A Federação Pernambucana de Futebol conseguiu a liberação da Fifa para ter a arbitragem de vídeo no segundo jogo da final do Pernambucano, entre Salgueiro e Sport, no Cornélio de Barros, no Sertão do Estado, no dia 18 de junho. Na ida, na Ilha do Retiro, o confronto ficou empatado em 1×1.
Em entrevista ao Blog do Torcedor, o presidente Evandro Carvalho confirmou a liberação da Fifa. No entanto, ressaltou que esse sinal verde não é garantia da arbitragem de vídeo no segundo jogo da decisão do Estadual. O argumento é que existe toda uma análise de estrutura para a instalação dos equipamentos necessários para o vídeo.
“A Fifa já liberou para o segundo jogo e estamos vendo como será. Ainda não está certo que teremos porque evolve uma análise do estádio e os custos”, comentou Carvalho.
No jogo de ida, o árbitro de vídeo foi decisivo no lance que proporcionou o gol do Salgueiro, no último minuto da partida. José Woshington marcou pênalti para o Carcará e recorreu ao vídeo para confirmar a penalidade. Ainda assim, a marcação provocou debate entre os clubes.
A FIFA publicou, esta quarta-feira, um vídeo a explicar como funciona o vídeo-árbitro, de forma a conseguir desmistificar o que é que as novas tecnologias conseguem, ou não, fazer.
A nova tecnologia irá atuar na análise de golos, penalties, cartões vermelhos e casos de identidade trocada (atribuição de lances, cartões).
A FIFA descreve o vídeo-árbitro como um processo de 3 passos: Incidente, análise, decisão. O vídeo mostra depois alguns exemplos.
O vídeo-árbitro chega a Portugal, dia 28 de maio, num domingo, para a final da Taça de Portugal entre Benfica e V.Guimarães
Portugal terá árbitro de vídeo já este ano ao custo de R$ 7 mil por partida.
País segue exemplo da Holanda e é segundo na Europa a anuniciar uso de tecnologia em todos os 306 jogos da Liga. Gasto total chega a pouco mais de R$ 2 milhões.
A Federação Portuguesa de Futebol confirmou nesta sexta-feira: todos os 306 jogos da Liga Portuguesa da próxima temporada, de 2017-2018 terão árbitros de vídeo para ajudar nas decisões do árbitro principal dentro de campo. Segundo divulgou o “Planeta SporTV”, serão gastos 600 mil euros, o que equivale a pouco mais de R$ 2 milhões, para ter a tecnologia a serviço do esporte. A própria Federação Portuguesa bancará os custos.
Dividindo o montante do gasto total pelo número de partidas, chega-se à soma de aproximadamente 2 mil euros por jogo, cerca de R$ 7 mil. Com a decisão, Portugal é a segunda liga europeia a anunciar o uso do árbitro de vídeo em todas as partidas – a Holanda foi a primeira
O último teste do árbitro de vídeo antes do início do Campeonato Português será na final da Taça de Portugal, entre Benfica e Vitória de Guimarães, no próximo dia 28 de maio, no Estádio Nacional do Jamor. A Liga de Portugal utilizou a tecnologia pela primeira vez na semifinal da Taça CTT, entre Vitória e Braga, e depois na decisão, entre Braga e Moreirense, todas no fim de janeiro deste ano.
A ideia é todo o monitoramento das imagens ficar centralizado no complexo chamado Cidade do Futebol, inaugurado há um ano pela Federação Portuguesa nos arredores de Lisboa, onde a tecnologia será instalada. Nas primeiras rodadas deverá ser habilitada uma unidade móvel de imagens próxima dos estádios onde haverá os jogos.
A Federação Portuguesa ainda vai instalar em todos os estádios sistema de monitoramento à beira do campo, para que o árbitro possa consultar sempre em caso de dúvida em algum lance.
