Luxa aprova rigor com reclamações contra arbitragem

Luxa aprova rigor com reclamações contra arbitragem: “Fica muito feio”

Técnico do Flamengo elogia Conaf e considera “fantástica” a decisão da entidade de passar a escalar árbitros das sedes das partidas, e não de localidades neutras

Por Vicente Seda / Rio de Janeiro

O início do Campeonato Brasileiro deixou claro que os critérios de arbitragem mudaram – e os cartões se multiplicaram. O número de advertências aplicadas pelos árbitros nessas duas primeiras rodadas (17) foi mais de quatro vezes superior aos dois primeiros jogos do torneio de 2014 (quatro). E o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, achou bom. Ele lembrou que a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (Conaf), presidida por Sérgio Corrêa, avisou sobre aorientação, que tem como objetivo principal coibir as ostensivas reclamações contra a arbitragem nos gramados.

Mas não foi só isso que agradou ao técnico do Flamengo. A CBF, em uma medida por economia e credibilidade, desistiu de escalar árbitros de localidades neutras nas partidas para passar a escolher os dos locais onde os jogos se realizam. A prática ainda não foi adotada para a terceira rodada do Brasileiro, mas deverá ser em breve. Outra bola dentro da Conaf, segundo Luxemburgo:

– (A questão dos cartões) Foi uma orientação do Sérgio Corrêa, passou para nós como os árbitros atuariam, seriam mais rigorosos, para acabar com essa coisa de três, quatro jogadores peitarem o árbitro. Fica muito feio. Outra coisa que achei fantástica é jogo com clube de São Paulo e Rio poder alguém de São Paulo e Rio apitar. Tem de ser bom árbitro. O futebol brasileiro começou muito essa desconfiança quando passaram a tirar o árbitro do estado do clube que estivesse envolvido. Os grandes centros de futebol são Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, então esses árbitros não podem perder o privilégio dos grandes jogos. Podem ser bons ou ruins, mas não são desonestos – disse o treinador.

O que não agrada – mas também não tira o sono – são os resultados em campo nas primeiras duas rodadas. Luxemburgo, porém, considera normal e vê o Flamengo no caminho certo. Diz não ver nada fora do comum no que está acontecendo, com as cobranças e críticas, e convoca a torcida.

– O Brasileiro é o campeonato mais difícil do mundo, eu acho. As demais equipes são fortes, não são frágeis. Claro que estou acompanhando tudo que acontece e não vejo nada diferente do que sempre vi no futebol. Estamos no caminho certo, confio no grupo, a importância de o torcedor acreditar, nós aqui temos de ser firmes e não tenho dúvida que a coisa vai caminhar bem.

Neste domingo, o Flamengo enfrenta o Avaí, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, na Ressacada. Luxemburgo tem dois desfalques para a partida: os atacantes Marcelo Cirino, que se recupera de edema na coxa esquerda, e Eduardo da Silva, que não viajou para Santa Catarina por conta de uma forte gripe.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2015/05/luxa-aprova-rigor-com-reclamacoes-contra-arbitragem-fica-muito-feio.html

23/05/2015 06h00 – Atualizado em 23/05/2015 06h00

 

 

CONSCIÊNCIA COLETIVA

São três equipes que participam de um jogo de futebol

04/09/2015 às 17:25 | Assessoria CBF

São três equipes que participam de um jogo de futebol, as duas que se enfrentam e a arbitragem. Cada uma com seus objetivos, buscando o melhor, tentando acertar em todas as suas decisões. Mas mesmo sendo universal e lógica a consciência de que o homem é falível, razão por que seria razoável compreender e, até, aceitar os erros dos árbitros de futebol, quiçá com a mesma benevolência com que são entendidas e tidas como naturais as falhas dos jogadores, treinadores e dirigentes, a realidade é que assim as coisas não se passam. É a invencível força da cultura universal do futebol de que a culpa sempre é do árbitro.

É natural que, ao contrário do que muitos possam pensar, essa regra cultural impõe aos árbitros e à CBF um grande desafio. O de reconhecer os erros e buscar o aperfeiçoamento, tanto por obrigação institucional, como por desejo de triunfo, de acerto, de credibilidade ética e reconhecimento técnico.

Assim tem sido em relação à Comissão de Arbitragem, onde verificamos consideráveis avanços. A elevação do tempo de bola em jogo, a redução do número de faltas, a punição aos jogadores e técnicos que não se reportem com respeito ao árbitro, tudo isso colabora para nossa colocação entre os países em que menos se interrompe o jogo. É visível, inclusive retratado pela própria mídia, a melhoria no aspecto físico dos árbitros.

Somente nesta temporada, a CBF já enviou instrutores para que 22 Federações realizassem suas pré-temporadas. Estão em andamento 27 cursos nos moldes da FIFA. Foram realizadas mais de 30 avaliações físicas e teóricas e quatro cursos internacionais para árbitros de elite, árbitros promissores, instrutores técnicos e físicos. Temos feito um trabalho de avaliação contínuo e responsável, amparado na parceria importante da Ouvidoria e da Corregedoria de Arbitragem.

