Manter rigor no apito – 30/05/15

ENTREVISTA

Comissão ignora protestos e avisa: vai manter rigor no apito

Silvio Barsetti, Portal Terra – 30 MAI2015, 11h31

 

Confira a seguir a entrevista com Sérgio Corrêa:

Terra – Essa média de oito cartões por jogo na última rodada da Série A do Brasileiro não caracteriza um exagero? 

Sérgio Corrêa – Não. Ainda faltou dar cartão. Teve um árbitro que deixou de expulsar um atleta que o ofendeu com palavrões. E os dois estavam de frente um para o outro. Deu pra fazer a leitura labial. Esse árbitro já foi avisado que seu equívoco o tirou da quarta rodada.

Terra – Vários clubes, como Atlético-PR , Palmeiras e Santos, reclamaram do rigor dos árbitros na última rodada...

Sérgio Corrêa – É um direito dos clubes. Mas não podemos recuar. Nas três rodadas iniciais do Brasileiro a média de faltas por partida ficou em torno de 30. Isso é muito bom, é parecida com a média registrada em 2014 na Espanha e Alemanha. E tem outra coisa. Em seis partidas da terceira rodada, nós tivemos 60 minutos de bola rolando. A média dessa rodada foi de 56 minutos. No Brasileiro de 2014 ficou entre 50 e 51 minutos. Então, esse rigor representa a defesa do futebol e expressa um avanço, sem dúvida.

Terra – O presidente do Santos , Modesto Roma Júnior, revoltado com a arbitragem no jogo em que seu time perdeu para a Chapecoense , por 1 a 0, no domingo, chegou a declarar, em entrevista à TV Santa Cecília, de Santos, que o senhor era “o chefe da tribo”… 

Sérgio Corrêa – Vou me inteirar disso. Confirmando a declaração, vou passar o caso para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Como eu disse, todos podem reclamar, o que se exige é respeito, educação.

Terra – Como deve agir exatamente um atleta que se vê prejudicado com a marcação da arbitragem? 

Sérgio Corrêa – Repito: Não é proibido reclamar. A forma de protestar é que tem de estar dentro de um limite aceitável. Em alguns jogos desse início de Brasileiro também tivemos bons exemplos. Num lance do Flu x Atlético-MG (pela segunda rodada), três jogadores do time mineiro reclamaram de uma marcação com uma distância considerável do árbitro, com as mãos para trás e sem ofender ninguém. Não foram punidos.

Terra – Há também uma recomendação para os árbitros não gesticularem demais no momento de uma punição? 

Sérgio Corrêa – Sim, todos os árbitros sabem disso. Não queremos que eles tenham uma postura agressiva na hora de mostrar um cartão. O árbitro não pode achar que o cartão é um porrete. Deve ter equilíbrio.

Terra – Como a Comissão avalia as atuações de árbitros e assistentes? 

Sérgio Corrêa – Temos uma equipe de plantão a cada rodada. O delegado do jogo nos ajuda muito com seu relatório. Além disso, definimos um instrutor para todo jogo que é transmitido pela TV. Ele fica de casa com a incumbência de fazer uma análise bem crítica da arbitragem. Depois, nos prepara um relatório confidencial, que nós encaminhamos para o árbitro sem que ele saiba quem elaborou o documento. Isso vai para um banco de dados da comissão e serve de embasamento para as escalas e sorteios futuros.

Terra – Quantos árbitros e assistentes integram o quadro nacional no momento? 

Sérgio Corrêa – São 698, espalhados por 26 Estados e o Distrito Federal. E nós estamos aperfeiçoando a comunicação com todos. Quando sai a escala de uma rodada, da Série A, B ou C, e vai ser assim também na Série D , nós criamos um grupo próprio no WhatsApp que integra os árbitros e assistentes daquela rodada. Ali, eles tiram dúvidas e a gente reforça nossa orientação: não tolerar indisciplina.

Terra – A Comissão Nacional de Arbitragem teme novas reclamações pela escolha de árbitros de um Estado do qual pertença um dos clubes envolvido num jogo? 

Sérgio Corrêa – Não. Se o árbitro é bom, ele vai mostrar isso em todas as circunstâncias. E na próxima rodada da Série A já vamos ter e o Leandro Vuaden (RS) apitando Inter x São Paulo; e Anderson Daronco (RS) no Goiás x Grêmio. Isso vai ser uma constante no Brasileiro.

http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro-serie-a/arbitragem-no-brasileirao-vai-manter-o-rigor-avisa-comissao,d70b6c4eb885e844e0f12954874cefacwx9gRCRD.html

 

Missão cumprida

Valdir Bicudo – O filósofo da arbitragem

O colunista sempre está em cima do lance para avaliar o desempenho do árbitro, o inimigo número um das torcidas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Missão cumprida

A direção da CBF anunciou na terça-feira (27/9), a troca no comando do seu Comitê Árbitros, que era presidido por Sérgio Corrêa da Silva (foto). O indigitado dirigente esteve à frente do setor do apito da entidade em duas oportunidades.

Equilibrado, carismático, inteligente, honesto, pragmático, programático, visionário, Sérgio Corrêa deixa a direção da arbitragem brasileira pela porta da frente por onde entrou com galhardia. 

Na segunda estada como dirigente máximo dos homens do apito, Sérgio Corrêa, revolucionou e organizou o Comitê de Árbitros da CBF – foram criados vários departamentos que foram divididos e subdivididos, e entregues a pessoas com identidade com os homens de preto, que desenvolveram cursos, seminários, palestras em diferentes partes do território brasileiro à arbitragem com eficácia. Medidas que proporcionaram ao árbitro do futebol pentacampeão, atingir o grau de reconhecimento de excelência que ostenta na atualidade.

A nova missão de Corrêa na CBF será viabilizar os mecanismos necessários a implementação dos testes sobre árbitro de vídeo (AV), que deve ser testado em competição a ser definida no próximo mês de outubro.

Aliás, o (AV) transformará o futebol. Dará uma nova dinâmica as decisões da arbitragem, um outro contexto, um novo talhe, o cenho da televisão.

Seu sucessor, Marcos Marinho, independente das nuances inerentes de cada indivíduo quanto assume um setor da magnitude que é a direção do Comitê de Árbitros da CBF, recebe um legado com uma estrutura de arbitragem, similar ao Comitê de Árbitros da FIFA, CONMEBOL e da UEFA.

Espera-se que Marcos Marinho, não ressuscite alguns “cadáveres” da arbitragem brasileira, que encontram-se sepultados no cemitério da incompetência, sejam eles árbitros, assistentes, observadores e/ou delegados especiais.

PS: E, por derradeiro, que o brilhante trabalho de renovação que vinha sendo realizado com os apitos e bandeiras promissores do futebol brasileiro, não seja interrompido em benefício daqueles que jazem no cemitério da incompetência. Me perdoem pela redundância.

