Publicado el 11 sept. 2015
Sérgio Corrêa sobre tecnologia na arbitragem: “Ganho para o futebol”
Sergio Corrêa alerta sobre comemorações junto aos torcedores
Publicado el 11 sept. 2015
Sérgio Corrêa sobre tecnologia na arbitragem: “Ganho para o futebol”
Sergio Corrêa alerta sobre comemorações junto aos torcedores
Publicado el 5 mar. 2016
O dia 5 de março de 2016 acaba de entrar para a história do futebol. O projeto do árbitro de vídeo, elaborado pela CBF e ampliado com a opinião de outros países, foi aprovado pelo International Football Association Board (IFAB). Com essa vitória, o Brasil poderá testar o uso da tecnologia para acabar com dúvidas em lances decisivos.
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, e o representante da América do Sul no painel consultivo da IFAB e instrutor da ENAF, Manoel Serapião Filho, apostaram na ideia e passaram por cinco momentos cruciais até a aprovação.
Setembro de 2015
Presidência da CBF solicita a utilização de imagens para auxiliar os árbitros no Brasileirão. FIFA encaminha o pedido para apreciação do IFAB.
Dezembro de 2015
IFAB inclui o árbitro de vídeo na lista de itens para debate no 130º Congresso Anual, em março de 2015.
Janeiro de 2016
Comissão de Arbitragem apresenta e abre o projeto de árbitro de vídeo para avaliação de árbitros e especialistas, durante o seminário internacional “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”.
Fevereiro de 2016
Na reunião do IFAB, realizada em Londres, Sérgio Corrêa e Manoel Serapião participam de reunião exclusiva sobre o tema com o secretário-geral, Lukas Brud, e o diretor do Subcomitê Técnico, David Elleray.
Março de 2016
Durante o 130º Congresso Anual do IFAB, em Cardiff, no País de Gales, é aprovada a utilização do árbitro de vídeo.
Para Sérgio Corrêa, a permissão para o emprego do recurso de vídeo no apoio à arbitragem é um marco na história do esporte mais popular do mundo, como foram a regra do impedimento, a introdução dos cartões, o recuo de bola para os goleiros, as substituições etc.
– O projeto do árbitro de vídeo nasceu na CBF e, agora, não temos dúvidas da evolução proporcionará ao futebol. Assim como a criação do impedimento mudou a tática, o árbitro de vídeo dará ao torcedor uma nova visão em relação ao árbitro, que acaba sendo atacado por questões impossíveis ao olho humano. É uma mudança positiva para todos que admiram o bom espetáculo – afirmou o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.
O árbitro de vídeo foi o sexto tema a ser debatido no Congresso Anual do IFAB, que recomendou um período mínimo de cinco meses para treinamento e definição estrutural. No projeto aprovado, foram listados os lances em que será admitida a utilização das imagens para evitar erros.
1) Gol marcado – Revisão de possíveis infrações às regras do jogo na preparação para marcar o gol, incluindo impedimento, falta e mão na bola.
2) Decisão sobre Pênalti – Revisão de possíveis infrações dentro ou perto da área do pênalti, resultante num pênalti incorreto ou em não marcação do pênalti existente.
3) Incidente com Cartão Vermelho Direto – Revisão de possíveis infrações às regras do jogo resultando em cartão vermelho (direto), ou seja, não aplicável em caso de segundo cartão amarelo.
4) Identidade Equivocada – Revisão de possível punição ao jogador que não cometeu a infração.
Para ler mais notícias da Confederação Brasileira de Futebol, acesse http://www.cbf.com.br
Publicado el 26 may. 2015
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, foi o convidado do Direto da Redação para comentar sobre a nova conduta dos árbitros no futebol brasileiro.
Publicado el 21 may. 2014
Arthur Alves Junior presidente do Safesp bate um papo com Sérgio Corrêa presidente da CA/CBF.
08/12/2011 às 08h07 – Atualizada em 08/12/2011 às 08h11
Acompanhar entrevistas de Sergio Correa é um fato raro.

