International Board proíbe

BASTIDORES FC

Quinta-feira, 17/09/2015 às 11:57 por Martín Fernandez

International Board proíbe CBF de usar vídeo para ajudar árbitros no Brasileirão

A International Board, organização da Fifa responsável pelas regras do futebol, não autorizou a CBF autilizar vídeos para ajudar a arbitragem a resolver lances polêmicos nos jogos do Campeonato Brasileiro. Lukas Brud, secretário da International Board, enviou a seguinte mensagem ao blog:
– Ontem à noite, uma carta foi enviada por nós para a CBF informando-os de que o uso de VA (vídeo-árbitro) atualmente não é permitido. Nós também informanos à CBF que novas discussões estão ocorrendo e que, se a International Board concordar em experimentos com VA no futuro a CBF será convidada a participar dos testes ao vivo.

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/bastidores-fc/post/international-board-proibe-cbf-de-usar-video-para-ajudar-arbitros-no-brasileirao.html——————————————————–

Mano sugere dois árbitros

 

14/09/2015 15h17 – Atualizado em 14/09/2015 15h17

Técnicos e atletas divergem sobre uso de vídeo; Mano sugere dois árbitros

CBF quer autorização da Fifa para criar função do Árbitro de Vídeo, com poder para interferir em lances capitais. Ideia agrada técnicos, mas com ressalvas

Por GloboEsporte.com* Rio de Janeiro

A Comissão Nacional de Clubes sugeriu, a CBF comprou a ideia e a Fifa será consultada sobre a possibilidade de o Brasileirão do ano que vem ter uso de imagens pela arbitragem durante as partidas. A ideia inicial é a criação da função de Árbitro de Vídeo, que teria o poder de interferir em lances capitais – em que houvesse dúvidas ou em que fosse percebido erro do juiz de campo. Os comentaristas de arbitragem da TV Globo são contrários à iniciativa, e treinadores e jogadores divergem.

Técnicos de alguns dos principais clubes do país são simpáticos à proposta, mas com ressalvas. Levir Culpi, do Atlético-MG, um dos clubes que mais reclamaram de arbitragem ao longo do Brasileirão, apoia a iniciativa, desde que os jogos não tenham paradas longas.

– Sou de acordo. Estava vendo tênis, e dá uma segurança legal. Você olha e não vê, faz o gol e não leva, bola não entra e juiz dá. É uma perda grande, mas dá, sim, para recorrer. Se não parar muito o jogo, se for uma parada de 30 segundos, pode diminuir a margem de erros – opina o treinador atleticano.

A interferência externa poderia acontecer em seis casos, segundo a CBF: se a bola entrou ou não; se a bola cruzou a linha de fundo em lances que resultaram em gol ou pênalti; definição sobre o local onde ocorreu uma infração próxima à linha da área, sendo pênalti ou não; gols e pênaltis ocorridos após lances claros de falta ignorados pela arbitragem; impedimentos em lances de gol ou pênalti; jogo brusco grave ou agressão física. Roger, técnico do Grêmio, é favorável à medida.

– Concordo plenamente. Faço coro a essas intenções. Outro dia vi que os árbitros têm 90% de acerto nas decisões. Vamos ajudá-los com os 10% restantes. Infelizmente, os 10% em alguns momentos são lances capitais, que influenciam no resultado da partida. Sou de acordo que haja um auxílio para o árbitro trabalhar em sua plenitude – comenta o comandante tricolor.

O futebol tem características que não permitem colocar um instrumento externo para decidir um lance”

Mano Menezes, técnico do Cruzeiro

Na última Copa do Mundo, foi usada a tecnologia de linha – em que sete câmeras apontadas para cada gol faziam um monitoramento em 3D e avisavam ao árbitro, em um relógio que ele carregava no pulso, se a bola cruzara a linha ou não. Aconteceu com o brasileiro Sandro Meira Ricci na vitória de 3 a 0 da França sobre Honduras no Beira-Rio. Um gol marcado por Benzema foi confirmado pela tecnologia. Na visão de Mano Menezes, técnico do Cruzeiro, esse tipo de lance deve ser o ponto de partida da modificação – ele é contrário a uma interferência externa maior.

– O futebol tem características que não permitem colocar um instrumento externo para decidir um lance, porque o lance continua, você não para o lance naquela hora. Se estivéssemos assistindo a uma partida de tênis, você pode requerer o replay, porque o lance acabou; no futebol, não. Você imagina: o jogador deu um soco na área, e o jogo continuou. Como vai parar o lance e depois continuar? O futebol não permite isso. Podemos avançar naqueles lances duvidosos, em que a bola entrou ou não entrou, que são definidores do resultado do jogo.

René Simões, comandante do Figueirense, também defende uma mudança gradativa. Ele é favorável à interferência em lances capitais.

– Sou a favor de tudo que favoreça o que é correto prevalecer. Às vezes, o erro é para o teu time, mas tem que voltar se analisarem o erro. Só que é cultural no futebol brasileiro. Vai demorar a pegar. Poderíamos começar com os chips na baliza, para o impedimento, câmeras acopladas à cabeça dos auxiliares. Isso ia te dar exatamente o que ele está vendo, então poderia ser alguma coisa. E ter uma outra câmera. Se ele estiver mal posicionado, você veria. Sou a favor da tecnologia, sou a favor da parada técnica, isso melhora o espetáculo e vendemos um espetáculo. Do jeito que está sendo feito, não é o melhor possível.

