A CBF colocará em ação o VAR (Árbitro Assistente de Vídeo, na sigla em inglês) a partir das quartas de final da Copa do Brasil, com confrontos já em 1º de agosto, e o objetivo é que o tempo médio para que uma decisão seja tomada após consulta à tecnologia seja inferior ao 1 minuto e 22 segundos conseguido na Copa do Mundo da Rússia.
Um dos pontos críticos do VAR é o tempo que o jogo fica parado para que os assistentes ou o próprio árbitro de campo consultem as imagens. No Mundial de 2018, que terminou há pouco menos de uma semana, o tempo médio em que as partidas ficaram paralisadas foi de 81,9 segundos, ou quase 1min22s (a Fifa conta desde o momento em que o jogo está parado logo após o lance discutível, até quando o árbitro toma uma decisão).
O detalhe é que essa média cai para 55,6 segundos quando somente os auxiliares de vídeo, quatro no Mundial, fazem essa revisão. Quando o árbitro de campo precisa ir até a beira do gramado para olhar a imagem o tempo médio gasto sobe para 1min26s, algo que a Fifa, nos bastidores, admitiu que precisa ser melhorado.
O VAR é uma regra ainda nova, só entrou de vez no futebol em março de 2018, e foi usado em quatro eventos da Fifa mais importantes, dois Mundiais de Clubes (2016 e 2017), na Copa das Confederações de 2017 e na Copa do Mundo de 2018. No Brasil será implementado apenas na Copa do Brasil este ano, depois que a maioria dos clubes da Série A não aprovou o uso no Brasileiro. As duas alegações contra foram os gastos (R$ 500 mil por clube apenas pelo segundo turno, sem ajuda da CBF) e a necessidade de mais testes.
O ideal para as comissões de arbitragem é que o tempo de demora para se analisar um lance não passe de 1 minuto. Para isso, ficou provado na Copa do Mundo, o melhor é que a maioria das decisões sejam tomadas diretamente pelos assistentes, passando por rádio ao árbitro. O problema é que muitos dos casos são interpretativos, como na final da Copa quando a bola bateu no braço do croata Perisic dentro da área, e nesse caso é preciso que o juiz principal se desloque até a beirada do gramado para ver o lance — não há um tempo mínimo ou máximo para se chegar a uma conclusão.
A CBF tem intensificado o treinamento de seus árbitros para os jogos da Copa do Brasil. No dia 1º de agosto serão três partidas: Santos x Cruzeiro. Corinthians x Chapecoense e Grêmio x Flamengo. No dia seguinte terá Bahia x Palmeiras. Os confrontos de volta ocorrem entre 15 e 16 de agosto, e a tecnologia também será usada nas semifinais e, claro, nas finais.
No Brasil, árbitro de vídeo pode ter até um quarto das câmeras da Copa
Tecnologia será utilizada a partir das quartas de final da Copa do Brasil
POR MATHEUS MEYOHAS –
Estrutura do VAR na Copa do Mundo tinha 33 câmeras por jogo – MLADEN ANTONOV / Agência O Globo
RIO – A Copa do Mundo não deixou dúvidas: o uso da tecnologia no futebol chegou para ficar. No Brasil, o árbitro de vídeo ainda não foi instalado para todas as competições, mas vai começar a dar as caras este ano. A partir das quartas de final, a Copa do Brasil vai contar com auxílio do VAR, como ficou conhecido durante o Mundial. Mas a estrutura não será exatamente a mesma da usada na Rússia. A começar pelo número de câmeras. Na Copa, foram 33 espalhadas em cada uma das arenas. No Brasil, a expectativa é trabalhar com um número que pode ir de sete a 19 por jogo.
As câmeras usadas pertencem a uma estrutura já usada pela Rede Globo, que vai ceder as imagens à Broadcasting, empresa responsável pela operação do VAR. Mas esse não parece ser um problema. Para o coordenador do árbitro de vídeo da CBF, Sérgio Corrêa, o número de câmeras é mais do que suficiente para a atuação do árbitro de vídeo nos lances esperados.
– Se tivermos o número base, que é 7, já resolve muito nosso problema. O VAR tem que ser usado para evitar erros históricos, um gol de mão, impedimento, um toque que não houve. Não é para lances interpretativos – ressaltou.
A expectativa da comissão de arbitragem não é acabar com o erro no futebol, mas sim com as grandes injustiças. De acordo com Sérgio Corrêa, espera-se um índice de 96 a 97% de acertos com o árbitro de vídeo.