O silencioso presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, porém, gosta de falar. Na quarta, no Footecon, congresso de futebol realizado anualmente no Rio de Janeiro, ele participou de painel de discussão sobre os homens do apito. Com argumentos e dados em mão, saiu em defesa da sempre criticada arbitragem em um raro contato com a imprensa.
“Se não vier alguma coisa nova, continuaremos a ser massacrados”, reclamou Correa, favorável ao uso da tecnologia, ao fim dos sorteios para definição das escalas, à reformulação das leis esportivas e até a punições mais duras para os árbitros que cometam erros graves. O que, segundo ele, é raro. Sergio Correa aponta que o juiz toma 180 decisões dentro de cada partida. “Errar 5% está bom? São nove situações em que ele vai errar”.
Ex-árbitro, Correa atendeu um pequeno grupo de repórteres para uma conversa logo depois de participar de palestra conduzida pelo também ex-juiz Oscar Ruíz, colombiano. Confira os melhores trechos da entrevista do homem que manda no apito do futebol brasileiro:
JB: Para muita gente, a indicação do Andrés Sanchez para a CBF pressionou a arbitragem a duas rodadas do fim do Brasileiro. O senhor acredita nisso?
De maneira nenhuma. O árbitro não se preocupa com isso, quer apitar futebol. Isso é bobagem, todo ano tem a teoria da conspiração, a mesma ladainha. Vamos colocar quem no comando das entidades? Já vi jornalista vibrando com gol. O que faz? Demite? Cada um tem seu time e tem que respeitar.
JB: Os árbitros reclamam muito sobre o sorteio para apitar os jogos. Como mudar isso?
É uma lei federal e tem que mudar. Gostaria que o deputado que criticou a escolha do (Leandro) Vuaden nos ajudasse a mudar a sistemática do sorteio. Não podemos sortear os treinadores da Seleção. Espero que ele aproveite a oportunidade para pensar um pouco.
Observação: O deputado Marco Maia (PT-RS) criticou durante a cerimônia do Craque do Brasileirão a escolha de Vuaden como árbitro da competição. “Dar o prêmio depois do pênalti que ele deu no Gre-Nal, vou te contar…”, reclamou.
JB: Algum trabalho efetivamente tem sido feito para conseguir isso?
É feito o sorteio e fazemos toda semana, é aberto a todos. Gostaria que ele não existisse, mas se existe vamos cumprir. Se as autoridades demonstrarem a mesma disposição desse último evento, o sorteio pode cair.
JB: Por que há tantos árbitros de Sul e Sudeste?
Estamos tentando abraçar o Brasil. Às vezes colocamos um árbitro do Norte e do Nordeste e há uma crítica contundente, de que lá nem futebol tem. Se eles não participarem do futebol, nunca faremos a região prosperar.
JB: O senhor acredita que a arbitragem pode incorporar mais a tecnologia no futuro?Sergio
Existem correntes favoráveis, mas a Fifa é hoje contrária a esse tipo de auxílio. O futuro é a tecnologia, não tem como evitar. Daqui a pouco o árbitro vai ter uma câmera no relógio. O futuro virá, mas hoje a Fifa só trabalha com o chip na bola. O árbitro corria 4 km e hoje corre 12 km. Há uma evolução e isso passa pela tecnologia.
JB: O árbitro deixará de ser tão bombardeado pelas críticas?
O árbitro hoje está no limite físico e psicológico. É tanta informação, com blogs, sites, televisões, rádios… é impossível uma pessoa só acompanhar tudo. Precisamos ter alguma coisa daqui em diante, como a tecnologia, um árbitro a mais, alguma situação na regra, um tribunal punindo mais que pune. Às vezes, a legislação não ajuda os auditores a aplicar penas mais fortes nos jogadores, nos treinadores, nos dirigentes e nos próprios árbitros. Se não vier alguma coisa, continuaremos sendo massacrados.
JB: Qual sua avaliação sobre os últimos anos?