Entrevista – ES – 18.04.2013

“Árbitros do ES estão entre os melhores do Brasil”, afirma chefe da CBF, veja!

18 de Abril de 2013 às 17:08

Por Ruy Monte (rmonte@eshoeje.com.br)

Foto: Fernando Quintiliano

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O chefe do Departamento de Árbitros da CBF e diretor presidente da Escola Nacional de Árbitro, Sergio Correa (fotos), elogiou a arbitragem do Espírito Santo. “Sem duvida que nesses dez anos os árbitros do Espírito Santo se destacam entre os melhores do Brasil. Não foi atoa que Wallace Valente foi considerado o segundo melhor do Brasileirão de 2012.

Atualmente temos o Devarly do Rosário, Marcos André, o Pablo Alves que é carioca, mas atua no futebol capixaba há alguns anos. Uma das revelações, ao meu modo de ver, é o Felipe Varejão. Há outros bons árbitros aqui no Estado”. Confira abaixo a entrevista exclusiva dada ao jornal ESHOJE:

ESHOJE: O que o senhor atribui esse sucesso dos árbitros do Espírito Santo?

Sergio Correa: O Espírito Santo foi o primeiro estado que realizou a pré-temporada para árbitros de futebol para atuarem nas competições estaduais e nacionais. Isso trouxe um avanço e fez com que os árbitros aqui do estado se destacassem em seu trabalho. Acho que esse foi o tom, ou seja, o bom trabalho da comissão de arbitragem do estado. O fato do estado ter um futebol na série D faz com que os capixabas se tornem árbitros neutros e isso facilita a escala deles e estão aproveitando bem.

Qual o principal objetivo do Curso Futuro III?

A Fifa, a partir de 2006, implantou o projeto “Futuro III” em todos os cinco continentes, com a finalidade de aperfeiçoar os instrutores de cada país Sul Americano, e depois que ele leve novos conhecimentos que certamente se estenderá aos árbitros de todos esses países. Isso fará com que todos estabeleçam o mesmo critério de arbitragem.

Como está sendo avaliado o arbitro brasileiro?

A arbitragem brasileira é muito bem conceituada em todo o futebol mundial, haja visto que foi um árbitro do Brasil que apitou as duas finais de Copa do Mundo, no caso, Arnaldo César Coelho e Romualdo Arpi Filho. Isso graças a qualidade das competições aqui no Brasil, que é o Brasileirão série A, que é a quarta competição de futebol do mundo.

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Foto: Fernando Quintiliano

E o sensor que vai definir se a bola entrou ou não no gol, será aplicado quando?

Foram três anos de estudos e já há menos de 15 dias há uma empresa alemã que vai fabricar as bolas. Esse foi um recurso criado na utilização de um chip na bola foi aprovado e está sendo providenciado pela CBF e pela FIFA para ser utilizado na Copa das Confederações. Já existe todo o aparato falta apenas colocar em prática, com as orientações dos instrutores, para que repassem aos árbitros e eles convivam bem com este novo modo de solução na arbitragem. Quando a bola passar da linha do gol, o relógio do árbitro vai bipar e, consequentemente, o gol é marcado pelo árbitro.

E como a comissão de arbitragem vem analisando os erros, às vezes gritantes, da arbitragem em jogos, principalmente, dos brasileiros realizados ultimamente?

Fica difícil controlar o ser humano que erra normalmente, porque acham que o árbitro não pode errar. O que temos feito quando selecionamos alguém para ser um arbitro de futebol, é analisar o seu caráter, sua determinação e a vontade que tem de acertar. Erros existem em toda profissão. Cada um deles sabe que procuram fazer o melhor. Mesmo com toda a televisão mostrando, faz com que o árbitro se sinta mais responsável e atento. Isso às vezes exige mais e a ansiedade atrapalha.

http://www.eshoje.jor.br/_conteudo/2013/04/esportes/esportes_capixaba/3052–rbitros-do-es-estao-entre-os-melhores-do-brasil–afirma-chefe-da-cbf-veja.html

Infantino diz: testes começarão

01/03/2016 21h19 – Atualizado em 01/03/2016 21h21

Infantino diz que testes para “Árbitro
de Vídeo” devem começar em breve

Novo presidente da FIFA se mostra favorável à proposta apresentada pela CBF, mas alerta que precauções devem ser tomadas para que o esporte não seja prejudicado

Por Globoesporte.com

Zurique, Suíça

Infantino foi eleito presidente da FIFA na última sexta-feira (Foto: AFP)

Gianni Infantino foi eleito presidente da FIFA na última sexta-feira e já aponta em direção a mudanças. Uma delas é a utilização de tecnologia de replay durante as partidas, a qual o novo mandatário se mostrou favorável. Segundo ele, testes sérios devem ser feitos em breve. No entanto, Infantino alertou que precauções serão tomadas para que o “Árbitro de Vídeo” não atrapalhe a fluidez do esporte.

– O futebol é um jogo especial. É o mais bonito e importante esporte do mundo. Não temos que matar o futebol. Uma das particularidades do futebol é o ritmo do jogo, não é interrompido como outros esportes quando tem que pedir um tempo para olhar o vídeo. O árbitro está lá para tomar as decisões importantes. Precisamos ver qual impacto qualquer tecnologia terá. Temos que começar com testes sérios mais cedo ou mais tarde – afirmou, em entrevista recente à FIFA.

A proposta do “Àrbitro de Vídeo” foi apresentada à FIFA pela CBF na última semana. Manoel Serapião Filho, autor do projeto, e e Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem, se reuniram com membros da International Board (IFAB) para conversar sobre o assunto.

O tema deve ser levado à votação no congresso da IFAB entre os dias 4 e 6 de março, em Cardiff, no País de Gales. Se aprovado com seis dos oito votos possíveis, o “Árbitro de vídeo” será testado ainda no Brasileirão deste ano.

http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2016/03/infantino-diz-que-testes-de-arbitro-de-video-devem-comecar-em-breve.html

A pioneira aprovação

POR GIAN AMATO

19/02/2016 6:48 / atualizado 19/02/2016 6:48

Dirigentes da CBF viajam na próxima semana para Europa. Trarão na bagagem a pioneira aprovação da International Football Association Board (IFAB) para o uso do Árbitro de Vídeo (AV) em jogos da Série A deste ano, a partir de 15 de maio. Após ter o pedido negado em 2015, o Brasileiro, a partir de maio, será o primeiro campeonato do mundo a usar imagens para corrigir erros de arbitragem no decorrer das partidas.

– Serão novos olhos para quando o juiz estiver cego – disse Manoel Serapião, ex-árbitro da Fifa e autor do projeto da CBF.