A divergência também envolve os atletas. Lucas, lateral-direito do Palmeiras, é contrário à medida, ao passo de Julio César, lateral-esquerdo do Vasco, concorda com ela como teste.

– Acho que o pessoal está colocando para debaixo do tapete uma situação que teria de ser resolvida de outra forma. No meu modo de pensar, é preciso profissionalização dos árbitros. Eles precisam ter a condição de trabalhar só com isso, mas não é o que acontece. Eles precisam melhorar a capacidade de treinamento, de estrutura, de salários, precisam melhorar muitas coisas para apitarem melhor. Os clubes têm treinamento diário, fisiologia, psicologia, e os árbitros também tinham de ter essa situação para que consigam melhorar o desempenho dentro de campo – afirma o palmeirense.

– Acho que tem ter um teste, ver como vai ser. Futebol sempre foi motivo de discussão, na imprensa, na torcida, entre jogadores, por causa disso. Se tiver (o recurso), vai acabar toda a discussão. Acho que vai ficar um pouco chato (risos), mas vale a pena testar num campeonato. Acho que as partes envolvidas têm que conversar bastante para ver a melhor solução – opina o vascaíno.

Mano sugere dois árbitros

Mano Menezes prefere que sejam testados dois árbitros (Foto: Marcelo Regua/Light Press)

Mano Menezes tem uma sugestão alternativa. Para ele, deveria ser estudada a presença de dois árbitros dentro de campo. A medida não seria inédita: foi utilizada nos Campeonatos Paulistas de 2000 e 2001 – e depois abandonada.

– Minha opinião é que o futebol ficou muito rápido para um só árbitro apitar. O campo de jogo tem 110m por 70m, em média. Se no futsal, que o espaço é menor, nós temos dois árbitros, se no basquete, que o espaço é muito menor, nós temos três, por que no futebol vamos deixar uma pessoa correndo 110m para ainda ter que tomar uma decisão? Lógico que ele vai chegar com uma capacidade de decisão prejudicada. O argumento das pessoas é de que teremos dois critérios de arbitragem. Ora, estamos cansados de dois critérios pelo mesmo árbitro…

Na visão do treinador do Cruzeiro, a divisão do campo entre dois árbitros privilegiaria o aspecto técnico do apitador. Ele teme que a escolha dos juízes esteja focada em aptidões físicas.

– Você estar mais próximo, correndo menos, facilita a decisão. Outro aspecto é o seguinte: hoje, para ser um árbitro, você precisa ser quase um super-homem nos aspectos físicos, e nem sempre um pessoa que é ótima fisicamente é ótima em interpretação. Estamos perdendo o melhor árbitro por interpretação e estamos escolhendo o que corre mais. Estamos perdendo o talento do árbitro. Invertemos a ordem.

Entrevistas a Diego Madruga, Eduardo Moura, Felipe Zito, Maurício Paulucci, Rafael Araújo e Raphael Zarko.

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/09/tecnicos-e-atletas-divergem-sobre-uso-de-video-mano-sugere-dois-arbitros.html

“É um projeto antigo”

 

15/10/2015 08h35 – Atualizado em 15/10/2015 08h35

Assessor de arbitragem da CBF pede uso de vídeo: “É um projeto antigo”

Ex-árbitro e agora integrante da Confederação Brasileira de Futebol, Cleber Wellington Abade diz que revisão de jogadas por vídeo deve legitimar resultados

Por GloboEsporte.com Sorocaba, SP

Vôlei, basquete, futebol americano e beisebol são alguns exemplos de esportes coletivos que já possuem a liberação do uso de vídeo para jogadas polêmicas. Agora a pressão para a utilização desta tecnologia virou assunto também para o futebol. É o que defende a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade brasileira enviou um ofício à Fifa pedindo autorização para a utilização das imagens em jogadas difíceis para os árbitros. A proposta, porém, foi negada.

Em simpósio realizado em Sorocaba no último fim de semana, Cleber Wellington Abade – ex-árbitro e agora assessor de arbitragem da CBF –, defendeu a uso dos vídeos como forma de melhorar a arbitragem. Segundo ele, o juiz tem um campo de atuação muito grande e a utilização dos vídeos daria legitimidade ao resultado da partida.

abade

Cleber Abade defendeu também um segundo árbitro dentro de campo, experimentado em 2001 (Foto: AE)

– Esse é um projeto antigo e eles estão aproveitando o momento para reforçar e encaminhar à Fifa de forma oficial. O vídeo já é utilizado na maioria dos esportes para aqueles lances que são objetivos, em que você vai legitimar um resultado. O árbitro de futebol tem um campo de 7 mil metros quadrados para observar. Se ele não viu que a bola bateu na trave e entrou, e você tem um vídeo mostrando que ela entrou, por que não utilizar este vídeo e legitimar aquele resultado? Sou totalmente favorável – disse.

Segundo Abade, um grande exemplo da utilização do replay para a arbitragem seria o toque de mão do atacante Thierry Henry, da França, contra a Irlanda, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. O jogo terminou empatado em 1 a 1 e classificou a França para a disputa na África do Sul.