Todas as medidas têm sido tomadas para minimizar erros. Mas como acertar 100% das 160 decisões que um árbitro toma durante cada partida? Temos a consciência que o erro pontual acompanhará sempre o árbitro de futebol porque ele é humano, não uma divindade. Assim como o centroavante erra o pênalti apesar de sua preparação, como o treinador se equivoca na substituição.

Deve ser lembrado que os jogadores, que são os verdadeiros ídolos, têm a elevada missão de ajudar a trazer o respeito de volta ao futebol por meio de ações éticas nos campos.

Enquanto não entendermos isto, continuaremos a assistir a discursos inflamados. Muitas vezes feitos por dirigentes apaixonados que ultrapassam os limites e geram um clima de animosidade, amparado em inaceitáveis teorias da conspiração sobre favorecimentos a quem quer que seja.

A CBF, as entidades que cuidam da arbitragem, seus instrutores e os próprios árbitros trabalham duramente para alcançar suas metas. Temos convicção da transparência e da idoneidade da arbitragem brasileira e a recíproca, tenho certeza, é verdadeira. Os árbitros e assistentes sabem de sua responsabilidade e têm consciência de que estão sendo avaliados a cada rodada. Erros graves continuarão sendo punidos como tem sido feito. Entendemos que reconhecer o erro e puni-lo seja a melhor forma de instigarmos o conhecimento e desafiarmos os profissionais a se prepararem e serem cada vez melhores, da mesma forma que os clubes afastam seus atletas em busca de uma recuperação técnica.

Isto é o que esperamos de todos os protagonistas do jogo.

Marco Polo Del Nero/Presidente

http://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/artigo-do-presidente-marco-polo-del-nero#.WJn-LlMrLcc

Transferência de Responsabilidade (2)

Arbitragem brasileira

Em 11/08/2012 13:50

Reclamações de técnicos, cartolas, torcedores e da imprensa. É isso o que mais ouve o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem CBF, Sergio Correa. O último clube a “gritar” contra os erros da arbitragem foi o Palmeiras. Antes, no entanto, tiveram postura semelhante Bahia, Fluminense e Internacional, entre outros.

Correa nega que haja um problema na arbitragem brasileira. “O que acontece na prática é que os clubes tentam transferir a responsabilidade das derrotas. É mais fácil para o dirigente”, defende em entrevista ao UOL Esporte. “Evoluímos muito nos últimos anos. Se fala muito dos juízes, bandeirinhas. Deixem a arbitragem em paz”, completa.

No cargo desde 2007, o dirigente culpa o que chama de “cultura de jogadores brasileiros de simular” pelo maior número de faltas em partidas do Brasil na comparação com a Europa. “O brasileiro cai muito. Tem muita simulação, tenta enganar o árbitro. Olha a fama que o brasileiro já tem. Veja o que o Neymar tá sofrendo na Inglaterra por causa disso”, afirma.

O atacante da seleção tem sido vaiado pelos torcedores ingleses nos Jogos Olímpicos por supostamente simular faltas.

Confira a entrevista de Sérgio Correa ao UOL Esporte:

UOL Esporte: Muito se fala em crise na arbitragem brasileira por causa de erros recorrentes. Você concorda com as críticas?

Sérgio Correa: Na prática, o que acontece é que os clubes tentam transferir responsabilidade. A gente já está acostumado. É mais fácil para o dirigente colocar a culpa na arbitragem. Quando o erro é grosseiro, nós afastamos de pronto. Investimos na arbitragem e ela melhorou muito nos últimos anos. Você pega a tabela e verifica o aproveitamento das equipes. Determinado time tem 20% de aproveitamento. Quer dizer que os outros 80% são culpa de arbitragem?

UOL Esporte: Mas se a arbitragem melhorou na sua opinião, por que a imagem é tão ruim? Não são só os dirigentes que criticam.

Sérgio Correa:Aqui só se reclama da arbitragem. Todo mundo se levanta, protesta contra o árbitro, mas não contra político que faz coisa errada. Você vê torcedor jogando bola na cabeça de bandeirinha e comemorando como gol. É uma palhaçada, tá virando sacanagem. Futebol não é tão importante assim. Semana após semana é a mesma ladainha.

UOL Esporte: No que a arbitragem melhorou no Brasil?

Sérgio Correa: Melhorou e muito. Tenho dados estatísticos que mostram isso, desde 2008. Os erros são por milímetros, não erros de metros como eram antes. Tem mais câmeras, televisionamento em todas as três séries principais dos Campeonatos Brasileiros (A, B e C). A visibilidade é bem maior. Ouço gente dizendo que piorou. Isso é saudosismo. Estamos investindo em treinamentos. Semana que vem começa um período de testes para os principais 30 árbitros e 30 auxiliares. Faremos avaliações físicas, teóricas com instrutores da Fifa para acompanhar tudo. Estamos fazendo a nossa parte para que possamos melhorar a arbitragem e, quando a reclamação procede, nós afastamos.

UOL Esporte: Não é arriscado a CBF aceitar vetos de clubes a árbitros?

Sérgio Correa: Quando há erro, nós afastamos antes da reclamação. A imprensa diz que o arbitro de Grêmio e Bahia, por exemplo, foi punido após críticas da mídia. Não é verdade. No domingo mesmo, depois do jogo, mandei um e-mail relatando os erros e já avaliamos as medidas que foram tomadas.