  • As etapas até entrar em vigor
  • Como funciona
  • Erros grosseiros
  • Quando usar o vídeo

AS ETAPAS ATÉ ENTRAR EM VIGOR

 

Trio de arbitragem cercado por policiais em jogo do Campeonato Brasileiro: adoção do vídeo pode servir para reduzir a pressão sobre os juízes de futebol – Nelson Coelho / Agência O Globo

Em meio aos sucessivos casos de erros de arbitragem em 2015, a CBF pediu à Fifa autorização para o uso de imagens. Teve o recurso negado. Mas abriu a discussão na International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, que incluiu a votação para aprovação dos testes na agenda da Reunião Geral, a partir de 5 de março, em Cardiff, no País de Gales.

Antes, o comitê da CBF vai à Londres, na próxima terça-feira, apresentar e debater o seu projeto com a IFAB. Depois, no dia 29, na sede da Fifa em Zurique, na Suíça, uma segunda rodada de reuniões para fazer os ajustes da proposta final a ser levada a Cardiff, onde, enfim, será definida a padronização mundial da regra.

Além do Brasil, nove países se candidataram, mas apenas três matrizes de projeto foram consideradas: a do Brasil, dos Estados Unidos e a da Holanda. As diferenças entre os três seriam pequenas, e a tendência é uma fusão.

A aprovação da nova regra na Reunião Geral da IFAB será feita por meio de voto. A comissão é formada por Inglaterra, País de Gales, Irlanda e Escócia, além da Fifa. Cada país tem direito a um voto, enquanto a Fifa tem direito a quatro. Como já teria indicado a sua tendência a aprovar o teste no Brasileiro, a entidade precisaria de mais dois votos (3/4) para fazer valer a sua vontade.

– O que mudou, de setembro para cá, foram os consensos a cada reunião da IFAB. Em uma delas, os membros disseram que aprovariam facilmente e colocariam em testes já, no Brasileiro, que será o primeiro campeonato a começar. Se fosse o contrário, jamais entraria em pauta na Reunião Geral, onde a Fifa precisa de 3/4 dos votos – disse Serapião.

A primeira indicativa que o Video Assistant, como a IFAB chama a novidade, seria aprovado surgiu durante o encontro anual da entidade, em janeiro, em Londres. A diretoria deu uma forte recomendação para que os testes fossem colocados em prática este ano após a aprovação em Cardiff.

Caso um lance que altere o resultado do jogo ocorra fora do campo de visão do juiz, o AV (árbitro de vídeo) pode revisar o lance O AV então aciona o juiz, por meio de rádio, sem que

haja interrupção* e somente quando tiver absoluta convicção de que a imagem pode corrigir um erro ou mostrar um lance de agressão

O AV atuará em uma cabine privada, auxiliado por um técnico de imagem, e com possibilidade

de replay imediato. Da cabine, ele também terá uma visão geral do campo

Depois de formar sua convicção, o AV informa o juiz imediatamente sobre os detalhes da correção do lance

Dúvida sobre pênalti

O juiz usará um fone receptor Juiz com visão obstruída do lance Técnico de imagem

LANCES CAPITAIS PARA ATUAÇÃO DO AV

Para validar ou anular o gol

Dúvida sobre se a bola saiu pela linha de fundo e ocorreu um gol na sequência

Dúvida sobre se a bola saiu pela linha de fundo e ocorreu um gol na sequência

Gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas indiscutíveis

Árbitro

Só atuará em lances que não exijam interpretação, que revelem evidente erro do árbitro ou deem certeza de que só não foram marcadas porque não foram vistas

*O jogo somente será paralisado pelo AV nos lances em que a bola entrar e o gol não for marcado, pênaltis não marcados e casos de violência.

O AV não atuará em lances que as imagens não elucidem claramente

Para manter o princípio de igualdade do regulamento, a CBF planeja utilizar equipes nos dez jogos de cada rodada ao custo de aproximadamente R$ 12 milhões este ano. Cada “time” instalado em uma cabine especialmente montada nos estádios será composto por um AV e, ao menos, um técnico para a rápida edição de reprises das imagens, que serão gravadas para consultas posteriores.

Empresas de tecnologia de imagens aplicadas em outros esportes, como o vôlei, já foram consultadas e enviaram orçamentos à CBF. A princípio, seriam até oito câmeras próprias por jogo distribuídas ao redor dos campos da Série A.

– A ideia é evitar que os erros da arbitragem sejam tema em 30 das 38 rodadas do Brasileiro – declarou Serapião.

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‘A ideia é evitar que os erros da arbitragem sejam tema em 30 das 38 rodadas do Brasileiro’

– MANOEL SERAPIÃOEx-árbitro da Fifa

A atuação do AV não será indiscriminada e nem precisará interromper o jogo, salvo lances de agressão fora do campo de visão, pênaltis ignorados e bolas que entraram e o juiz não viu. E o árbitro de campo não poderá acionar a equipe nas cabines, somente o contrário, através da comunicação via rádio. O AV estará autorizado a corrigir erros claros, ao menos para as câmeras, que interfiram no resultado.

– Por exemplo: o jogador é puxado fora da área, mas cai dentro, e o juiz, equivocado, marca pênalti. O vídeo está mostrando claramente que é fora. O juiz é informado e, ao invés de marcar o pênalti, revê a sua decisão para marcar falta fora da área. E não precisa parar o jogo, porque o pênalti já estava marcado e, naquele meio tempo entre um lance e outro, o árbitro será avisado – explicou Serapião.

Os árbitros de vídeo serão treinados a partir de março. O perfil é o de juiz experiente, que já tenha atuado em campo e sido instrutor da CBF. Durante o treinamento, Serapião dará exemplos do que pode ou não valer a interferência do AV, mostrando vídeos de lances polêmicos em partidas nacionais e internacionais. Ele fez uma coletânea de erros grosseiros recentes, como o gol de Lampard, da Inglaterra, contra a Alemanha, na Copa de 2010, ignorado pelo juiz mesmo com a bola tendo ultrapassado a linha em 33cm.

– No Brasileiro de 2015, durante um Fla-Flu, o zagueiro Wallace ajeita com a mão a bola, que sobra para Emerson Sheik marcar o gol, que foi validado pelo juiz Ricardo Marques (MG). O juiz marcou o gol para o Flamengo porque não viu, tinha a visão obstruída ou estava desconcentrado. Nesse caso, O AV diz para ele invalidar o gol devido à jogada ilegal – declarou Serapião.

O AV não irá dar informações ao juiz de campo em caso de lances de interpretação, quando há contato físico que terminem em falta ou pênalti, mas que sejam discutíveis. A medida visa a manter a autoridade do juiz principal.

– Um lance no qual há contato físico que descamba para o campo da interpretação, o AV não interfere. Se o jogador é puxado pela camisa até a linha do pênalti, cai antes, mas a imagem não revela com clareza, o AV não interfere, não opina se não houver discussão, porque ele não poderá tomar uma decisão que possa ser contestada depois – afirmou Serapião.

