já estão definidos. A entidade divulgou os patches que os donos do apito usarão no próximo ano em jogos de futebol, futsal e beach soccer. O Brasil tem 40 representantes, conforme lista anunciada pela Comissão de Arbitragem da CBF na última semana. Confira:

ÁRBITROS
1) Sandro Meira Ricci, 43 anos
2) Wilton Pereira Sampaio, 35 anos
3) Raphael Claus, 38 anos
4) Anderson Daronco, 36 anos
5) Luiz Flavio Oliveira, 40 anos
6) Ricardo Marques Ribeiro, 38 anos
7) Dewson Fernando Freitas da Silva, 36 anos

8) Rodolpho Toski Marques, 30 anos

9) Wagner Nascimento Magalhães, 38 anos
10) Wagner Reway, 36 anos

ÁRBITRAS
11) Edina Alves Batista, 37 anos
12) Regildênia Holanda Moura, 43 anos
13) Deborah Cecilia Cruz Correia, 32 anos
14) Rejane Caetano da Silva, 32 anos

ÁRBITROS ASSISTENTES
15) Emerson Augusto de Carvalho, 45 anos
16) Marcelo Carvalho Van Gasse, 41 anos
17) Guilherme Dias Camilo, 35 anos
18) Alessandro Álvaro Rocha de Matos, 41 anos
19) Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa, 34 anos
20) Kléber Lúcio Gil, 40 anos
21) Bruno Boschilia, 34 anos
22) Bruno Raphael Pires, 32 anos
23) Fabrício Vilarinho da Silva, 37 anos
24) Danilo Ricardo Simon Manis, 36 anos

ÁRBITRAS ASSISTENTES
25) Neuza Inês Back, 33 anos
26) Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, 31 anos
27) Marcia Bezerra Lopes Caetano, 43 anos
28) Daiane Caroline Muniz dos Santos, 29 anos

ÁRBITROS DE FUTSAL
29) Gean Coelho Telles, 42 anos
30) Flávio Marques, 39 anos
31) Henrique Angelo da Silva, 38 anos
32) Ricardo Amaral Messa, 34 anos

ÁRBITRAS DE FUTSAL
33) Giselle Torri, 37 anos
34) Katiucia Meneguzzi Santos, 39 anos
35) Anelize Meire Schulz, 32 anos
36) Aline Santos Nascimento, 28 anos

ÁRBITROS DE BEACH SOCCER
37) Ivo Alexandre Moraes Santos, 40 anos
38) Mayron Frederico Reis Novais, 40 anos
39) Renato Carlos, 45 anos
40) Lucas Estevão, 32 anos

Breve resumo

Comissão de arbitragem da CBF contabiliza erros no Brasileirão-2017

A comissão de arbitragem da CBF passou a quinta-feira analisando o desempenho da turma do apito na Série A-2017. A entidade concluiu a publicação no site da análise de lances ocorridos durante o Brasileiro. Em levantamento feito pela De Prima, com base nessas análises, foram registrados 43 erros graves em jogadas de gol (pênaltis não dados ou mal marcados e gols mal anulados ou irregulares). Dos 43, 20 erros tiveram influência direta no resultado final do jogo (mudando vencedores ou gerando empates).

Olhando o universo dos 20 equívocos mais decisivos, que prejudicaram diretamente 12 clubes, o Corinthians, campeão brasileiro, foi atrapalhado três vezes, mas foi beneficiado em outras três ocasiões. No lado dos beneficiados, o total é de 15 clubes (faltaram Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Santos e Vasco). Olhando novamente para o grupo mais amplo dos 43 erros (este, sim, abrange todos os 20 clubes), nota-se que 24 pênaltis deixaram de ser marcados no Brasileirão-2017. Por outro lado, seis não deveriam ter sido assinalados. Lembrando que a análise técnica das jogadas é da CBF e não da De Prima.

Presidente da comissão de arbitragem da CBF, Coronel Marinho explicou que os dados vão direcionar a atuação dos instrutores para 2018, mas ainda é complicado tirar conclusões pelo fato de 2017 ser o primeiro ano deste levantamento: “Lógico que os números chamam a atenção e vamos trabalhar em cima deles. Estamos em um início de trabalho e não temos como comparar com os dados do ano passado. A partir desse ano, teremos uma noção”.

