Falta de critério da arbitragem….

Coronel Marinho critica a falta de critério da arbitragem

‘Pequenos erros se potencializam na fase decisiva’, afirma

Almir Leite , O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2016 | 07h00

O coronel Marcos Marinho define a onda de reclamações contra os árbitros no Campeonato Brasileiro como uma “estratégia de pressão’’ utilizada por dirigentes, treinadores e atletas. “É uma fase decisiva da competição em que todos querem tirar proveito. Pequenos erros se potencializam, ficam uma coisa muito maior’’, disse.

O chefe da arbitragem da CBF, porém, entende que cabe aos juízes e assistentes se precaverem. “Os árbitros precisam ficar mais atentos também, se concentrar na partida, observar tudo o que possa criar uma situação desfavorável a eles.’’

Marinho admite que a falta de critério é um dos aspectos que mais preocupam a comissão e deixa transparecer dúvida ao ser questionado se os árbitros se preparam bem para um jogo. “Existe orientação e todos sabem o que tem de fazer. É difícil checar se estão fazendo. Normalmente você vai ver alguma coisa com o desempenho na partida.’’

Adicionais fixos

07/02/2017 16h29 – Atualizado em 07/02/2017 16h29

CBF quer investir em treinos e formar times de árbitros com adicionais fixos

Após erro no Campeonato Carioca, Coronel Marinho, chefe de arbitragem da CBF, destaca importância do entrosamento entre árbitros e revela planos para o Brasileirão

Por Bruno Giufrida, Rio de Janeiro

Os polêmicos árbitros adicionais, aqueles que ficam atrás dos gols, voltaram ao Campeonato Carioca em 2017 após dois anos. Já na terceira rodada, um erro decisivo: Leandro Newley Belota não viu que a bola saiu pela linha de fundo e, na sequência do lance, o Botafogo fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Macaé. Para evitar falhas desse tipo, a CBF quer investir mais em treinamentos.

Chefe de arbitragem da CBF, Coronel Marinho assistiu ao lance que gerou, inclusive, o afastamento de Leandro Newley. Ele entende que uma boa seleção dos árbitros adicionais e mais horas de treinamento podem, sim, diminuir a margem de erro.

– Precisa de treinamento, selecionar as pessoas. Os adicionais, no Brasileirão, vão continuar apitando em outras séries, mas (na Série A) serão sempre os mesmos. Isso é para facilitar o trabalho, o entrosamento. A orientação correta do posicionamento também é importante. São coisas que vamos corrigindo. Vamos chamar atenção (de quem errar). Vamos registrar esse tipo de lance, analisar e entender por que ele não viu que a bola saiu – explicou Marinho.

No Campeonato Brasileiro, que também terá o retorno dos adicionais, haverá uma tentativa de formação de “times”. Marinho acredita que, com mais entrosamento, os árbitros se comunicarão melhor para evitar mais erros. A quantidade de jogos das séries A e B, porém, dificultam: são 10 por rodada em cada uma delas.

– Tenho a informação de que os árbitros preferem atuar com o adicional, porque têm ângulos diferentes. Tudo depende do planejamento (para formar times). Isso é difícil, mas vamos tentar fazer com que três grupos que atuem sempre juntos. Estamos estudando ainda. Isso é fundamental e funcionou em São Paulo. Aqui (no Brasil) temos problemas de distância, mas vamos tentar – completou.

Gaciba opina

Leonardo Gaciba, ex-árbitro e comentarista de arbitragem da TV Globo, também vê importância no entrosamento entre os profissionais, mas destaca a importância de mais treinamento.

– O entrosamento é bom em qualquer função. Um profissional que trabalha um ano com outro tem um tipo de postura. No fim da minha carreira, eu tinha uns assistentes em quem confiava muito. E o contrário também existia. O que me preocupa é exatamente a questão do treinamento: quanto tempo, como pretendem fazer esse treinamento… Duas horas num fim de semana? Isso não é tempo suficiente para um trio entrosado. Precisaria de um trabalho. Aí volta a velha discussão: se eles fossem profissionais, teriam cinco horas por dia de treinamento – lamenta.

Em contrapartida, Gaciba também vê pontos positivos no retorno dos adicionais:

– Não vejo como uma perda de poder (aos árbitros). Acho que, na verdade, são mais quatro olhos para ajudar o árbitro central a tomar a decisão correta. O importante é a decisão final ser correta. O problema é que tem pouco treinamento para esses profissionais e acabamos vendo esse tipo de erro (como no jogo do Botafogo).

http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/noticia/2017/02/cbf-quer-investir-em-treinos-e-formar-times-de-arbitros-com-adicionais-fixos.html

OBJETIVO: MUNDIAL FEMININO

Árbitras participam de treino intensivo na Granja

11/02/2017 às 11:58 | Assessoria CBF

Na última sexta-feira (10), as três árbitras pré-selecionadas pela FIFA para atuar na Copa do Mundo de Futebol Feminino da França 2019 iniciaram um treinamento especial promovido pela Comissão de Arbitragem da CBF, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). No primeiro dia do curso multidisciplinar, Neuza Ines Back (assistente), Edina Alves Batista (árbitra) e Tatiane Sacilotti (assistente) atuaram no jogo-treino da Seleção Brasileira Feminina contra o Flamengo, participaram do treinamento psicológico, com a especialista Marta Magalhães, e do curso de abertura com Manoel Serapião, instrutor FIFA e diretor técnico da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF).