Nota da redação: Após os jogo entre Grêmio e Bahia, Cláudio Francisco Lima e Silva e os auxiliares Cleriston Barreto Rios e Ivaney Alves ficaram fora dos sorteios por 30 dias. O trio cometeu pelo menos dois erros capitais na derrota do Bahia para o Grêmio por 3 a 1.

UOL Esporte: Na sua opinião, por que há tantas expulsões no Brasil?

Sérgio Correa: Se fala que tem muita expulsão aqui, mais do que na Europa. Mas tem mais faltas aqui também. Sabe por quê? Porque o brasileiro cai muito. Tem muita simulação. Olha a fama que o brasileiro já tem. Veja o que o Neymar tá sofrendo na Inglaterra por causa disso. É cultural, todo mundo acha que é malandragem e isso atrapalha a vida do árbitro.

Fonte: UOL Esporte

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Sérgio Corrêa comenta seu afastamento da Comissão de Arbitragem da CBF

Sérgio Corrêa

ex-presidente Comissão de Arbitragem da CBF

26/08/2012 – 15h01 – Atualizado em 14/09/2013 – 16h01
O ex-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, falou à Jovem Pan a respeito das recentes polêmicas envolvendo árbitros e sobre as freqüentes críticas feitas pelos presidentes dos clubes brasileiros. Corrêa foi destituído do cargo na comissão pelo presidente da CBF, José Maria Marin, após a polêmica partida entre Santos x Corinthians, em que três impedimentos em um mesmo lance deixaram de ser marcados pelo assistente Emerson Augusto de Carvalho. Em entrevista ao repórter JP Bruno Vicari e ao comentarista JP Fernando Sampaio, Corrêa afirmou que sua saída do comando da Comissão não aconteceu em virtude dos recentes problemas, mas em razão de um enfermidade que já o mantinha afastado das funções. “Não sobrou nada para o Sérgio Corrêa, não. Eu adquiri uma enfermidade em 21 de maio e ainda não me recuperei totalmente, tanto é que eu me afastei esse período todo dos trabalhos da comissão“, afirmou, completando que colaborava com os trabalhos na medida do possível. Corrêa comentou as pressões sofridas pelos árbitros em razão das reclamações dos clubes de futebol e as polêmica envolvendo os sorteios. “Todos reclama. Isso é da natureza do futebol e vai continuar com o Coronel Aristeu, porque existe uma coisa chamada estrutura”, afirmou, completando que o problema está na grandeza do Campeonato Brasileiro e na insuficiência de árbitros, o que leva a colocar árbitros ainda em formação para apitar jogos importantes. Sérgio Corrêa afirma que é bobagem dizer que o “grito” do Corinthians, no caso do último jogo contra o Santos, ou de outros times grandes não é maior do que o dos clubes pequenos. O que é levado em conta é o erro do árbitro. A respeito da qualidade de Emerson Augusto de Carvalho, que foi afastado para reciclagem após o jogo polêmico, Corrêa afirmou que nada mudou, mas que foi um erro muito grande para o momento do futebol brasileiro: “Não mudou em nada nosso conceito em relação ao Emerson, um grande assistente”. Corrêa afirmou que o afastamento de Emerson Augusto de Carvalho não tem nenhuma relação com pressões que o Corinthians teria feito, mas sim porque merecia o afastamento em razão de um erro grave. Sobre a qualidade atual da arbitragem brasileira, Corrêa afirmou que a opinião pública sempre considera as gerações anteriores melhores do que as atuais, isso se deve ao demorado processo para que os árbitros Fifa comecem a atuar e também à maior exigência física dos árbitros. Sergio Corrêa afirma que tudo o que acontece na arbitragem brasileira passa pela Comissão de Arbitragem da CBF e exalta a competência dos atuais dirigentes da entidade, que “têm todos os atributos que os árbitros cobram, qualidade, experiência, seriedade”. Em entrevista ao repórter JP Fredy Junior, o presidente da CBF José Maria Marin, afirmou que Aristeu Tavares, substituto de Corrêa, tem sua total confiança e que Sérgio Corrêa não deve voltar ao cargo na Comissão de Arbitragem.
Confira a entrevista
(http://jovempan.uol.com.br/esportes/futebolnacional/2012/08/presidente-da-cbf-nega-que-correa-retornara-ao-cargo-na-comissao-de-arbitragem.html)
No áudio acima você confere a entrevista exclusiva com Sérgio Corrêa, ex-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, realizada pelo repórter JP Bruno Vicari e pelo comentarista JP Fernando Sampaio.

XIII SEMINÁRIO SC/2015

Publicado el 24 ene. 2015

Com a participação do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, renomados instrutores credenciados pela FIFA e cerca de 180 árbitros catarinenses, foi realizado nos dias 23 e 24 de janeiro no Kennedy Hotel, em São José, o 13º Seminário da Arbitragem Catarinense.

Promovido pelo Sindicato dos Árbitros de Santa Catarina – Sinafesc, em parceria com a Federação Catarinense de Futebol – FCF, o evento alcançou seu principal objetivo: qualificar os árbitros e assistentes que atuarão nas competições em 2015.