Campeonato Italiano terá árbitro de vídeo na próxima temporada
Do UOL, em São Paulo 21/04/2017 – 11h55
A Itália só aguarda uma autorização da International Board, órgão regulatório das regras do futebol, para oficializar o árbitro assistente de vídeo no Campeonato Italiano na próxima temporada. Marcello Nichi, chefe de arbitragem … –
Árbitro brasileño recurrió al video y confirmó un penal en un partido final
La prueba de este domingo forma parte de los experimentos prácticos de videoarbitraje que fueron autorizados por la IFAB, organismo de Fifa responsable por las reglas del juego. Fue en la final del torneo estatal de Pernambuco.
El videoárbitro, usado este domingo por primera vez en Brasil en un partido oficial, provocó una polémica al ser concedido un penal al club Salgueiro en el último minuto de su visita al Sport, en el juego de ida de la final del campeonato estatal de Pernambuco.
El Salgueiro, un humilde club del interior de la región, aprovechó la decisión del videoárbitro y empató 1-1 por lo que ahora sólo necesita de una victoria por cualquier marcador en casa en el partido de vuelta para quedarse con el título.
Péricles Bassols, el videoárbitro y quien operaba las imágenes en una cabina al borde de la cancha, sólo intervino en el minuto 48 del segundo tiempo del partido disputado en el estadio Ilha do Retiro de la ciudad de Recife, cuando el central José Woshington decidió consultarlo sobre la jugada del penalti.
Tras examinar las imágenes de la acción en la que el volante Toty del Salgueiro cayó dentro del área en un choque con jugadores del Sport, Bassols dijo que había sido falta y recomendó la pena máxima, que fue confirmada por el central.
Tan sólo a los 56 minutos del partido, 8 después de la falta y mientras la jugada era evaluada, Jean Carlos cobró el penal y anotó el empate, tras lo que el referí dio el pitido final.
El Sport había abierto el marcador a los 27 minutos del primer tiempo por intermedio de André y ya daba como cierta la victoria.
El uso del videoárbitro en un partido oficial era inédito en Brasil, uno de los 13 países autorizados por la Fifa para ensayar el sistema en que un árbitro puede revisar los vídeos y estar en comunicación directa con el central.
La Confederación Brasileña de Fútbol (CBF), que trabaja en el videoarbitraje desde hace un año, consideró el debut de este sistema como un día histórico para el deporte en el país.
La CBF ya había hecho experimentos utilizando árbitros de vídeo como auxiliares.
Sin embargo y de acuerdo con las reglas de la entidad, el videoárbitro puede interferir en cuatro situaciones: para avisar al central si un gol fue legítimo o no, para aclarar si una falta fue penalti o no, para confirmar si una expulsión fue bien aplicada o no y para identificar a jugadores que fueron confundidos con otros al recibir una amonestación.
De acuerdo con la CBF, la prueba de este domingo forma parte de los experimentos prácticos de videoarbitraje que fueron autorizados por la IFAB (organismo de la FIFA responsable por las reglas del juego) antes de aprobar el uso del vídeo en partidos de fútbol.
La FIFA, que realizó las primeras pruebas oficiales del polémico “VAR” (Video Assistance Referee) durante el Mundial de Clubes de diciembre pasado en Japón, también está experimentando la tecnología para poder usarla en el Mundial de Rusia 2018.
#reportagem: Arbitragem de vídeo dá mais dois passos importantes no futebol. Um deles no Brasil
A arbitragem de vídeo está ganhando espaço no futebol em ritmo muito acelerado, para desgosto de quem ainda torce o nariz para ela – e não é pouca gente. Nesta semana, duas notícias reforçaram a sensação de que o uso da tecnologia para ajudar os árbitros é um caminho sem volta no esporte mais popular do mundo: a final do Campeonato Pernambucano, neste fim de semana, terá o primeiro teste oficial do novo sistema no Brasil e o Campeonato Português adotará a arbitragem de vídeo em definitivo na próxima temporada.