Com orientação de Ana Paula Oliveira, coordenadora nacional de instrução (ENAF/CBF), as árbitras seguirão o treinamento por mais dois dias. Na manhã deste sábado (11), o trabalho será no campo, envolvendo jogadores. A tarde será dedicada às análises de vídeos e mais contato com a psicóloga. No domingo, último dia do curso, mais análises de vídeos, dessa vez com foco em falta tática, toque de mão, situações de área penal e técnicas de arbitragem.

Esta é a primeira vez que um trio feminino brasileiro tem treinamento voltado especificamente à preparação para um Mundial. Com Neuza, Edina e Tatiane no radar da FIFA para a Copa do Mundo de 2019, a CBF irá monitorar a situação do trio e enviará relatórios sobre o seu desempenho à entidade máxima do futebol.

Neuza Back – SC, Edina Alves – PR e Tatiane Camargo – SP

Para Ana Paula Oliveira, a iniciativa da CBF é fundamental para capacitar ainda mais as três árbitras e fazê-las chegar na França em 2019.

– Isso nunca tinha sido feito na história da CBF. É um momento diferente, feliz. Desejamos que todo esse trabalho e apoio seja entendido por elas e que elas correspondam. Porque, na verdade, a conquista maior não é nossa e sim delas. É um momento único para um árbitro. Falando de futebol feminino, um torneio olímpico e uma Copa do Mundo é o máximo da carreira de uma árbitra, que chegou ao topo. Temos dois anos para trabalhar bastante para que elas cheguem com qualidade e competência e possam fazer história sendo o primeiro trio feminino brasileiro em um Mundial.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitras-participam-de-treino-intensivo-na-granja?ref=featured#.WKBqAfnhDIU

Brasileiros em curso da FIFA

ARBITRAGEM PRESTIGIADA

07/02/2017 às 19:29 | Assessoria CBF

Brasileiros serão instrutores em curso da FIFA

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Ana Paula Oliveira, integrante da Comissão de Arbitragem da CBF, e Paulo Camello, instrutor físico da entidade, foram convidados pela FIFA para integrarem a equipe de professores do Seminário de Preparação da Arbitragem para a Copa do Mundo da França 2019. O curso será realizado de 20 a 24 de fevereiro de 2017, em Algarve, Portugal.

Entre as alunas, estarão a árbitra Edina Alves Batista, de 36 anos, e Tatiane Sacilotti dos Santos, de 30 anos. Neste período de treinamento, a FIFA orienta um grupo de árbitras de todo o planeta, que estarão habilitadas para atuação no próximo Mundial de Futebol Feminino.

 

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/brasileiros-serao-instrutores-em-curso-da-fifa?ref=more#.WKBpyfnhDIU

Fernanda Colombo: “Novas prioridades”

Por Pombo Sem Asa

Fernanda Colombo, dia internacional da mulher

Ela passou como um furacão pelo futebol. Entre os seres mais criticados do mundo da bola, lá estava uma bela mulher que lutava para chamar atenção não pela beleza, mas pela qualidade na arbitragem. Porém, com apenas 25 anos, Fernanda Colombo revelou ao blog Pombo sem asa que decidiu pendurar a bandeira justamente num momento em que Fifa e CBF acabaram com a idade-limite dos árbitros, liberando para que quem passou dos 45 anos ainda possa ir a campo.
 

Fernanda fez o curso de arbitragem em 2009 e, no ano seguinte, começou a bandeirar. Chegou a ser aspirante Fifa, trabalhou em mais de 50 jogos profissionais. Mas a beleza pesou. Crucificada por um erro ao marcar impedimento inexistente do Cruzeiro diante do Atlético-MG em 2014, foi obrigada a ouvir de Alexandre Mattos, então dirigente celeste, que fosse posar “para a playboy” porque “não tinha preparo”.

Fernanda Colombo Troféu Lance Final
À época, Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, ironizou o rival, saindo em defesa de Fernanda.

– É porque é mulher e é bonita. Fosse um barbado e feio ninguém implicaria. Errou como erram todos. A menina errou, mas pelo menos enfeitou, é bonita. E aqueles retardados que erram direto em cima da gente?

Em 2015, Fernanda migrou da Federação Catarinense para a Pernambucana. E, já naquele ano, chegou a ser eleita a melhor assistente do estadual. Mas ela não conseguiu manter o ritmo. Muitos dizem que faltam melhor preparo físico e foco. Certo é que, agora, a ex-musa da arbitragem, que não gosta de ser chamada desta forma, já trabalha em outros projetos.

Fernanda Colombo escreveu um livro sobre regras de futebol “expostas de maneira mais lúdica”, como ela explica. Falta uma editora para publicar. Suas metas a partir de agora são trabalhar no jornalismo esportivo e, quem sabe, ter um canal no youtube para comentar arbitragem.

bandeirinha Fernanda Colombo, Atlético-MG x Cruzeiro
Confira a entrevista:

É verdade que você abandonou a carreira na arbitragem? Por que?
Não considero abandono, mas o fim de um ciclo. Nas minhas novas prioridades de vida, a função de árbitra não se encaixava mais. Continuo amando o futebol e a arbitragem, acompanhando e idealizando novos projetos no mesmo segmento.