Ao contrário da Copa, em que uma central comandava o árbitro de vídeo por fibras óticas, a cabine do VAR será instalada em locais adequados dentro de cada estádio. A expectativa é ter quatro profissionais trabalhando dentro desta sala: o árbitro de vídeo, um assistente, um operador e um supervisor. Caso o número de câmeras ultrapasse as 12 previstas, serão adicionados à equipe mais um árbitro e mais um operador.
Com dez módulos de treinamento, a CBF habilitou 39 árbitros, incluindo os que foram para a Copa do Mundo: Sandro Meira Ricci, os assistentes Marcelo Van Gasse e Emerson Augusto de Carvalho, e Wilton Pereira de Sampaio, árbitro que foi para a Rússia apenas para trabalhar com o VAR. Wilton é considerado o árbitro de vídeo número um do quadro da CBF.
INVESTIMENTO DE R$ 1 MILHÃO
Ao todo, serão 14 jogos com o VAR, das quartas até a decisão, com um custo total estimado em R$ 1 milhão (cerca de 70 mil por partida). A operação será responsabilidade da Broadcasting e tem um custo maior do que a oferta apresentada no conselho técnico do Campeonato Brasileiro. Antes do início da competição, a CBF propôs aos clubes um pacote com árbitro de vídeo nos 190 jogos do segundo turno, a um custo de R$ 50 mil por partida (3,8 milhões no total). Em votação, os clubes, que teriam que bancar o investimento, negaram a proposta. Desta vez, o investimento será integralmente do bolso da CBF.
Um dos maiores desafios do árbitro de vídeo no Brasil é a conscientização de torcedores, atletas e dirigentes. A tecnologia é usada em situações específicas e a falta de informação pode tornar a decisão da arbitragem polêmica. Por isso, a CBF aposta em um projeto de comunicação integrado. Os torcedores receberão panfletos. Dias antes das partidas, os times da Copa do Brasil terão uma reunião técnica protocolar para tirar todas as dúvidas e explicar o que o VAR pode ou não fazer, e quando pode agir.
– O árbitro tem que trocar o chip quando vai para a função de VAR, e o jogador também. Ele está acostumado a forçar simulações, o agarra-agarra, e isso vai deixar de ser necessário com a fiscalização do VAR. Vamos mostrar quatro ou cinco vídeos, no máximo, com exemplos claros.
EXPERIÊNCIA BRASILEIRA
Péricles Bassols foi o árbitro de vídeo durante os dois jogos da final do Campeonato Pernambucano – Fernando Torres / CBF
Os estádios que podem receber os jogos das quartas de final estão sendo vistoriados pela equipe da Comissão de Arbitragem da CBF, que verificará a posição das câmeras, da cabine do VAR e a estrutura disponível em cada um dos palcos das quartas de final. O último a ser fiscalizado será justamente o Maracanã, que receberá o duelo entre Flamengo e Grêmio.
Essa não é a primeira vez que o VAR é utilizado em uma partida no Brasil. A CBF coordenou testes na final do Campeonato Pernambucano, entre Sport e Salgueiro, e a Federação Gaúcha também o fez no Gre-Nal do Campeonato Gaúcho. No ano passado, Flamengo e Independiente decidiram a Sul-Americana sob os olhares do árbitro de vídeo no Maracanã.
A experiência coordenada pela CBF em Pernambuco foi avaliada positivamente. O árbitro responsável pela tecnologia nas duas partidas da decisão foi Péricles Bassols, velho conhecido do torcedor carioca. O VAR entrou em ação nos dois jogos: na ida, levou cerca de seis minutos para confirmar um pênalti já marcado por José Woshington da Silva. Com o auxílio de sete câmeras, Bassols ajudou o juiz a confirmar sua marcação anterior.
Na volta, o árbitro de vídeo participou novamente da partida. O assistente Emerson Augusto de Carvalho assinalou uma saída de bola quando Everton, aos 25 minutos do segundo tempo, empatou o jogo para o Salgueiro. Mais uma vez o VAR foi acionado apenas para confirmar a marcação de campo, que se manteve depois da interferência de Bassols. Com o gol anulado, o Sport foi campeão pernambucano.
O QUE OS CLUBES DIZEM?
Plínio David De Nes Filho, presidente da Chapecoense
O clube sempre apoiou a implementação do VAR. Acho muito importante. Isso torna o resultado mais justo, vimos isso na Copa do Mundo com muito sucesso. Se utilizado com os mesmos critérios, terá tudo para ser um sucesso.
Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo
Eu sou a favor, como já tinha votado pelo VAR no Campeonato Brasileiro. Ele está fazendo falta nas outras competições. Se já tivesse funcionando no Brasileirão, provavelmente estaríamos com uma campanha melhor. Acho positivo.
Romildo Bolzan, presidente do Grêmio
Eu apoio, quero e desejo que seja aperfeiçoado. O VAR é um instrumento importante, que poderia ser até mesmo ampliado. Sou fã do conceito de estabelecer a justiça no futebol. Não existe coisa mais chata do que passar uma semana discutindo um erro de arbitragem.
Flamengo – Wesley Santos / Parceria com a agência O Globo
Atual coordenador de vídeo, Sérgio Corrêa projeta algumas mudanças para efetivação do recurso (Foto: Reprodução)
A instalação do árbitro de vídeo no Brasil parece estar sendo estudada com muita cautela para que seja o mais eficiente possível. O atual coordenador do recurso no futebol nacional, Sérgio Corrêa, demonstrou interesse de implantá-lo no Campeonato Brasileiro em dois anos.
“Não temos pressa para instalar. Mais de 30 empresas se interessaram para participar da utilização. Fizemos alguns testes e estamos satisfeitos com o que vimos, mas optamos por recuar para solucionar alguns problemas. Depois de analisar o protocolo definitivo da Fifa, acredito que vamos começar a usar no Campeonato Brasileiro de 2019”, declarou o dirigente, em entrevista ao Sportv.
Um dos grandes temas de discussão quando o assunto é a arbitragem de vídeo diz respeito aos momentos em que o árbitro pode e deve recorrer a ele. Para Sérgio, esse é assunto delicado e no Brasil deve ser utilizado em momentos especiais. “O projeto brasileiro é mais conservador, pois não pensamos em trabalhar com o vídeo em lances interpretativos”, afirmou o dirigente.
“Não tem como a tecnologia não entrar no futebol. O que precisa é testar, fazer treinamentos e se adaptar ao protocolo que a Fifa criou para garantir que apenas erros claros e cruciais da partida sejam corrigidos”, completou o coordenador quando questionado sobre o uso do mecanismo.
Nos testes em que o vídeo foi realizado, o árbitro precisa fazer um gesto com as mãos e recorrer a um televisor posicionado no gramado para revisar o lance. Para Sérgio, esse formato não faz parte de seus planos. “Toda vez em que há a utilização do auxílio para lances que não sejam capitais gera polêmica, seja pela demora ou pela própria utilização. O que propusemos é mais simples. Os auxiliares já assistem ao lance rapidamente e informam ao árbitro a decisão para ajudar nesses lances claros e determinantes”, ressaltou.
Tímido, VAR encara primeira decisão para chegar ao futebol brasileiro
Protagonista da Copa da Rússia esbarra em custo e logística para se tornar ferramenta presente em larga escala no Brasil
Renan Cacioli – O Estado de S.Paulo
Gianni Infantino acertou ao afirmar que o árbitro de vídeo (VAR) ganhou a confiança do torcedor na Copa do Mundo. O presidente da Fifa referia-se à utilização da imagem em momentos duvidosos dos jogos. No Brasil, o VAR é quase uma realidade. Recentemente, durante jogo da Série B, um atleta do Paysandu pediu ao juiz de campo que revisse lance polêmico fazendo o gestual com os dedos que indica a utilização do monitor de TV. Porém, ainda vai levar mais tempo até que o recurso se torne rotina nos torneios da CBF.
O protagonista da Copa da Rússia, que ainda divide opiniões entre quem o considera a solução para eventuais injustiças no campo e quem prefere o jogo à moda antiga, ganhará sua primeira utilização mais efetiva no País a partir das quartas de final da Copa do Brasil, no dia 1.º de agosto. Até a decisão, serão 14 partidas equipadas com a estrutura do árbitro de vídeo.
Árbitros passaram por um curso de capacitação na CBF para aprender como é o trabalho do VAR nos jogos. Foto: Lucas Diogo/CBF
Trata-se, no entanto, de uma exceção. Problemas de logística e custos inibem a aplicação em larga escala pelos campeonatos mais importantes do País. No Brasileiro, por exemplo, os clubes votaram contra, em fevereiro, justamente porque não queriam arcar com a despesa estimada – R$ 20 milhões nos 380 jogos da Série A.
No caso da Copa do Brasil, a conta ficará com a CBF, que contratou uma empresa por meio de edital e bancará aproximadamente R$ 50 mil por partida.