O seminário teve início na sexta-feira, com o credenciamento dos árbitros.

Depois aconteceram as palestras de Nilson Monção – Vice-presidente da CA/CBF (Fatores que contribuem para o erro fatal ou não), Roberto Perassi – Instrutor FIFA (Tocar a bola com a mão), Arthur Alves Junior – presidente do SAFESP (Profissionalização da Arbitragem).

Foram diplomados na sequência os novos árbitros catarinenses, formados pela Escola Catarinense de Arbitragem Gilberto Nahas.

A abertura oficial cintou com as presenças de Delfim Pádua Peixoto Filho – Presidente da FCF, Marco Antônio Martins – Presidente da ANAF e SINAFESC, Sergio Corrêa da Silva – Presidente da CA/CBF e o vice prefeito de São José, José Natal.

O Sindicato e a ANAF homenagearam quatro árbitros catarinenses com mais de 20 anos de atuação na atividade: Edmundo Nascimento, Angelo Bechi, Jeffreson Schmidt e Paulo Henrique de Godoy Bezerra.

Encerrando os trabalhos do dia, foram apresentados os novos uniformes da arbitragem catarinense.

No sábado foram palestrantes o Dr. Mario Bertoncini – Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina, Heber Roberto Lopes – FIFA (Planejamento da Arbitragem), Roberto Perassi – Instrutor FIFA (Regra 11 e seus conceitos), Comissão de Arbitragem da FCF (Luiz Carlos Espindola, Fernando Lopez, Vayran da Silva Rosa e Junior Moresco) e Jolmerson de Carvalho – Instrutor Físico – Certificado FIFA (Preparação Física do Árbitro)

O evento foi encerrada com a Assembleia Geral do SINAFESC.

Vídeos com S Corrêa (3)

Publicado el 14 ago. 2015

Sérgio Corrêa destaca conquistas da arbitragem nas Séries A e B

Publicado el 14 may. 2015

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, esteve na redação da CBF para anunciar medidas preliminares para a temporada

Publicado el 14 may. 2015

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, esteve na redação da CBF para anunciar medidas preliminares para a temporada

Tecnologia e Segurança (2)

Publicado el 13 ago. 2014
Presidente da Comissão de Arbitragem demonstra preocupação com o comportamento de atletas sobre as decisões dos árbitros durante as partidas. Ele falou sobre o assunto durante treinamento que aconteceu na sede da CBF, com delegados especiais e instrutores.

Publicado el 11 sept. 2015

Sérgio Corrêa sobre tecnologia na arbitragem: “Ganho para o futebol”

Sergio Corrêa alerta sobre comemorações junto aos torcedores
Publicado el 4 ago. 2015

Sergio Corrêa alerta sobre comemorações junto aos torcedores

Vídeos com S Corrêa

Publicado el 5 mar. 2016

O dia 5 de março de 2016 acaba de entrar para a história do futebol. O projeto do árbitro de vídeo, elaborado pela CBF e ampliado com a opinião de outros países, foi aprovado pelo International Football Association Board (IFAB). Com essa vitória, o Brasil poderá testar o uso da tecnologia para acabar com dúvidas em lances decisivos.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, e o representante da América do Sul no painel consultivo da IFAB e instrutor da ENAF, Manoel Serapião Filho, apostaram na ideia e passaram por cinco momentos cruciais até a aprovação.

Setembro de 2015
Presidência da CBF solicita a utilização de imagens para auxiliar os árbitros no Brasileirão. FIFA encaminha o pedido para apreciação do IFAB.

Dezembro de 2015
IFAB inclui o árbitro de vídeo na lista de itens para debate no 130º Congresso Anual, em março de 2015.

Janeiro de 2016
Comissão de Arbitragem apresenta e abre o projeto de árbitro de vídeo para avaliação de árbitros e especialistas, durante o seminário internacional “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”.

Fevereiro de 2016
Na reunião do IFAB, realizada em Londres, Sérgio Corrêa e Manoel Serapião participam de reunião exclusiva sobre o tema com o secretário-geral, Lukas Brud, e o diretor do Subcomitê Técnico, David Elleray.

Março de 2016
Durante o 130º Congresso Anual do IFAB, em Cardiff, no País de Gales, é aprovada a utilização do árbitro de vídeo.

Para Sérgio Corrêa, a permissão para o emprego do recurso de vídeo no apoio à arbitragem é um marco na história do esporte mais popular do mundo, como foram a regra do impedimento, a introdução dos cartões, o recuo de bola para os goleiros, as substituições etc.

– O projeto do árbitro de vídeo nasceu na CBF e, agora, não temos dúvidas da evolução proporcionará ao futebol. Assim como a criação do impedimento mudou a tática, o árbitro de vídeo dará ao torcedor uma nova visão em relação ao árbitro, que acaba sendo atacado por questões impossíveis ao olho humano. É uma mudança positiva para todos que admiram o bom espetáculo – afirmou o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

O árbitro de vídeo foi o sexto tema a ser debatido no Congresso Anual do IFAB, que recomendou um período mínimo de cinco meses para treinamento e definição estrutural. No projeto aprovado, foram listados os lances em que será admitida a utilização das imagens para evitar erros.