Erros grosseiros

Nigel de Jong dá uma voadora na barriga de Xabi Alonso na final entre Holanda e Espanha na Copa do Mundo de 2010. Apesar da extrema violência do lance, holandês levou apenas cartão amarelo – CARL DE SOUZA / AFP

Os exemplos de equívocos da arbitragem ao longo da história são variados. Injustiças foram cometidas em lances capitais de partidas importantes, até em decisão de Copa do Mundo. Como no caso de Espanha x Holanda, na final do Mundial da África do Sul, em 2010. Uma entrada extremamente violenta do holandês De Jong no espanhol Xabi Alonso foi punida apenas com o cartão amarelo. O auxílio do vídeo poderia ter feito o árbitro americano Howard Webb usar mais rigor no lance, ocorrido na metade do primeiro tempo. A Espanha foi campeã na prorrogação, mas com um homem a mais poderia ter tido uma vitória mais tranquila.

ERROS DE ARBITRAGEM FAMOSOS NO FUTEBOL

Arbitragem: A mão de Deus de Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986

A ‘Mão de Deus’

É o erro mais lembrado da História. Pela importância do jogo (quartas de final de Copa do Mundo) e por seu protagonista. Maradona disputou bola no alto com o goleiro da Inglaterra e desviou com a mão. A Argentina venceu por 2 a 1. Craque também na cara de pau, Don Diego justificou: Foi “la mano de Dios”.

QUANDO USAR O VÍDEO

AGRESSÃO AO ADVERSÁRIO

Dois jogadores se embolam na linha de fundo, e, discretamente, um deles chuta o rosto do outro. O vídeo ajuda a mostrar o que o juiz não conseguiria ver.

DENTRO DA ÁREA OU FORA DA ÁREA?

A bola é lançada para Balotelli, em Itália x México da Copa das Confederações de 2013. Na corrida, ele é puxado e cai. Pênalti ou falta na entrada da área?

COTOVELADA EM LANCE PELO ALTO

Um tipo de lance que costuma ser complicado para o juiz: bola está sendo disputada no alto e de repente escapa um cotovelo. A câmera está lá para acusar.

DIVIDIDA OU FALTA?

Muita vontade na jogada às vezes vira “uso de força excessiva”, como gostam de dizer os comentaristas de arbitragem. No detalhe da imagem fica mais fácil elucidar o caso.

PÊNALTI OU CHOQUE NORMAL?

O goleiro sai para dividir com o atacante, que dá o drible da vaca. Os dois se chocam, e o atacante cai. O vídeo ajuda a saber se houve falta ou apenas uma trombada inevitável.

Read more: http://oglobo.globo.com/esportes/brasil-sera-pioneiro-no-uso-de-video-no-futebol-18702517#ixzz41PvOwmdl

Futebol no divã: Árbitro de Vídeo

20/02/16 07:00

Futebol no divã: Árbitro de Vídeo pode impactar estilos de jogo e decisões do apito

Bernardo Mello – O Globo

A provável introdução do Árbitro de Vídeo (AV) em jogos do Campeonato Brasileiro deste ano pode trazer mudanças mais profundas do que a simples elucidação de dúvidas da arbitragem. O novo personagem avisará o árbitro de campo sobre irregularidades não assinaldas, como um gol marcado em impedimento ou um pênalti que foi fora da área.

A reportagem do GLOBO procurou treinadores e comentaristas para saber se a medida representa um benefício aos times acostumados a se fechar na defesa, com a postura de “jogar por uma bola”. Na teoria, essas são as equipes mais suscetíveis a erros de arbitragem, por estarem no limite do erro. Um time como o Barcelona, que marca gols em excesso, se ressente menos de falhas do apito que resultem em gols para os adversários.

— Pode acabar ajudando os clubes menores, que normalmente são os mais prejudicados. Talvez até seja uma influência mais psicológica do que prática. A sensação de se achar mais amparado, respaldado por um olhar externo, pode ser uma força psicológica. Não sei se na prática vai fazer diferença, devido ao abismo econômico cada vez maior entre pequenos e grandes — avalia o comentarista Lédio Carmona, do canal Sportv.

Eduardo Baptista, treinador do Fluminense, admite que a novidade pode mudar até o comportamento da arbitragem para, na dúvida, validar gols ou faltas duvidosas. Com o auxílio das imagens, o AV poderia depois avisar ao juiz que o lance foi ilegal. Baptista, no entanto, acha que a discussão não é tão simples como um ataque contra defesa.

— De repente esse time que joga por uma bola, por exemplo, se fechou porque abriu o placar em um pênalti que não existiu. O Árbitro de Vídeo não vai favorecer A ou B, mas o futebol como um todo — acredita.

O ex-jogador Júnior, hoje comentarista da TV Globo, tem opinião semelhante:

— Eu ainda não consigo visualizar esse benefício a quem joga por uma bola. Lógico que um time assim teria mais problemas em um erro de arbitragem. Se um time tem 80% de posse de bola, o outro tem uma probabilidade menor de sucesso. Mas futebol não vive de hipóteses. — pondera.

‘QUESTÃO DE JUSTIÇA’

Entre aqueles que aprovam o uso de tecnologia para diminuir erros de arbitragem, o consenso é que a medida, ainda que beneficie determinado estilo de jogo, vai trazer mais justiça aos resultados.

—É uma questão de justiça. Erros absurdos acontecem contra equipes grandes ou pequenas. Nós sofremos com isso no Brasileiro do ano passado. Empatamos três jogos (Cruzeiro, Avaí e Chapecoense, todos no returno) que, se não fossem erros, poderíamos ter ganho. Isso fez diferença no nosso rebaixamento — destaca Jorginho, técnico do Vasco.

Embora enxergue evolução no futebol com uso da tecnologia, Ricardo Gomes ressalta que as polêmicas de arbitragem podem se desviar ainda mais para lances interpretativos, que não podem ser julgados apenas com o uso do vídeo.

— A verdade não é absoluta no vídeo. A questão de mão na bola ou bola na mão é a mais complexa. A maioria das discussões no último Brasileiro foi em cima disso. Precisamos pensar de novo nessa regra. O vídeo poderia ajudar nisso, mas é complexo — afirma o treinador do Botafogo.

http://extra.globo.com/esporte/futebol-no-diva-arbitro-de-video-pode-impactar-estilos-de-jogo-decisoes-do-apito-18713472.html

TECNOLOGÍA EN LOS ARBITRAJES

AUTORIA: MANOEL SERAPIÃO FILHO

Ex-árbitro de la FBF, CBF y de la FIFA.

