Orgulho do Norte brasileiro

REPRESENTANTE DO PARÁ

03/10/2017 às 23:14 | Assessoria CBF

Dewson Freitas: orgulho do Norte brasileiro

Aos 36 anos, Dewson Freitas já é considerado um dos maiores árbitros do Brasil. No segundo ano no quadro da FIFA, o paraense vive o grande momento da carreira. Durante os últimos cinco dias, ele participou do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) e mostrou muita dedicação e empenho para aprender a usar a tecnologia.

Em entrevista ao site da CBF, Dewson fez um balanço da carreira. Nascido em Belém, o árbitro iniciou a conversa falando sobre a emoção de chegar ao quadro internacional.

– Sou muito grato a Deus por ter me dado esse dom. Lá na infância eu ainda não tinha essa dimensão do que é ser um árbitro de futebol. Todas as responsabilidades, os pilares… E chegar ao quadro internacional só foi possível porque consegui apresentar um diferencial. Sou muito grato a Deus por iluminar esse caminho. É um trabalho que requer muitos anos de dedicação, estudos, mas não podemos deixar de pontuar a base da estrutura. Meu principal pilar é a minha família, me dá a sustentação para chegar e fazer bons jogos, uma boa viagem, um bom evento, como estamos finalizando aqui o do VAR agora… Então, o importante é conseguir focar e ter os pés no chão sempre – destacou.

Com todo o sucesso, Dewson virou uma personalidade do esporte em Belém. Inspirados nele, muitos jovens passaram a ter interesse e procuraram a Escola Paraense de Arbitragem com o objetivo de ingressarem no ofício. O árbitro mostra muito orgulho por servir de exemplo.

– A procura (pela escola de arbitragem) está sendo muito grande. Não tem nem mais turmas por agora! É um orgulho, me sinto muito feliz por estar passando essa visibilidade, não só para o Estado, mas para as pessoas também, mostrando que você mesmo sendo simples, humilde, tem sim o seu valor. Venho conseguindo mostrar que tudo é possível. Basta você querer, você buscar, e sempre procuro passar que você pode chegar. Só depende da sua vontade e de procurar fazer as coisas da forma correta – acrescentou.

Todo este prestígio de Dewson na sua Terra Natal não existe apenas pelo sucesso, mas ocorre também pelo fato de que ele é o primeiro árbitro do Pará no quadro da FIFA desde 1950. Antes dele, apenas Gilberto de Almeida Rego, na Copa do Mundo de 1930, e Alberto da Gama Malcher, que apitou a Copa de 1950, representaram o Estado na arbitragem internacional. A dupla, no entanto, atuava por outras federações. Dewson confessa que já recebeu convites, mas conta que traçou um objetivo: atuar em um Mundial como representante da Federação Paraense.

– Me emociono até quando falo sobre isso. É o sonho de qualquer árbitro fazer uma Copa do Mundo. Sou muito grato ao Sérgio Corrêa, serei grato pelo restante da minha vida, por ele ter apostado em mim, e sou o primeiro árbitro do Norte do Brasil, saindo das minhas raízes, mantendo a Federação, a ingressar no quadro internacional. Fiz questão de continuar no meu Estado. Tracei o objetivo de conquistar o tão sonhado escudo da FIFA. Consegui no ano de 2015, teve uma grande repercussão e fiquei muito feliz. Estou passando por um momento muito bom, de amadurecimento, e hoje enxergo que estou bem mais maduro do que quando fiz o meu primeiro curso, lá atrás, na Granja Comary. Essa evolução é muito importante para o árbitro de futebol. É preciso ter atitude – finaliza.

AAV: Marinho avalia preparação

CURSO DE CAPACITAÇÃO

03/10/2017 às 21:02 | Assessoria CBF

Árbitro de Vídeo: Marcos Marinho avalia preparação

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

O curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) recebeu a terceira turma na tarde desta terça-feira (3). A preparação para o uso da ferramenta tecnológica segue em ritmo forte no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Marcos Marinho, acompanha as atividades de perto.

