Brasileiro assume Comissão de Árbitros da Conmebol
Créditos: Leandro Lopes
O brasileiro Wilson Luiz Seneme é o novo presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Ex-árbitro internacional e atual instrutor de arbitragem da FIFA, foi nomeado nesta quinta-feira (4).
Ele tem 45 anos e é membro da Comissão de Árbitros da Conmebol desde fevereiro de 2014 e ocupa o cargo que, até então, era do paraguaio Carlos Alarcón Ríos.
Seneme foi árbitro internacional desde 2006 e dirigiu 31 partidas internacionais, como uma final de Copa Sul-Americana, quatro partidas de Copa do Mundo Sub-20 e três jogos de Eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA.
– Uma partida de futebol tem três equipes: os dois times e a arbitragem. O trabalho de aperfeiçoamento deve considerar os elementos necessários para a preparação dos jogadores, como a manutenção da forma física, suporte psicológico e condições adequadas de treinamento – afirmou Wilson.
A nomeação é parte do processo de reformas da Conmebol, presidida pelo paraguaio Alejandro Domínguez.
Árbitras brasileiras irão apitar no Mundial Sub-17
04/08/2016 às 18:15 | Assessoria CBF
O arbitragem brasileira será representada na Copa do Mundo Sub-17 Feminina por duas árbitras: Regildênia Holanda de Moura e Tatiane Sacilotti. Elas integrarão o grupo de árbitros da competição organizada pela FIFA, que será disputada na Jordânia, entre os dias 30 de setembro e 21 de outubro. A assistente Tatiane e a árbitra Regildênia são duas das nove sul-americanas selecionadas pela FIFA para o torneio mundial.
Garantida na competição, a Seleção Brasileira está no mesmo grupo de Nigéria, Inglaterra e Coreia do Norte. Na Jordânia, a Seleção busca o seu primeiro título no torneio, que irá para a sua quinta edição. Bienal, a Copa do Mundo Sub-17 Feminina já foi vencida por Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão e França.
A Confederação Brasileira de Futebol adotará algumas medidas que visam ao aperfeiçoamento da arbitragem do Campeonato Brasileiro das Séries A e B.
− Queremos um grupo que analise os problemas de forma independente, avaliando e apontando soluções, aplicando medidas corretivas e, ao mesmo tempo, premiando aqueles que têm um bom desempenho. É necessário ressaltar que existe um processo de evolução na arbitragem brasileira e estas ações vêm ao encontro disso. Temos consciência que erros podem acontecer, mas o intuito é sempre agregar experiências para que o trabalho seja cada vez melhor e mais justo – afirma o Secretário-Geral da CBF, Walter Feldman.
Comissão de análise independente
As novas ações começam pela constituição de uma comissão independente que avaliará os árbitros de cada um dos 20 jogos da rodada das Séries A e B. Este grupo será comandado pelo português Vitor Pereira, que apitou duas Copas do Mundo e foi chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa por mais de dez anos. Além dele, outros dois ex-árbitros farão parte desta equipe: José Roberto Wright e Cláudio Vinícius Cerdeira.
Aproveitando o trabalho de análise de desempenho dos árbitros que já é executado a cada jogo por analistas contratados, os membros da comissão poderão referendar ou reformar as observações do responsável pela partida. Baseado neste desempenho, eles conjuntamente darão notas aos trios de arbitragem. Esses números vão compor um ranking da Comissão Nacional de Arbitragem no campeonato, que será divulgado a cada rodada.
Também caberá a esta comissão definir sanções aos árbitros que cometerem erros nas partidas e estabelecer um programa de reciclagem junto à Escola Nacional de Árbitros de Futebol (ENAF) para que estes juízes aperfeiçoem seus conhecimentos.
Além da análise individual, será responsabilidade desta comissão uma avaliação global da arbitragem, constatando falhas que ocorrem com maior incidência e estabelecendo medidas de correção para as situações comuns. Este aperfeiçoamento poderá ser feito por intermédio de cursos, provas teóricas, análise de vídeos, entre outros.
Trios fixos
Com o objetivo de melhorar o entrosamento e facilitar a unidade de critérios, a partir desta rodada os trios de arbitragem serão fixos, ou seja, serão repetidos com a mesma formação, sempre que possível. Apenas em caso de afastamento, seja por solicitação própria ou para reciclagem, o árbitro ou os assistentes serão substituídos.