Instructor FIFA Futuro III y Director Adjunto Técnico de la ENAF/CBF

Miembro representante de la CBF/CONMEBOL de TAP/IFAB

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Apresentando seu projeto – Foto: Alberto Helder – 2009

 TECNOLOGÍA EN LOS ARBITRAJES

ESTE PROYECTO DEMUESTRA CÓMO LA TECNOLOGÍA PUEDE SER APLICADA A LOS ARBITRAJES DE FÚTBOL CON EFICIENCIA Y SIMPLICIDAD APORTANDO LOS BENEFICIOS ENCIMA MENCIONADOS.

  • OBJETIVO
  1. a) Corregir los errores de arbitraje en lances claros, indiscutibles que no exijan interpretación y que alteren o que puedan alterar directamente los resultados de los partidos (goles, penaltis, impedimentos y acciones disciplinares);
  1. b) Legitimar siempre los resultados de los juegos;
  1. c) Dar más dinámica al fútbol;
  1. d) Disminuir la violencia, las lesiones, las actitudes antideportivas (simulaciones…) y, por lo tanto, las puniciones;
  1. e) Disminuir la presión sobre los árbitros y evitar la duda sobre su dignidad, así como la de los dirigentes;
  1. f) Evolución educacional de los jóvenes atletas.*

2) PRINCIPIOS

  1. De la continuidad del actual sistema de arbitraje, añadiéndose el de la “convicción absoluta” *;
  2. b) De la mínima interferencia;
  3. c) De la no interrupción del juego; y
  4. d) De la no realización de consultas.

 3) FORMA

Designación de un Árbitro de Video (AV), con atribución para CORREGIR los errores de hecho, técnicos y/o disciplinares claros/indiscutibles (incluso sobre hechos no vistos) que alteren o puedan alterar directamente el resultado o el desarrollo de los partidos.

El AV actuará en una cabina privativa, basándose en las imágenes de TV generadas simultáneamente y con la posibilidad de un replay inmediato. Tecnología simple, de bajo costo y al alcance de todos.

La comunicación del AV con los árbitros debe ser realizada, preferencialmente, por medio electrónico.*

4) LANCES

  • Duda sobre si la pelota entró en la meta

El “AV” solo actuará para marcar el gol o para desmarcar en el caso de que la pelota no hubiera entrado en el arco;*

  • Duda sobre si la pelota salió de la línea de meta

El “AV” solo actuará para indicar las salidas de la pelota cuando en la misma jugada o en su contexto hubiera sido marcado un gol o penalti;*

  • lugar de los saques libres directos a favor del ataque, ocurridos en los límites del área de penalti

El “AV” solo actuará para corregir el error en lo que respecta al lugar de la falta cometida, es decir, si hubiese ocurrido dentro del área y hubiese sido marcado como fuera del área y vice-versa;*

  • goles y penaltis marcados, posibilitados y evitados en virtud del error en lances de faltas claras/indiscutibles, que no impliquen una interpretación (no vistas o marcadas erradamente)

El “Árbitro de video” solo actuará en los lances que no exijan interpretación, es decir, en faltas tan claras, tan indiscutibles que revelen un error evidente del árbitro, donde resulte evidente que no fueron marcados apenas porque no fueron vistos. Además, el “AV” solo actuará si el penalti, el gol marcado o posibilitado ocurriese en la misma jugada o dentro del contexto; es decir, si los efectos de la falta no hubiesen interferido directamente en cualquiera de esos lances, el “AV” no actuará;

4.5) Impedimentos *

En virtud del “principio de la convicción absoluta”, los árbitros asistentes solo deben marcar esas infracciones cuando tuvieren certeza absoluta de la posición de impedimento, es decir, cuando no tuvieren ninguna duda.

Esto se debe a que si un jugador estuviera en posición de impedimento y si, en la misma jugada o en su contexto, hubiese sido marcado un gol o penalti, el “AV” actuará y marcará el impedimento, lo que no resulta en un perjuicio.

Debe observarse que, de acuerdo con el principio de la mínima interferencia, si ocurriera cualquier otro lance (córner o saque de esquina, tiro lateral y, obviamente, saque de meta o de puerta), el “AV” no actuará.

Será así, como ocurre actualmente, un error de arbitraje tolerable, justamente porque no tendrá influencia directa en el resultado del partido.

Esta sistemática prudente de actuación de los asistentes y las correcciones que deben hacerse por el AV, evitarán los goles irregulares, la anulación de los goles legítimos, así como el corte de los ataques promisores y/o de oportunidades claras de marcar los goles.

Vale hacer notar que el AV solo actuará en lances para ganar ventajas e interferirá en el juego del adversario cuando el error del arbitraje sea claro/indiscutible, es decir, cuando no tenga que ser interpretado. Hipótesis: rebotes, desvíos y defensas deliberadas clásicas, como jugar deliberadamente y vice-versa; con la interferencia indiscutible del adversario no sancionada o vice-versa, siendo que, en este último caso, cuando el juego no hubiese sido paralizado.

Pero debemos tener en cuenta que los errores de arbitraje que lleven a una interrupción del juego, obviamente no pueden ser corregidos.

Ventaja: menos paralizaciones del juego, más goles y todos legítimos.

4.6) Expulsiones y no expulsiones por motivo táctico o por motivo de juego brusco grave y agresión física (conducta violenta) indiscutibles, que no tengan sido vistos o que hayan sido claramente mal interpretados por el árbitro

En estos casos, el “AV” actuará inmediatamente, salvo si hubiera una ventaja de gol o una oportunidad clara de gol.

4.7) Errores de hecho de cualquier naturaleza que puedan perjudicar un equipo, un jugador o el desarrollo del juego (aplicación de CA o CV al jugador errado)

En estos casos, el “AV” actuará en el momento oportuno, incluso auxiliando en la redacción del resumen y/o del informe del juego;

4.8) Lances de interpretación – consulta – juego parado.

Estando el juego parado, el árbitro puede consultar el “AV” sobre lances de interpretación (Hipótesis – impedimento: interferencia del adversario, desvío o jugada deliberada; simulación o caída natural etc.). En estos casos, la decisión será del árbitro de campo.

5) CONSIDERACIONES GENERALES

  1. I) Antes de nada, es necesario destacar que la tecnología, de acuerdo con ese proyecto y como se puede deducir claramente de sus términos, no evitará errores de arbitraje en lances que exijan interpretación, es decir, que no se sitúen en los extremos del sí o del no, de lo cierto o de lo errado; pues los lances de lo que sería o de lo que no sería continuarán bajo la responsabilidad exclusiva de los árbitros de campo, ya que ellos tienen más elementos de análisis que las imágenes de la televisión.

Cuanto a este último punto, cabe resaltar que los errores de interpretación no se sitúan en el nivel de los que atentan contra la ética, los que causan sublevación y generan violencia, justamente porque no son claros/ no generan dudas. Además, porque si dichos lances pudiesen ser objeto de análisis por el AV, este estaría sustituyendo al árbitro de campo.