Como você avalia a sua carreira? Do que se orgulha? De que se arrepende?
A arbitragem possibilitou a realização do meu sonho de vivenciar, dentro de campo, as emoções do futebol. Tenho muito orgulho dos amigos de verdade que vieram com a arbitragem. Não tenho arrependimentos.Fernanda Colombo

O que tem feito? Ainda trabalha em preparação física?
Acabo de finalizar um livro de regras do futebol expostas de maneira lúdica, com diversas atividades e personagens. Já registrei o livro e agora vou encontrar uma editora para publicá-lo. Também estou estudando, fazendo especialização em jornalismo.

Quais são suas metas e objetivos daqui pra frente?

Minha meta agora é lançar o livro e trabalhar com jornalismo esportivo.Bandeirinha musa, Fernanda Colombo trabalha no jogo CRB x Bahia

Você acha que teve o apoio necessário durante a carreira? Até onde o machismo e a cobrança por você chamar atenção de atrapalharam? Acredita que os seus erros foram mais lembrados que erros de outros bandeiras? 

Sempre tive apoio de alguma forma. A Federação Catarinense foi a minha formadora e foi através dela que recebi indicação para a CBF. Na CBF pude fazer cursos de aprimoramento e competições nacionais. A Federação Pernambucana me acolheu muito bem também. Sou grata a todos. Infelizmente erros sempre serão mais lembrados do que os acertos.

bandeirinha Fernanda Colombo e Souza, Atlético-MG x Cruzeiro

Lembra de cabeça em quantos jogos trabalhou? 

Em jogo profissionais, com certeza mais de 50. Mas ao todo, não tenho ideia.

Em 2015, você deixou o quadro de arbitragem da Federação Catarinense e passou a trabalhar na Federação Pernambucana. Isso foi bom ou ruim para você?

Foi muito bom, e eles me acolheram da melhor forma possível. Voltei a fazer o que eu queria à época que era trabalhar como árbitra assistente.

O Sérgio Corrêa disse certa vez que as pessoas não tinha paciência com você, que era muito jovem. Comparando até com jogadores jovens que precisam ser lançados aos poucos. O que você acha disso?

Ele tem razão. Os novatos carregam um peso muito grande por não terem grandes experiências. Colocá-los em desafios maiores pode dar certo ou não.
O que você acha desses afastamentos de árbitros e assistentes após erros? É o melhor método mesmo? 
O melhor método é garantir condições para que os árbitros treinem e convivam o maior tempo possível em situações que se assemelhem à realidade do jogo. Isso não acontece hoje. Já pensou se todo jogador que errasse um pênalti ou um gol fosse afastado? Se isso não faz sentido para os jogadores que treinam todos os dias, por que faria para os árbitros que praticamente não treinam no campo de futebol?

Você ainda trabalha como modelo?

 Não trabalho e nunca trabalhei como modelo.

A Ana Paula posou nua. Agora afastada do futebol, você aceitaria?

Não aceitaria.

Depois de alguns anos, o que você lembra e pensa sobre o comentário do Alexandre Matos, então dirigente do Cruzeiro (após um erro contra o Atlético-MG), sobre você. Ele sugeriu que você fosse posar para a Playboy em vez de bandeirar. Como ficou essa história? Ele pediu desculpas? Se sim, você desculpou?

 Foi tudo resolvido na época. Não guardo mágoas de ninguém.

Depois de anos no futebol, tem processo contra alguém?

Não tenho nenhum processo.

Musa da arbitragem Fernanda Colombo

Você chegou a fazer alguns ensaios fotográficos usando até o uniforme de arbitragem. Acredita que isso tenha te atrapalhado?
Não atrapalhou.

Já chegou a receber cantadas de jogadores ou dirigentes?
Algumas gracinhas, na verdade, nunca tiveram graça alguma.
Incomoda o rótulo de musa?

Só incomoda quando minha capacidade é questionada por conta disso. A beleza é muito subjetiva. Mesmo assim, não me considero musa.
Fernanda Colombo

Qual são os seus sonhos agora?

Meu sonho é lançar livro e continuar trabalhando com esportes, que é minha paixão. Quem sabe lançar um canal no Youtube para comentar arbitragem (risos).
Agora que está afastada do futebol, pode revelar o time que torcia na infância?

Não, mas o que posso garantir é que seguirei torcendo para a arbitragem.

Quer mandar sugestões, críticas ou colaborações? Escreva para:

bernardo.pombo@gmail.com

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/pombo-sem-asa/post/lembra-da-musa-da-arbitragem-fernanda-colombo-encerra-carreira-aos-25-anos-novas-prioridades.html

 

CBF quer testar AAV

CBF quer testar uso de árbitro de vídeo no Brasileiro deste ano

Sérgio Corrêa, que coordena o projeto de uso de vídeo na CBF

JX Rio de Janeiro (RJ) 18/09/2014 Sergio Correa, presidente de coordenação de juizes de futebol. Foto: Roberto Moreyra / EXTRA / Agência O Globo ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
No Brasil, a comissão da CBF encarregada da implantação da tecnologia de vídeo no futebol nacional estabeleceu o primeiro semestre de 2018 como meta para a utilização contínua da tecnologia de vídeo. No entanto, a entidade quer iniciar os testes on-line, ou seja, aqueles em que o árbitro é comunicado de infrações durante as partidas, já no segundo semestre de 2017, durante a segunda metade do Brasileiro.