Pensar na utilização do árbitro de vídeo em todas as partidas dos Estaduais ou mesmo do principal campeonato nacional, então, beira a utopia. “Tudo depende de custos, de valores. Não é um processo tão barato. Vamos ter de treinar mais pessoas, ter mais gente certificada, o que leva tempo. Não é algo tão simples”, diz o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Marcos Marinho.
“Estamos falando de dez jogos por rodada (Série A), ou seja, dez estruturas do VAR atuando. Então, aumenta o número de pessoas e equipamentos, é uma outra realidade do que fazer simplesmente a partir das quartas de uma Copa do Brasil”, disse.
PROTOCOLO
Além do custo, há procedimentos que precisam ser minuciosamente seguidos de acordo com a IFAB (International Football Association Board, o órgão responsável pelas regras do jogo). Não basta, portanto, só querer aplicar.
“Cada árbitro, assistente e operador de vídeo tem de passar por um período de testes para ser autorizado. Existe uma plataforma onde colocamos todo o material editado com todos os lances de treino para a IFAB avaliar”, explica Marinho.
Para a Copa do Brasil, foram 32 árbitros da elite reunidos durante 20 dias em Águas de Lindóia, no interior de São Paulo, para um curso intensivo. Na opinião de Marinho, o nível da arbitragem na Rússia foi “satisfatório”, e a experiência do VAR ajudou o público a entender a dinâmica do recurso, por mais que as discussões persistam. “Acho que os lances interpretativos ainda são a grande questão”.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. O VAR será muito diferente do utilizado no Mundial?
Não, o protocolo é o mesmo, todo o procedimento e gestual da arbitragem são iguais. Há duas diferenças: espaço onde ficarão os árbitros de vídeo e número de câmeras. Na Rússia, foi montada uma central única em Moscou. Por aqui, cada estádio utilizado terá uma salinha reservada para a equipe. Lá, eram mais de 35 câmeras por jogo. Na Copa do Brasil, espera-se algo em torno de 20. O mínimo necessário para o VAR são sete.
2. E se os jogadores cercarem o juiz, por exemplo, algo habitual no Brasil?
Qualquer reclamação excessiva será passível de cartão durante o procedimento.
Árbitro de vídeo
No Brasil, o VAR será aplicado a partir do dia 1º de agosto (nas quartas de final da Copa do Brasil). São 32 árbitros e auxiliares e dez operadores
Presidente da Comissão de Arbitragem destaca investimento realizado pela CBF para a implementação da tecnologia no país
Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Marcos Marinho, Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
A arbitragem brasileira concluiu a última etapa de preparação para o uso do VAR nas Quartas de Final Copa do Brasil 2018. Após 20 dias de treinamento intensivo em Agúas de Lindóia (SP), o 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo chegou ao fim no último domingo (8) e contou com a participação dos 32 árbitros, candidatos a atuarem com a tecnologia na próxima fase do torneio nacional.
Ao analisar o processo de implementação do VAR no Brasil, Marcos Marinho destacou o investimento realizado na formação do árbitro brasileiro. Segundo o Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, cursos de aprimoramento como o realizado no Eco Resort Oscar Inn são de extrema importância para o domínio da tecnologia.
– É um investimento alto com toda a parafernália, equipamentos, a preparação do pessoal… É um investimento pesado, necessário, mas que realmente a CBF está de parabéns pelo que tem feito para colocar o Árbitro de Vídeo em prática. Estamos preparados para dar início ao VAR na Copa do Brasil – analisou Marcos Marinho, que ainda projetou os benefícios que o futebol terá com o recurso da nova ferramenta.
– Ele vai legitimar o resultado e tudo que acontecer dentro de campo. Aqueles grandes erros não vão ocorrer mais, porque o VAR estará auxiliando o árbitro de campo a tomar uma decisão mais correta em cima de uma tecnologia. E é necessário esse treinamento. Um entrosamento do VAR com o operador… São detalhes e refinamentos para conseguir um resultado positivo lá na frente – concluiu.
Com participação direta na criação do Árbitro Assistente de Vídeo, o Brasil se destaca pelo pioneirismo. Primeira entidade do mundo a provocar a implementação do VAR, a CBF contribui com o processo desde 2015, quando, em setembro, enviou o projeto base dos pilares do protocolo adotado pela IFAB. Já em março de 2016, foi realizado um treinamento offline nas duas decisões do Campeonato Carioca (Botafogo x Vasco). Desde então, a Comissão de Arbitragem testou a ferramenta em jogos pontuais e a ENAF vem realizando Cursos de Capacitação.
