CBF quer testar AAV

CBF quer testar uso de árbitro de vídeo no Brasileiro deste ano

Sérgio Corrêa, que coordena o projeto de uso de vídeo na CBF

JX Rio de Janeiro (RJ) 18/09/2014 Sergio Correa, presidente de coordenação de juizes de futebol. Foto: Roberto Moreyra / EXTRA / Agência O Globo ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
No Brasil, a comissão da CBF encarregada da implantação da tecnologia de vídeo no futebol nacional estabeleceu o primeiro semestre de 2018 como meta para a utilização contínua da tecnologia de vídeo. No entanto, a entidade quer iniciar os testes on-line, ou seja, aqueles em que o árbitro é comunicado de infrações durante as partidas, já no segundo semestre de 2017, durante a segunda metade do Brasileiro.

“Nesse ponto, temos um probleminha jurídico. Utilizaríamos a tecnologia somente na segunda parte do Brasileiro, o que poderia gerar reclamações dos clubes na Justiça, alegando que os dois turnos foram disputados a partir de critérios diferentes”, explica Sérgio Corrêa, que coordena o projeto de uso de vídeo na CBF.

Ele explica que, em conversas com os clubes nos próximos meses, tentará convencê-los a assinar termos de concordância com os testes de tecnologia de vídeo ainda em 2017. Todos os 20 participantes da Série A precisarão firmar o documento para que a tecnologia possa ser utilizada.

Se auxiliar de vídeo percebe uma jogada pelas imagens da TV que não foi vista pelo árbitro principal, o avisa imediatamente. Mas o juiz pode pedir ajuda ao assistente de vídeo se ficar com dúvida em alguma jogada


Nos próximos dias, a CBF pedirá à Fifa para que possa executar testes do modelo brasileiro, que é diferente do holandês colocado em prática no Mundial de Clubes. A principal distinção é que aqui o árbitro não deverá se dirigir a uma cabine para rever lances. Para Corrêa, as reclamações dos jogadores no percurso do árbitro tiram o dinamismo dos jogos.

Em maio de 2016, nas duas partidas da final do Campeonato Carioca entre Vasco e Botafogo, foram feitos os primeiros e únicos testes off-line -quando não há comunicação entre o juiz em campo e o árbitro de vídeo e, portanto, não existe na prática interferência nas decisões.

Atualmente, ao menos 12 países realizam testes do tipo em jogos de futebol. O modelo usado na Holanda é o que está sendo adotado pela Fifa no Mundial de Clubes.

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/02/1856375-cbf-quer-testar-uso-de-arbitro-de-video-no-brasileiro-deste-ano.shtml

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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