Fonte: http://blogs.lance.com.br/deprima/2017/12/08/comissao-de-arbitragem-da-cbf-contabiliza-erros-no-brasileirao-2017/

Melhor árbitro da Série A…

… projeta ascensão internacional e festeja regularidade


Raphael Claus (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Raphael Claus conquistou o bicampeonato brasileiro. Pelo segundo ano seguido, ele foi eleito pela CBF como o melhor árbitro da Série A do Brasileirão. Com moral no comando do futebol nacional, ele bateu um papo com a De Prima, contou como enxerga o próprio momento atual, falou sobre árbitro de vídeo e revelou o desejo que crescer internacionalmente.

Ah, Claus ainda contou se é verdade ou mito que árbitros brasileiros apitam de forma diferente em competições sul-americanas.

Como é a sensação de ter sido eleito, pelo segundo ano seguido, o melhor árbitro do Brasileirão?

Fico muito feliz pelo momento. É uma satisfação imensa. Sabemos que o Brasileirão é um campeonato muito difícil. O primeiro colocado joga contra o último e a chance de vitória é 50% para cada lado. Os jogos são muito parelhos. Passar por 38 rodadas ileso, sem ter um problema, sem interferir nos resultados dos jogos, é muito gratificante.

E você tem algum segredo para manter o desempenho?
O segredo é entrar 100% sempre. Em qualquer jogo que esteja designado, tratar como se fosse final de campeonato. O segredo é tentar uma regularidade, não ter altos e baixos. Costumo falar que o bom árbitro não é o que faz o jogo bom, mas o que faz um campeonato bom. É preciso dedicação total, dentro e fora de campo.

Como enxerga a introdução do árbitro de vídeo?
É uma ferramenta muito bem-vinda. Claro que precisamos ainda um pouco de paciência, principalmente em relação à mídia. É uma ferramenta nova, então há muito a ser lapidado, aprimorado. É da mesma forma de quando foram introduzidos a bandeira eletrônica e o rádio de comunicação. O vídeo vem para ajudar a legitimar os resultados.

Se fosse colocado em prática em 2017 no Brasileirão, os árbitros estariam preparados?
Passamos por treinamento, todos os árbitros da Série A. Acredito que todos estariam preparados se fosse implantado. Lógico que haveria uma dificuldade caso começasse no meio do campeonato. Mas é uma ferramente fundamental, vem para somar. Como tudo na vida, vai precisar de aprimoramento. Mas o futebol só tem a ganhar com isso. Vai evitar que erros crassos que aconteçam, não por incompetência, mas porque ser humano é falível. Muitas vezes não temos ângulo de visão adequado para tomar a decisão. Aí, o árbitro de vídeo vem para solucionar.

O Sandro Meira Ricci é o favorito da Fifa há dois ciclos de Copa do Mundo. Mas a idade chega. Planeja crescer também internacionalmente?
Com certeza. Este ano também foi especial dentro da Conmebol. Ficamos com atuação um pouco restrita na Libertadores porque tem muito clube brasileiro na fase de grupos. Só uma chave que não tinha. Isso afeta nas escalas. Mas trabalhamos muito na Sul-Americana, fiz seis jogos. O outro foi na Libertadores. Foi um ano produtivo. Vamos buscar passo a passo o futuro.

E qual a vantagem de ter Wilson Seneme à frente da comissão de arbitragem da Conmebol?
Ele conhece todos os brasileiros de perto. Do quadro da Fifa, todos trabalharam com ele ainda como árbitro. Ele tem o conhecimento além do campo, sabe a índole das pessoas, o caráter de cada um. É uma proximidade boa para os brasileiros.

É uma lenda urbana que árbitro brasileiro apita diferente no exterior na comparação com o que faz em competições nacionais?
É um pouco de lenda, sim. O árbitro é o mesmo. O que muda são os jogadores. O espírito de jogo dos outros sul-americanos é diferente do brasileiro. Eu, particularmente, gosto. Acho que meu estilo de arbitragem se encaixa bem na Libertadores e na Sul-Americana. Os jogadores sofrem contato e estão sempre buscando a bola, evitam simular. O jogo já tende a fluir mais. Acho que é melhor para mim. Se sofrer queda por contato natural, somos orientados a não dar cartão. Mas muitas vezes o jogador aqui tende a simular. É difícil quando preferem simular a tentar uma jogada.