“Nesse ponto, temos um probleminha jurídico. Utilizaríamos a tecnologia somente na segunda parte do Brasileiro, o que poderia gerar reclamações dos clubes na Justiça, alegando que os dois turnos foram disputados a partir de critérios diferentes”, explica Sérgio Corrêa, que coordena o projeto de uso de vídeo na CBF.

Ele explica que, em conversas com os clubes nos próximos meses, tentará convencê-los a assinar termos de concordância com os testes de tecnologia de vídeo ainda em 2017. Todos os 20 participantes da Série A precisarão firmar o documento para que a tecnologia possa ser utilizada.

Se auxiliar de vídeo percebe uma jogada pelas imagens da TV que não foi vista pelo árbitro principal, o avisa imediatamente. Mas o juiz pode pedir ajuda ao assistente de vídeo se ficar com dúvida em alguma jogada


Nos próximos dias, a CBF pedirá à Fifa para que possa executar testes do modelo brasileiro, que é diferente do holandês colocado em prática no Mundial de Clubes. A principal distinção é que aqui o árbitro não deverá se dirigir a uma cabine para rever lances. Para Corrêa, as reclamações dos jogadores no percurso do árbitro tiram o dinamismo dos jogos.

Em maio de 2016, nas duas partidas da final do Campeonato Carioca entre Vasco e Botafogo, foram feitos os primeiros e únicos testes off-line -quando não há comunicação entre o juiz em campo e o árbitro de vídeo e, portanto, não existe na prática interferência nas decisões.

Atualmente, ao menos 12 países realizam testes do tipo em jogos de futebol. O modelo usado na Holanda é o que está sendo adotado pela Fifa no Mundial de Clubes.

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/02/1856375-cbf-quer-testar-uso-de-arbitro-de-video-no-brasileiro-deste-ano.shtml

FEMININO: DE 2007 a 2016

COMPETIÇÕES FEMININAS DE 2007 a 2016

 I Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2007

Data: 09/12/2007 – SAAD/MS 1 x 1 Botucatu – (MS SAAD campeão nos penais 5×4) – Árbitra: Simone Xavier/RJ. Assistentes  Geni Garcez/DF e Gizele Aparecida Silva/GO. Quarto Árbitro: Marcia Monteiro/DF. Observador: Jorge Paulo de Oliveira Gomes/DF

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Cerimonia de premiação da 1ª Edição da Copa do Brasil de Futebol Feminino 2007, Mato Grosso do Sul/Saad campeão. fonte: arquivo pessoal do técnico José Roberto da Silva

II Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2008

Data: 17/12/2008 – Santos/SP 3 x 0 Sport/PE – Árbitra: Janaina Geralda Costa/MG. Assistentes: Angêla Paula C. Regis Ribeiro/MG e Ivone Santos de Oliveira/RJ. Quarto Árbitro: Regildênia de Holanda Moura/SP. e Observador: Silvia Regina de Oliveira/SP

III Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2009

Data: 01/12/2009 – Santos/SP 3 x 0 Botucatu/SP – Árbitra: Regildênia de Holanda Moura/SP. Assistentes: Maria Eliza Correia Barbosa/SP (FIFA) e Graziele Maria Crizol/SP. Quarto Árbitro: Milton Etsuo Ballerini. Observador: Silvia Regina de Oliveira/SP.

IV Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2010

Data: 04/12/2010 – Duque de Caxias/CEPE/RJ 1 X 0  Foz do Iguaçu/PR – Árbitra: Janaina Geralda Costa/MG. Assistentes: Cinthia Mara da Silva/MG e Patricia Carla de Oliveira/SP. Quarto Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga/RJ. Observador: João José da Silva Loureiro/RJ.

V Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2011

Data: 26/11/11 – Foz Cataratas/PR 3 x 0 Vitória/PE – Árbitra: Simone Xavier de Paula e Silva/RJ (FIFA). Assistentes: Tatiana Jacques Freitas (ASP-FIFA) e Nadine Nadine Schram Camara Bastos (ASP-FIFA). Quarto Árbitro: Edina Alves Batista. Assessor: Hélio Henrique Camargo/PR.

VI Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2012

Data: 10/16/12; ADECO/SP 2×4 São José/SP – Árbitra: SP – Katiuscia da Mota Lima/SP; Assistente 1: SP – Maria Eliza Correia Barbosa (ESP-SP); Assistente 2: SP – Maiza Teles Paiva (CBF-1/SP); Quarta Árbitra: SP – José Claudio Rocha Filho (CBF-2/SP) e, Delegada Especial: SP – Silvia Regina de Oliveira/SP.

VI Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2013

Data: 04/05/13 – São José/SP 4 x 0  Vitória (PE) – Árbitra: Regildenia de Holanda Moura/SP. Assistentes: Maria Eliza Correia Barbosa/SP e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo/SP. Quarta Árbitra: Edilar Maria Ferreira/SP. Árbitra Assistente Reserva: Patricia Carla de Oliveira/SP. Delegado Especial: Nilson de Souza Monção/SP.

VIII Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2014

Data: 15/04/14 – São José/SP 1 x 0 Ferroviária/SP – (Ferroviária campeã nos penais 5×4) – Árbitra: Regildenia de Holanda Moura/SP. Assistentes: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo/SP e Patricia Carla de Oliveira/SP. Quarta Árbitra: Edilar Maria Ferreira/SP. Árbitra Assistente Reserva: Maiza Teles Paiva/SP. Delegado Especial: Nilson de Souza Monção/SP.