1) Gol marcado – Revisão de possíveis infrações às regras do jogo na preparação para marcar o gol, incluindo impedimento, falta e mão na bola.

2) Decisão sobre Pênalti – Revisão de possíveis infrações dentro ou perto da área do pênalti, resultante num pênalti incorreto ou em não marcação do pênalti existente.

3) Incidente com Cartão Vermelho Direto – Revisão de possíveis infrações às regras do jogo resultando em cartão vermelho (direto), ou seja, não aplicável em caso de segundo cartão amarelo.

4) Identidade Equivocada – Revisão de possível punição ao jogador que não cometeu a infração.

Para ler mais notícias da Confederação Brasileira de Futebol, acesse http://www.cbf.com.br

Publicado el 26 may. 2015
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, foi o convidado do Direto da Redação para comentar sobre a nova conduta dos árbitros no futebol brasileiro.

Publicado el 21 may. 2014
Arthur Alves Junior presidente do Safesp bate um papo com Sérgio Corrêa presidente da CA/CBF.

 

Saiba tudo que pensa o “chefão” da arbitragem brasileira – 2011

08/12/2011 às 08h07 – Atualizada em 08/12/2011 às 08h11

Acompanhar entrevistas de Sergio Correa é um fato raro.

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O silencioso presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, porém, gosta de falar. Na quarta, no Footecon, congresso de futebol realizado anualmente no Rio de Janeiro, ele participou de painel de discussão sobre os homens do apito. Com argumentos e dados em mão, saiu em defesa da sempre criticada arbitragem em um raro contato com a imprensa.

“Se não vier alguma coisa nova, continuaremos a ser massacrados”, reclamou Correa, favorável ao uso da tecnologia, ao fim dos sorteios para definição das escalas, à reformulação das leis esportivas e até a punições mais duras para os árbitros que cometam erros graves. O que, segundo ele, é raro. Sergio Correa aponta que o juiz toma 180 decisões dentro de cada partida. “Errar 5% está bom? São nove situações em que ele vai errar”.

Ex-árbitro, Correa atendeu um pequeno grupo de repórteres para uma conversa logo depois de participar de palestra conduzida pelo também ex-juiz Oscar Ruíz, colombiano. Confira os melhores trechos da entrevista do homem que manda no apito do futebol brasileiro:

JB: Para muita gente, a indicação do Andrés Sanchez para a CBF pressionou a arbitragem a duas rodadas do fim do Brasileiro. O senhor acredita nisso?

De maneira nenhuma. O árbitro não se preocupa com isso, quer apitar futebol. Isso é bobagem, todo ano tem a teoria da conspiração, a mesma ladainha. Vamos colocar quem no comando das entidades? Já vi jornalista vibrando com gol. O que faz? Demite? Cada um tem seu time e tem que respeitar.

JB: Os árbitros reclamam muito sobre o sorteio para apitar os jogos. Como mudar isso?

É uma lei federal e tem que mudar. Gostaria que o deputado que criticou a escolha do (Leandro) Vuaden nos ajudasse a mudar a sistemática do sorteio. Não podemos sortear os treinadores da Seleção. Espero que ele aproveite a oportunidade para pensar um pouco.

Observação: O deputado Marco Maia (PT-RS) criticou durante a cerimônia do Craque do Brasileirão a escolha de Vuaden como árbitro da competição. “Dar o prêmio depois do pênalti que ele deu no Gre-Nal, vou te contar…”, reclamou.

JB: Algum trabalho efetivamente tem sido feito para conseguir isso?

É feito o sorteio e fazemos toda semana, é aberto a todos. Gostaria que ele não existisse, mas se existe vamos cumprir. Se as autoridades demonstrarem a mesma disposição desse último evento, o sorteio pode cair.

JB: Por que há tantos árbitros de Sul e Sudeste?

Estamos tentando abraçar o Brasil. Às vezes colocamos um árbitro do Norte e do Nordeste e há uma crítica contundente, de que lá nem futebol tem. Se eles não participarem do futebol, nunca faremos a região prosperar.

JB: O senhor acredita que a arbitragem pode incorporar mais a tecnologia no futuro?Sergio  

Existem correntes favoráveis, mas a Fifa é hoje contrária a esse tipo de auxílio. O futuro é a tecnologia, não tem como evitar. Daqui a pouco o árbitro vai ter uma câmera no relógio. O futuro virá, mas hoje a Fifa só trabalha com o chip na bola. O árbitro corria 4 km e hoje corre 12 km. Há uma evolução e isso passa pela tecnologia.

JB: O árbitro deixará de ser tão bombardeado pelas críticas?

O árbitro hoje está no limite físico e psicológico. É tanta informação, com blogs, sites, televisões, rádios… é impossível uma pessoa só acompanhar tudo. Precisamos ter alguma coisa daqui em diante, como a tecnologia, um árbitro a mais, alguma situação na regra, um tribunal punindo mais que pune. Às vezes, a legislação não ajuda os auditores a aplicar penas mais fortes nos jogadores, nos treinadores, nos dirigentes e nos próprios árbitros. Se não vier alguma coisa, continuaremos sendo massacrados.