Como você viu aquela campanha “cruzada do respeito”, que a CBF fez, incentivando cartão amarelo para o jogador que reclamasse das marcações da arbitragem?
Foi muito bom. Foi um momento de divisão de águas na arbitragem. Tivemos que dar um passo um pouco mais à frente para mostrar que não iríamos tolerar algumas coisas. É claro que, com o tempo, os próprios jogadores vão mudando a cultura deles. Outra coisa que ajuda é a volta de jogadores da Europa, porque eles retornam com outra cabeça. A postura, o treinador faz muita diferença. Acredito que demos um passo importante.

O que te pressiona mais: o jogo em si ou o lado externo, com torcida e imprensa?
Sinceramente, sou meio isento a isso. Não interfere. Quando estou dentro do campo de jogo, parece que estou entre quatro paredes, eu me concentro no que eu tenho que ver, na decisão que tenho que tomar.

E qual o jogador mais chato do futebol brasileiro?
Acho que todos estão melhorando muito.

 

Fonte: http://blogs.lance.com.br/deprima/2017/12/09/melhor-arbitro-da-serie-projeta-ascensao-internacional-e-festeja-regularidade/

Pênaltis e impedimentos

Arbitragem assinala impedimento inexistente de Jô em lance com gol do Corinthians anulado contra o Flamengo, pela 17ª rodada do Campeonato BrasileiroArbitragem assinala impedimento inexistente de Jô em lance com gol do Corinthians anulado contra o Flamengo, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro

EDUARDO GERAQUE / LUIZ COSENZO – DE SÃO PAULO

 

01/08/2017  02h00 – Atualizado às 17h25

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/08/1906023-penaltis-e-impedimentos-lideram-erros-de-arbitragem-segundo-cbf.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.

Brasileiros na Conmebol

CAPACITAÇÃO PARA A COPA LIBERTADORES

14/09/2017 às 11:40 | Assessoria CBF

Árbitro de Vídeo: brasileiros treinam na Conmebol

Créditos: Divulgação / Conmebol

A Conmebol realiza desta quinta-feira (14) até o próximo dia 22 um treinamento sobre Árbitro de Vídeo (AV), em Assunção, no Paraguai, e o futebol brasileiro está representado nas mais diferentes esferas. A capacitação visa ao uso da tecnologia nas semifinais da Copa Libertadores da América 2017.

Os anfitriões do período de aprendizado são o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez e o presidente do Comitê de Arbitragem da Conmebol, o brasileiro Wilson Seneme. Também estão no Paraguai o chefe do Departamento de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, e o autor do projeto do Árbitro de Vídeo, Manoel Serapião Filho.

Entre os 28 árbitros que serão capacitados (confira  a lista completa), estão três brasileiros: Wilton Sampaio, Sandro Meira Ricci e Anderson Daronco. Durante estes nove dias, todos vão passar por testes e simulações de aplicação do Árbitro de Vídeo para melhorar a preparação e reduzir os eventuais erros que podem mudar o resultado das partidas.

– Dar aos nossos árbitros o conhecimento necessário para utilizar, adequadamente, a tecnologia do AV tornará mais fácil a tomada de decisões corretas, assim como a redução de equívocos nessas fases mais emocionantes e decisivas da Libertadores – afirmou Alejandro.

Fonte: Site Oficial da Conmebol

Ranking da 38ª rodada do Brasileirão

ANÁLISE DE DESEMPENHO

07/12/2017 às 16:36 | Assessoria CBF

Arbitragem: ranking da 38ª rodada do Brasileirão

Créditos: Mauricia da Matta/Vitória

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol divulgou, nesta quinta-feira (7), as melhores equipes da 38ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. Os vencedores da temporada foram anunciados durante o Prêmio Brasileirão realizado na sede da CBF, no dia 4 de dezembro. O ranking foi elaborado durante todo o ano a partir dos dados do sistema de análise de desempenho usado pela entidade. Ao final, o árbitro Raphael Claus (SP/FIFA) e os assistentes Guilherme Dias Camilo (MG/FIFA) e Bruno Raphael Pires (GO/FIFA) tiveram os melhores rendimentos ao longo da competição. Confira o resultado da última rodada:

ARBITRAGEM – BRASILEIRÃO – 38ª RODADA

Botafogo 2 x 2 Cruzeiro – 3 de dezembro, domingo (17h), Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Árbitro Assistente 1: Daniel Paulo Ziolli (SP)
Árbitro Assistente 2: Daniel Luis Marques (SP)
Quarto Árbitro: Ricardo Pavanelli Lanutto (SP)
Árbitro Assistente Adicional 1: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Árbitro Assistente Adicional 2: Rafael Gomes Felix da Silva (SP)

Chapecoense 2 x 1 Coritiba – 3 de dezembro, domingo (17h), Arena Condá, em Chapecó (SC)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Árbitro Assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Árbitro Assistente 2: Alex Ang Ribeiro (SP)
Quarto Árbitro: Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP)
Árbitro Assistente Adicional 1: Jose Claudio Rocha Filho (SP)
Árbitro Assistente Adicional 2: Adriano de Assis Miranda (SP)

Vitória 1 x 2 Flamengo – 3 de dezembro, domingo (17h), Manoel Barradas, em Salvador (BA)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Árbitro Assistente 1: Helcio Araujo Neves (PA)
Árbitro Assistente 2: Jose Ricardo Guimarães Coimbra (PA)
Quarto Árbitro: Luis Diego Nascimento Lopes (PA)
Árbitro Assistente Adicional 1: Andrey da Silva e Silva (PA)
Árbitro Assistente Adicional 2: Djonaltan Costa de Araujo (PA)

2017: CBF – 90,9% acertos!

BRASILEIRÃO 2017

08/12/2017 às 19:25 | Assessoria CBF

Arbitragem tem 90,9% de acertos em impedimentos

Créditos: Federação Mineira de Futebol

 

O Campeonato Brasileiro 2017 chegou ao fim no último domingo (3). A competição marcou o primeiro ano de utilização da ferramenta RADAR (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem) pela Comissão de Arbitragem da CBF. Nas jogadas que necessitam decisão do assistente se houve ou não impedimento, 2.259 foram analisadas e arquivados no banco de dados em vídeos.

O número de acertos foi de 2.054, que resulta em 90,9%. Incluindo marcações erradas e a não interrupção das jogadas irregulares, foram 205 erros. O assistente Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG) se destacou no critério. Ele assinalou 30 impedimentos em 19 jogos e errou apenas em três oportunidades, sendo que em nenhuma delas houve interferência no resultado ou no time vencedor da partida.

O RADAR avaliou durante todo o Campeonato Brasileiro a atuação dos árbitros de maneira mais científica e menos subjetiva. Com analistas de vídeo e campo, o método do Departamento de Análise de Desempenho da Comissão de Arbitragem visa não deixar escapar o que ocorre dentro das quatro linhas, mas também pontuar de maneira objetiva cada lance marcado no decorrer dos jogos.

Há uma importância para os lances ajustados, considerados mais difíceis, que geram uma discussão maior. Nestas e em todas situações é passado um feedback aos árbitros não só dos erros, mas também dos acertos, algo que atende aos desejos dos próprios assistentes. Alinhando teoria à estatística de erros e acertos, é possível mensurar toda a parte técnica da arbitragem brasileira através do RADAR.

– Não estamos mais preocupados apenas com o que o árbitro marcou, mas também com o momento que se deixa de levantar a bandeira numa aparente situação de impedimento. A Comissão entendeu que dentro deste novo conceito é gerado um impacto importante, que permite que você consiga analisar se aquele assistente tem uma capacidade de discernir o lance de uma forma mais eficiente. Isso é o que a gente tem buscado, que você olhe o contexto da jogada e tente até qualificar melhor o lance, estratificando ele para avaliar melhor o desempenho do assistente – destacou o estatístico Ítalo Medeiros, consultor da Comissão de Arbitragem da CBF.