IX Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2015

08/04/15-Kindermann-SC 5 X 2 Ferroviária-SP – Arbitro: Rodrigo D Alonso Ferreira/SC. Assistentes: Nadine Schramm Camara Bastos/SC  e Neuza Ines Back/SC. Quarto Árbitro: Tainan Bordignon Somensi/SC. Assessor- Claudemir Maffessoni/SC

X Copa do Brasil de Futebol Feminino – 2016

27/10/16-Audax/SP 3 x 1 São José/SP – Arbitro: Regildenia de Holanda Moura/FIFA-SP. Assistentes: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo/FIFA-SP e Fabrini Bevilaqua Costa/CBF-2/SP. Quarto Árbitro: Ilbert Estevam da Silva/CBF3-SP. Assessor: Silvio César Silva de Lima/SP.

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Resumo Geral – Campeões

2007-SAAD/SP; 2008 e 2009-Santos/SP; 2011-Foz/PR; 2012-ADECO; 2013-São José/SP; 2014-Ferroviária/SP; 2015-Kindermann/SC; e, 2016-Auda/SP.

Árbitras: 4 Finais: Regildenia Holanda Moura/SP; 2 Finais: Janaina Geralda Costa/MG; Simone Xavier Silva/RJ. 1 Final: Katiuscia Mota Lima/SP e Rodrigo D´Alonso/SC.

Assistentes: 4 finais: Maria Eliza Correia Barbosa/SP; 3 Finais: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo/SP; 2 Finais: Nadine Nadine Schram Camara Bastos/SC; e, Patricia Carla de Oliveira/SP.

1 final: Angela Paula C. Regis Ribeiro/MG; Cinthia Mara da Silva/MG; Geni Garcez/DF; Gizele Aparecida Silva/GO; Graziele Maria Crizol/SP; Ivone Santos de Oliveira/RJ; Maiza Teles Paiva/SP; Neuza Ines Back/SC; e, Tatiana Jacques Freitas/RS.

Quarto Árbitro: 2 Finais: Edilar Maria Ferreira/SP

1 final: Carlos Eduardo Nunes Braga/RJ; Edina Alves Batista/PR; Ilbert Estevam da Silva/SP; José Claudio Rocha Filho/SP; Marcia Monteiro/DF; Milton Etsuo Ballerini/SP; Regildênia de Holanda Moura/SP; e, Tainan Bordignon Somensi/SC

Assessores: 3 Finais : Silvia Regina de Oliveira/SP; 2 Finais: Nilson de Souza Monção/SP; 1 final: Claudemir Mafessoni/SC; Helio Henrique Camargo/PR.; João José da Silva Loureiro/RJ.; Jorge Paulo de Oliveira Gomes/DF; e, Silvio César Silva de Lima/SP. 

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FINAIS DO CAMPEONATO BRASILEIRO FEMININO – A PARTIR DE 2013

I Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino – 2013

Data: 07/12/13 – ADECO/SP 2 x 1 São José/SP – Árbitra: Regildenia de Holanda Moura (FIFA/SP). Assistentes: Maria Nubia Ferreira Leite (CBF/SP) e  Renata Ruel X. de Brito (CBF/SP). Quarta Árbitra: Edilar Maria Ferreira/SP (CBF/SP). Árbitra Assistente Reserva: Marcela de Almeida Silva (CBF/SP). Assessora: Silvia Regina de Oliveira/SP.

II Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino – 2014

Data: 30/11/14 – Ferroviária/SP x Kindermann/SC – Estádio da Fonte Luminosa – Araraquara – Árbitra: Edina Alves Batista/PR (Asp.-Fifa); Assistentes: Maria Eliza Correia Barbosa (ESP1/SP) e Tatiane Sacilotti Camargo (ASP-FIFA/SP). Quarta Árbitra: Regildenia de Holanda Moura/SP (FIFA/SP). Delegado: Wilson Luiz Seneme.

III Campeonato Brasileiro Feminino – 2015

06/12/15-São José-SP X Rio Preto-SP – Arbitro:- Marcelo Aparecido R de Souza-SP (CBF/SP); Assistente 1:- Marcela de Almeida Silva (CBF/SP); Assistente 2:- Patricia Carla de Oliveira (CBF/SP); Quarto Árbitro:- Adeli Mara Monteiro (CBF/SP); Delegado Especial:- Ana Paula da Silva Oliveira (CBF/SP)

IV Campeonato Brasileiro Feminino – 2016

20/05/16-Rio Preto-SP 1 x 2 Flamengo-RJ (C) – Arbitro: Douglas Marques das Flores/SP; Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro Costa/SP e Fábio Rogério Baesteiro/SP; Quarto Árbitro: Katiuscia da Mota Lima/SP; e, Assessor: Márcio Luiz Augusto/SP.

http://www.cbf.com.br

AAV no Mundial 2016

5/12/2016 10h00 – Atualizado em 15/12/2016 10h00

Manoel Serapião diz que demora na utilização da imagem para definir pênalti a favor do Kashima é impraticável e tecnologia acabou produzindo erro em vez de acerto

Por SporTV.com – São Paulo

O instrutor técnico da Escola Nacional de Arbitragem, Manoel Serapião, se juntou ao coro de críticas à forma como o recurso de vídeo foi usado para marcar um pênalti a favor do Kashima Antlers, no Mundial de Clubes, em duelo pelas semifinais contra o Atlético Nacional, nesta quarta-feira. O ex-árbitro da Fifa disse que o uso da tecnologia precisa ser voltado para lances claros, diferente do que se viu na partida. Serapião questionou o mérito da opção pela imagem na medida em que ela teve um efeito contrário: em vez e corrigir um erro, produziu um.