JB: Qual sua avaliação sobre os últimos anos? 

O jogador é um profissional de alto nível e o árbitro tem que trabalhar e treinar nas horas vagas, alguns até perdem o emprego por isso. Tenho um número de que a arbitragem melhorou nos últimos quatro anos. Não fosse o trabalho de 2008 para cá, e onde renovamos, teríamos ainda mais dificuldades. A evolução física exige o árbitro mais preparado, só que o mais preparado é mais novo e não é experiente. Temos que conciliar e é muito difícil.

JB: Há uma renovação em curso? 

Quatro anos atrás, só tínhamos o Símon apitando no exterior. Hoje temos quatro ou cinco disputando uma ou duas vagas na próxima Copa do Mundo. O Ricci (Sandro Meira) e o Vuaden (Leandro), eleitos pelos jornalistas os dois melhores do país nos últimos anos, já fazem parte desse grupo.

JB: Há alguma perspectiva de profissionalização dos árbitros?

É uma utopia. Seria muito bom se viesse, é muito interessante, mas ninguém diz quem paga a conta. Temos 420 árbitros espalhados pelo país, não é só a Série A. É a B, a C e a D. São 420, mais 93 mulheres. São mais de 500 profissionais. Se você coloca um salário de R$ 3 mil por mês, é R$ 513 mil por mês. Mais os impostos, quase dobra. Multiplica por 13 meses, dá R$ 13 milhões. Então inviabiliza. O futebol não vive de Série A.

JB: Por que as punições aos árbitros não são tão rígidas quanto aos jogadores?

O árbitro é dos que mais são punidos. Vocês não acompanham e nós não divulgamos. O treinador não divulga os bastidores de suas equipes, resolve intermanente. Não vamos expor o ser humano. Tem erros que não podem ser evitados. Nós já divulgamos punição ao Carlos Símon. Quando é um erro entendido do ser humano e a gente percebe que ele tem um histórico de grandes arbitragens, é diferente. O Pelé, o Messi e o Neymar não jogam bem todos os jogos.

JB: Qual é a nota da arbitragem nacional?

A média nacional da arbitragem em 1123 partidas é de 8,21. Os que tiraram acima estão dentro do padrão e quem tirou abaixo vai para treinamento. É o que fazemos e não divulgamos. Na Copa do Mundo, teve 96% de acerto que a Fifa divulgou das marcações. O árbitro toma 180 decisões por jogo. O que se admite como possível de errar? Está bom 5%? Ele vai errar nove situações em uma partida de futebol.

http://www.jb.com.br/esportes/noticias/2011/12/08/saiba-tudo-que-pensa-o-chefao-da-arbitragem-brasileira/

 

Querem transferir responsabilidades!

Chefe da arbitragem em Pernambuco, Salmo Valentim alfineta: “O problema é que alguns dirigentes e treinadores querem transferir responsabilidades”
Atualizado em 07/09/2015 às 16h35
PERNAMBUCO – Os erros constantes de arbitragem no Campeonato Brasileiro estão tirando o sono de muita gente. Com a insatisfação dos principais clubes com esse panorama nada satisfatório para os homens de preto, semelhante ao que acontece com um time quando joga mal e o técnico é demitido, parece que é justamente isso o que pode ocorrer com Sérgio Corrêa caso os erros continuem aumentando em todo país.

Mesmo blindado pela cúpula da CBF que o garante no cargo, Corrêa sabe que a situação não é nada fácil e certamente deve estar torcendo pelo fim das competições nacionais sem maiores polêmicas. No poder a 10 anos, o ex-árbitro coleciona desafetos e por vezes é criticado por ter transformado a arbitragem brasileira em números. Por outro lado é respeitado pela maioria dos árbitros que torcem para que ele não seja demitido.

Demitir Sérgio Corrêa do comando da Comissão de Árbitros da CBF neste momento, seria um erro de Marco Polo Del Nero, já que se atender a pressão dos clubes que se julgam “prejudicados” pela arbitragem, o dirigente acabará abrindo um precedente perigoso para que essa onda de reclamações e demissões passe a ser comum na arbitragem brasileira. Embora tenham afastado seis árbitros por erros que afetaram diretamente alguns resultados do Brasileirão, a CBF precisa iniciar em todo país uma força tarefa para que o quadro reencontre a sua identidade.

Apontado como um dos dirigentes de arbitragem mais respeitados e influentes do futebol nacional, o Presidente da Comissão de Árbitros de Pernambuco, Salmo Valentim, saiu em defesa de Sérgio Corrêa em entrevista exclusiva ao Voz do Apito. Convicto de que a arbitragem teve um salto de qualidade incontestável com Corrêa no cargo nos últimos dez anos, Valentim disparou contra os clubes:

– O Brasil tem os melhores árbitros de futebol do mundo! Falo isso embasado no que tenho visto fora do país. Infelizmente muitos clubes encaram a arbitragem como despesa, quando na realidade essa mentalidade deveria ser mudada, já que todos nós sabemos que arbitragem é investimento. Enquanto os clubes quiserem transferir a responsabilidade de suas fraquezas para os árbitros, infelizmente essa onda de reclamações continuará. Disse.