O jogador é um profissional de alto nível e o árbitro tem que trabalhar e treinar nas horas vagas, alguns até perdem o emprego por isso. Tenho um número de que a arbitragem melhorou nos últimos quatro anos. Não fosse o trabalho de 2008 para cá, e onde renovamos, teríamos ainda mais dificuldades. A evolução física exige o árbitro mais preparado, só que o mais preparado é mais novo e não é experiente. Temos que conciliar e é muito difícil.
JB: Há uma renovação em curso?
Quatro anos atrás, só tínhamos o Símon apitando no exterior. Hoje temos quatro ou cinco disputando uma ou duas vagas na próxima Copa do Mundo. O Ricci (Sandro Meira) e o Vuaden (Leandro), eleitos pelos jornalistas os dois melhores do país nos últimos anos, já fazem parte desse grupo.
JB: Há alguma perspectiva de profissionalização dos árbitros?
É uma utopia. Seria muito bom se viesse, é muito interessante, mas ninguém diz quem paga a conta. Temos 420 árbitros espalhados pelo país, não é só a Série A. É a B, a C e a D. São 420, mais 93 mulheres. São mais de 500 profissionais. Se você coloca um salário de R$ 3 mil por mês, é R$ 513 mil por mês. Mais os impostos, quase dobra. Multiplica por 13 meses, dá R$ 13 milhões. Então inviabiliza. O futebol não vive de Série A.
JB: Por que as punições aos árbitros não são tão rígidas quanto aos jogadores?
O árbitro é dos que mais são punidos. Vocês não acompanham e nós não divulgamos. O treinador não divulga os bastidores de suas equipes, resolve intermanente. Não vamos expor o ser humano. Tem erros que não podem ser evitados. Nós já divulgamos punição ao Carlos Símon. Quando é um erro entendido do ser humano e a gente percebe que ele tem um histórico de grandes arbitragens, é diferente. O Pelé, o Messi e o Neymar não jogam bem todos os jogos.
JB: Qual é a nota da arbitragem nacional?
A média nacional da arbitragem em 1123 partidas é de 8,21. Os que tiraram acima estão dentro do padrão e quem tirou abaixo vai para treinamento. É o que fazemos e não divulgamos. Na Copa do Mundo, teve 96% de acerto que a Fifa divulgou das marcações. O árbitro toma 180 decisões por jogo. O que se admite como possível de errar? Está bom 5%? Ele vai errar nove situações em uma partida de futebol.
Mesmo blindado pela cúpula da CBF que o garante no cargo, Corrêa sabe que a situação não é nada fácil e certamente deve estar torcendo pelo fim das competições nacionais sem maiores polêmicas. No poder a 10 anos, o ex-árbitro coleciona desafetos e por vezes é criticado por ter transformado a arbitragem brasileira em números. Por outro lado é respeitado pela maioria dos árbitros que torcem para que ele não seja demitido.
Demitir Sérgio Corrêa do comando da Comissão de Árbitros da CBF neste momento, seria um erro de Marco Polo Del Nero, já que se atender a pressão dos clubes que se julgam “prejudicados” pela arbitragem, o dirigente acabará abrindo um precedente perigoso para que essa onda de reclamações e demissões passe a ser comum na arbitragem brasileira. Embora tenham afastado seis árbitros por erros que afetaram diretamente alguns resultados do Brasileirão, a CBF precisa iniciar em todo país uma força tarefa para que o quadro reencontre a sua identidade.
Apontado como um dos dirigentes de arbitragem mais respeitados e influentes do futebol nacional, o Presidente da Comissão de Árbitros de Pernambuco, Salmo Valentim, saiu em defesa de Sérgio Corrêa em entrevista exclusiva ao Voz do Apito. Convicto de que a arbitragem teve um salto de qualidade incontestável com Corrêa no cargo nos últimos dez anos, Valentim disparou contra os clubes:
– O Brasil tem os melhores árbitros de futebol do mundo! Falo isso embasado no que tenho visto fora do país. Infelizmente muitos clubes encaram a arbitragem como despesa, quando na realidade essa mentalidade deveria ser mudada, já que todos nós sabemos que arbitragem é investimento. Enquanto os clubes quiserem transferir a responsabilidade de suas fraquezas para os árbitros, infelizmente essa onda de reclamações continuará. Disse.