– Seria para os lances que o mundo inteiro viu e o árbitro não viu. Como quando o Henry matou a bola com a mão nas Eliminatórias da Copa. Foi um lance que decidiu a equipe que iria ao Mundial – explicou.

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Lance citado por Abade é este: Henry domina com o braço e serve a Gallas, que marcou e classificou a França (Foto: AP)

Outra mudança na arbitragem do futebol seria a colocação de mais juízes em campo. Atualmente, o árbitro principal tem o auxílio de dois “bandeirinhas” e mais dois ficais que ficam atrás dos gols. Para Abade, a ideia de se colocar mais um árbitro dentro de campo seria benéfica para o jogo.

– Sou a favor da dupla arbitragem. Foi feito o teste no Brasil, no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, em 2000 e 2001. Cada árbitro ficava com metade do campo. Isso possibilitou uma proximidade com o atleta, fez com que a parte disciplinar melhorasse, o tempo de bola correndo fosse maior e mais gols acontecessem. Contribuiu muito para o espetáculo. Hoje, há um esforço enorme para alcançar 60 minutos de bola rolando. Naquela época, conseguíamos uma média de 70 minutos devido à dupla arbitragem – comentou.

“DESEXPULSÃO” DE EGÍDIO

Agora na CBF, Abade trabalha avaliando o desempenho dos árbitros nos jogos do Brasileirão. Ele comentou um dos últimos casos polêmicos do campeonato, a “desexpulsão” do lateral-esquerdo Egídio, do Palmeiras, no duelo contra a Chapecoense.

Do ponto de vista de regra, foi correto. Antes da bola entrar em jogo, o árbitro pode voltar atrás de sua marcação. Agora, como foi feito, só quem estava lá para saber. Eu também acho que demorou para tomar essa decisão, mas do ponto de vista de regra, ele atuou corretamente. Porém, quanto aos meios que ele usou para ter a informação, eu não sei, pois não estava lá – finalizou.

http://globoesporte.globo.com/sp/sorocaba/futebol/noticia/2015/10/assessor-de-arbitragem-da-cbf-pede-uso-de-video-e-um-projeto-antigo.html

Comentaristas criticam

 

Comentaristas criticam tentativa da CBF de usar vídeo em jogos

11/09/2015 16h31 – Atualizado em 11/09/2015 17h33

Arnaldo Cezar Coelho, Leonardo Gaciba e Renato Marsiglia apontam problemas na ideia de criação do Árbitro de Vídeo para analisar lances duvidosos

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro

Arnaldo critica tentativa da CBF de usar vídeo nas decisões dos árbitros (Foto: Reprodução SporTV)

A CBF tentará convencer a Fifa a autorizar o uso de vídeo em jogos do futebol brasileiro. A solicitação partiu da Comissão Nacional de Clubes e foi atendida pelo presidente da entidade máxima do esporte no país, Marco Polo del Nero. Se aprovada, a medida será uma revolução na arbitragem. Nascerá a função do Árbitro de Vídeo, que avisará ao apitador sobre erros capitais. Arnaldo Cezar Coelho, Leonardo Gaciba e Renato Marsiglia, comentaristas da TV Globo, são contrários à ideia.

– O que a CBF quer fazer, com um cara no alto tirando dúvidas, é brincadeira. A CBF, ao propor e levar isso à Fifa, quer desviar a atenção de erros que estão acontecendo nesse Brasileiro, muito por incapacidade profissional. O jogo vai demorar cinco horas – critica Arnaldo.

É bobagem, pura e simplesmente bobagem”

Renato Marsiglia

– É bobagem, pura e simplesmente bobagem. É para a CBF tentar acalmar os clubes dizendo que está fazendo alguma coisa. (…) A decisão é simplista e demagógica. A CBF está jogando para a torcida. Não tem nenhum respaldo legal, e a operacionalidade é quase impossível – concorda Marsiglia.

A ideia é que o Árbitro de Vídeo interfira em seis situações: se a bola entrou ou não; se a bola cruzou a linha de fundo em lances que resultaram em gol ou pênalti; definição sobre o local onde ocorreu uma infração próxima à linha da área, sendo pênalti ou não; gols e pênaltis ocorridos após lances claros de falta ignorados pela arbitragem; impedimentos em lances de gol ou pênalti; jogo brusco grave ou agressão física.
Arnaldo, porém, acredita que a medida vai tumultuar as partidas. Ele cita um exemplo:

– O time vai atacando, tem um lance de pênalti, o juiz não marca, a defesa sai no contra-ataque, e aí o juiz para o jogo porque recebeu uma ordem para tirar a dúvida do lance que aconteceu. Imagina a confusão. Vira uma bagunça.

Gaciba cria uma hipótese parecida. E questiona se o futebol brasileiro está preparado para uma mudança tão radical.

– Eu gostaria da tecnologia para salvar árbitros, mas dizem que vão usar o princípio de não-interrupção. Aí caio na área, o time puxa um contra-ataque e sai o gol. Aí anula o gol? Volta o pênalti? O público está preparado para isso? É esse o futebol que queremos?