O jogo entre Sport e Salgueiro, domingo, na Ilha do Retiro, será histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez uma partida oficial contará com o que a Fifa chama de VAR (árbitro auxiliar de vídeo, na sigla em inglês), que consiste no seguinte: em uma cabine instalada nas proximidades do estádio, um árbitro tem à sua disposição vários monitores de tevê com imagens da partida em diversos ângulos. Ele fica em comunicação direta com o juiz da partida, e tem a missão de avisá-lo sempre que este se equivocar em uma decisão, ou quando algo importante escapar à sua visão.
O uso do VAR no Recife será feito em caráter de teste, e terá a supervisão do International Board, órgão que é o guardião das regras do futebol. Segundo a CBF, a utilização da tecnologia seguirá o lema “mínima interferência, máximo benefício”, que, na prática, significa que o árbitro de vídeo deverá entrar em ação apenas em lances que possam mudar o rumo da partida, como um pênalti, um impedimento ou uma expulsão. Exemplo: o juiz marca um pênalti e o árbitro de vídeo, ao rever a jogada em vários ângulos, conclui que não houve a falta. Em seguida, o juiz é informado de seu equívoco e anula a marcação.
É um sistema bem diferente do que é aplicado em outros esportes, como tênis, vôlei e futebol americano, em que um jogador ou um técnico pede a revisão de uma jogada duvidosa. A aposta do International Board é que no futebol a tecnologia será usada de maneira mais ágil, sem quebrar demais o ritmo do jogo.
PORTUGAL ADIANTADO
Em matéria de tecnologia de arbitragem, Portugal está um passo adiante do Brasil – e de quase todos os demais países da Europa, onde o sistema só é usado atualmente na Holanda. Na próxima temporada, o Campeonato Português terá o VAR em todas as suas 306 partidas, ao custo total de aproximadamente 600 mil euros (R$ 2,1 milhões).
Em cada jogo, haverá um caminhão nas proximidades do estádio com uma cabine cheia de monitores, onde vai trabalhar o árbitro responsável pelo VAR. A ideia da Federação Portuguesa de Futebol é ter uma central de vídeo em sua sede, um moderno complexo inaugurado nas proximidades de Lisboa há dois anos. É assim que funciona nas principais ligas dos Estados Unidos. Para isso, no entanto, será necessário que todos os estádios do país possuam fibra ótica, o que ainda vai demorar um pouco para ocorrer.
O mecanismo será o mesmo do teste deste fim de semana em Pernambuco, também seguindo o lema do “mínima interferência, máximo benefício”. Segundo o árbitro português Hugo Miguel, que recentemente apitou um jogo em que o VAR foi usado (entre as seleções sub-21 de Itália e Dinamarca), seus colegas não têm motivos para temer a novidade. “Foi uma maior confiança saber que havia alguém observando o jogo e que a qualquer momento poderia me dar informações úteis, que teriam impacto decisivo sobre a partida”, relatou Miguel. “Sempre que o árbitro de vídeo falar, a prioridade deve ser dada a ele, pois o árbitro pode confiar nas informações que recebe. Mas o árbitro também pode consultar as imagens no campo.”
Em vídeo divulgado pela Federação Portuguesa de Futebol, o árbitro Hugo Miguel explica o funcionamento do VAR
… é visto com sucesso, mas há alerta: ‘Há muito a evoluir’
Federação Pernambucana e CBF valorizam acerto no auxílio ao árbitro José Woshington, que assinalou pênalti no empate em 1 a 1 entre Salgueiro e Sport. Porém, demora é vista como ponto fraco
A sensação de que foi dado um bom passo rumo à entrada da tecnologia dos gramados marcou a utilização do árbitro de vídeo no jogo de ida da final do Campeonato Pernambucano. Em entrevista ao LANCE! nesta segunda-feira, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, disse que o sucesso no auxílio para confirmar o pênalti a favor do Salgueiro (no empate em 1 a 1 com o Sport) contribuirá para o futebol:
– A atitude foi fundamental para ajudar a definir como será utilizada a arbitragem de vídeo, que tende a ser um divisor de águas no nosso futebol. Este recurso contribuirá para que erros gravíssimos sejam evitados no futuro. É evidente que ontem foi um primeiro experimento, marcado por muita preocupação e com um grande aparato da Fifa, Conmebol, CBF, o que rendeu uma demora na decisão. Mas temos certeza de que, com o passar do tempo, as decisões serão mais rápidas, e tudo vai evoluir.