**************************************************************************************************************************************************************************

No site globo.com trouxe dados incompletos, ou seja, enquanto o RADAR traz 5 variáveis (número de jogos, média de escalas; partidas com ou sem interferência no vencedor ou placar, número de vezes entre os três melhores no ranking; marcações certas e erradas e as que não ocorreram marcações), a do site abaixo, apenas uma (acertos e erros)

 

https://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/volta-a-crescer-o-numero-de-erros-em-impedimentos-mas-goiano-acerta-97.ghtml

Volta a crescer o número de erros em impedimentos, mas goiano acerta 97%

 

CBF usa 80 assistentes na Série A, psicóloga para ajudá-los a manter o emocional em dia, mas desempenho cai pelo segundo ano seguido. Leone Carvalho Rocha é quem mais acerta

Por Valmir Storti, Rio de Janeiro

 07/12/2017 12h12  Atualizado 07/12/2017 12h12

Apesar de a escolha dos assistentes ter sido muito mais seletiva neste ano, o desempenho dos bandeirinhas na marcação de impedimentos caiu: eles acertaram 81,3% dos impedimentos analisados, segunda pior marca nos últimos seis anos. Quem puxou consideravelmente essa média para cima foi o goiano Leone Carvalho Rocha, que errou apenas um dos 29 impedimentos analisados, um aproveitamento de 96,6%.

 Diminuiu o número de impedimentos marcados

No Brasileirão-2017, os ataques estiveram muito mais atentos às linhas de impedimento e o total de marcações dos assistentes caiu 11% em relação ao ano passado e 18% em relação a 2015. Com menos impedimentos marcados, cada erro acaba tendo um peso maior.

Não é possível analisar absolutamente todos os impedimentos marcados. Muitas vezes um lançamento é feito da defesa e não é possível ver ao mesmo tempo a bola e quem é flagrado em posição irregular. Ainda é possível que o ângulo das câmeras não sejam suficientes para ter certeza se a posição era legal ou não. Nesses casos, o impedimento deixa de constar do Índice Bandeira Branca, que considera apenas as marcações que podem ser classificadas como certas ou erradas.

Impedimentos marcados e analisados em cada Brasileirão

Ano Marcados Analisados % analisados Certos Errados Não analisados

2012

1.797 1.438 80,0% 1.214 224 359

2013

1.518 1.172 77,2% 947 225

346

2014

1.523 1.320 86,7% 1.104 216

203

2015

1.549 1.341 86,6% 1.189 152

208

2016

1.435 1.213 84,5% 1.030 183

222

2017 1.277 1.124 88,0% 914 210

153

Fonte: Espião Estatístico

Neste ano, a CBF estabeleu trios fixos de arbitragem no Brasileirão e quem foi mal na Série A pode ser rebaixado para as Séries B, C e D, assim como quem se destacou nas divisões inferiores pode subir para a Série A, assim como ocorre com os clubes. Foram 80 auxiliares trabalhando na Primeira Divisão, uma redução de 27% em comparação com o ano passado, mas de 33% se comparado a 2013, quando 120 auxiliares trabalharam no Brasileirão.

O melhor do Brasileirão é um goiano

– Meu pai trabalhava em jogos amadores, e quando assistíamos jogos juntos pela TV, o ponto de vista era da arbitragem. Depois que entrei na faculdade de educação física, decidi fazer o curso de arbitragem e me identifiquei com o trabalho de assistente – contou o assistente Leone Carvalho Rocha, de 26 anos, que teve o melhor desempenho do ano na marcação de impedimentos. A CBF tem uma premiação para o melhor árbitro e os melhores assistentes. O árbitro foi Raphael Claus (SP/Fifa), e os auxiliares Guilherme Dias Camilo (MG/Fifa) e Bruno Raphael Pires (GO/Fifa).

Leone Carvalho acredita que o segredo do sucesso para os assistentes está ligado à concentração:

– Quando estou no hotel, falo com minha família. Eles sabem que a partir daquele momento, não estarei mais disponível. Desligo o celular. Quando chego ao estádio e subo para o gramado para verificar as redes, eu já começo a imaginar o que pode acontecer no jogo. Desde o início, somos treinados para nos desligarmos do que está no entorno. A concentração chega a um ponto em que não se ouve a torcida nem quem está em volta.

Para manter a concentração, o emocional precisa estar em dia, e o goiano não abre mão do trabalho realizado pela psicóloga Marta Magalhães.

– A cada rodada, a gente passa para ela o que vivenciamos emocionalmente para estarmos sempre em um nível emocional bom. Seja por e-mail, por Skype ou por WhatsApp, ela envia uma mensagem para quem está escalado na rodada para nos ajudar na concentração. São exercícios e material que acabamos interiorizando. Agora, por exemplo, estou lendo o livro “Pensamento Campeão” (Aline Arias Wolff, Editora Cognitiva), com técnicas de concentração, respiração para combater a ansiedade e mentalização do que é produtivo. São exercícios mentais.