Esta terça foi marcada pelo encerramento da segunda turma de 16 árbitros e assistentes e o início do cronograma da turma 3. Marcos Marinho fez uma análise do desempenho dos participantes.

– Acho que é de suma importância para quem vai operar todo o equipamento, fazer o jogo, a forma como a gente vai utilizar essa ferramenta. Vimos que não é tão fácil, não é tão simples. É complexo. Requer equipamentos, pessoas bem treinadas, operadores bem treinados, para que a coisa transcorra dentro da normalidade de uma partida. Sempre visando interromper o mínimo possível. É esse treinamento que estamos fazendo. Vamos manter a qualidade dentro da performance dos árbitros. Para isso temos de estar aqui treinando exaustivamente – destacou.

O nível de evolução dos árbitros e assistentes no trato com a ferramenta do VAR é nítido para o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF. Marinho, no entanto, enfatiza que o trabalho não para por aqui.

– Eles têm um ganho muito grande na medida em que vão treinando e se adaptando ao trabalho da forma como tem de ser feito. O treinamento está muito positivo, mas vamos continuar. Não termina aqui! Teremos algumas simulações de partidas, o já é diferente, com uma outra conotação, e depois virá a partida para valer. Então, espero que quando dermos o pontapé inicial, já esteja todo mundo preparado – acrescentou.

As atividades do curso de capacitação estão ajudando bastante. É o que diz o árbitro Rodrigo Raposo. O representante da Federação do Distrito Federal, no entanto, reforça que o VAR deve interferir no jogo o menos possível.

– Tivemos atividades muito interessantes para praticar tudo o que aprendemos na parte teórica e assimilando o jogo com o auxílio do Árbitro de Vídeo. Temos de atuar como se não tivesse o VAR. Ir para o jogo naturalmente e, se tiver um lance claro, clamoroso, que o árbitro de campo não tenha observado, aí sim o Árbitro de Vídeo vai intervir – declarou.

NA LIBERTADORES FEMININA

NA LIBERTADORES FEMININA

03/10/2017 às 09:00 | Assessoria CBF

Arbitragem: Ana Paula revela expectativa com trio

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

O arbitragem brasileira será muito bem representada na Copa Libertadores da América de Futebol Feminino 2017. Em campo, teremos o trio formado pela árbitra Edina Alves e as assistentes Neuza Back e Tatiane Sacilotti. No comando, Wilson Luiz Seneme será o presidente da Comissão de Árbitros, Roberto Perassi assessor dos árbitros e Ana Paula Oliveira atuará na competição na função de instrutora e assessora. A coordenadora nacional de instrução da ENAF/CBF falou sobre este grande momento.

– É difícil falar das meninas. Pareço mãe. Estou muito orgulhosa com a Tati, com a Neuza e com a Edina. É um trio pré-selecionado para o Mundial da França, em 2019, somos candidatadas, e estou maravilhada com a dedicação, com o empenho, com a evolução do trabalho em equipe… É um grupo que não se conhecia, as três são de estados e culturas diferentes, mas estão trabalhando em equipe com uma maestria absurda. Aproveito para agradecer ao Coronel Marinho, ao Alício Pena Júnior, ao Cláudio Cerdeira e ao Ricardo Almeida, por apostarem nas meninas, que estão sendo escaladas, o que ajuda muito. Tatiane e Neuza estão fixas no sexteto masculino, estão tendo jogos com regularidade, o que agrega muito valor… A Edina, por sua vez, vem atuando no Sub-20, trabalhando em competições femininas, atuando como árbitra adicional. Isso faz toda a diferença – destaca.

Ana Paula chega ao Paraguai na próxima quinta-feira (5) para iniciar os trabalhos visando a Libertadores, que acontecerá no período de 7 a 21 de outubro. A coordenadora revela que tem feito um trabalho para controlar a ansiedade das árbitras e assistentes na expectativa pela vaga na Copa do Mundo Feminina. Ela destaca que um bom desempenho na Libertadores é fundamental para ter êxito no objetivo principal.