Premiação aos melhores
Ao final do campeonato, com base nas notas proferidas pela comissão independente, os três melhores trios de arbitragem serão premiados com valores em dinheiro, totalizando R$ 500 mil. Essa escolha pode contemplar trios que estejam atuando nas Séries A ou B.
Sistema de sorteio
Um novo sistema de sorteio dos trios de arbitragem será implantado. A Comissão Nacional de Arbitragem selecionará os árbitros que apresentam o melhor desempenho dentro da competição, com seus assistentes previamente definidos, e sorteará entre os jogos. A única restrição aplicada é o fato dos juízes não apitarem jogos dos clubes de seus estados.
A Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF) concluiu neste sábado (30) as atividades da primeira turma do Programa de Renovação da Arbitragem Brasileira. Organizado pela CBF, o novo curso é uma evolução dos trabalhos de qualificação já realizados pela ENAF.
O programa estreou com um grupo de 40 jovens árbitros das regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste do país, que aprimoraram, entre os dias 11 e 30 de julho, suas formações com conceitos voltados a uma arbitragem moderna e de excelência.
Divididos em duas turmas, nomeadas Alfa e Beta, com vinte alunos cada, os novos árbitros realizaram atividades teóricas, práticas, físicas, mentais e sociais. O objetivo é estimular a iniciativa na tomada decisões, o trabalho em equipe, a utilização da linguagem corporal e verbal, a importância da disciplina, a liderança e a atitude.
O curso é importante para suprir as deficiências que alguns árbitros apresentam em sua formação de base e a carência por atualização e monitoramento de seus trabalhos.
Durante o programa, os participantes também são submetidos a avaliações teóricas, físicas e psicológicas, que os habilita à prática profissional.
O PRAB foi realizado em São Paulo, em Águas de Lindóia, no Resort Oscar INN, do capitão da seleção brasileira de 78, 82 e 86, Oscar.
VITÓRIA 2 X 3 SANTOS CHEGOU A 67 MINUTOS E 21 SEGUNDOS DE BOLA EM JOGO
Créditos: Site Oficial do Vitória
CORINTHIANS 1 X 1 FIGUEIRENSE TEVE 67 MINUTOS E 18 SEGUNDOS DE BOLA EM JOGO
Créditos: Agência Corinthians
O Brasileirão deste ano já tem 49 partidas com mais de 60 minutos de bola rolando, tempo ideal apontado pela FIFA. Comparado às últimas edições, o crescimento é notável. Em 2015, depois da 16ª rodada, 25 jogos tinham alcançado com o índice. No ano anterior, nesse mesmo momento da competição, apenas nove confrontos estavam no patamar desejado.
Tempo médio de bola rolando:
2014: 52’27” (total)
2015: 54’05” (total)
2016: 55’50” (160 jogos)
Jogos acima de 60 minutos
(16 rodadas)
2014: 09
2015: 25
2016: 49
Nesta 16ª rodada: 4 jogos
1) Vitória x Santos: 67’21”
2) Corinthians x Figueirense: 67’18”
3) Santa Cruz x Coritiba: 66’37”
4) Grêmio x São Paulo: 60’41”
As Seleções Brasileiras Masculina e Feminina não vão ser as únicas representantes do país no futebol dos Jogos Olímpicos. Sandro Meira Ricci e seus auxiliares Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gaase, além da também auxiliar Neuza Back, que vai trabalhar no torneio feminino, serão o Brasil na arbitragem da Rio 2016. A expectativa dos escolhidos pelo Comitê Olímpico é a mesma dos atletas e eles também querem fazer bonito trabalhando em casa.
Em conversa com a série “Papo Olímpico”, o mineiro Sandro Meira Ricci, integrante do quadro da Fifa desde 2011, mostrou muita alegria por ter sido escolhido e pela reedição da parceria com seus auxiliares, com quem trabalhou na Copa do Mundo de 2014, também em solo brasileiro. Antes de ter a certeza de que realmente estaria nos Jogos, o árbitro revela que a expectativa era muito grande.