O dirigente minimizou a demora pela solução da decisão do árbitro José Woshington (foram seis minutos até o pênalti ser confirmado). Segundo Evandro Carvalho, a prioridade de todos era pelo acerto no caso:
– Temos de relativizar esta questão. Como se tratava de uma final, a preocupação não foi com o tempo, e sim com o acerto. Era um lance muito difícil para confirmar sem a ajuda da tecnologia. O importante foi que decidimos em conjunto, e o lance foi assinalado de maneira correta.
SERAPIÃO DESTACA USO DO RECURSO, MAS FAZ RESSALVAS
Ao LANCE!, o presidente da Escola Nacional de Árbitros, Manoel Serapião Filho, também disse que o tempo até a decisão do árbitro foi longe do ideal. Porém, também crê que este período seja minimizado com o decorrer da utilização do recurso do vídeo:
– Nós temos consciência de que foi necessário muito tempo para chegar à decisão. Mas isto é um processo que tende a melhorar com o passar do uso da arbitragem de vídeo. Com condições melhores, e os árbitros mais acostumados ao recurso, a tendência é reduzir esta demora.
Serapião ainda detalhou como foi a atuação da arbitragem de vídeo no auxílio a José Woshington:
– Arbitragem funcionou dentro do protocolo. Era um lance de interpretação no qual o árbitro não teve 100% de segurança, e manifestou a intenção de analisar o vídeo para tirar sua dúvida. Permitimos, deixando claro que não poderíamos emitir opinião.
Jogo no Pernambucano foi definido com o auxílio da nova tecnologia.
Árbitro de vídeo auxiliou o de campo no primeiro teste do futebol brasileiro | Foto: Fernando Torres / CBF / Divulgação / CP
Associações de árbitros que acompanharam o primeiro teste da história do futebol brasileiro com a utilização do recurso vídeo para auxiliar a arbitragem aprovaram com ressalvas a tecnologia. Empregada pela primeira vez no país, no jogo entre Sport e Salgueiro, na primeira decisão do pernambucano, a partida foi definida por uma cobrança de pênalti que teve o árbitro de vídeo como protagonista.
Aos 48 minutos do segundo tempo, José Woshington da Silva (árbitro principal) indicou pênalti para o Salgueiro. Neste momento, Fabrício Sales (assistente 2) sugeriu pelo rádio que a jogada fosse revista, pois tratava-se de uma grande decisão. O árbitro, então, fez o sinal em forma de tela, gesto previsto pelo protocolo para indicar que haveria a revisão.
Dentro da unidade móvel, o árbitro de vídeo Péricles Bassols (CBF/PE), por intermédio do operador, apresentou a Woshington o lance pedido por ângulos. Como não era uma questão inequívoca para nenhum dos lados (foi ou não pênalti), a marcação dependia da interpretação do árbitro principal. Ele conferiu o replay no monitor disponível ao lado do gramado – no tempo normal do movimento e em câmera lenta – e confirmou a penalidade.
“De acordo com o protocolo aprovado pela FIFA, o árbitro de vídeo só deve interferir, indicando que a marcação precisa de mudança, quando o lance não depende de interpretação, ou seja, fica nítido que o árbitro principal, de campo, está cometendo um erro. Como as imagens não nos mostraram isso, reforcei para o Zé (José Woshington) que ele próprio deveria olhar os replays no campo e checar. Fez isso e manteve o pênalti”, revelou Bassols.
O chefe do Departamento de Arbitragem da CBF e coordenador do projeto do árbitro de vídeo no Brasil, Sérgio Corrêa, elogiou a postura dos seus comandados no jogo e a tecnologia. “Não seria fácil atuar em um jogo desses, uma final de campeonato, sabendo que tratava-se de um dia histórico para o futebol brasileiro e mundial. Tanto a equipe de campo, quanto a da unidade móvel, atuaram dentro do protocolo e isso nos traz muita satisfação, pois é uma ideia que nasceu no Brasil”, declarou Corrêa.