 

Conhecido por manifestar sua opinião sem se importar se vai agradar ou desagradar, Salmo voltou a elogiar Marco Polo Del Nero por manter Sérgio Corrêa no cargo:

– Nunca antes na história da arbitragem brasileira tivemos um presidente na CBF tão preocupado e parceiro da arbitragem quanto o Marco Polo. Ele conhece as dificuldades da categoria e auxilia em todos os aspectos para que os nossos profissionais possam desempenhar a atividade com excelência. Manter Sérgio Corrêa no cargo enfrentando a imprensa numa coletiva na sede da CBF mostrou não só o respeito que ele tem por Sérgio, como também há todos os árbitros de futebol do Brasil. Narrou.

Salmo não fugiu do assunto quando foi indagado sobre os erros de arbitragem que estão a cada rodada ocorrendo no Brasileirão. Segundo o dirigente pernambucano, a Escola de Árbitros da CBF está trabalhando em parceria com a CA/CBF para equacionar essa solução:

– Eu confio plenamente no caráter dos árbitros brasileiros. O Brasil é o único país em que apenas o árbitro tem que mostrar certidões negativas de SPC e Serasa pra poder trabalhar no futebol. Erros acontecem até porque o árbitro é um ser humano como outro qualquer. Imagine você se todo chute em direção ao gol fosse gol? Imagine então se todos os treinadores mexessem certo? Dirigente que não é criticado se acomoda e por isso as críticas devem ser usadas para o crescimento da arbitragem. A Escola de Árbitros da CBF está trabalhando para que os erros sejam minimizados. Concluiu.

Ainda em relação às críticas exaustivas de arbitragem, Valentim disse que alguns dirigentes deveriam ter vergonha na cara antes de se manifestar:

– Infelizmente no futebol há alguns dirigentes, me refiro a minoria, que deveriam ter vergonha na cara antes de usar os microfones para atacar a arbitragem. Tem ex-presidente que deixou seu clube praticamente à beira da falência, além de responder vários processos, que volta e meia ataca a arbitragem. O que uma pessoa dessas fala não se escreve e não tem nenhuma credibilidade. Falou.

Além de Salmo Valentim, outros dirigentes da arbitragem saíram publicamente em defesa pela permanência de Sérgio Corrêa no comando da CA. Um deles foi Ricardo Albuquerque, chefe do apito no Rio Grande do Norte que não poupou elogios ao colega:

– Há 10 anos quando que você imaginaria que estados como Tocantins e Pará teriam um árbitro na FIFA? Com Sérgio Corrêa tudo isso foi possível graças ao trabalho incansável que ele faz na CBF. Erros acontecem e são comuns no futebol. Temos que acabar com essa hipocrisia de jogar toda a responsabilidade em cima da arbitragem. Espero que o presidente da CBF o mantenha no cargo e que na próxima temporada essas reclamações desesperadas façam parte do passado. Sentenciou.

Procurado pelo Voz do Apito para comentar as declarações de Salmo Valentim e Ricardo Albuquerque, Sérgio Corrêa retribuiu a gentileza e os agradeceu:

– Agradeço a ambos e tenham a certeza de que a melhoria do setor depende de muito trabalho e pouco discurso, principalmente os que ouvimos na mídia. Impressionante como alguns têm soluções para tudo, mas quando tiveram oportunidades erravam tanto ou mais do que os atuais árbitros! O árbitro não será perfeito. Quem consegue acertar todos os lances? Apenas os comentaristas que foram árbitros e foram tão criticados quanto. Se a memória for curta, tenho tudo registrado para lembrar os perfeitos. Disparou.

http://www.vozdoapito.com.br/salmo-valentim-sai-em-defesa-de-sergio-correa.php

Entrevista: Wagner Reway

Wagner Reway (Asp/Fifa/MT), é o primeiro árbitro da CBF convidado para participar de um seminário da Uefa

Quarta-feira, 11 de março de 2015

[O arbitro brasileiro é um profissional que tem muita destreza e poder de adaptação, devido as características do país que tem diferente culturas e que influenciam diretamente a característica do futebol praticado aqui].

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O primeiro árbitro da América do Sul contemplado pelo convênio firmado entre a Uefa e a (Conmebol) Confederação Sul-Americana de Futebol, visando o intercâmbio da arbitragem, foi Enrique Osses (Fifa/Chile). Osses conviveu com a nata dos homens de preto do Velho Continente, no último mês de fevereiro, por ocasião do seminário de inverno da entidade europeia em Atenas na (Grécia). No retorno de Atenas, o indigitado árbitro falou ao Paraná online e ao Apito do Bicudo da experiência que viveu e quais foram os principais aspectos que observou na confraria do apito europeu.

Dando prosseguimento ao intercâmbio celebrado ente as duas entidades após a Copa do Mundo no Brasil, no próximo dia (14), o triunvirato brasileiro, composto pelo árbitro Wagner Reway (Asp/Fifa/MT) e os  assistentes Eduardo Cruz (MS) e Danilo Manis (SP), viajam à Nyon (Suíça), sede da Uefa. 

Os três irão participar do seminário de arbitragem da Uefa aos árbitros europeus, que será presidido por Pierluigi Collina e toda a cúpula de excelência da arbitragem da instituição em Nyon.