Conhecido por manifestar sua opinião sem se importar se vai agradar ou desagradar, Salmo voltou a elogiar Marco Polo Del Nero por manter Sérgio Corrêa no cargo:
– Nunca antes na história da arbitragem brasileira tivemos um presidente na CBF tão preocupado e parceiro da arbitragem quanto o Marco Polo. Ele conhece as dificuldades da categoria e auxilia em todos os aspectos para que os nossos profissionais possam desempenhar a atividade com excelência. Manter Sérgio Corrêa no cargo enfrentando a imprensa numa coletiva na sede da CBF mostrou não só o respeito que ele tem por Sérgio, como também há todos os árbitros de futebol do Brasil. Narrou.
Salmo não fugiu do assunto quando foi indagado sobre os erros de arbitragem que estão a cada rodada ocorrendo no Brasileirão. Segundo o dirigente pernambucano, a Escola de Árbitros da CBF está trabalhando em parceria com a CA/CBF para equacionar essa solução:
– Eu confio plenamente no caráter dos árbitros brasileiros. O Brasil é o único país em que apenas o árbitro tem que mostrar certidões negativas de SPC e Serasa pra poder trabalhar no futebol. Erros acontecem até porque o árbitro é um ser humano como outro qualquer. Imagine você se todo chute em direção ao gol fosse gol? Imagine então se todos os treinadores mexessem certo? Dirigente que não é criticado se acomoda e por isso as críticas devem ser usadas para o crescimento da arbitragem. A Escola de Árbitros da CBF está trabalhando para que os erros sejam minimizados. Concluiu.
Ainda em relação às críticas exaustivas de arbitragem, Valentim disse que alguns dirigentes deveriam ter vergonha na cara antes de se manifestar:
– Infelizmente no futebol há alguns dirigentes, me refiro a minoria, que deveriam ter vergonha na cara antes de usar os microfones para atacar a arbitragem. Tem ex-presidente que deixou seu clube praticamente à beira da falência, além de responder vários processos, que volta e meia ataca a arbitragem. O que uma pessoa dessas fala não se escreve e não tem nenhuma credibilidade. Falou.
Além de Salmo Valentim, outros dirigentes da arbitragem saíram publicamente em defesa pela permanência de Sérgio Corrêa no comando da CA. Um deles foi Ricardo Albuquerque, chefe do apito no Rio Grande do Norte que não poupou elogios ao colega:
– Há 10 anos quando que você imaginaria que estados como Tocantins e Pará teriam um árbitro na FIFA? Com Sérgio Corrêa tudo isso foi possível graças ao trabalho incansável que ele faz na CBF. Erros acontecem e são comuns no futebol. Temos que acabar com essa hipocrisia de jogar toda a responsabilidade em cima da arbitragem. Espero que o presidente da CBF o mantenha no cargo e que na próxima temporada essas reclamações desesperadas façam parte do passado. Sentenciou.
Procurado pelo Voz do Apito para comentar as declarações de Salmo Valentim e Ricardo Albuquerque, Sérgio Corrêa retribuiu a gentileza e os agradeceu:
– Agradeço a ambos e tenham a certeza de que a melhoria do setor depende de muito trabalho e pouco discurso, principalmente os que ouvimos na mídia. Impressionante como alguns têm soluções para tudo, mas quando tiveram oportunidades erravam tanto ou mais do que os atuais árbitros! O árbitro não será perfeito. Quem consegue acertar todos os lances? Apenas os comentaristas que foram árbitros e foram tão criticados quanto. Se a memória for curta, tenho tudo registrado para lembrar os perfeitos. Disparou.
http://www.vozdoapito.com.br/salmo-valentim-sai-em-defesa-de-sergio-correa.php
Quarta-feira, 11 de março de 2015
[O arbitro brasileiro é um profissional que tem muita destreza e poder de adaptação, devido as características do país que tem diferente culturas e que influenciam diretamente a característica do futebol praticado aqui].