– Temos ainda um ano pela frente, já que a lista deve sair em novembro de 2018. Como instrutora estou um pouco ansiosa, é normal. Tenho trabalhado o controle da ansiedade, até juntamente com as meninas, e temos esse período de mais ou menos 11 meses para provar que somos capazes de ir e representar bem não só o país, mas a Conmebol e a FIFA em um grande torneio – finaliza.

ENTRE INSTRUTORES E ÁRBITROS

ENTRE INSTRUTORES E ÁRBITROS

02/10/2017 às 18:48 | Assessoria CBF

Treino com Árbitro de Vídeo cria troca de funções

Um exercício diferente foi realizado durante o curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo da CBF nesta segunda-feira (2). O líder do projeto de VAR no Brasil, Sérgio Corrêa, anunciou na noite anterior como seria a atividade. Os árbitros e assistentes planejaram jogadas para executar em campo, como jogadores, para que os instrutores e supervisores tivessem a missão de avaliar na sala dos monitores, na função de VAR.

O objetivo do trabalho era que cada um se ambientasse com as diferentes funções. Vivendo o que o companheiro sente na pele, cada um dos participantes passou a entender melhor as necessidades e possibilidades dos colegas.

O instrutor Manoel Serapião atuou por 20 minutos como árbitro de vídeo. Enquanto isso, os árbitros desenvolveram lances polêmicos no gramado do Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Serapião destaca a importância desta troca de funções.

– Nós fizemos uma inversão de papéis. Os instrutores ocuparam o lugar do Árbitro de Vídeo em determinado período do treino para que a gente tivesse a perfeita noção de como as coisas se passavam. A questão da ansiedade, do apoio tecnológico… Porque a gente passa para a pele deles. Quando passamos pela dificuldade, compreendemos a dificuldade do outro – enfatiza.

O árbitro Pablo Alves foi para o campo e atuou como árbitro assistente. O representante da federação paraibana falou sobre os momentos que esteve em um papel um pouco diferente do que está acostumado.

– Foi algo muito interessante para nós. Sentimos na pele o que os jogadores fazem. Eu mesmo sou árbitro central e fui ser assistente. Acabei sentindo um pouco o que o assistente passa, a visão deles… Foi uma troca muito salutar. E para os nossos instrutores é bem interessante que sintam a pressão de tomar uma decisão como Árbitro de Vídeo – acrescentou.

A supervisora Ana Paula Oliveira revelou o que sentiu na função de VAR. A profissional comentou a importância de um dos principais aspectos trabalhados no curso, o pilar mental.

– Senti que é necessário ter muita tranquilidade, serenidade, conhecer o plano de câmeras… Saber o que buscar para que essa informação seja rápida ao árbitro de campo. O assistente tem de ser um iceberg. O Árbitro de Vídeo e o seu assistente têm de ser frios. Se não tivessem essa consciência, pouco vão ajudar o árbitro no jogo – destacou.

Testes com AAV seguem a todo vapor

PREPARAÇÃO

01/10/2017 às 22:57 | Assessoria CBF

Testes com Árbitro de Vídeo seguem a todo vapor

O domingo (1) foi de muito trabalho para os 16 árbitros e assistentes da segunda turma do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), realizado no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Os participantes foram cedo para o gramado e fizeram a simulação de partidas de futebol para treinar jogadas com o VAR.

No período da tarde, os instrutores de árbitro de vídeo separaram lances para debater se necessitavam ou não do auxílio do VAR com os árbitros e assistentes. Na sequência, foi aplicada uma prova sobre o protocolo da ferramenta. O instrutor Manoel Serapião fez a correção no telão do auditório, juntamente com os participantes. Muitos aproveitaram para tirar dúvidas específicas.