VAR no Brasil: árbitros contam com suporte psicológico e estatístico
08/07/2018 às 15:43 | Assessoria CBF
Durante 2º Curso de Capacitação para o uso do VAR, CBF desenvolve trabalhos especializados e inéditos na formação do Árbitro de Vídeo
Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dra. Marta Magalhães faz acompanhamento psicológico da arbitragem brasileira durante Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF.
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Italo Azevedo, consultor técnico do projeto VAR pela ENAF, palestra em Águas de Lindóia (SP) – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Quando o assunto é Árbitro de Vídeo, o Brasil é uma das referências. Além do papel pioneiro que assumiu na criação do projeto base que traçou as diretrizes do protocolo adotado pela FIFA, a Comissão de Arbitragem da CBF vem realizando trabalhos inéditos na capacitação dos árbitros brasileiros para a nova função. Focado na formação completa, o 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo (VAR) foi o primeiro no mundo a contar com o suporte psicológico e estatístico.
Durante o treinamento intensivo com a nova ferramenta, os 32 árbitros contaram com o apoio amplo e irrestrito da psicóloga Dra. Marta Magalhães. Em Águas de Lindóia (SP), a especialista realizou trabalhos individualizados com cada aluno. Com o objetivo de prepará-los para o melhor uso do VAR, os testes aplicados no Eco Resort Oscar Inn avaliaram os níveis de respiração, concentração, ansiedade e coerência cardíaca dos participantes.
– Desde outubro de 2017, estamos fazendo os perfis dos árbitros que mais se adequam a essa nova função. E a partir desse momento, trabalhamos a baixa ansiedade, a calma no momento da decisão, o menor estresse possível, a maior concentração possível… E isso faz com que eles tenham uma reação de velocidade mais rápida e uma calma para decidir – avaliou a Dra Marta, que detalhou parte do trabalho desenvolvido com os árbitros nesse período intensivo em Águas de Lindóia.
– Fizemos teste de personalidade para avaliarmos grandes fatores dos árbitros. Fizemos os níveis de atenção concentrada, atenção dividida e atenção alternada para ele poder lidar com todas as câmeras. Fizemos o biofeedback para trabalhar respiração coerência cardíaca e controle do pensamento. Fizemos também os cinco dígitos para ajudar na cognição na tomada de decisão – detalhou a psicóloga.
Outra área de extrema importância para a avaliação do processo de formação foi a estatística. Liderado pelo professor Ítalo Medeiros, o trabalho de coleta e análise de dados englobou não só os árbitros como também os operadores de replay. Ao longo das atividades, o consultor estatístico catalogou informações relevantes do treinamento para mensurar habilidades específicas do processo como: capacidade assertiva, agilidade na escolha das câmeras, tempo médio de revisão, tipificação de lances analisados pelo VAR, entre outros pontos.
– Essa avaliação do árbitro de vídeo e do operador de replay é pioneira neste tipo de treinamento. A CBF inovou bastante nesse tipo de avaliação. Isso vai dar um suporte e uma segurança maior para a Comissão Nacional de Arbitragem apontar especificamente as pessoas que estão dentro desse perfil ideal. A avaliação até o momento está sendo bastante satisfatória. Inclusive na estratificação dos tipos de lances – analisou Ítalo, que ainda explicou os parâmetros adotados pela equipe de estatística.
– Por ter esse característica pioneira nós não temos nenhum parâmetro de comparação com relação ao detalhe técnico da nossa avaliação deles. Por exemplo, a agilidade na escolha de câmeras, a capacidade de acertar a câmera que ele precisa, tudo isso estamos catalogando. E como estamos construindo esse perfil? Dentro do próprio grupo. Porque nós não temos parâmetro no mundo. Nós que inovamos nessa avaliação. Como não temos parâmetros no mundo, a ideia é que dentro desse conjunto de pessoas, você tenha os melhores dentro dessas característica. Construímos um gráfico de radar que vai permitir que a comissão faça as escolhas dos melhores árbitros de vídeo. e a empresa de transmissão, os melhores operadores – completou.
O 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo se encerrou neste domingo (8). Ao todo, 32 árbitros do quadro da CBF passaram pelo aperfeiçoamento. Compostas por oito duplas de árbitros e assistentes, as turmas realizaram uma imersão de oito dias com atividades em três turnos. Esta foi a última etapa de treinos antes da implementação da tecnologia nas Quartas de Final da Copa do Brasil 2018.