O primeiro árbitro da América do Sul contemplado pelo convênio firmado entre a Uefa e a (Conmebol) Confederação Sul-Americana de Futebol, visando o intercâmbio da arbitragem, foi Enrique Osses (Fifa/Chile). Osses conviveu com a nata dos homens de preto do Velho Continente, no último mês de fevereiro, por ocasião do seminário de inverno da entidade europeia em Atenas na (Grécia). No retorno de Atenas, o indigitado árbitro falou ao Paraná online e ao Apito do Bicudo da experiência que viveu e quais foram os principais aspectos que observou na confraria do apito europeu.
Dando prosseguimento ao intercâmbio celebrado ente as duas entidades após a Copa do Mundo no Brasil, no próximo dia (14), o triunvirato brasileiro, composto pelo árbitro Wagner Reway (Asp/Fifa/MT) e os assistentes Eduardo Cruz (MS) e Danilo Manis (SP), viajam à Nyon (Suíça), sede da Uefa.
Os três irão participar do seminário de arbitragem da Uefa aos árbitros europeus, que será presidido por Pierluigi Collina e toda a cúpula de excelência da arbitragem da instituição em Nyon.
Além de serem submetidos aos testes teóricos e prático no campo de jogo, dos exames médicos, psicológicos e dos testes físicos padrão Fifa/Uefa, e conhecimentos do idioma oficial da Fifa. o inglês (ler, falar e escrever de maneira clarividente), Reway, Cruz e Manis, irão dirigir uma partida da Liga da França ou da Suíça.
Fomos ouvir via CA/CBF um dos convidados pela Uefa, o árbitro Wagner Reway, sobre a presença dos homens do apito da CBF no evento em tela, considerado referência à arbitragem mundial. A seguir, a entrevista que o nominado árbitro concedeu ao Paranáonline.
Paranáonline – Enrique Osses (Fifa/Chile), foi o primeiro homem de preto da Conmebol a participar no período de 1º a 5 de fevereiro deste ano de um evento com a confraria do apito europeu. Qual foi a sua reação ao ser convidado como o primeiro juiz brasileiro?
Reway – Me senti muito feliz e lisonjeado pela oportunidade. Ciente da enorme responsabilidade que tenho em mãos, ao abrir as portas para que futuramente outros companheiros possam ter a mesma oportunidade de aprender, trocar informações e, principalmente, evoluir profissionalmente e como pessoa.
Paranáonline – Após a Copa do Mundo a Conmebol e a Uefa celebraram um convênio, no sentido de que árbitros e assistentes das duas instituições interagissem com a troca de informações e participações em seminários de arbitragem. Que contribuição esse tipo de interação pode proporcionar à arbitragem sul-americana e, por consequência, à brasileira?
Wagner Reway – Acredito que toda a interação técnica/cultural serve para a evolução e o crescimento tanto profissional como pessoal. Neste caso, além de proporcionar evolução à arbitragem de toda a Conmebol, incluindo a brasileira, na nossa opinião, possibilita um crescimento inominável e propicia a aproximação dos critérios nas tomadas de decisões da arbitragem em amplitude mundial
Paranáonline – Que mecanismos são necessários para prover o crescimento e a aproximação dos critérios dos homens do apito?
Reway – A Fifa, a Conmebol e a Uefa vêm desenvolvendo através dos seus instrutores um trabalho elogiável com cursos, seminários, painéis, objetivando a uniformidade dos critérios da arbitragem. Agora, com essa interação Conmebol/Uefa, e com a otimização na comunicação do inglês, o idioma oficial da Fifa, acredito que a uniformidade nas tomadas de decisões acentua-se, inclusive com a CBF disponibilizando a todos os árbitros da Renaf um curso online.
Paranáonline – Enrique Osses enalteceu a importância dada pelos árbitros da Uefa à preparação física. O sr. leu a entrevista de Osses?.
Reway – Li sua entrevista na íntegra, inclusive a respeito da maneira profissional como os europeus tratam o pilar físico. Acredito que podemos aprender muito na troca de informações que vamos ter não só no pilar físico, mas também, nos outros pilares exigidos pela Fifa.