– É uma novidade. No primeiro momento causa um certo espanto, mas com o passar dos dias já se nota uma evolução, dá uma tranquilidade maior na hora de passar a informação para o árbitro no campo de jogo. Então, acho que esse sincronismo com os instrutores, os lances, o momento de intervenção, o equilíbrio das atividades… Tudo isso está sendo de uma valia muito grande – destacou o árbitro Grazianni Maciel Rocha.

Encerrando o dia, o líder do projeto do Árbitro Assistente de Vídeo no Brasil, Sérgio Corrêa, passou aos participantes as atividades que serão desenvolvidas ao longo da segunda-feira (2) e os dividiu em três grupos. Ele terão a missão de preparar exercícios para serem aplicados no campo de jogo, sempre para criar a dúvida da necessidade ou não do auxílio do VAR.

AAV conta com a ajuda do Brasilis FC

AUXÍLIO FUNDAMENTAL

30/09/2017 às 19:06 | Assessoria CBF

Árbitro de Vídeo conta com a ajuda do Brasilis FC

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Os principais testes do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) foram feitos com o auxílio dos atletas do Brasilis Futebol Clube. No gramado do Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), os jogadores disputam jogos-treino durante o curso de capacitação de uso da ferramenta e são orientados a forçar jogadas que deixem os árbitros em dúvida.

Quando ocorre uma cobrança de pênalti, o goleiro deixa para saltar no último momento e dá o tapa na bola bem no limite entre linha e gol. Em jogadas nas laterais e linha de fundo, os garotos seguem mesmo que a bola saia de forma sutil. Faltas são cometidas na entrada da área, próximas à linha. De uma forma geral, todas as situações em que o Árbitro de Vídeo pode interferir são testadas.

– Para a experiência dar certo, precisamos de situações que se aproximem muito do real. Para que os árbitros tenham a dificuldade da tomada de decisão e que necessitem muitas vezes do auxílio do Árbitro de Vídeo, os meninos são treinados para criar essas situações, que levam ampla dificuldade aos árbitros. Bolas que fiquem no limite entre entrar e não entrar, faltas são feitas perto da linha de entrada da área… Tudo isso consegue trazer para o nosso treinamento o máximo do real que eles vão encontrar no jogo – destacou Roberto Perassi, supervisor de Árbitro de Vídeo.

João Batista Toledo, técnico da equipe Sub-15 do Brasilis, explicou como passa as orientações aos jovens atletas. O profissional destaca que com toda esta preparação, os árbitros vão conseguir desempenhar um bom papel quando utilizarem a tecnologia.

– A gente pede para eles (jogadores) criarem uma variação gigante de erros que possam ser cometidos pela arbitragem. Quanto mais a gente complicar aqui para eles, mais treinados eles estarão para as partidas. Esses erros podem acontecer uma, duas, ou até nem acontecer, mas quanto mais aplicados aqui durante o treinamento, os erros dos árbitros acabarão sendo bem menores – enfatiza.

Primeira turma é concluída

ÁRBITRO ASSISTENTE DE VÍDEO

29/09/2017 às 16:42 | Assessoria CBF

Primeira turma do curso de capacitação é concluída

Esta sexta-feira (29) marcou o encerramento da primeira turma do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo da Comissão de Arbitragem da CBF. Ao longo dos últimos cinco dias, no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), os 16 participantes assimilaram bem os ensinamentos passados pelos instrutores e trabalharam incessantemente para que conseguissem mostrar uma evolução cada vez maior.

Na abertura do curso, os árbitros e assistentes aprenderam as funções do VAR, foram apresentados ao Protocolo e ouviram sobre princípios gerais e específicos da tecnologia. Na sequência, os participantes assistiram a vídeos temáticos, com lances de jogos do futebol nacional e internacional, para avaliarem a necessidade de intervenção do VAR nas jogadas. No segundo dia, a disposição dos equipamentos foi exibida e foi realizada a primeira atividade prática, com trios no campo de jogo e na sala dos monitores. No fim do dia, foram aplicadas as análises dos respectivos desempenhos.