“A equipe seguiu o protocolo e atuou, exatamente, como determinado pelos procedimentos acordados. Precisamos ajustar alguns elementos, como o tempo levado para a revisão, mas o que vi nos deixa muito satisfeitos com a demonstração do Brasil” afirmou o chefe do Setor de Futebol do International Football Association Board (IFAB), Dirk Schlemmer.
Durante o jogo, Péricles Bassols reviu vários lances no centro de vídeo, como saídas de bola pela linha de fundo e lateral, impedimentos e falta na entrada da área, entre outros. Porém, nenhum, independentemente de certas ou erradas, mereceu intervenção direta porque não terminou em gol.
“Estamos há dois anos no esforço contínuo para possibilitar a realização de hoje (domingo). Sabemos que ajustes são necessários, que a evolução é gradativa, mas não dá para esconder o orgulho pelo ineditismo do futebol brasileiro”, destacou Manoel Serapião Filho, instrutor e autor do projeto.
A proposta brasileira, e incorporada pela IFAB, aponta que o árbitro de vídeo não atua em todas as dúvidas surgidas em campo. As informações são passadas ao árbitro principal em quatro situações:
– Foi gol / Não foi gol
– Foi pênalti / Não foi pênalti
– Cartão vermelho direto indevido
– Identificação errada do jogador punido
Na terça-feira, a equipe que trabalhou na primeira final do Pernambucano se reúne no Rio de Janeiro para nova análise de todas as fases do processo executado antes, durante e depois do evento.
Para FPF-PE, experiência com árbitro de vídeo foi positiva
A primeira experiência com árbitro de vídeo no País foi positiva para a entidade, apesar da demora para validação de pênalti
Por: Mário Fontes em 09/05/17 às 08H00, atualizado em 09/05/17 às 08H22
Arbitragem demorou quase seis minutos para dar veredictoFoto: Paullo Allmeida
O pênalti marcado a favor do Salgueiro no primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano, contra o Sport, no último domingo, gerou polêmica. Não só pelo lance duvidoso, mas também porque, na primeira vez em que o público brasileiro viu de perto o auxílio do recurso de vídeo, a demora predominou. Foram quase seis minutos entre o momento da paralisação da partida feita pelo árbitro José Woshington da Silva até a confirmação da penalidade máxima após consultar o auxiliar de vídeo Péricles Bassols. Porém, para a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), a experiência inédita acabou sendo positiva.
“Era esperada a demora porque foi a primeira utilização da tecnologia integrada, online e offline. Além disso, foram muitas pessoas avaliando o lance. Além do árbitro tinham os dois executivos da CBF”, disse Evandro Carvalho, presidente da FPF. “Por ser a primeira vez, teve esse excesso de cautela. Mas é normal”, completou. A novidade acabou passando pelos mesmos questionamentos no Mundial de Clubes da Fifa, em que as jogadas duvidosas demoravam a serem avaliadas.
A utilização do recurso foi inédita em partidas oficiais no Brasil. Porém, a experiência faz parte de uma série de testes da Fifa para que seja implantado, futuramente, nos torneios mais importantes pelo mundo. Além do Campeonato Pernambucano, o “AV” foi utilizado também na Europa, no ano passado.
Em setembro de 2016, na partida Ajax x Willem II, válida pela Copa da Holanda, o árbitro Danny Makkelie mudou sua decisão após avaliação por vídeo. Ele havia dado um cartão amarelo para o jogador Anouar Kali, do Willem, por uma entrada dura em Schone, do Ajax. Porém, menos de um minuto após o lance ocorrer, Makkelie foi chamado pelo árbitro de vídeo Pol van Boekel, que avaliou o lance como sendo mais duro, e sugerindo o cartão vermelho, que foi aplicado.