Paranáonline – A principal exigência da Fifa, da Uefa e da Conmebol é que os árbitros e assistentes que forem designados para seminários dessa natureza, sejam árbitros jovens, promissores, vocacionados, talentosos, que falem, leiam e escrevam o idioma oficial da Fifa, o inglês fluentemente. Considera-se apto a atender os quesitos acima nominados?
Reway – Sim. Tenho como lema de vida nunca parar de aprender. Posso e devo evoluir, estou fazendo minha parte aqui no Brasil estudando e treinando exaustivamente não só a língua inglesa, mas os demais pilares que são o técnico, tático, físico e psicológico.
Paranáonline – Se convocado a dissertar sobre o conceito e estilo de arbitragem praticada no Brasil aos seus congêneres do Velho Continente, quais serão os tópicos positivos que pretende abordar e quais são as principais carências dos apitos brasileiros?
Reway – O arbitro brasileiro é um profissional que tem muita destreza e poder de adaptação, devido as características do país que tem diferente culturas e que influenciam diretamente a característica do futebol praticado aqui. Além da postura dos atletas acostumados a pressionar e tentar ludibriar o arbitro o tempo todo. Citaria o processo embrionário da profissionalização e a importância da sua implementação imediata, pois temos que estar aptos para apitar com pouco tempo de preparação no dia a dia.
Paranáonline – Além do trabalho de campo, exibição de vídeos sobre situações que ocorrem numa partida, dos testes físicos, teóricos, médicos, psicológicos que o sr. e seus assistentes serão submetidos, há informação de que o trio de arbitragem brasileiro irá dirigir uma partida das categorias de base do futebol suíço. Que estilo e conceito pretende aplicar se o fato acontecer?
Reway – Sabemos que vamos trabalhar em um jogo da Liga Francesa ou Suiça. O trio planejará o jogo através das informações das equipes (tática, técnica, disciplinar, jogadores, comissão técnica etc). E aplicaremos a regra que é algo universal. E, por consequência, nos adaptaremos em relação ao controle de jogo, observando o comportamento dos atletas e aplicando os conhecimentos recebidos no curso.
http://apitodobicudo.blogspot.com.br/2015/03/entrevista-wagner-reway.html
A FIFA disse não ao Brasil para testar o modelo nacional de árbitro de vídeo, criado por Manoel Serapião Filho, ex-árbitro da própria FIFA e instrutor da Comissão Nacional de Árbitros e integrante da International Board.
A alegação é a continuidade da experiência com o modelo holandês, utilizado no Mundial de Clubes no Japão em 2016 e que causou muitas confusões. As partidas foram paralisadas com erros do árbitro de vídeo.
Coordenador do Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Correa da Silva revela que a entidade não utilizará os testes na Série A deste ano como estava previsto no Regulamento Geral das Competições devido à negativa da FIFA para o nosso modelo, mais conservador, não interrompendo o jogo o tempo inteiro, além do custo de aproximadamente de R$ 20 milhões.
http://www.itatiaia.com.br/noticia/fifa-proibe-cbf-de-testar-modelo-brasileiro-de-arbitro-de-video
Resta saber, se a Fifa pretende subir a idade de inclusão no seu quadro, até então, limitado para os 38 anos. Um argumento usado para acabar com o limite etário é de que muitos apitadores conseguem seus auges com 40 anos, conduzindo as partidas com tranquilidade e equilíbrio, não disputando com os atletas a atenção dos torcedores e telespectadores.
Vários bons árbitros brasileiros tiveram que deixar o apito no melhor momento da carreira, o que proporcionou grande prejuízo para as competições nacionais e internacionais. Sem citar nomes, essa mudança na idade poderá ser benéfica para o futebol no mundo inteiro.
Não é fácil ser árbitro de futebol no Brasil. As pressões por um bom desempenho, a falta de condições ideais para isso e a o constante olhar negativo lançado acompanham os que escolhem essa função. No entanto, a paixão em ser parte constituinte do futebol é fator decisivo para que cada vez mais jovens se interessem em apitar profissionalmente. Para tratar do tema, o Arquibancada entrevistou o ex-árbitro paulista Wilson Luiz Seneme, que figurou no quadro da FIFA de 2006 a 2014. Formado pela escola de árbitros Flávio Iazetti, da Federação Paulista de Futebol, Seneme hoje trabalha na formação de novos árbitros, acumulando os cargos de coordenador de instrução da CBF, membro da comissão de arbitragem da CONMEBOL e instrutor da FIFA. Confira:

Arquibancada: Quando lhe ocorreu o desejo de ser árbitro? Por que acredita que isso aconteceu?