VAR no Brasil: Dirk Schlemmer destaca investimentos feitos pela CBF
04/07/2018 às 22:53 | Assessoria CBF
Executivo da IFAB/FIFA veio ao Brasil acompanhar o progresso da arbitragem brasileira na implementação do protocolo VAR e elogiou estrutura montada pela CBF
Dirk Schlemmer, gerente de Serviços de Futebol do IFAB/FIFA, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dirk Schlemmer, gerente de Serviços de Futebol do IFAB/FIFA, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dirk Schlemmer, gerente de Serviços de Futebol do IFAB/FIFA, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dirk Schlemmer, gerente de Serviços de Futebol do IFAB/FIFA, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Dirk Schlemmer, gerente de Serviços de Futebol do IFAB/FIFA, acompanha Curso de VAR no Brasil – Créditos: João Moretzsohn / CBF
A chegada de qualquer mudança ou novidade suscita adaptações estudadas e exaustivo planejamento para sua compreensão e execução. A implantação do protocolo do VAR no Brasil não foge à regra. Na reta final do 2º Curso de Capacitação de Árbitros Assistentes de Vídeo, realizado pela Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, com apoio da Escola Nacional de Árbitros de Futebol (ENAF),em Águas de Lindóia (SP), a arbitragem brasileira recebeu a visita de Dirk Schelemmer, gerente do departamento de Serviços de Futebol do International Football Associantion Board (IFAB/FIFA).
Responsável pela área que supervisiona todas as etapas do processo de implementação do projeto VAR nos diversos países participantes do “experimento”, como o próprio se refere à iniciativa, Schlemmer veio ao Brasil acompanhar o progresso obtido pela CBF na execução do protocolo. Sob o objetivo de utilizar a tecnologia pela primeira vez em uma competição nacional, a partir das Quartas de Final da Copa do Brasil 2018, a Comissão de Arbitragem investiu pesado no último período de treinos antes do torneio.
Acompanhando a participação brasileira desde o princípio, Dirk Schlemmer destacou, em entrevista à CBFTV, os avanços obtidos e parabenizou a Confederação pelos esforços investidos na ferramenta.
– A primeira vez que estive no Brasil para observar o que a CBF vinha desenvolvendo e, ao comparar com o que encontramos hoje, é possível detectar um progresso muito grande. Se vê todos os esforços aplicados neste treinamentos, que são extremamente importantes para que os árbitros tenham a própria experiência de aprender com seus erros. É claro que existem diversas áreas que precisam ser coordenadas: a transmissão, a tecnologia, o fator educacional propriamente dito… estamos muito contentes que a CBF tenha feito todo este investimento para oferecer o melhor conteúdo possível aos árbitros – ressaltou.
Para o executivo da IFAB/FIFA, um dos pontos altos a se ressaltar no Curso de Capacitação é a estrutura mobilizada pela CBF para o treinamento dos árbitros. Segundo Schlemmer, o planejamento feito pela Comissão de Arbitragem da CBF, com auxílio da ENAF, de construir uma experiência realista e profissional, demonstra o engajamento brasileiro com o projeto VAR.
– O que eu vi aqui em Águas de Lindóia (SP) é bastante profissional. Vemos que a CBF preparou um cenário bastante realista. Nós temos a experiência de que treinar os árbitros com apenas duas ou três câmeras não é muito útil para o aprendizado. Quando se disponibiliza sete, oito, nove ângulos, você os familiariza com a situação encontrada em um jogo competitivo ao vivo. Estamos muito felizes com a montagem profissional que a CBF realizou aqui em Águas de Lindóia. É muito bom de se ver e creio ser muito benéfico para os árbitros – exaltou.
Um dos principais incentivadores do protocolo VAR desde o princípio, o Brasil liderou o processo de inserção da ferramenta no futebol através do projeto base criado por Manoel Serapião, adotado pela IFAB e que deu origem às diretrizes aplicadas pela instituição que rege as regras do esporte. O pioneirismo da arbitragem brasileira junto ao VAR foi lembrado por Dirk Schlemmer, que exaltou o progresso conquistado nos últimos anos e agradeceu pela contribuição prestada ao desenvolvimento do futebol.
– Estamos muito satisfeitos que a CBF ingressou neste experimento. Há dois anos atrás, a CBF foi um dos primeiros participantes do projeto do VAR quando estávamos testando. Então, para nós, mostra que o Brasil e a CBF estão comprometidos,que veem o benefício do VAR e que estão conosco no caminho para melhorar o futebol e tornar o jogo mais justo. Estamos muitos contentes de ter uma confederação deste peso nos apoiando e desenvolver o esporte juntos – finalizou.