Novas orientações dificultam as decisões

A cada ano, está ficando mais difícil definir o que é um impedimento. Só estar em posição de impedimento já não significa muita coisa. É preciso esperar para saber se quem está em posição irregular vai participar efetivamente da jogada ou não.

– Hoje, temos de esperar para saber se ele disputa com o adversário, se atrapalha o campo visual ou se toca na bola. Mas não é necessário esperar tocar na bola. Se um jogador subir com um adversário para tentar alcançar uma bola cruzada, já é impedimento. Só por subir ou ter contato físico, ele já participa da jogada. O futebol é muito dinâmico e cada jogada tem de ser analisada individualmente. Por mais que a gente estude, duas jogadas nunca são iguais. Cada jogada é específica: se um defensor dá um carrinho e desvia a bola, não anula o impedimento. Mas se ele chutar a bola deliberadamente, quem estava em posição irregular passa a ter condição de jogo. Os elementos que temos no campo são diferentes dos que estão disponíveis no vídeo. Se em um lançamento do ataque, a bola desvia ou dá um rebote em um defensor de forma rápida, o impedimento tem de ser marcado. Da mesma forma se a bola bate em um defensor que está desequilibrado, o impedimento também deve ser marcado.

Juventude não é um problema

No ano passado, o melhor assistente foi o carioca Dibert Pedrosa, agora com 46 anos, que afirmou que, ao menos na opinião dele, o tempo era o mais importante para um árbitro amadurecer. Leone Carvalho é praticamente o oposto disso. Aos 17 anos, entrou na faculdade de educação física e fez o curso de arbitragem da Federação Goiana, em 2009. Se destacou e, apenas quatro anos depois, já estava trabalhando na primeira fase da Copa do Brasil e nas Séries C e D. Em 2014, fez três jogos pela Série A e, em 2015, começou a trabalhar na Série A com mais frequência.

– Neste ano, foram tantos jogos que não consegui trabalhar como professor de educação física, então pratiquei minha outra atividade, como massoterapeuta. Uma pessoa muito importante nesse meu caminho foi o Antonio Pereira da Silva, primeiro árbitro Fifa de Goiás. Ele foi observador do meu primeiro jogo. Era da Federação Goiana e agora é inspetor da CBF.

Árbitras são escaladas para rodada da Série B

EDINA BATISTA E DEBORAH CORREIA

23/11/2017 às 16:37 | Assessoria CBF

A última rodada da Série B do Campeonato Brasileiro reservará emoções por conta da disputa pelo título entre América Mineiro e Internacional. Mas também terá novidade no quadro da arbitragem: a estreia das árbitras Deborah Cecília Correia e Edina Batista na competição. Elas comandarão os jogos Oeste x Goiás e Figueirense x Paysandu, respectivamente. As duas ostentam a insígnia FIFA e são as primeiras árbitras a comandar uma partida da Série B desde o encerramento da carreira da ex-árbitra Silvia Regina.

– Elas já atuaram na Série D e C e foram bem, agora vamos testar na Série B. Vamos sentir como se reage em relação à arbitragem feminina numa Série B e, quem sabe, no ano que vem teremos na Série A. Nós estamos fazendo um trabalho de acompanhamento muito sério da arbitragem feminina. Trabalho de preparação, de condicionamento físico e técnico, parte disciplinar… Hoje elas atendem a demanda que se exige nessas competições – explicou Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Edina Batista, que terá como assistentes Neuza Back e Tatiane Sacilotti (também integrantes do quadro da FIFA), falou ao site da CBF sobre a nova experiência:

– Estou super feliz pela oportunidade e confiança que a Comissão de Arbitragem está nos dando. A cada dia que passa, a Comissão de Arbitragem, juntamente com a CBF, vem dando oportunidades para todas as mulheres do quadro feminino. Este jogo é importantíssimo para o meu currículo, e trabalhar com a Neuza e a Tatiane também é uma oportunidade de ajustar o trabalho em equipe e fortalecer ainda mais nosso trio.

Além disso, Edina está entre as pré-convocadas para a Copa do Mundo Feminina 2019, na França:

– Desde quando saiu a pré-lista das convocadas para Copa do Mundo, a Comissão de Arbitragem e a CBF não mediram esforços para nos ajudar e apoiar em todos os pilares: técnico, físico, mental e social.