Seneme: Sempre fui um apaixonado por futebol. Essa paixão que se acendeu quando criança me acompanhou ao longo da vida. Fui jogador de futebol, começando nas categorias de base, com 15 anos, e cheguei até o profissional em times do interior paulista. Tenho inclusive uma convocação para a seleção brasileira sub-17. Porém, percebi que seria muito difícil tornar-me um jogador de ponta, e realmente são muito poucos os jogadores que ganham bem no Brasil. Nesse momento, enquanto me formava em Educação Física, recebi convites para apitar alguns jogos e então ingressei aos poucos nesse mundo até desejar participar do futebol profissional. Além disso, meu pai foi árbitro no futebol amador. Mesmo nunca tendo me dado conta disso, acho que inconscientemente herdei a vontade e o talento dele.
A: Qual o procedimento para se tornar um árbitro de futebol profissional?
S: No caso da Federação Paulista, deve-se contatar a escola de árbitros, que é no prédio da entidade, e passar por uma seletiva de conhecimentos prévios, além de ter no mínimo 16 anos. Após receber o diploma, o árbitro começa apitando jogos de categorias de base e de menor importância. Se seu desempenho for bom, ele vai subindo o nível dos jogos que apita. Como todo atleta, ele deve buscar a constante evolução para estar nos grandes jogos e campeonatos.
A: Existem muitas pessoas interessadas em participar da arbitragem?
S: Sim, existe um interesse muito grande na carreira de árbitro, visto que só em SP contamos com mais de 600 federados. Por outro lado, há uma mudança no perfil dos que procuram a função, como muitos jovens e mulheres. Isso pode renovar a arbitragem, mas é difícil conscientizar os jovens de que o árbitro deve aparecer o mínimo possível, manter o jogo estável. Eles querem mostrar serviço.
A: O senhor obteve sucesso na sua carreira, pois chegou à FIFA e inclusive foi cotado para apitar em uma Copa do Mundo. Há muitas dificuldades para conseguir esse êxito? Ele esbarra na questão da profissionalização?
S: Dificuldades existem, como em qualquer carreira. O Brasil, por exemplo, tem direito a 10 vagas no quadro da FIFA. Apesar disso, é possível crescer na profissão, desde que se tenha uma outra paralela, pois é muito difícil sobreviver de arbitragem apenas. A carreira não é profissionalizada, as remunerações são por partidas e não há estabilidade quanto às oportunidades de exercer a função. Além disso, não se tem registro de carteira ou direitos trabalhistas. Portanto, é muito arriscado largar o emprego ou a faculdade apenas para ser árbitro. No meu caso, eu era professor de Educação Física. Conforme eu ascendi na arbitragem, ela começou a me exigir muito mais tempo disponível, visto que eu tinha de fazer viagens longas. Dei prioridade, arrisquei, e deu certo, mas nem sempre isso acontece, e então as pessoas retornam às suas profissões. Hoje existe apenas a regulamentação da profissão, mas na prática não muda em nada o que era antigamente: uma prestação de serviço. Nossa luta é para que haja ao menos um grupo de árbitros profissionais no Brasil, atletas que treinem como os jogadores. É preciso dar mais atenção à arbitragem. No começo dos campeonatos, ela é sempre ignorada, mas conforme os erros ocorrem, querem nos cobrar.
A: O árbitro rotineiramente aparece de forma negativa na mídia e na concepção dos torcedores. Isso atrapalha no desempenho de sua função?