No terceiro dia, os árbitros e assistentes fizeram um novo trabalho prático. Desta vez, utilizando todo o campo, os trios comandaram um jogo-treino entre os atletas do Brasilis Futebol Clube, onde se revezaram entre sala dos monitores e gramado. Após o almoço e um pouco de descanso, a atividade foi repetida à tarde. Botando em prática as orientações dos instrutores, os árbitros e assistentes mostraram uma grande evolução no manuseio da ferramenta, comunicação, gestual e postura.

Na quinta-feira (28), o grande momento foi o teste do próprio Árbitro Assistente de Vídeo. Os participantes trabalham com a ferramenta em modos online e offline (sem comunicação entre o trio na sala dos monitores e os árbitros no campo de jogo). Após o trabalho, foi feito um grande debate entre os instrutores e árbitros de jogadas selecionadas. No fim do dia e na sexta-feira pela manhã (29), as avaliações foram psicológicas, com o comando das Drs. Marta Magalhães e Marta Minopoli.

Encerrando o ciclo, Manoel Serapião repassou a linguagem que deve ser utilizada pelos árbitros e assistentes na comunicação com o trio que estiver no comando da ferramenta. O instrutor de VAR avaliou o desempenho da primeira turma como louvável.

– A minha avaliação é muito positiva. Nós envolvemos todas as situações de interferência e não interferência do Árbitro de Vídeo, dentro dos limites do protocolo. Tudo feito com parte doutrinária, com exibição de vídeos, e aplicação prática em campo, fazendo sempre os devidos ajustes. Houve familiarização de todos os participantes com os equipamentos e a tecnologia em uma forma geral. Definimos a linguagem da comunicação entre Árbitro de Vídeo e árbitros de campo, com as palavras chaves (objetividade) e a análise da atuação de cada um. Foi feita também uma recomendação e orientação psicológica para evitar ansiedade do VAR e ter consciência da responsabilidade e dos limites de atuações. Destaco ainda que nos treinamentos dos jogos realizados ocorreram todos os lances possíveis de atuação do VAR, tanto para interferência quanto para não interferência. Todo este material será consolidado e encaminhado para análise da IFAB. Sendo assim, vejo que o ideal só será alcançado depois que eles estiverem totalmente aclimatados com a atividade. Mas, diante do que fizemos, vejo que todos estão preparados para atuarem na função – destacou.

O líder do projeto de Árbitro de Assistente de Vídeo no Brasil, Sérgio Corrêa, também fez um balanço positivo da desta primeira parte do curso de capacitação. O profissional lembrou do processo de implantação desde o início.

– Nos últimos dois anos nós já tínhamos separados vídeos próprios para ilustrar os treinamentos. Isso foi apresentado pela maioria dos cursos da CBF nesse período que antecedeu o curso de capacitação. Estivemos sempre enfatizando os limites do protocolo determinados pela IFAB (Internacional Football Association Board). Esse treinamento prático e teórico atualizou os árbitros que atuam na Série A sobre o Protocolo 8, expedido em maio pela IFAB. E na avaliação feita pelos 16 participantes, ficou plenamente demonstrada a capacitação deles. Todos disseram que sentem-se preparados para dar início ao processo, declararam-se aptos. É importante ressaltar também que foram avaliados teoricamente sobre o protocolo, com prova escrita, e análise de vídeos, além de passarem pelos simuladores e pelas partes prática, online e offline do VAR. Houve êxito geral em todas as avaliações. Gostaria de ressaltar também um ponto que é de grande valia para a prática concentrada, que é o pilar mental. Através de avaliações específicas, ele busca auxiliar o árbitro no foco, atenção e concentração. As atividades aqui foram para consolidar tudo o que já estamos fazendo nesses últimos dois anos. Desta forma, nossa avaliação para este início é muito boa – acrescentou.