Mais polêmicas

Leonardo Gaciba entende que polêmicas não serão eliminadas (Foto: Daniel Cardoso)

Na visão dos comentaristas, as polêmicas não acabarão com o possível uso do vídeo: apenas mudarão de parâmetro. Para eles, surgirão novos questionamentos: quem gerou as imagens, quais lances são passíveis de análise, quem deve ter a opinião soberana entre o árbitro do campo e o do vídeo.

– As pessoas estão achando que isso vai acabar com o erro no campo de jogo. Por exemplo, vamos analisar se o amarelo dado é amarelo ou vermelho? Aí vão questionar a decisão do árbitro do vídeo. Por que não existem dois árbitros em campo? Porque eles têm opiniões diferentes. Vi a CBF colocando que vão analisar lances próximos da área.

O que é próximo? Se eu tenho o Éder, eu quero o vídeo mesmo um pouco mais longe, eu quero bater a falta – ilustra Gaciba.

Marsiglia lembra que mesmo lances analisados em vídeo geram dúvidas. Ele acredita que o futebol tem uma dinâmica diferentes de outros esportes – em que o uso de vídeo é frequente.

– Quem gera a imagem? Tem uma pessoa por trás disso. Aí uma emissora comercial vai gerar a imagem para o árbitro de TV? É um absurdo. Eles estão sem rumo. Em matéria de arbitragem, a CBF está sem rumo. A mecânica do futebol é diferente do vôlei, do tênis, nos quais a essência é parar e começar, usar o desafio. No futebol, tudo é feito no sentido de parar o menos possível. Isso quebra toda a mecânica do esporte. A arbitragem no futebol é de interpretação: aí pro árbitro do campo, não foi; pro da TV, foi. Quantos lances que passam na TV são vistos por seis pessoas  em uma mesa redonda e três acham que foi e outros três acham que não foi?

Improvável

Renato Marsiglia: “Se a Fifa responder, é por educação” (Foto: Divulgação)

Os comentaristas acham improvável que a Fifa leve a sério a sugestão da CBF. Para Arnaldo, o futebol brasileiro passará vergonha ao propor a ideia. Ele acredita que a decisão deriva de erros grosseiros cometidos ao longo do Brasileirão.

– Isso não só tira a dinâmica do jogo como transfere a responsabilidade para o cara que fica com a televisão ligada lá em cima. É uma brincadeira. Os caras na Europa vão achar graça. É ridículo o futebol brasileiro levar uma proposta dessas. Isso aumenta a confusão e desvia a atenção dos erros que estão acontecendo por incapacidade. Existem erros e erros. Tem erro que é humano. Mas três metros para trás, isso é incapacidade, é elementar.

Gaciba e Marsiglia também duvidam que exista alguma possibilidade de sucesso da CBF no pedido.

– É uma filosofia de 150 anos. E é completamente proibido pela Fifa. Seria inédito. Eu ficaria de queixo caído – diz Gaciba.

– Não tem o mínimo fundamental. Se a Fifa responder, é por educação – completa Marsiglia.

O presidente da CBF diz que a medida não vai eliminar os erros de arbitragem. Para Marco Polo del Nero, o objetivo é diminuí-los. Ele acredita que o Brasil vai liderar uma mudança no futebol mundial.

– Sabemos que é impossível a seres humanos atingir o índice de erro zero na arbitragem. Por isso, considerando a solicitação dos clubes, a CBF pleiteará junto à Fifa a aprovação do uso de imagens da TV para auxiliar os árbitros. Queremos que o Brasil tome a liderança no processo de introdução da tecnologia no futebol e que sirva de referência para outros campeonatos no mundo – afirmou Del Nero.

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/09/arnaldo-critica-tentativa-da-cbf-de-usar-video-em-jogos-e-ridiculo.html

 

Como nasceu o Árbitro de Vídeo?

 

11/09/2015 15h27 – Atualizado em 11/09/2015 18h31

CBF vai pedir à Fifa permissão para o uso de vídeos na arbitragem em 2016

Entidade divulga comunicado, afirmando que pretende adotar a ajuda da tecnologia para jogos do Brasileirão. Medida criaria novo cargo: o árbitro de vídeo

Depois de um pedido dos clubes em reunião na quinta-feira, a CBF afirmou que estuda o uso das câmeras de vídeo para auxiliar as arbitragens no Campeonato Brasileiro de 2016. A entidade depende de uma autorização da Fifa para adotar a ajuda eletrônica. De acordo com o comunicado, o ex-juiz Manoel Serapião Filho, hoje diretor da Escola Nacional de Arbitragem, viajará para Londres em outubro para tentar a liberação do uso de imagens.

Com a medida, seria criado um novo cargo: o árbitro de vídeo. Ele seria responsável por analisar seis tipos de jogadas: dúvida se a bola entrou no gol ou não, se a bola saiu pela linha de fundo ou não, se uma falta aconteceu dentro ou fora da área, anulação de gols e de pênaltis por faltas claras e indiscutíveis, impedimentos por interferência e ainda jogo brusco ou agressão física.

– Sabemos que é impossível a seres humanos atingir o índice de erro zero na arbitragem. Por isso, considerando a solicitação dos clubes, a CBF pleiteará junto à Fifa a aprovação do uso de imagens da TV para auxiliar os árbitros. Queremos que o Brasil tome a liderança no processo de introdução da tecnologia no futebol e que sirva de referência para outros campeonatos no mundo – afirmou o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, no comunicado.