  1. II) El proceso puede ser iniciado inmediatamente y sin necesidad de un aparato tecnológico especial. El AV podrá utilizar las mismas imágenes de televisión que actualmente prueban los errores y aciertos de los arbitrajes.

Lo ideal sería que hubiera cámaras situadas estratégicamente y en número suficiente para elucidar todos los lances. Aún cuando no sea posible cubrir todos los lances y sus ángulos y apenas parte de los errores claros/indiscutibles sean corregidos, esto ya sería de gran utilidad, pues aproximaría el fútbol a la ética y al resultado legítimo.

III) Con base en el principio de la “absoluta convicción”, en los lances ajustados (cuando hay dificultad en decidir si la pelota entró o no en la meta; si salió o no de la línea de meta; si el jugador estaba o no en posición de impedimento), los árbitros solo actuarán si tuvieren plena certeza (absoluta convicción), evitando, así paralizar el juego de forma errada y causar daño al equipo que estaba atacando, pues el juego no podrá ser retomado, salvo en el caso de que hubiese sido interrumpido.

Esa sistemática dejará los árbitros de campo en una posición confortable, pues el “AV” corregirá los errores que pueden llegar a alterar los resultados de los partidos. La decisión final será entonces siempre correcta.

Debe observarse que el principio de la inmediatez de las decisiones, que es de la esencia del arbitraje, no será afectado por esta sistemática, sino que por el contrario, podrá hasta ser fortalecido, pues el tiempo perdido, actualmente, para reiniciar el juego en algunos de esos lances, es siempre superior a lo que el “AV” necesitaría para actuar.

  1. IV) En virtud de los principios de la mínima interferencia, que se armoniza con el de la no interrupción, el juego solamente será paralizado por el “AV” en los lances:
  • en que la pelota entra en la meta y el gol no es marcado;
  • de los goles y las oportunidades claras de goles evitados y de penaltis no marcados por motivo de falta clara/indiscutible; y
  • de conducta violenta o juego brusco grave, sin la debida actuación disciplinar del arbitraje. En este caso, la paralización apenas ocurrirá cuando no hubiera posibilidad de ventaja.

La importancia de esos lances para el resultado de los partidos y para la ética del fútbol, justifica plenamente la interrupción del juego, lo que además ya está previsto por la tecnología limitadísima adoptada por la FIFA.

En las demás situaciones en que el AV” deberá actuar, el juego ya estará paralizado.

  1. V) El “AV” no actuará en los lances en los que las imágenes no eluciden claramente lo que aconteció.

No obstante, es obvio que esto no ocurrirá en lances abiertos y claros, que son los que causan sublevación y disminuyen la credibilidad del fútbol.

  1. VI) Después de marcado el gol, aunque sea en el segundo tiempo, el árbitro siempre debe adoptar el procedimiento para dar la salida, que solo debe acontecer después del OK del AV.

VII) Como el Árbitro de video deberá tener conocimiento profundo de las reglas del fútbol y mucha prudencia,  solamente los árbitros con mucha experiencia y/o los ex árbitros de capacidad reconocida y que tengan pleno dominio de los límites de la función, pueden actuar como “AV”.

VIII) El proyecto, aunque para nosotros deba ser implantado en su totalidad, nada impide que lo sea de forma gradual. Además, tan luego la cultura del fútbol absorba esos primeros pasos, la tecnología podrá ser adoptada hasta para lances que no fueron previstos aquí. El propio proceso indicará esos nuevos lances y sus límites.

La evolución tecnológica del mundo es irreversible y el fútbol no puede ser el único deporte a recusarla. Al final, el hombre correcto ¡clama por corrección en todos los actos y hechos de la vida!

Los que piensan que el fútbol precisa de un error de arbitraje para no perder la “gracia” cometen un error esencial, de desconocimiento de la esencia del deporte rey, que es hermoso y emocionante por los goles, realizados o perdidos, por los dribles, pases etc. etc. Y, que por eso, precisa evitar, urgentemente, el estigma de que padece, es decir, de que es un deporte del “pillo”, del ardid, del artificio malévolo. Evitando este estigma se producirá un cambio en el proceso educacional de los jóvenes atletas, que actualmente son estimulados a simular, a practicar actitudes antideportivas que contrarían el proceso ideal para la formación de los ciudadanos.

VENTAJAS:

REVOLUCIÓN DEL

FÚTBOL

SIN ALTERAR LA ESENCIA:

MENOS PARALIZACIONES

MÁS GOLES Y GOLES LEGÍTIMOS

MENOS VIOLENCIA

MENOS LESIONES

MENOS SIMULACIONES

MENOS PUNICIONES

RESULTADOS LEGÍTIMOS

CAMBIO FILOSÓFICO *

¡ÉTICA PLENA!

CBF apresenta “Árbitro de Vídeo”

23/02/2016 17h27 – Atualizado em 23/02/2016 17h52

CBF apresenta “Árbitro de Vídeo” à IFAB, e projeto irá a votação em março

Autor da proposta, Manoel Serapião Filho, e Sérgio Corrêa se reúnem com membros da International Board. Caso entidade aprove, projeto será usado já no Brasileirão

Por GloboEsporte.com – Londres

A CBF deu mais um passo para que seu projeto de utilização de vídeos na arbitragem seja aprovado. O presidente da Comissão da Arbitragem da entidade, Sérgio Corrêa, e o diretor técnico da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, Manoel Serapião Filho, autor do projeto, se reuniram nesta terça-feira, em Londres, com membros da International Board (IFAB) e apresentaram a proposta.

Da esquerda para a direita: Manoel Serapião, Lukas Brud, David Elleray e Sérgio Corrêa (Foto: Divulgação/CBF)

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Estiveram presentes no encontro o diretor do Departamento de Inovação Tecnológica da FIFA, Johannes Holzmüller, o secretário-geral da International Board, Lukas Brud, e pelo diretor do Subcomitê Técnico da entidade, David Elleray. Um novo encontro está previsto para esta quarta-feira. O tema deve ser levado à votação no congresso da IFAB entre os dias 4 e 6 de março, em Cardiff, no País de Gales. Se aprovado com seis dos oito votos possíveis, o “Árbitro de vídeo”, nome dado ao projeto, será testado ainda no Brasileirão deste ano.

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Membros de várias federações nacionais também estiveram no encontro (Foto: Divulgação/CBF)

Caso o projeto seja aprovado em março, estão previstos cinco meses para aquisição dos equipamentos, preparação dos árbitros e ajustes na logística do projeto. No encontro, estiveram também representantes dos países membros do IFAB e outros interessados na utilização do vídeo na arbitragem, como autoridades das federações da França, Alemanha, Holanda e Escócia.

Em setembro do ano passado, a CBF já havia consultado a entidade que regula as leis do futebol para autorizar o projeto, mas a IFAB vetou. Após o veto, o secretário-geral da instituição, Lukas Brud, disse, em entrevista ao GloboEsporte.com, que levaria o projeto para votação.