– Recebi a notícia há cerca de dois meses. Obviamente que havia expectativa, uma vez que a gente se prepara durante toda a carreira para representar a CBF nas principais competições internacionais. No caso da Olimpíada, eu estava preparado e aguardando as notícias. Temos dez árbitros Fifa no Brasil, qualquer um poderia ser selecionado para os Jogos e eu tive essa sorte de ser selecionado para o maior evento desportivo do mundo, juntamente com os meus dois companheiros, o Emerson (de Carvalho) e o Marcelo Van Gaase. É um sonho de todos, tanto de atletas, árbitros e até dos próprios espectadores da Olimpíada e é mais uma etapa da carreira que foi cumprida – destaca.
Por tudo o que representa a Olimpíada, Sandro Meira Ricci destaca este como um dos grandes momentos de sua carreira. O árbitro trata a possibilidade de poder atuar na competição como um reconhecimento de seu trabalho ao longo dos anos e mostra um grande orgulho por representar o Brasil na categoria.
– A convocação para um evento internacional não sai do dia para noite. É fruto de uma observação constante da Fifa das nossas atuações, seja no âmbito internacional ou nacional. Poder ser convocado para uma competição do porte da Olimpíada é, com certeza, motivo de orgulho. Na verdade, é uma grande recompensa pelo trabalho e dedicação ao longo de uma carreira – enfatiza.
Além de trabalhar, Sandro Meira Ricci pensa em participar dos Jogos Olímpicos também de outra maneira: curtindo. O árbitro deixa claro que o objetivo principal é conseguir boas atuações nas partidas em que for escalado, mas faz planos para os dias de folga.
– Existem dias em que a gente tem uma folguinha maior na preparação e quero aproveitar para curtir também a Olimpíada como espectador. Nosso foco, obviamente, é na preparação para o futebol, para poder ter uma boa atuação e representar bem a CBF, a Conmebol e a Fifa na arbitragem, mas a gente quer aproveitar também para participar também da olimpíada como espectador – afirma.
Ao mostrar uma grande vontade para acompanhar os Jogos de outra forma, Sandro revela um apreço por outro esporte além do futebol: o atletismo. O árbitro diz que a modalidade representa bem o espírito da Olimpíada e conta que chegou a abrir até o site da Rio 2016 em busca de ingressos. Por fim, ele torce e espera para um bom desempenho de todos os brasileiros em geral.
– Se eu pudesse escolher um esporte além do futebol, acho que escolheria o atletismo. Acho que traz um pouco da magia das Olimpíadas. Estou atrás de ingressos, entrei até no site da Rio 2016 para saber quais estavam disponíveis para compra. Com certeza, conforme a agenda de preparação, vou querer aproveitar as folgas previstas para participar. Foi feito um investimento grande em todas as áreas e a minha torcida vai ser por todos os atletas brasileiros – finaliza.
Além do árbitro Sandro Meira Ricci, a Série Papo Olímpico conversou com os 18 jogadores convocados pelo técnico Rogério Micale para os Jogos do Rio de Janeiro e exibe uma entrevista por dia. Confira em www.cbf.com.br.
Quando entrarem em campo para trabalhar neste fim de semana, os árbitros brasileiros já terão recebido as novas orientações da Comissão de Arbitragem da CBF. Um conjunto de dicas foi passado para reforçar a aplicação da regra e melhorar a qualidade do jogo para o público no estádio e os torcedores que assistem pelas transmissões de TV.
O trabalho da Comissão de Arbitragem, que vem contando com boa assimilação por parte dos árbitros e mudança de postura dos jogadores, tem alcançado resultados positivos. O tempo médio de bola rolando nos jogos do Brasileirão apresenta um aumento gradativo: 52’27 em 2014, 54’05 no ano passado e 55’40 este ano.
Considerando as 14 primeiras rodadas do campeonato, o número de partidas com mais de 60 minutos de bola rolando deu um salto superior a 500% em dois anos: de 8, em 2014, para 42 este ano, passando por 20 em 2015.
– Nossa meta é ajudar a melhorar o jogo para todos, dentro e fora de campo. É importante terminar com alguns mitos que acabam sendo criados e absorvidos pela opinião pública. Não existe essa lenda de que a CBF orienta para não marcar falta. Se há 20, 50, 100 ou 200 faltas num jogo, todas devem ser marcadas. Outro ponto importante é a questão da conversa. Claro que jogador pode falar com o árbitro. Não pode é extrapolar – explica o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa.