Gerente de Planejamento do VAR pela CBF, Ricardo Bretas destacou a presença de Schlemmer em Águas de Lindóia (SP) para acompanhar o progresso da arbitragem brasileira. Para Bretas, a presença do executivo reforça o sentimento, por parte da Confederação, de estar alinhada com as premissas do protocolo e no caminho certo para implantação do VAR nas Quartas de Final da Copa do Brasil, marcadas previamente para o próximo dia 1º de agosto.
– A presença do Dirk reforça o apoio que a CBF vem tendo para implantar esse grande projeto de acordo com a metodologia do IFAB, e confirma que os requerimentos exigidos estão sendo cumpridos de acordo com o protocolo VAR. A Comissão Nacional de Arbitragem da CBF está em um ritmo acelerado para implantar a ferramenta, investindo em um sofisticado aparato tecnológico, necessário para dar suporte a plataforma do árbitro assistente de vídeo, além da qualificação do quadro de arbitragem através de muitas horas de treinamento e preparação – afirmou Ricardo Bretas em entrevista ao site da CBF.
O 2º Curso de Capacitação de Árbitros Assistentes de Vídeo, organizado pela Comissão de Arbitragem da CBF e a ENAF, segue até o próximo domingo, 8 de julho. Na reta final de preparação para a utilização da ferramenta nas Quartas de Final da Copa do Brasil 2018, os treinamentos práticos destinados à atuação dentro das quatro linhas ou na área de vídeo ganham mais intensidade nos próximos dias.
Curso de VAR no Brasil: experiência transferida para cabine de vídeo
03/07/2018 às 23:15 | Assessoria CBF
Brasileiro a mais tempo no quadro da FIFA, Alessandro Rocha Matos usa experiência como árbitro assistente internacional para se preparar para a nova função
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Alessandro Matos, há 18 anos no quadro de árbitros assistentes da FIFA, destaca Curso de VAR da CBF – Créditos: João Moretzsohn / CBF
Alessandro Matos, há 18 anos no quadro de árbitros assistentes da FIFA, destaca Curso de VAR da CBF
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Alessandro Matos, há 18 anos no quadro de árbitros assistentes da FIFA, destaca Curso de VAR da CBF
Créditos: João Moretzsohn / CBF
No 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo, realizado em Águas de Lindóia (SP), a experiência adquirida ao longo da carreira vem contribuindo diretamente na assimilação da nova tecnologia por parte da arbitragem brasileira. Ao todo, 32 árbitros do quadro da CBF foram selecionados para a etapa final de preparação para o uso do VAR na Copa do Brasil 2018.
Para estarem aptos a atuar com a ferramenta nas Quartas de Final do torneio nacional, os participantes são submetidos a treinamentos teóricos e práticos durante oito dias de imersão total. Organizado pela Comissão de Arbitragem da CBF, em parceira com a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), o atual ciclo no Eco Resort Oscar Inn tem o objetivo de reforçar o protocolo estabelecido pelo IFAB (International Football Association Board) e capacitar os alunos para o utilização do sistema de vídeo.
Com uma trajetória destacada na arbitragem mundial, Alessandro Rocha Matos se prepara para mais um grande desafio na carreira. Há 18 anos no quadro da FIFA, o árbitro assistente espera repetir o bom desempenho na nova função.
– Em primeiro lugar eu fico muito feliz com a oportunidade de poder alcançar essa tecnologia na arbitragem. O VAR só vem pra ajudar. Creio que a experiência de campo vale bastante, mas é preciso trocar o chip. É algo diferente. Tem que manter a tranquilidade para poder ajudar e não causar dano à partida – ponderou o experiente assistente durante entrevista à CBFTV.
Ciente da necessidade de mudar a perspectiva ao assumir o posto de árbitro vídeo, o assistente da Federação Bahiana ressaltou a importância do curso de capacitação. Segundo Alessandro, a semana de atividades no interior paulista dará mais segurança no momento de recorrer ao auxílio da tecnologia.
– Esse curso aqui é de fundamental importância. É preciso destacar o trabalho de excelência que é feito pelos instrutores que estão aqui desde 18 de junho. Eles que estão empenhados aqui dia e noite neste trabalho que é muito importante para o futebol brasileiro. A gente tem que transferir nossa experiência do campo para o vídeo. Eu acho que, como tudo novo, necessitamos de treinamento e prática – avaliou Alessandro, que elegeu o principal benefício que o VAR agregará ao jogo.