Segundo divulgou o jornal “O Globo”, a estimativa da CBF é de que o novo recurso custaria cerca de R$ 12 mi por ano. O árbitro de vídeo, que dá nome ao projeto, estaria presente em todos os jogos do Brasileirão ao lado de um técnico de imagem. Ele só interferiria na arbitragem em lances capitais que alterem o resultado da partida. A CBF já consultou empresas de tecnologia de imagens que trabalham em outros esportes para fazer o orçamento. A ideia é usar até oito câmeras próprias em cada jogo.

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2016/02/cbf-apresenta-arbitro-de-video-ifab-e-projeto-ira-votacao-em-marco.html

AV: Afastar malandragem do futebol

9/02/2016 11h42 – Atualizado em 19/02/2016 11h42

Autor de projeto com “árbitro de vídeo” quer afastar malandragem do futebol

Manoel Serapião explica objetivos da medida que será votada no início de março em reunião da International Board. CBF quer usá-la já no Campeonato Brasileiro, em maio

Por SporTV.com Rio de Janeiro

A CBF vive a expectativa de aprovar no dia 5 de março, em Cardiff, no País de Gales, uma medida que promete diminuir os erros de arbitragem no Brasil. Segundo reportagem do jornal “O Globo”, a entidade espera que na Reunião Geral da International Football Association Board (IFAB) aprove-se o projeto para o uso do “árbitro de vídeo” já em jogos do Campeonato Brasileiro deste ano, a partir do dia 15 de maio. Manoel Serapião, ex-árbitro da Fifa e autor do projeto da CBF, acredita que a solução possa interferir, inclusive, na educação dos jovens.

– Haverá menos paralisações na partida, mais dinâmica de jogo e menos violência, e por consequência bem mais ética no futebol. Vai afastar do futebol essa coisa de que é o esporte da malandragem, do antiético, do garotinho que ludibria e o pai depois o abraça. Isso vai ter até interferência na formação e educação de cidadãos. O futebol é um veículo importante para isso, e nós podemos nos aproveitar dessa possibilidade de excluir os erros crassos e interferir até na educação dos jovens atletas formando mais cidadãos.

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Manoel Serapião ressalta que lances interpretativos seguem a cargo do árbitro em campo (Foto: Reprodução/CBF TV)

O projeto prevê que, caso um lance que altere o resultado do jogo ocorra fora do campo de visão do juiz, o árbitro de vídeo pode fazer a revisão. Ele então aciona o juiz, por meio de rádio, sem que haja interrupção e somente quando tiver convicção de que a imagem pode corrigir um erro ou mostrar um lance de agressão.

Serapião ainda ressaltou que os lances analisados pelo “árbitro de vídeo” não serão os interpretativos, esses seguirão a cargo do árbitro de campo.

– Há erros de arbitragem que são impossíveis de serem percebidos pelo olho humano, e outros que os árbitros, como seres humanos que são, cometem equívocos mesmo de interpretação. Mas o nosso projeto se destina a corrigir erros em lances quando não houver dúvida e quando houver absoluta convicção e clareza que o árbitro cometeu o equívoco. Quando se situar no campo da interpretação, nós, que não queremos substituir o árbitro em campo porque ele tem mais elementos para julgar que a imagem da televisão, o árbitro de vídeo não atuaria. Até porque trocaríamos um pelo outro, erraria o árbitro de vídeo ou, como hoje, erra o árbitro de campo. Não se trata então de lances que exijam interpretação – concluiu o ex-árbitro.

O árbitro de vídeo ficaria numa cabine no estádio com o auxílio de um técnico de imagem e com possibilidade de replay imediato. Da cabine, ele também terá a visão do campo. Depois da análise da imagem, o árbitro de vídeo informa o juiz imediatamente sobre os detalhes da correção do lance.

http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2016/02/autor-de-projeto-com-arbitro-de-video-quer-afastar-malandragem-do-futebol.html1

Lukas Brud – IFAB

24/09/2015 09h28 – Atualizado em 24/09/2015 09h28

Uso de vídeo para ajudar árbitros deve ser testado a partir de março

Além do Brasil, Holanda e Estados Unidos também pediram autorização para a International Board, que vai discutir o tema em sua próxima reunião

Por Martín Fernandez Direto de Zurique, Suíça

Brud diz que lances cruciais seriam o alvo da nova tecnologia

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A discussão sobre o uso de vídeo para ajudar árbitros em lances polêmicos está apenas no começo. Em março do ano que vem, a International Board vai decidir se autoriza o início dos testes, informa o secretário da entidade que cuida das regras do jogo, Lucas Brud, ao GloboEsporte.com em Zurique. “É provável que façamos”, afirma. Além da CBF, as federações de Holanda e Estados Unidos também pediram autorização para usar a tecnologia. Na entrevista a seguir, Brud fala sobre outras possíveis alterações nas regras e explica o processo de mudança na International Board, que há muito deixou de ser aquele grupo de “velhinhos da Fifa”.

Em que pé está a discussão sobre o uso de vídeo?

– Nós estamos discutindo, mas não estamos testando. Há várias abordagens possíveis, e antes do próximo congresso (em março) vamos apresentar um cenário com todas as alternativas que podem ser testadas. Pode ficar alguém fora do campo, isolado, vendo o jogo e se comunicando com o árbitro, mas isso nunca foi testado. Um dos problemas desse sistema é que a pessoa no campo, o árbitro, perderia autoridade. Então outra abordagem pode ser o árbitro ter acesso ao vídeo durante o jogo, como no futebol americano. O árbitro para o jogo, vai ao monitor, revê o lance e então decide. Ninguém toma essa decisão por ele, não está influenciado por mais ninguém. Massimo Busacca (chefe de arbitragem da Fifa) sempre diz: “Você é o árbitro, é a autoridade, é quem está no campo, é quem sente o clima, sente o que está acontecendo.” É muito difícil para alguém que não está ali tomar as decisões. Os críticos vão dizer: “Alguém de fora pode dar uma visão muito melhor”. E também é verdade. Então estamos discutindo diferentes abordagens antes de fazer os testes. Nós temos a responsabilidade de preparar isso antes de chegar aos níveis superiores.

Quem mais além do Brasil quer usar?

– A Holanda tem um programa chamado arbitragem 2.0, que envolve tecnologia da linha do gol, uso de vídeo, educação dos árbitros, eles estão muito interessados nisso. Tem a MLS também. Itália, França, Alemanha, há outras federações que estão preocupadas em saber como funciona. Mas pedidos oficiais para usar nós temos três: Brasil, EUA e Holanda.

Uma crítica possível é dizer que a CBF fez isso como quem diz “nós pedimos, eles que não deixaram”.