Confira as orientações enviadas pela CBF aos árbitros.
NÃO SE DEVE ACEITAR, EM HIPÓTESE ALGUMA:
1 – Rodinhas de jogadores reclamando.
2 – Dedo em riste.
3 – Gritaria no ouvido.
4 – Jogador pedindo cartão para o adversário.
5 – Simulação.
6 – Treinador gesticulando para jogar a torcida contra a arbitragem.
7 – Reclamações flagrantes contra o árbitro assistente.
8 – Integrante do jogo “mandando” o árbitro consultar o assistente.
ATENÇÃO PARA:
1 – Bola no local correto para a cobrança do escanteio (tiro de canto).
2 – Laterais cobrados muitos metros à frente do local em que a bola saiu.
3 – Goleiros demorando mais do que 6 segundos para recolocar a bola em jogo.
4 – Agarra-agarra na área.
5 – Na arquibancada, apenas faixas que incitem a violência não são permitidas.
A Comissão de Arbitragem da CBF está realizando, em Águas de Lindóia (SP), o Curso para Jovens Árbitros, iniciativa do Programa de Renovação da Arbitragem Brasileira (PRAB).
Iniciado no último dia 11, esse aperfeiçoamento envolve 20 árbitros da regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre os temas abordados, estão liderança, atitude e a evolução das regras do futebol.
O curso foi aberto por Manoel Serapião, membro do Comitê Consultivo do International Football Association Board (IFAB), que ressaltou a importância do programa na formação do jovem árbitro. A cerimônia contou ainda com a presença de integrantes da Comissão de Arbitragem.
O evento teve duas etapas (Alfa e Beta), totalizando 40 jovens das regiões mencionadas.
CURSO INTERNACIONAL DE TALENTOS PARA ÁRBITROS JOVENS, EM QUITO, EQUADOR
Créditos: Acervo Pessoal
A Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol) está realizando o Curso Internacional de Talentos para Árbitros Jovens, de 7 a 11 de julho deste ano, na cidade de Quito, no Equador. Quatro brasileiros com idade inferior a 32 anos foram convidados: os árbitros Rodolpho Toski e Bruno Arleu e os assistentes Alex Ang Rubeiro e Rafael Trombeta.
Esta é a segunda edição do curso, ministrado por instrutores experientes aos árbitros de todas as nacionalidades selecionados pela Conmebol. Entre os professores, está o brasileiro Wilson Seneme, membro da Comissão de Arbitragem da Conmebol.
As atividade teóricas e práticas começam às 9h, no centro de treinamento da Federação Equatoriana de Futebol (FEF).
Membros da Escola Nacional de Arbitragem da CBF receberam jornalistas e cronistas esportivos para um debate. No encontro, realizado na sede da entidade, os convidados ouviram, em detalhes, todo o trabalho realizado pelo departamento, das escalas de árbitros aos programas de capacitação e reciclagem, assim como o pioneirismo na elaboração do projeto de árbitro de vídeo.
– Estamos mostrando para o mundo o que a gente está fazendo aqui. Trouxemos os jornalistas para lhes dar uma noção de tudo o que é feito no campo da arbitragem, para ratificar a responsabilidade e transparência da instituição – explicou Manoel Serapião, o instrutor técnico da ENAF.
Diori Vasconcelos, comentarista de arbitragem da Rádio Gaúcha, ressaltou que o encontro serviu para elucidar dúvidas dos profissionais de imprensa:
– Foi um dia muito intenso e muito positivo para que a gente conheça melhor o trabalho que é feito pela Comissão de Arbitragem, para que possamos levar ao público informações que são importantes para diminuir suas dúvidas.
Paulo Lira, da Rádio Gazeta, destacou que o conhecimento da rotina e dos processos da Comissão de Arbitragem farão com que as críticas, por vezes exageradas e por falta de conhecimento, tornem-se mais embasadas:
– Estamos acostumados a criticar as coisas sem conhecer exatamente o que acontece do lado de cá. Esse encontro nos deu conhecimento sobre a arbitragem da CBF.