Além de serem submetidos aos testes teóricos e prático no campo de jogo, dos exames médicos, psicológicos e dos testes físicos padrão Fifa/Uefa, e conhecimentos do idioma oficial da Fifa. o inglês (ler, falar  e escrever de maneira clarividente), Reway, Cruz e Manis, irão dirigir uma partida da Liga da França ou da Suíça.

Fomos ouvir via CA/CBF um dos convidados pela Uefa, o árbitro Wagner Reway, sobre a presença dos homens do apito da CBF no evento em tela, considerado referência à arbitragem mundial. A seguir, a entrevista que o nominado árbitro concedeu ao Paranáonline.

Paranáonline – Enrique Osses (Fifa/Chile), foi o primeiro homem de preto da Conmebol a participar no período de 1º a 5 de fevereiro deste ano de um evento com a confraria do apito europeu. Qual foi a sua reação ao ser convidado como o primeiro juiz brasileiro?

Reway – Me senti muito feliz e lisonjeado pela oportunidade. Ciente da enorme responsabilidade que tenho em mãos, ao abrir as portas para que futuramente outros companheiros possam ter a mesma oportunidade de aprender, trocar informações e, principalmente, evoluir profissionalmente e como pessoa.

Paranáonline – Após a Copa do Mundo a Conmebol e a Uefa celebraram um convênio, no sentido de que árbitros e assistentes das duas instituições interagissem com a troca de informações e participações em seminários de arbitragem. Que contribuição esse tipo de interação pode proporcionar à arbitragem sul-americana e, por consequência, à brasileira?

Wagner Reway – Acredito que toda a interação técnica/cultural serve para a evolução e o crescimento tanto profissional como pessoal. Neste caso, além de proporcionar evolução à arbitragem de toda a Conmebol, incluindo a brasileira, na nossa opinião, possibilita um crescimento inominável e propicia a aproximação dos critérios nas tomadas de decisões da arbitragem em amplitude mundial

Paranáonline – Que mecanismos são necessários para prover o crescimento e a aproximação dos critérios dos homens do apito?

Reway – A Fifa, a Conmebol e a Uefa vêm desenvolvendo através dos seus instrutores um trabalho elogiável com cursos, seminários, painéis, objetivando a uniformidade dos critérios da arbitragem. Agora, com essa interação Conmebol/Uefa, e com a otimização na comunicação do inglês, o idioma oficial da Fifa, acredito que a uniformidade nas tomadas de decisões acentua-se, inclusive com a CBF disponibilizando a todos os árbitros da Renaf um curso online.

Paranáonline – Enrique Osses enalteceu a importância dada pelos árbitros da Uefa à preparação física. O sr. leu a entrevista de Osses?.   

Reway – Li sua entrevista na íntegra, inclusive a respeito da maneira profissional como os europeus tratam o pilar físico. Acredito que podemos aprender muito na troca de informações que vamos ter não só no pilar físico, mas também, nos outros pilares exigidos pela Fifa.

Paranáonline – A principal exigência da Fifa, da Uefa e da Conmebol é que os árbitros e assistentes que forem designados para seminários dessa natureza, sejam árbitros jovens, promissores, vocacionados, talentosos, que falem, leiam e escrevam o idioma oficial da Fifa, o inglês fluentemente.  Considera-se apto a atender os quesitos acima nominados?

Reway – Sim. Tenho como lema de vida nunca parar de aprender. Posso e devo evoluir, estou fazendo minha parte aqui no Brasil estudando e treinando exaustivamente não só a língua inglesa, mas os demais pilares que são o técnico, tático, físico e psicológico.

Paranáonline – Se convocado a dissertar sobre o conceito e estilo de arbitragem praticada no Brasil aos seus congêneres do Velho Continente, quais serão os tópicos positivos que pretende abordar e quais são as principais carências dos apitos brasileiros?

Reway – O arbitro brasileiro é um profissional que tem muita destreza e poder de adaptação, devido as características do país que tem diferente culturas e que influenciam diretamente a característica do futebol praticado aqui. Além da postura dos atletas acostumados a pressionar e tentar ludibriar o arbitro o tempo todo. Citaria o processo embrionário da profissionalização e a importância da sua implementação imediata, pois temos que estar aptos para apitar com pouco tempo de preparação no dia a dia.

Paranáonline – Além do trabalho de campo, exibição de vídeos sobre situações que ocorrem numa partida, dos testes físicos, teóricos, médicos, psicológicos que o sr. e seus assistentes serão submetidos, há informação de que o trio de arbitragem brasileiro irá dirigir uma partida das categorias de base do futebol suíço. Que estilo e conceito pretende aplicar se o fato acontecer?

Reway – Sabemos que vamos trabalhar em um jogo da Liga Francesa ou Suiça.  O trio planejará o jogo através das informações das equipes (tática, técnica, disciplinar, jogadores, comissão técnica etc).  E aplicaremos a regra que é algo universal.  E, por consequência, nos adaptaremos em relação ao controle de jogo, observando o comportamento dos atletas  e  aplicando os conhecimentos recebidos no curso.

http://apitodobicudo.blogspot.com.br/2015/03/entrevista-wagner-reway.html