VAR: Ferj estuda…

….quatro propostas para implantar VAR no Carioca de 2019

Presidente da entidade já deu aval para orçamento e deve escolher em breve a oferta que levará aos clubes. Entidade pediu dois valores a cada empresa: para todos os jogos e somente fases finais


Por Vicente Seda, Rio de Janeiro

 

Primeiro teste "offline" da Ferj no Carioca 2018 foi em clássico entre Fla e Bota (Foto: Divulgação/Ferj)Primeiro teste "offline" da Ferj no Carioca 2018 foi em clássico entre Fla e Bota (Foto: Divulgação/Ferj)

Primeiro teste “offline” da Ferj no Carioca 2018 foi em clássico entre Fla e Bota (Foto: Divulgação/Ferj)

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) espera anunciar em breve a empresa escolhida para implantar o VAR, na sigla em inglês, ou árbitro de vídeo, no Campeonato Carioca de 2019. O presidente da entidade, Rubens Lopes, já deu aval ao presidente da comissão de arbitragem, Jorge Rabello, para tocar a concorrência com quatro empresas. Na competição deste ano, a Ferj promoveu testes “offline”, ou seja, sem interferência no jogo, com a suíça Dartfish. Para 2019, a entidade solicitou orçamentos para um pacote com todos os jogos e outro que inclui somente as fases finais.

Além da Dartfish, a empresa responsável pelo VAR na Copa do Mundo da Rússia, a Hawk-Eye Innovations, também está no páreo. É a única proposta que Rabello ainda aguarda para levar a Lopes. As demais, já chegaram. Questionado sobre os custos, disse que há pelo menos duas propostas abaixo do custo oferecido pela CBF para implantação do VAR neste ano – R$ 50 mil por jogo. Mas ele ressaltou que isso não será o fator decisivo na análise, afirmando que priorizará a questão técnica.

Na Copa do Mundo da Rússia, o VAR alterou decisões de árbitros no campo em 17 oportunidades. A França chegou a ter um pênalti confirmado pelo VAR na final contra a Croácia. A média de tempo por partida gasto com o recurso foi de 38 segundos. A implantação do sistema se refletiu, por exemplo, na quantidade de pênaltis marcados: em 2010, foram 14 pênaltis, em 2014, outros 13, mas em 2018 o total foi de 28. Por outro lado, o número de cartões vermelhos diminuiu: foram quatro em 2018, contra 10 em 2014, e 17 em 2010.

No Brasil, a primeira competição nacional a receber o VAR é a Copa do Brasil. A implantação aconteceu com a competição já em andamento, neste mês, a partir das quartas de final. Para o Campeonato Brasileiro, o custo de R$ 50 mil por jogo não foi aceito pelos clubes. Foram 12 votos contrários entre os 20 da Série A. Dos cariocas, Flamengo e Botafogo foram a favor do uso do VAR no Brasileiro, enquanto Fluminense e Vasco se posicionaram contrários. A Libertadores e a Sul-Americana também vão contar com a tecnologia. Rabelo afirma que o VAR veio para ficar.

– O mundo do futebol entende que é uma coisa que veio para ficar e a Ferj obviamente não vai ficar para trás. O presidente me autorizou, estou comandando esse processo, cotamos quatro empresas, estou aguardando a última proposta que é da Hawk-Eye, a empresa que fez a Copa do Mundo. Pedi que as empresas apresentassem duas propostas, uma para todos os jogos da competição, o que seria em torno de 76 partidas, e outra proposta só para os 10 jogos decisivos, as semifinais e finais das Taças Guanabara e Rio (seis jogos), e a fase final do Carioca (quatro jogos).

Rabello explicou que fará um parecer técnico, mas entende que a decisão final será uma questão de custo.

– Tenho fé que, se não conseguirmos todos os jogos, seguramente a Ferj terá o VAR nos 10 jogos decisivos de 2019, desta vez “online”. A variação entre as propostas é pequena. Das três, tenho duas abaixo do custo que a CBF divulgou para o Brasileiro deste ano. Mas isso para mim especificamente é irrelevante, o meu parecer vai ser técnico. Agora, as divergências não são grandes. Só está faltando a Hawk-Eye. Aí sim levo isso para a decisão financeira. A partir do “ok” do presidente a gente vai seguir com a proposta.

O treinamento e adaptação dos árbitros para a implementação do VAR, se a tecnologia for aprovada, deverá acontecer em janeiro de 2019, em Saquarema, durante a pré-temporada já realizada anualmente pela comissão de arbitragem da entidade com duração de duas semanas. Segundo Rabello, todos os 77 árbitros e assistentes do quadro da Ferj passarão pelo treinamento, mas haverá uma prioridade, pela experiência, para o grupo de 17 árbitros que também integra o quadro nacional e já recebeu treinamento da CBF.

– Temos um grupo de 17 árbitros e assistentes que já participaram do treinamento da CBF, porque são do quadro nacional e a CBF já está fazendo experimento na Copa do Brasil. Acredito que o Brasileiro de 2019 seja com o VAR. Assim que aprovado o projeto, iremos contar evidentemente com a CBF porque as pessoas que estão lá já têm um “know-how”, participaram de reuniões com a Fifa e International Board. Mas estamos bem tranquilos porque temos um grupo que já está treinado e, em Saquarema, colocaremos todo o grupo para treinar, em torno de 77 árbitros e assistentes.

https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2018/08/14/ferj-estuda-quatro-propostas-para-implantar-var-no-carioca-de-2019.ghtml

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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