PSICOLOGIA ALIADA

PSICOLOGIA ALIADA

29/09/2017 às 15:15 | Assessoria CBF

Cabeça tranquila para usar o Árbitro de Vídeo

Créditos: Reprodução CBF TV

O Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) ganhou um reforço importante. Para ter sucesso no uso da ferramenta, é necessário estar com a cabeça bem tranquila para garantir o nível de concentração ideal. Foi por isso que a tecnologia ganhou um importante reforço. A Comissão de Arbitragem da CBF convocou as psicólogas Marta Magalhães e Marta Minopoli para um intensivo com os participantes do curso de capacitação do VAR, realizado no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP).

Na noite da última quinta-feira (28), as profissionais fizeram uma apresentação dos métodos que utilizam aos árbitros e assistentes e promoveram alguns testes. Primeiro, os participantes desenvolveram algumas respostas no papel. Na sequência, foram para a máquina. Com cada um sendo testado de forma individual, foram medidos níveis de respiração, concentração e ansiedade, além da coerência cardíaca.

– Foi um avaliação muito boa. A Doutora Marta trabalha o pilar mental há alguns anos com a gente. Fizemos alguns testes e por último foi realizado o cardioemotion, que é novo para nós. Ele trabalha a respiração e a concentração, que será fundamental para o trabalho do Árbitro de Vídeo. É preciso estar altamente focado para ficar atendo a tudo o que está passando nos monitores e aguardando as solicitações dos árbitros de campo. Então, aprendemos aqui o quanto é importante o controle da respiração – avaliou o árbitro assistente Flávio Barroca.

Na manhã desta sexta-feira (29), os resultados foram apresentados aos participantes e houve comparativos entre os níveis. A psicóloga Marta Magalhães explica que é importante que os próprios árbitros e assistentes se conheçam para que possam fazer um controle dos aspectos mais importantes.

– Os árbitros e assistentes foram submetidos a três testes diferentes. O primeiro foi o de atenção concentrada, dividida e alternada. São ferramentas que eles vão utilizar no Árbitro de Vídeo. Depois, foi feito o teste de personalidade, para nós estarmos elencando os cinco fatores principais para fazer as intervenções necessárias no antes, durante e depois das partidas. Por fim, eles fizeram o biofeedback, que mede a coerência cardíaca e o nível de estresse e ansiedade das tomadas de decisões. Com o árbitro sabendo como é a sua respiração, ele terá esse poder de cuidar melhor dela para ter foco e tomadas de decisões mais efetivos – destacou.

AV em modos online e offline

EXPLORANDO A TECNOLOGIA

28/09/2017 às 23:31 | Assessoria CBF

Árbitro de vídeo em modos online e offline

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

O Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) exige um grande treinamento para que possa ser operado. Por conta disso, o curso de capacitação da ferramenta, aplicado pela Comissão de Arbitragem da CBF, segue a todo vapor no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Nesta quinta-feira (28), o dia foi de testes com a tecnologia.

No período da manhã, os árbitros e assistentes participantes assistiram a vídeos com lances polêmicos do futebol brasileiro e debateram com o instrutor Manoel Serapião se a jogada deveria ter interferência ou não do VAR. A ideia é que a tecnologia seja utilizada apenas em erros claros. O princípio do uso da ferramenta diz que as tomadas de decisões das jogadas interpretativas devem ser exclusivamente do árbitro de campo.

Na sequência, à tarde, o Árbitro Assistente de Vídeo foi testado em duas formas: online, como já vinha sendo feito, e offline. Na sala com os monitores, foi instalada uma mesa adicional com uma nova equipe. Na offline, não havia comunicação com o trio no campo de jogo, que comandava um jogo-treino entre os atletas do Brasilis Futebol Clube, e os ocupantes faziam apenas anotações sobre as jogadas avaliadas pela mesa online. No auditório, todos os outros árbitros e assistentes assistiam aos mesmos lances em um telão e também registravam as respectivas análises.