No lance, ocorrido aos 27 minutos do primeiro tempo, o colombiano Berrio derrubou Nishi dentro da área após lançamento. Nada foi marcado, e a partida seguiu normalmente até os 29, quando o árbitro húngaro Viktor Kassai foi à lateral do campo, reviu o lance em um monitor e marcou o pênalti. O japonês, no entanto, estava em posição de impedimento e ainda procurou o contato físico, segundo Serapião.

– O que aconteceu foi que houve um lance de área, de disputa, e o jogador que confrontou, já interferiu no adversário, já se caracterizou um impedimento. O árbitro de vídeo deve ter sinalizado para o árbitro que havia uma dificuldade no lance. O próprio árbitro foi analisar. Um minuto e meio depois é absolutamente impraticável. O treinamento que estamos realizando é para que isso aconteça no máximo em 10, 15 segundos. Imagine que a outra equipe tivesse feito um gol, como seria essa solução? Seria muito complicada. O árbitro de vídeo tem que ser para lances claros e inequívocos. Esse lance é para sentido oposto. Se árbitro tivesse marcado o pênalti, o árbitro de vídeo aproveitaria o tempo para a cobrança e informaria que o jogador que sofreu o pênalti interferiu no adversário fazendo o bloqueio e o impedimento se caracterizou. Então o pênalti seria desmascarado. Infelizmente houve uma desatenção geral, além do tempo.

Jogadores do Kashima Antlers comemoram vaga na final (Foto: Reuters)

A Fifa, no entanto, declarou que considerou acertada o uso do vídeo no lance do pênalti. Segundo a entidade, Nishi não disputava a bola, logo o impedimento não se justificava, assim como também não impediu o avanço do zagueiro colombiano. Na visão de Serapião, porém, a forma como a tecnologia foi usada é ruim para o esporte.

– É preciso colocar limites rígidos ao uso do vídeo, porque o futebol não quer que ele seja subvertido, alterado em sua essência. Um jogo paralisado vai virar futebol americano. No experimento que fizeram em Itália x Alemanha, o árbitro assistente não foi devidamente orientado, porque quando houver dúvida, o árbitro não marca o impedimento. Chamamos no nosso projeto da teoria da convicção absoluta. Então não marca. Se saiu o gol, ele verifica e anula no tempo máximo de 15 segundos. Será informação, não opinião.

Esta foi a primeira vez que o recurso de vídeo foi usado em um jogo oficial da Fifa. Nesta quinta-feira, o Real Madrid entra em campo diante do América-MEX pela outra semifinal, às 8h30, com transmissão ao vivo do SporTV. O vencedor pega o Kashima Antlers na decisão.

http://sportv.globo.com/site/programas/ta-na-area/noticia/2016/12/para-ex-arbitro-da-fifa-uso-do-recurso-de-video-foi-subvertido-no-mundial.html

+ Fifa diz que árbitro acertou ao dar pênalti para Kashima contra Nacional

 

Link sobre árbitro de vídeo

Link sobre árbitro de vídeo

Formar pessoas capazes de transmitir aos árbitros de campo informações precisas com recurso ao vídeo foi o tema principal do encontro que se realizou em Nova Jérsia sob a chancela da Internacional Football Association Board (IFAB).

Portugal foi um dos seis países interessados na ideia e que compareceu nos testes que se realizaram entre os dias 19 e 21 de julho, ou seja, terminaram na quinta-feira. Os outros foram Austrália, Brasil, Alemanha, Holanda e Estados Unidos. No caso português a ideia passa por introduzir o vídeo-árbitro nas competições paralelas ao campeonato: Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça. A primeira experiência, ainda offline, será no Benfica-Sp. Braga de Aveiro, a 7 de agosto.

Este foi o segundo encontro com este tema (o primeiro decorreu em Amesterdão), mas teve uma nuance: centrou-se muito mais na formação das pessoas que se terão a função de vídeo-árbitro. Esse é, de resto, um dos pontos que a organização mais foca.

«É um sistema complexo. Muitos pensam que é só colocar uma pessoa em frente a uma televisão e isso vai resolver todos os problemas do futebol…Não é assim. Isto é um desafio grande, é preciso perceber o que se pode rever, o que é preciso rever, quão rapidamente se pode rever», afirmou David Ellaray, diretor técnico da IFAB.

A linguagem a utilizar, por exemplo, foi um ponto muito debatido. David Ellaray explica: «Temos de garantir que a comunicação é eficiente, clara, que o árbitro receba o máximo de informação possível, mas não seja um exagero, que o possa confundir, porque, no fundo, o que é preciso conferir é se o árbitro não cometeu um erro grave.»

E quem pode desempenhar estas funções? «Na teoria, os árbitros de vídeo podem ser qualquer um que tenha arbitrado ao mais alto nível, estejam ou não ainda no ativo. Mas precisam de outras capacidades. Têm de estar à vontade com tecnologia, falar claramente, manter a calma e ter a capacidade de perceber através de um vídeo o que aconteceu. Nem todos o conseguem fazer facilmente», rematou.