Wallace desvia a bola com o braço, mas gol do Fla foi validado contra o Flu (Foto: Reprodução)

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, afirma que o uso da tecnologia não irá acabar com todas as dúvidas durante uma partida. No entanto, espera evitar que erros de avaliação prejudiquem diretamente o resultado em campo.

 

– É importante dizer que a tecnologia não evitará todos os equívocos de arbitragem, pois a atuação do árbitro de vídeo somente se dará para evitar erros claros, indiscutíveis e que tenham influência no resultado da partida. A comissão está muito satisfeita em participar deste processo de evolução da arbitragem – afirmou Corrêa.

 

O comentarista do SporTV Wagner Vilaron lembrou que a Fifa já autorizou outros testes no Brasil, como o uso do spray para marcar a posição da barreira nas cobranças de falta e a presença de auxiliares extras, na linha de fundo. O apresentador do “Seleção SporTV” Marcelo Barreto acredita que o uso do vídeo no futebol pode ser semelhante ao que acontece no vôlei.

 

– O árbitro de vídeo não pode ter mais autoridade que o árbitro de campo. Isso já acontece no vôlei. Existem momentos em que o vídeo não consegue tirar a dúvida. Aí o árbitro arbitra. Faz o que o nome dele diz. Isso vai dar mais um elemento para o árbitro avaliar.

 

A CBF informou ainda que os clubes terão cinco representantes (um de cada região do Brasil) para acompanhar as escalas, notas e sorteios de árbitros nas quatro séries do Brasileirão. Além disso, os nomeados também poderão seguir a reciclagem dos juízes na Escola Nacional de Arbitragem.

 

Anúncio é feito uma semana após polêmicas

 

O anúncio do pedido para o uso de tecnologia acontece nove dias depois das polêmicas da 22ª rodada do Brasileirão. No dia 2 de setembro, o líder Corinthians foi beneficiado por um gol mal anulado do Fluminense, que empataria a partida em Itaquera. O jogo acabou 2 a 0 para o Timão.

 

No mesmo dia, Marcelo de Lima Henrique teve uma arbitragem polêmica no Independência, na derrota do vice-líder Atlético-MG para o Atlético-PR por 1 a 0. O presidente do Galo, Daniel Nepomuceno, fez duras críticas a Sergio Corrêa, que comanda a comissão de arbitragem.

 

Na partida entre Ponte Preta e Cruzeiro, o time de Campinas foi derrotado por 2 a 1, reclamou de um pênalti não marcado e de um gol mal anulado. A direção da Ponte chegou a pedir a anulação da partida no STJD. Depois da rodada, a CBF anunciou o afastamento de cinco auxiliares e de um árbitro.

Na rodada seguinte, no Fla-Flu, o zagueiro Wallace, do Rubro-Negro, fez um passe com o braço, para Emerson Sheik abrir o placar. No entanto, Ricardo Marques Ribeiro validou o gol. Depois da partida, inclusive o clube da Gávea reclamou da qualidade dos juízes.

Marcelo de Lima Henrique foi cercado por jogadores do Atlético-MG, na derrota para o Atlético-PR

(Foto: Reprodução/PFC)

http://sportv.globo.com/site/programas/selecao-sportv/noticia/2015/09/cbf-vai-pedir-fifa-permissao-para-o-uso-de-videos-na-arbitragem-em-2016.html

 

Luxa aprova rigor com reclamações contra arbitragem

Luxa aprova rigor com reclamações contra arbitragem: “Fica muito feio”

Técnico do Flamengo elogia Conaf e considera “fantástica” a decisão da entidade de passar a escalar árbitros das sedes das partidas, e não de localidades neutras

Por Vicente Seda / Rio de Janeiro

O início do Campeonato Brasileiro deixou claro que os critérios de arbitragem mudaram – e os cartões se multiplicaram. O número de advertências aplicadas pelos árbitros nessas duas primeiras rodadas (17) foi mais de quatro vezes superior aos dois primeiros jogos do torneio de 2014 (quatro). E o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, achou bom. Ele lembrou que a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (Conaf), presidida por Sérgio Corrêa, avisou sobre aorientação, que tem como objetivo principal coibir as ostensivas reclamações contra a arbitragem nos gramados.

Mas não foi só isso que agradou ao técnico do Flamengo. A CBF, em uma medida por economia e credibilidade, desistiu de escalar árbitros de localidades neutras nas partidas para passar a escolher os dos locais onde os jogos se realizam. A prática ainda não foi adotada para a terceira rodada do Brasileiro, mas deverá ser em breve. Outra bola dentro da Conaf, segundo Luxemburgo:

– (A questão dos cartões) Foi uma orientação do Sérgio Corrêa, passou para nós como os árbitros atuariam, seriam mais rigorosos, para acabar com essa coisa de três, quatro jogadores peitarem o árbitro. Fica muito feio. Outra coisa que achei fantástica é jogo com clube de São Paulo e Rio poder alguém de São Paulo e Rio apitar. Tem de ser bom árbitro. O futebol brasileiro começou muito essa desconfiança quando passaram a tirar o árbitro do estado do clube que estivesse envolvido. Os grandes centros de futebol são Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, então esses árbitros não podem perder o privilégio dos grandes jogos. Podem ser bons ou ruins, mas não são desonestos – disse o treinador.