No fim da atividade, Manoel Serapião separou os lances mais relevantes e debateu com todos os participantes. Para o árbitro assistente Daniel Ziolli, a experiência do dia foi muito importante para mostrar o nível em que os participantes estão no trato com a ferramenta.

– Hoje a gente teve uma realidade um pouco mais precisa do que a gente teve de evolução. A partir desse momento a gente começa a criar a possibilidade real de aplicação do Árbitro de Vídeo nos jogos do Campeonato Brasileiro. Então, precisamos dessa prática. A prática do visual do que está ocorrendo, tanto do offline, que é uma forma de se aprimorar nessa de comunicação, e do online, que é a parte mais precisa, que terá a comunicação direta com o árbitro – destaca.

Para o supervisor de Árbitro de Vídeo, Roberto Perassi, a evolução do trabalho é louvável. Ele destaca o debate ocorrido entre os árbitros participantes nesta quinta-feira.

– É uma evolução do treinamento. Chegamos aqui iniciando um processo e esta evolução durante os treinos fez com que na tarde de hoje os árbitros pudessem trabalhar tanto online quanto offline. Que em uma mesa de discussão pudessem debater as situações que vinham acontecendo, as decisões que os colegas vinham tomando e ajudando os árbitros nas tomadas de decisão – enfatiza.

Árbitro de vídeo: teste é feito em jogo-treino

CURSO DE CAPACITAÇÃO

27/09/2017 às 22:34 | Assessoria CBF

Árbitro de vídeo: teste é feito em jogo-treino

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

Esta quarta-feira (27) marcou o terceiro dia de curso de capacitação da Confederação Brasileira de Futebol para o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). O dia foi marcado pela notável evolução dos participantes com o uso da tecnologia. Como nos dias anteriores, a programação separou as atividades em manhã, tarde e noite.

No primeiro período, os árbitros e assistentes trabalharam com a tecnologia na prática. Os trios seguiram se revezando entre a sala com os monitores e o campo com ponto eletrônico. Nesta quarta, porém, a atividade utilizou todo o gramado do campo principal do Eco Resort Oscar Inn, com um jogo-treino da equipe do Brasilis Futebol Clube. O trabalho foi o mesmo à tarde e os participantes já mostraram mais familiaridade com a ferramenta e agilidade nas tomadas de decisões.

Para o árbitro Caio Max Augusto Vieira, da Federação do Rio Grande do Norte, a principal diferença está na evolução da postura.

– Essa ferramenta é inovadora para nós. Ontem fizemos atividades simuladas, então a gente estava um pouco travado com o vídeo. Hoje já foi um jogo, com o VAR atuando de forma como se fosse uma partida valendo, e tudo transcorreu de uma forma que nos surpreendeu. Nosso tempo (na tomada de decisões) de hoje já foi reduzido pelo menos pela metade – afirmou.

Quem também exaltou a evolução de um dia para o outro foi André Luiz de Freitas Castro. O árbitro da Federação de Goiás destaca que ele e todo os colegas estão assimilando bem as lições passadas pelos instrutores, mas fala em evoluir ainda mais.

– Esse começo foi de aprendizado. Pegar bem o protocolo, saber o que pode falar, a hora de entrar na decisão, em que momento o árbitro de campo tem de esperar a entrada do vídeo… E com as conversas, treinamentos e ajustes em sala de aula, fomos repassando tudo o que fizemos e hoje já tivemos um treinamento muito legal. Nós todos estamos assimilando muito bem a prática e o treinamento e, com certeza, amanhã estaremos melhores ainda do que hoje – enfatizou.

Encerrando o dia, o instrutor de árbitro de vídeo Manoel Serapião exibiu as imagens com as jogadas mais polêmicas ocorridas durante as atividades para avaliar os árbitros e assistentes. O gestual foi um dos pontos em que Serapião mais orientou os participantes.