Neste workshop, que incluiu testes em tempo real, foi permitido aos intervenientes ouvir as comunicações entre o vídeo-árbitro e o árbitro de campo.

Lukas Brud, secretário da IFAB, explicou: «É importante que a comunicação seja muito clara e percetível. Não interfira com as restantes comunicações entre todos os árbitros de campo e seja percetível quem está a falar com quem, nomeadamente em situações críticas, em que o árbitro de campo precisa da ajuda do vídeo.»

Jeff Aggos, vice-presidente da Major League Soccer e antigo jogador, considera que «jogadores, treinadores e árbitros» vão estar «de braços abertos» para acolher este sistema. «Querem é que as decisões sejam rápidas e corretas», frisou.

http://quality.fifa.com/es/var/


São Paulo, SP, 19/07 – O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa da Silva, e o Membro do Painel Técnico Consultivo do IFAB (International Football Association Board)e representante da Conmebol, Manoel Serapião Filho, estão participando à convite da FIFA de um Congresso de arbitragem que vai servir para ser apresentado os testes que foram feitos em alguns países do “Árbitro de Vídeo”. Os brasileiro já estão em Ne Jersey e também apresentarão imagens dos testes efetuados no Brasil com grande sucesso.

O Congresso acontece nos Estados Unidos, entre os dias 19 e 21 de julho, porque a FIFA e o IFAB autorizaram a utilização do “Arbitro de Vidro” no País durante a competição do Sub 18 americano. Com isso estes testes serão apresentados para um debate entre todos os participantes. Foram convidados dirigentes do Brasil, Alemanha, Holanda, Austrália, Portugal e empresas de tecnologias que estão envolvidas no processo.

Importância

No início deste mês de julho a revista da FIFA questionou se é necessário a presença do “Árbitro de Vídeo”. Na sequência exibiu uma resposta do Secretario do IFAB, Lukas brud, que falou da importância do experimento que chegou, por comprovação, a eficácia de 100% em seu aproveitamento. Para os envolvidos no projeto, que tem muito a mão de dirigentes da arbitragem brasileira, o “Árbitro de Vídeo” será de grande valia no auxílio de lances considerados polêmicos.

http://es.fifa.com/about-fifa/news/y=2016/m=7/news=primeras-pruebas-de-videoarbitraje-en-vivo-durante-un-seminario-del-if-2812566.html

 

 

AAV: 6 países autorizados!

Divulgados os primeiros participantes dos experimentos com árbitro assistente de vídeo

Competições a serem realizadas na Austrália, Brasil, Alemanha Portugal, Países Baixos e Estados Unidos são as primeiras a concordarem com os requisitos elaborados pelo IFAB e a FIFA para participar dos experimentos com árbitro assistente de vídeo (AAVs).

Os organizadores das competições abaixo poderão iniciar seus preparativos a sério para os primeiros experimentos “offline” e eventualmente os experimentos “ao vivo”:

  • Australia: Hyundai A-League
  • Brasil: várias competições sob a direção da CBF
  • Alemanha: Bundesliga (um projeto conjunto entre a DFB e a DFL)
  • Paises Baixos: várias competições sob a direção da KNVB
  • Portugal: Liga NOS, Copa Portuguesa e Super Copa
  • EUA: Major League Soccer

Entretanto, dependendo do desfecho positivo dos testes iniciais, o Mundial de Clubes FIFA Japão 2016 também está preparado para servir como um evento ‘teste final’ antes da autorização do IFAB para a realização de testes ao vivo no começo de 2017.

Um experimento offline  representa uma simulação na qual os AAVs se familiarizam com a instalação, acessam replays de vídeo e praticam fazer chamadas sobre incidentes que poderiam claramente mudar o rumo do jogo, porém, sem comunicação com o árbitro.  O que significa que não há impacto no jogo,ao contrário de um experimento ao vivo, onde os oficiais de arbitragem se comunicam entre si e o árbitro decide com base na informação fornecida pelo AAV.

Os experimentos ao vivo só terão início depois que todos os participantes tenham tempo para completar os preparativos, o que deverá acontecer só no início de 2017.  No entanto, o IFAB e a FIFA poderão selecionar partidas amistosas ou competições, tais como o Mundial de Clubes FIFA Japão em dezembro, para realizar testes offline e/ou ao vivo para efeitos de aprimorar as instalações tecnológicas, ajudar no treinamento dos participantes, especialmente com relação à comunicação entre os árbitros e os AAVs.

– O IFAB crê que a melhor forma de responder à pergunta se o uso dos AAVs irão ajudar a melhorar o jogo é testando em várias regiões do mundo, portanto estamos muito felizes de já podermos contar com competições de quatro confederações, afirmou Lukas Brud, Secretário do IFAB.

– A partir de agora os organizadores dessas competições podem começar a preparar e testar as instalações para os replays de vídeo, e também treinar os oficiais de arbitragem e equipe técnica de acordo com o protocolo e em colaboração com o IFAB e o Departamento de Inovação Tecnológica em Futebol da FIFA.

Assim  que o IFAB der luz verde para os testes ao vivo, cada organizador de competição poderá decidir exatamente quando os testes ao vivo iniciarão em seus respectivos eventos.

O IFAB está em contato com várias outras associações e ligas do mundo todo ansiosas para sediar os experimentos.