Escalada para a partida entre Oeste e Goiás, Deborah Cecília está muito orgulhosa com a oportunidade:

– Meu primeiro sonho era apitar um clássico. Quando iniciei queria atuar em um clássico regional, e consegui. Agora, meu sonho era atuar em uma competição nacional. Consegui. Faz parte de uma realização principalmente por eu ser uma mulher. Estamos quebrando essa barreira cada vez mais e estou muito orgulhosa disso – disse a árbitra pernambucana.

Além dessa nova oportunidade, ela falou sobre os próximos objetivos e o seu ano na arbitragem:

– Tive metas que completei. Agora minha meta é chegar ao Mundial. Não só minha, como de todo árbitro. Quem não sonha em chegar ao Mundial? Seria uma realização. Sobre meu ano, 2017 é o ano que eu tive mais sucesso profissional. Na minha concepção é meu melhor ano – finalizou Deborah.

Edina irá atuar no Figueirense x Paysandu, partida que ocorrerá na sexta-feira (24), às 21h30, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Já Deborah irá apitar o jogo Oeste x Goiás, no sábado (25). A partida será Arena Barueri, em São Paulo.

Claus, Dias Camilo e Bruno Pires são premiados

ARBITRAGEM

04/12/2017 às 20:51 | Assessoria CBF

Para avaliar, melhorar e padronizar a arbitragem brasileira nos jogos do Brasileirão 2017, a Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol implementou nesta temporada um projeto pioneiro no mundo da bola: o RADAR – relatório de análise de desempenho da arbitragem. O sistema avaliou durante toda a competição a atuação dos árbitros de maneira mais científica e menos subjetiva. Ao final, o árbitro Raphael Claus (SP/FIFA) e os assistentes Guilherme Dias Camilo (MG/FIFA) e Bruno Raphael Pires (GO/FIFA) tiveram os melhores desempenhos da competição.

– Feliz demais pelo momento. A gente sabe que o Campeonato Brasileiro é muito difícil são 38 rodadas de jogos muito disputados. Então, passar dois anos legitimando todos os resultados das partidas que pudemos trabalhar é muito importante e gratificante – disse Claus, premiado pelo segundo ano consecutivo como melhor árbitro do Brasileirão.

Cada profissional foi observado por analistas de campo e vídeo, treinados para a utilização da ferramenta em programa oferecido pela CBF e pela Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF) no início do ano. A opção por este método de análise foi feita para atender à realidade da arbitragem, sem deixar escapar o fator campo, mas também pontuando de maneira objetiva cada lance marcado no decorrer do jogo. A partir daí as análises de campo e vídeo são comparadas pela Comissão de Arbitragem que, juntamente com a ENAF, realiza um terceiro relatório para chegar a nota final de cada oficial.

Dentro do sistema foram elencadas as possíveis ações da arbitragem no jogo como marcação de faltas, impedimentos e cartões. Alinhando teoria à estatística de erros e acertos cada árbitro recebe uma nota. Além disso, questões de atitude perante aos jogadores e em relação ao contexto do confronto também são conceituadas. Através do RADAR é possível mensurar toda a parte técnica da arbitragem brasileira.

– Os que ganharam foram os que tiveram melhor rendimento e desempenho nos itens que a gente observa numa boa arbitragem e são merecedores deste prêmio. É importante destacar que tudo foi feito em base de dados científicos e não subjetivos. E essa interface entre comissão, analistas e instrutores com os árbitros é muito importante para seguirmos na busca pela excelência da arbitragem brasileira, que é o nosso grande objetivo – pontuou Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Para a premiação final ainda foram levados em consideração: números de jogos, média de escalas, partidas com interferência, número de vezes entre os três melhores do ranking da rodada. Confira os números dos premiados desta temporada:

Melhores do Brasileirão 2017  Número de escalações   Presença no ranking da rodada*  Valor da premiação
Árbitro: Raphael Claus  18 jogos  10 vezes entre as três melhores equipes  R$ 200.000
Assistente: Guilherme Dias Camilo  19 jogos  7 vezes entre as três melhores equipes  R$ 100.000
Assistente: Bruno Raphael Pires  21 jogos  10 vezes entre as três melhores equipes  R$ 100.000