O que não agrada – mas também não tira o sono – são os resultados em campo nas primeiras duas rodadas. Luxemburgo, porém, considera normal e vê o Flamengo no caminho certo. Diz não ver nada fora do comum no que está acontecendo, com as cobranças e críticas, e convoca a torcida.

– O Brasileiro é o campeonato mais difícil do mundo, eu acho. As demais equipes são fortes, não são frágeis. Claro que estou acompanhando tudo que acontece e não vejo nada diferente do que sempre vi no futebol. Estamos no caminho certo, confio no grupo, a importância de o torcedor acreditar, nós aqui temos de ser firmes e não tenho dúvida que a coisa vai caminhar bem.

Neste domingo, o Flamengo enfrenta o Avaí, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, na Ressacada. Luxemburgo tem dois desfalques para a partida: os atacantes Marcelo Cirino, que se recupera de edema na coxa esquerda, e Eduardo da Silva, que não viajou para Santa Catarina por conta de uma forte gripe.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2015/05/luxa-aprova-rigor-com-reclamacoes-contra-arbitragem-fica-muito-feio.html

23/05/2015 06h00 – Atualizado em 23/05/2015 06h00

 

 

CONSCIÊNCIA COLETIVA

São três equipes que participam de um jogo de futebol

04/09/2015 às 17:25 | Assessoria CBF

São três equipes que participam de um jogo de futebol, as duas que se enfrentam e a arbitragem. Cada uma com seus objetivos, buscando o melhor, tentando acertar em todas as suas decisões. Mas mesmo sendo universal e lógica a consciência de que o homem é falível, razão por que seria razoável compreender e, até, aceitar os erros dos árbitros de futebol, quiçá com a mesma benevolência com que são entendidas e tidas como naturais as falhas dos jogadores, treinadores e dirigentes, a realidade é que assim as coisas não se passam. É a invencível força da cultura universal do futebol de que a culpa sempre é do árbitro.

É natural que, ao contrário do que muitos possam pensar, essa regra cultural impõe aos árbitros e à CBF um grande desafio. O de reconhecer os erros e buscar o aperfeiçoamento, tanto por obrigação institucional, como por desejo de triunfo, de acerto, de credibilidade ética e reconhecimento técnico.

Assim tem sido em relação à Comissão de Arbitragem, onde verificamos consideráveis avanços. A elevação do tempo de bola em jogo, a redução do número de faltas, a punição aos jogadores e técnicos que não se reportem com respeito ao árbitro, tudo isso colabora para nossa colocação entre os países em que menos se interrompe o jogo. É visível, inclusive retratado pela própria mídia, a melhoria no aspecto físico dos árbitros.

Somente nesta temporada, a CBF já enviou instrutores para que 22 Federações realizassem suas pré-temporadas. Estão em andamento 27 cursos nos moldes da FIFA. Foram realizadas mais de 30 avaliações físicas e teóricas e quatro cursos internacionais para árbitros de elite, árbitros promissores, instrutores técnicos e físicos. Temos feito um trabalho de avaliação contínuo e responsável, amparado na parceria importante da Ouvidoria e da Corregedoria de Arbitragem.

Todas as medidas têm sido tomadas para minimizar erros. Mas como acertar 100% das 160 decisões que um árbitro toma durante cada partida? Temos a consciência que o erro pontual acompanhará sempre o árbitro de futebol porque ele é humano, não uma divindade. Assim como o centroavante erra o pênalti apesar de sua preparação, como o treinador se equivoca na substituição.

Deve ser lembrado que os jogadores, que são os verdadeiros ídolos, têm a elevada missão de ajudar a trazer o respeito de volta ao futebol por meio de ações éticas nos campos.

Enquanto não entendermos isto, continuaremos a assistir a discursos inflamados. Muitas vezes feitos por dirigentes apaixonados que ultrapassam os limites e geram um clima de animosidade, amparado em inaceitáveis teorias da conspiração sobre favorecimentos a quem quer que seja.

A CBF, as entidades que cuidam da arbitragem, seus instrutores e os próprios árbitros trabalham duramente para alcançar suas metas. Temos convicção da transparência e da idoneidade da arbitragem brasileira e a recíproca, tenho certeza, é verdadeira. Os árbitros e assistentes sabem de sua responsabilidade e têm consciência de que estão sendo avaliados a cada rodada. Erros graves continuarão sendo punidos como tem sido feito. Entendemos que reconhecer o erro e puni-lo seja a melhor forma de instigarmos o conhecimento e desafiarmos os profissionais a se prepararem e serem cada vez melhores, da mesma forma que os clubes afastam seus atletas em busca de uma recuperação técnica.

Isto é o que esperamos de todos os protagonistas do jogo.

Marco Polo Del Nero/Presidente

http://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/artigo-do-presidente-marco-polo-del-nero#.WJn-LlMrLcc

Transferência de Responsabilidade (2)

Arbitragem brasileira

Em 11/08/2012 13:50

Reclamações de técnicos, cartolas, torcedores e da imprensa. É isso o que mais ouve o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem CBF, Sergio Correa. O último clube a “gritar” contra os erros da arbitragem foi o Palmeiras. Antes, no entanto, tiveram postura semelhante Bahia, Fluminense e Internacional, entre outros.