– Existem  outros muito interessados mas estes ainda estão em fase de consultas com  seus intervenientes e os diferentes provedores da tecnologia.  Eles ainda tem tempo e achamos que poderemos confirmar participantes adicionais nos próximos meses, Brud acrescentou.

O primeiro workshop sobre os AAVs, realizado nos Países Baixos no mês de maio, teve como objetivo fornecer todas informações necessárias para que os organizadores de competições interessados pudessem decidir em participar ou não.

Outros workshops acontecerão nos próximos meses com mais detalhes sobre os experimentos e os procedimentos.  Os testes estão previstos para durar dois anos após os quais o IFAB deverá chegar a uma decisão, possivelmente em 2018 ou 2019.


02/06/2016 10h40 – Atualizado em 02/06/2016 12h20

Fifa autoriza Brasil e mais cinco países para experiência com árbitro de vídeo

CBF, Austrália, Alemanha, Portugal, Holanda e EUA podem iniciar preparações para testes iniciais com a nova tecnologia. Mundial de Clubes já pode ter novidade

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro

O Brasil é um dos seis países autorizados pela Fifa a fazer experiências com o uso do árbitro de vídeo. Além do Brasileirão, competição anunciada pela CBF, Austrália, Alemanha, Portugal, Holanda e Estados Unidos poderão começar a preparação do sistema para os testes. O Mundial de Clubes de 2016 deve ser usado como principal evento-teste para a tecnologia.

– Para nós é um orgulho porque esse embrião nasceu aqui, no Brasil, com o projeto do diretor técnico da Escola de Arbitragem, Manoel Serapião. Abraçamos esse conhecimento e estamos começando a colher os resultados, com essa primeira aprovação do IFAB e o interesse de outras confederações – disse Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Brasil será um dos seis países a iniciar experiências com o árbitro de vídeo (Foto: Reprodução / Fifa.com)

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Neste ano, as federações farão testes “offline”. Desta maneira, o árbitro de vídeo tem toda a mecânica de disponibilização de replay para análise dos lances, se familiarizando com a nova tecnologia, mas não fica em contato com o árbitro principal e, por isso, não tem impacto no jogo. Esse sistema é o mesmo já realizado pela CBF no final do Campeonato Carioca.

A CBF tinha a esperança de que recebesse o aval para realizar experimentos para valer já em agosto, no Brasileirão. No entanto, a Fifa e a Ifab mantiveram o planejamento inicial, que prevê a implantação para o ano que vem. Segundo o diretor-técnico da Escola Nacional de Arbitragem (Enaf) e autor do projeto brasileiro, Manoel Serapião Filho, já há um cronograma para testes na Série A deste ano e experimentos online em torneios de base e campeonatos femininos.

Manoel Serapião Filho, diretor-técnico da Escola Nacional de Arbitragem e autor do projeto brasileiro (Foto: Daniel Mundim)

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– Ainda estávamos com a esperança de que fosse liberado em agosto, mas a Fifa quer só para o ano que vem. Já tínhamos toda a estrutura para isso. Temos uma lista com os nomes para cumprir o papel de árbitros de vídeo, já fizemos alguns treinamentos e temos um cronograma elaborado. Vamos esperar a definição das tabelas dos campeonatos sub-17, sub-20, e torneios femininos para realizar os testes on-line (com comunicação direta ao árbitro principal). A partir de agosto, vamos realizar testes “offline” no Brasileirão – declarou Serapião.

O Mundial de Clubes, no Japão, deve ser o teste final antes da liberação para experiências “ao vivo”, com o árbitro de vídeo e o árbitro principal se comunicando. No entanto, a Fifa e a Ifab (International Board) pode testar a tecnologia “ao vivo” em amistosos e até mesmo no próprio Mundial.

Como será a implantação

O recurso do vídeo será permitido somente em quatro ocasiões: para determinar se um gol foi marcado, em casos de expulsão, marcações de pênalti e para identificar um determinado jogador, caso haja suspeita de punição equivocada a um atleta. A tecnologia não servirá para lances de impedimento, a menos que seja uma clara situação de gol.

Segundo Sérgio Corrêa, técnicos, jogadores ou qualquer membro de comissão técnica não poderão requisitar a revisão de um lance. A decisão partirá apenas do árbitro principal. O orçamento total previsto pela CBF é entre R$ 12 e R$ 15 milhões. Segundo Manoel Serapião, o segundo pênalti da Chapecoense na vitória da equipe catarinense sobre o Coritiba, por 4 a 3, na última quarta-feira, e um exemplo de lance que poderia ter influência do árbitro de vídeo (veja o lance abaixo).

Inicialmente, a entidade brasileira utilizará as imagens fornecidas pelas emissora detentora dos direitos de transmissão. No entanto, há um projeto para que câmeras próprias sejam usadas. De acordo com Manoel Serapião, já há uma lista de possíveis nomes para ocuparem os cargos de de árbitro de vídeo, assistentes e técnicos. Nos próximos dias, a CBF realizará workshops com todos.

– Os testes “offline” são importantes para definirmos a linguagem e outras formas de comunicação entre o árbitro de vídeo e principal. Nossos treinamentos serão nesse sentido. Como já tínhamos um cronograma preparado para a implantação já em agosto, estamos adiantados – analisou Serapião.

O autor do projeto de árbitro de vídeo brasileiro acredita no teste online já no Mundial de Clubes deste ano. Até 2019, o Ifab decidirá se o novo recurso será incluído no livro oficial de regras.