– O VAR será de fundamental importância. Porque vai dar mais justiça ao futebol. Nós estamos ali com toda a intenção de acertar, procuramos o 100% de acerto, mas somos humanos e podemos cometar algum erro. O VAR vai estar lá para poder corrigir o erro e proporcionar mais justiça no resultado da partida.
O 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo se encontra na reta final. Composta por oito duplas de árbitros e assistentes, a última turma encerra as atividades no próximo domingo (8).
Última turma do 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo finalizou a parte teórica nesta segunda-feira (2) em Águas de Lindóia (SP)
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR Créditos: João Moretzsohn / CBF
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Leandro Vuaden, árbitro do quadro da CBF e da FIFA, no Curso de Capacitação de VAR
Créditos: João Moretzsohn / CBF
Como em toda especialização, é preciso ter uma forte base teórica para poder atuar na área selecionada. Assim ocorre também na capacitação para o uso da ferramenta do VAR (sigla em inglês para árbitro assistente de vídeo). Com foco na evolução e qualificação da arbitragem brasileira, a Comissão de Arbitragem da CBF desenvolveu, em parceria com a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, cursos voltados ao aprofundamento do uso do árbitro de vídeo.
Após realizar o primeiro Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo em 2017, a CBF iniciou o segundo ciclo do treinamento no último dia 18 de junho. Aberta no domingo (1), a última turma do aprofundamento fechou a parte teórica nesta segunda-feira (2). Antes dos testes online e offline com o VAR em partidas amistosas, os 16 participantes da atual etapa reforçaram os protocolos e aproveitaram as aulas do Diretor Técnico da ENAF, Manoel Serapião, para sanar as dúvidas sobre a atuação do árbitro de vídeo.
Responsável por transmitir os conhecimentos técnicos do sistema de comunicação do VAR, Nilson Monção ressaltou a importância do embasamento teórico. Segundo o instrutor da ENAF, os primeiros dias de atividades em sala de aula são fundamentais para a assimilação da filosofia e do protocolo adotado pela IFAB (International Football Association Board).
– A parte teórica é fundamental. É nela que se aprende a manusear os equipamentos, a fazer as checagens nos vídeos, a escolher o melhor ângulo… Ela é fundamental porque não se tem uma boa prática sem ter uma base teórica. Os professores e instrutores passam ao árbitro o conceito do VAR através do protocolo definido. Esse deve ser único e aplicado como estabelecido em todo o mundo. Uma linguagem universal – garantiu Monção.
Integrante da última turma de árbitros deste ciclo, Leandro Vuaden também destacou a necessidade de dominar os processos antes de efetivamente testar a nova ferramenta nos testes práticos em campo e nas cabines de vídeo. Para o experiente árbitro gaúcho, é preciso compreender os pilares fundamentais da teoria para corresponder às expectativas em torno da utilização do VAR.
– Todos estamos na expectativa para a utilização do árbitro de vídeo. Nesse momento, nós estamos no momento mais importante. Existem muitas partes essenciais em um processo, mas a primeira é saber de que forma você tem que atuar. A base teórica é fundamental e imprescindível. Evidentemente, é preciso cumprir todas as etapas. Fica aí o agradecimento, principalmente por toda essa infraestrutura e por poder ter à disposição toda essa aparelhagem para que a gente realmente possa realizar todos os processos.
Na vanguarda do tema, o Brasil está na reta final da preparação para a utilização do VAR nas Quartas de Final da Copa do Brasil 2018, programadas para começar no dia 1º de agosto. Entusiasmado com a possibilidade de fazer parte desse momento histórico do futebol brasileiro, Leandro Vuaden espera tirar o máximo proveito da semana de treinamentos no Eco Resort Oscar Inn para estar apto a atuar nas próximas fases da competição nacional.
– Tomara que eu tenha a oportunidade de poder atuar em uma dessas partidas. Lógico que isso vai passar pelo desempenho aqui. Evidentemente que a experiência ajuda, mas é o desempenho que vai ditar o ritmo e vai dizer da real participação. Tenho uma expectativa muito grande. Por isso da seriedade toda em relação a esse trabalho que está acontecendo aqui. Para que a gente possa realmente traduzir esse aprendizado nas nossas decisões – projetou Vuaden.
Realizado em Águas de Lindóia, no interior paulista, o 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo aborda de forma minuciosa o sistema do VAR. Durante a imersão de oito dias, as turmas deste ciclo contaram, ao todo, com 32 árbitros e proporcionaram uma especialização plena aos alunos participantes.