– O que você pode esclarecer é: não é permitido, mas estamos discutindo e estamos perto de decidir se vamos fazer experiências e é muito provável que façamos. A decisão não é minha. A próxima reunião da IFAB será em março, após a eleição para a presidência da Fifa, e isso vai depender do próximo presidente da Fifa. Eles vão tomar a decisão se vão experimentar. O que nós dissemos para a CBF foi: vocês não podem usar agora, mas se nós decidirmos testar, queremos ter vocês participando. E a ideia que a CBF nos deu é muito boa, é exatamente como nós pensamos em implementar. Só para lances cruciais.

Gol, pênalti, cartão vermelho?

– Sim. Quando você reduz a esses três momentos, é mais fácil. Isso tem a ver com comunicação e com administrar expectativas. Os jogadores, os técnicos, os torcedores, todos precisam saber quando o vídeo será usado. Não se pode usar para cada escanteio, isso interromperia o jogo completamente.

Como evitar outras interferências?

– Você pode definir que a pessoa de fora não pode falar com o árbitro, a não ser quando o árbitro o consulte.

Seria muito poder para quem está fora?

– Exatamente. Claramente há muitas vantagens em ter ajuda do vídeo. Mas também há essas desvantagens. Então precisamos testar. E isso vai ser decidido em março. E vamos esperar porque o próximo presidente da Fifa (a eleição é em 26 de fevereiro) precisa estar envolvido nesta decisão. É uma grande decisão. Mesmo que seja só para experimentar. O que eu digo é: temos que experimentar, mesmo que alguns acreditem que não vai funcionar, temos que testar e tomar essa decisão baseada em fatos, números, estatísticas.

Qual sua opinião pessoal?

– Minha opinião pessoal é: temos que testar, que fazer algo, porque o único cara no campo que não tem acesso a isso é o que toma as decisões. Você pode rever o lance no teu telefone, eu posso também. Os estádios hoje têm wi-fi, não é para esse objetivo, mas as pessoas olham os replays. E pesquisa ajuda sempre. Se você for tomar uma decisão, precisa testar. Vamos trazer mais números, estatísticas, fatos para a mesa antes de tomar uma decisão. E então vamos tomar a decisão.

O que se pode aprender de outros esportes?

– Estamos avaliando diferentes abordagens. Estamos lendo sobre rúgbi, por exemplo. Outro dia num jogo importante, o jogo durou dez minutos a mais por causa de arbitragem de vídeo, o que é incomum, e eles ficaram descontentes com isso. Então depende de como é usado, de quantas vezes é usado. Se formos mesmo testar, então vamos ouvir quem está usando para ver os pontos de vista.

Brud diz que processo com a aplicação do spray foi diferente do vídeo  (Foto: AP)

O Brasil usa o spray para marcar a barreira antes da autorização da IFAB. Não pode fazer isso com vídeo?

– É uma área cinza. Porque nas regras do jogo você não tem nada sobre o equipamento do árbitro. Então qualquer coisa que o árbitro use, em tese está permitido, desde que não interfira em nenhuma outra regra do livro. Recebemos um pedido em 2010 ou 2011, por aí, para permitir a experiência na América do Sul. Eles testaram antes, pedimos um relatório, nos entregaram, e acreditamos que valia a pena avaliar mais de perto. A razão que a Conmebol nos procurou era para dar mais autoridade e conforto ao árbitro. É muito simples: “Você, jogador, fica atrás da linha”. Na Europa todo mundo gostou, todo mundo usa o spray, porque é efetivo, barato, prático.

Com vídeo não pode ser assim?

– Não funciona mais assim. A CBF não pediu permissão para fazer um experimento com vídeo, pediu permissão para usar. É diferente. Agora a IFAB mudou, está mais aberta, há discussões constantes. Te dou um exemplo: a tecnologia da linha do gol. Você tem que analisar, testar, checar, avaliar e só então decidir. Não faz sentido decidir sem discussão. Se vamos entrar com uma coisa tão importante como o uso de vídeo, é preciso discutir por um ano e meio ou dois anos.

Tem alguma outra mudança na regra do jogo que está sendo discutida?

– A tripla punição (pênalti, cartão vermelho e punição automática).

Os técnicos reclamam o tempo todo.

– Consideramos que vale a pena analisar. A Uefa apresentou uma proposta para acabar com os cartões vermelhos em faltas que impedem oportunidades de gol dentro da área. A argumentação é que, ao dar o pênalti, você devolve a chance de gol ao adversário. Vamos discutir isso. De novo, é algo que precisa ser experimentado. Precisamos ver os resultados. É outra grande decisão ser tomada. São muitos anos de tripla punição sendo aplicada.

A Conmebol queria uma quarta substituição.

– Discutimos ao longo do ano passado, depois do pedido da Conmebol. E foi bloqueado pela Fifa, que não se convenceu da necessidade. Mas continuamos discutindo. A Fifpro (sindicato mundial dos jogadores) fez uma pesquisa e nos apresentou um pedido. Seria uma quarta substituição na prorrogação, e isso afeta apenas 3% dos jogos – porque só tem nas Copas, não nas Ligas, e ainda assim poucos jogos vão para a prorrogação. Essa discussão não acabou.

Lukas Brud diz que entidade tem a preocupação em não tirar a autoridade do árbitro em campo

(Foto: Martin Fernandez)

lukas

No Brasil muita gente ainda tem a imagem dos velhinhos da International Board…

– Isso, escondidos numa sala escura, tomando decisões sem consultar ninguém (risos). Mas estamos mais abertos. Criamos uma comunidade, painéis de aconselhamento, com integrantes de todas as confederações continentais, ex-jogadores, técnicos, árbitros. Estamos muito mais proativos do que reativos. Ouvimos gente do mundo todo. E para nós agora é mais fácil fazer uma recomendação mundial, global, porque temos todas essas visões.

Algum exemplo prático que veio de outro lugar?
– Spray, por exemplo. Foi discutido na IFAB por algum tempo. É um exemplo que veio da América do Sul, uma ótima invenção, porque dá ao árbitro mais autoridade.

Profissionalização da arbitragem é uma preocupação de vocês?
– Não. Nós provemos a base, e as federações educam os árbitros. Algumas preferem ter árbitros profissionais, outras preferem ter advogados, professores, mecânicos. Para nós não importa. Nós queremos que as pessoas sigam as regras do melhor jeito possível. Fifa, Uefa, Conmebol, ou quem seja, vão escolher os melhores árbitros para seus torneios. Nós não vamos comentar o nível das arbitragens. Geralmente o nível é comparável ao nível de jogo em cada lugar. Normalmente, onde você tem os melhores níveis de jogo, você tem os melhores níveis de arbitragem. Mas não nos envolvemos.

http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2015/09/uso-de-video-para-ajudar-arbitros-deve-ser-testado-partir-de-marco.html