Correa nega que haja um problema na arbitragem brasileira. “O que acontece na prática é que os clubes tentam transferir a responsabilidade das derrotas. É mais fácil para o dirigente”, defende em entrevista ao UOL Esporte. “Evoluímos muito nos últimos anos. Se fala muito dos juízes, bandeirinhas. Deixem a arbitragem em paz”, completa.

No cargo desde 2007, o dirigente culpa o que chama de “cultura de jogadores brasileiros de simular” pelo maior número de faltas em partidas do Brasil na comparação com a Europa. “O brasileiro cai muito. Tem muita simulação, tenta enganar o árbitro. Olha a fama que o brasileiro já tem. Veja o que o Neymar tá sofrendo na Inglaterra por causa disso”, afirma.

O atacante da seleção tem sido vaiado pelos torcedores ingleses nos Jogos Olímpicos por supostamente simular faltas.

Confira a entrevista de Sérgio Correa ao UOL Esporte:

UOL Esporte: Muito se fala em crise na arbitragem brasileira por causa de erros recorrentes. Você concorda com as críticas?

Sérgio Correa: Na prática, o que acontece é que os clubes tentam transferir responsabilidade. A gente já está acostumado. É mais fácil para o dirigente colocar a culpa na arbitragem. Quando o erro é grosseiro, nós afastamos de pronto. Investimos na arbitragem e ela melhorou muito nos últimos anos. Você pega a tabela e verifica o aproveitamento das equipes. Determinado time tem 20% de aproveitamento. Quer dizer que os outros 80% são culpa de arbitragem?

UOL Esporte: Mas se a arbitragem melhorou na sua opinião, por que a imagem é tão ruim? Não são só os dirigentes que criticam.

Sérgio Correa:Aqui só se reclama da arbitragem. Todo mundo se levanta, protesta contra o árbitro, mas não contra político que faz coisa errada. Você vê torcedor jogando bola na cabeça de bandeirinha e comemorando como gol. É uma palhaçada, tá virando sacanagem. Futebol não é tão importante assim. Semana após semana é a mesma ladainha.

UOL Esporte: No que a arbitragem melhorou no Brasil?

Sérgio Correa: Melhorou e muito. Tenho dados estatísticos que mostram isso, desde 2008. Os erros são por milímetros, não erros de metros como eram antes. Tem mais câmeras, televisionamento em todas as três séries principais dos Campeonatos Brasileiros (A, B e C). A visibilidade é bem maior. Ouço gente dizendo que piorou. Isso é saudosismo. Estamos investindo em treinamentos. Semana que vem começa um período de testes para os principais 30 árbitros e 30 auxiliares. Faremos avaliações físicas, teóricas com instrutores da Fifa para acompanhar tudo. Estamos fazendo a nossa parte para que possamos melhorar a arbitragem e, quando a reclamação procede, nós afastamos.

UOL Esporte: Não é arriscado a CBF aceitar vetos de clubes a árbitros?

Sérgio Correa: Quando há erro, nós afastamos antes da reclamação. A imprensa diz que o arbitro de Grêmio e Bahia, por exemplo, foi punido após críticas da mídia. Não é verdade. No domingo mesmo, depois do jogo, mandei um e-mail relatando os erros e já avaliamos as medidas que foram tomadas.

Nota da redação: Após os jogo entre Grêmio e Bahia, Cláudio Francisco Lima e Silva e os auxiliares Cleriston Barreto Rios e Ivaney Alves ficaram fora dos sorteios por 30 dias. O trio cometeu pelo menos dois erros capitais na derrota do Bahia para o Grêmio por 3 a 1.

UOL Esporte: Na sua opinião, por que há tantas expulsões no Brasil?

Sérgio Correa: Se fala que tem muita expulsão aqui, mais do que na Europa. Mas tem mais faltas aqui também. Sabe por quê? Porque o brasileiro cai muito. Tem muita simulação. Olha a fama que o brasileiro já tem. Veja o que o Neymar tá sofrendo na Inglaterra por causa disso. É cultural, todo mundo acha que é malandragem e isso atrapalha a vida do árbitro.

Fonte: UOL Esporte

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Sérgio Corrêa comenta seu afastamento da Comissão de Arbitragem da CBF