A ajuda do vídeo foi usada na aplicação de cartões, mas também serve para avaliar outras três situações: se foi gol ou não, se foi pênalti ou não (caso de Sport x Salgueiro) ou se houve identificação equivocada de jogador na aplicação de cartão.
Depois da estreia em Pernambuco, o auxílio de tecnologia na arbitragem poderá ter um retorno próximo. A ideia é que o dispositivo volte à cena no segundo jogo da final do Estadual, em Salgueiro. A volta, que acontece apenas no dia 18 de junho, deve contar com a revisão de jogadas. “Fizemos a solicitação para os dois jogos do Pernambucano, mas tem o custo e a questão operacional de ser em Salgueiro”, disse Evandro.
Com rapidez ou tendo muito o que aperfeiçoar, o impacto da tecnologia no futebol é visto com bons olhos. “Acho que isso vai revolucionar o futebol. Vai existir um ‘antes do vídeo’ e ‘depois do vídeo’ com esta tecnologia”, encerrou o presidente.
… rouba a cena na final do Campeonato Pernambucano
Na primeira partida da história país com uso da tecnologia para checagem de lances capitais, o árbitro de vídeo, Péricles Bassols, foi exigido no último lance do jogo
Por Rômulo Alcoforado, , Recife
07/05/2017 18h15 Atualizado 07/05/2017 18h59
Foto 1:Árbitro de vídeo chamou a atenção no jogo
Foto 2: Cuidados para que imagem não ficasse encoberta pela bandeira
By Aldo Carneiro (Pernambuco Press)
Cerca de seis minutos. Foi esse o tempo que o árbitro José Woshington da Silva chegasse a um consenso com o árbitro de vídeo, Péricles Bassols, na primeira interferência dessa espécie, no futebol brasileiro. A situação ocorreu quando um pênalti foi marcado, aos 48 minutos do segundo tempo, no duelo entre Sport e Salgueiro, pela final do Campeonato Pernambucano. Após apontar penalidade máxima, o árbitro foi chamado para conferir o lance e só após cerca de seis minutos, ele confirmou a marcação, que originou o gol do Carcará, que confirmou o empate em 1 a 1.
A responsabilidade de monitorar o jogo, em uma unidade móvel sob as arquibancadas da Ilha do Retiro, coube a Péricles Bassols, árbitro de 41 anos do quadro da CBF e de Pernambucano. Acompanhado por representantes da Fifa e da CBF, ele tinha sete câmeras à disposição e contato direto com José Woshington da Silva, árbitro de campo.
O jogo se encaminhava para o final sem precisar do auxílio eletrônico, mas, com um toque de dramaticidade, no último lance da partida aconteceu um pênalti,do lateral-direito Raul Prata em cima do atacante Toty, do Salgueiro. O árbitro José Woshington marcou na hora.
Para decidir se mantinha a marcação, teve de consultar o recurso eletrônico. Primeiro comunicou-se com Bassols pelo ponto eletrônico. Depois, ele mesmo dirigiu-se à beira do gramado e viu as imagens do lance em um monitor.
Depois de cerca de seis minutos de contato com Bassols e checagem das imagens, Woshington foi até a área do Sport e confirmou o pênalti. O meia Jean Carlos bateu com categoria, empatou o jogo em 1 a 1. A próxima partida é no dia 18 de junho, em Salgueiro.
ESTRUTURA
Péricles Bassols (CBF/PE) ficou em uma unidade móvel, um caminhão de transmissão, situada sob as arquibancadas da Ilha do Retiro. Ele teve imagens de sete câmeras à disposição para verificar os lances do jogo. Além dele, estavam no local Manoel Serapião, instrutor e autor do projeto, representante da CBF, além do presidente do Comitê de Arbitragem da Conmebol, Wilson Seneme; o chefe do Departamento de Arbitragem da CBF e coordenador do projeto do árbitro de vídeo no Brasil, Sérgio Corrêa; e o chefe do Setor de Futebol do International Football Association Board (IFAB), o alemão Dirk Schlemmer.