Sérgio Corrêa

ex-presidente Comissão de Arbitragem da CBF

26/08/2012 – 15h01 – Atualizado em 14/09/2013 – 16h01
O ex-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, falou à Jovem Pan a respeito das recentes polêmicas envolvendo árbitros e sobre as freqüentes críticas feitas pelos presidentes dos clubes brasileiros. Corrêa foi destituído do cargo na comissão pelo presidente da CBF, José Maria Marin, após a polêmica partida entre Santos x Corinthians, em que três impedimentos em um mesmo lance deixaram de ser marcados pelo assistente Emerson Augusto de Carvalho. Em entrevista ao repórter JP Bruno Vicari e ao comentarista JP Fernando Sampaio, Corrêa afirmou que sua saída do comando da Comissão não aconteceu em virtude dos recentes problemas, mas em razão de um enfermidade que já o mantinha afastado das funções. “Não sobrou nada para o Sérgio Corrêa, não. Eu adquiri uma enfermidade em 21 de maio e ainda não me recuperei totalmente, tanto é que eu me afastei esse período todo dos trabalhos da comissão“, afirmou, completando que colaborava com os trabalhos na medida do possível. Corrêa comentou as pressões sofridas pelos árbitros em razão das reclamações dos clubes de futebol e as polêmica envolvendo os sorteios. “Todos reclama. Isso é da natureza do futebol e vai continuar com o Coronel Aristeu, porque existe uma coisa chamada estrutura”, afirmou, completando que o problema está na grandeza do Campeonato Brasileiro e na insuficiência de árbitros, o que leva a colocar árbitros ainda em formação para apitar jogos importantes. Sérgio Corrêa afirma que é bobagem dizer que o “grito” do Corinthians, no caso do último jogo contra o Santos, ou de outros times grandes não é maior do que o dos clubes pequenos. O que é levado em conta é o erro do árbitro. A respeito da qualidade de Emerson Augusto de Carvalho, que foi afastado para reciclagem após o jogo polêmico, Corrêa afirmou que nada mudou, mas que foi um erro muito grande para o momento do futebol brasileiro: “Não mudou em nada nosso conceito em relação ao Emerson, um grande assistente”. Corrêa afirmou que o afastamento de Emerson Augusto de Carvalho não tem nenhuma relação com pressões que o Corinthians teria feito, mas sim porque merecia o afastamento em razão de um erro grave. Sobre a qualidade atual da arbitragem brasileira, Corrêa afirmou que a opinião pública sempre considera as gerações anteriores melhores do que as atuais, isso se deve ao demorado processo para que os árbitros Fifa comecem a atuar e também à maior exigência física dos árbitros. Sergio Corrêa afirma que tudo o que acontece na arbitragem brasileira passa pela Comissão de Arbitragem da CBF e exalta a competência dos atuais dirigentes da entidade, que “têm todos os atributos que os árbitros cobram, qualidade, experiência, seriedade”. Em entrevista ao repórter JP Fredy Junior, o presidente da CBF José Maria Marin, afirmou que Aristeu Tavares, substituto de Corrêa, tem sua total confiança e que Sérgio Corrêa não deve voltar ao cargo na Comissão de Arbitragem.
Confira a entrevista
(http://jovempan.uol.com.br/esportes/futebolnacional/2012/08/presidente-da-cbf-nega-que-correa-retornara-ao-cargo-na-comissao-de-arbitragem.html)
No áudio acima você confere a entrevista exclusiva com Sérgio Corrêa, ex-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, realizada pelo repórter JP Bruno Vicari e pelo comentarista JP Fernando Sampaio.

XIII SEMINÁRIO SC/2015

Publicado el 24 ene. 2015

Com a participação do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, renomados instrutores credenciados pela FIFA e cerca de 180 árbitros catarinenses, foi realizado nos dias 23 e 24 de janeiro no Kennedy Hotel, em São José, o 13º Seminário da Arbitragem Catarinense.

Promovido pelo Sindicato dos Árbitros de Santa Catarina – Sinafesc, em parceria com a Federação Catarinense de Futebol – FCF, o evento alcançou seu principal objetivo: qualificar os árbitros e assistentes que atuarão nas competições em 2015.

O seminário teve início na sexta-feira, com o credenciamento dos árbitros.

Depois aconteceram as palestras de Nilson Monção – Vice-presidente da CA/CBF (Fatores que contribuem para o erro fatal ou não), Roberto Perassi – Instrutor FIFA (Tocar a bola com a mão), Arthur Alves Junior – presidente do SAFESP (Profissionalização da Arbitragem).

Foram diplomados na sequência os novos árbitros catarinenses, formados pela Escola Catarinense de Arbitragem Gilberto Nahas.

A abertura oficial cintou com as presenças de Delfim Pádua Peixoto Filho – Presidente da FCF, Marco Antônio Martins – Presidente da ANAF e SINAFESC, Sergio Corrêa da Silva – Presidente da CA/CBF e o vice prefeito de São José, José Natal.

O Sindicato e a ANAF homenagearam quatro árbitros catarinenses com mais de 20 anos de atuação na atividade: Edmundo Nascimento, Angelo Bechi, Jeffreson Schmidt e Paulo Henrique de Godoy Bezerra.

Encerrando os trabalhos do dia, foram apresentados os novos uniformes da arbitragem catarinense.

No sábado foram palestrantes o Dr. Mario Bertoncini – Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina, Heber Roberto Lopes – FIFA (Planejamento da Arbitragem), Roberto Perassi – Instrutor FIFA (Regra 11 e seus conceitos), Comissão de Arbitragem da FCF (Luiz Carlos Espindola, Fernando Lopez, Vayran da Silva Rosa e Junior Moresco) e Jolmerson de Carvalho – Instrutor Físico – Certificado FIFA (Preparação Física do Árbitro)

O evento foi encerrada com a Assembleia Geral do SINAFESC.

Vídeos com S Corrêa (3)

Publicado el 14 ago. 2015

Sérgio Corrêa destaca conquistas da arbitragem nas Séries A e B

Publicado el 14 may. 2015

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, esteve na redação da CBF para anunciar medidas preliminares para a temporada

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