S: Atrapalha muito, mas não efetivamente dentro do jogo. O maior problema é a cultura estabelecida, de que o árbitro não é um ser humano, mas sim uma máquina que não pode errar, sentir, se lesionar, etc. Aquele que apita deve ser visto com o mesmo respeito que aqueles que jogam. O árbitro deve ser um atleta que treina todos os dias e se dedica, para conseguir seu objetivo no jogo, que é conduzi-lo bem e não interferir no resultado. Cada vez mais o futebol evolui: estádios, equipamentos, tática, preparação física. O árbitro deve acompanhar essa evolução. Quando o atacante perde o gol, ele não é crucificado como o árbitro que erra, prejudicando um time. A quebra desse paradigma e a mudança de visão no mundo do futebol são algo interessante para o futuro.
A: Tem sido cogitado o uso da tecnologia, como o vídeo, para o auxílio da arbitragem. Qual sua opinião sobre o tema?
S: Acredito que tudo que venha para legitimar situações é bem-vindo. No entanto, antes disso o árbitro deve ter boas condições de trabalho e treinar diariamente, com simulações e preparação física, pois a repetição reduz o erro. Assim, ele irá bem e o vídeo será usado apenas em situações especiais, de maneira que o juiz não se torne um fantoche.
A: Existe algum tipo de influência externa, no trabalho do árbitro, por exemplo, em grandes “caldeirões”?
S: Não posso falar por todos os árbitros, pois não somos robôs, mas sim seres humanos, e cada um reage de uma maneira. Pessoalmente, isso nunca me influenciou muito, aliás, meu nível de concentração subia em grandes decisões com a presença de grandes torcidas. Há pressões muito maiores, como as inúmeras câmeras que flagram todo erro e o volume exorbitante de dinheiro que os clubes de futebol investem.
A: Árbitro tem time?
S: Claro que sim. O árbitro é uma pessoa que adora futebol e está inserido nesse mundo, não é uma figura alheia. Eu, por exemplo, estou desde os cinco anos com uma bola no pé e tenho meu time.O fato de eu torcer não influencia nas minhas decisões, já que meu interesse pessoal e profissional é maior do que o time: ali está meu ganha-pão. O mesmo ocorre com o jogador que atua contra um ex-clube no qual é ídolo: por ser profissional, ele defende o clube atual, sem sentimentalismos. O nível de consciência do árbitro com relação a seu papel é tão grande que ele separa as duas coisas. São muitos paradigmas a serem quebrados. É preciso uma mudança na cultura de como se vê o árbitro do século XXI.
O curso da Escola de Arbitragem Flávio Iazzetti tem duração de 18 meses. Após esse período, faz um estágio supervisionado nas categorias de base. As inscrições normalmente abrem ao fim do mês de junho. Para conferir o edital de seleção da truma 2015/2016, clique neste link:
http://www.fpf.org.br/arquivos/201506/1161840120.pdf
Endereço: Rua Federação Paulista de Futebol, 55 – Barra Funda – São Paulo/SP
CEP: 01141-040
Telefone: (11)2189-7000
E-mail: fpf@fpf.org.br
Site: www.fpf.org.br

Segunda, 6 de julho de 2015
Em um breve bate papo com o Árbitro Assistente FIFA do Paraná, Bruno Boschilia, que fala um pouco sobre a sua trajetória na arbitragem, experiências no quadro internacional e a expectativa para o futuro.
APAF-PR) Primeiramente se apresente e conte como começou sua trajetória na arbitragem.
R: Sempre gostei muito de futebol, mas não alcancei sucesso como atleta. Especificamente na arbitragem minha trajetória começou em 2001, quando iniciei o curso de arbitragem de futebol, sob orientação do professor Nelson Lehmkuhl e através de influência familiar. Neste mesmo ano comecei a atuar na Liga de Maringá, onde fiz meus primeiros jogos. No ano seguinte retornei à Curitiba e nos finais de semana viajava para Maringá para concluir o curso de arbitragem. Em 2003, já formado, me inscrevi na Federação e aí comecei atuar em competições oficiais.
APAF-PR) Hoje você é o representante da arbitragem paranaense no quadro internacional. O que isso representa para você?
R: Estar no quadro da FIFA é uma grande honra e satisfação, mas, também, uma grande responsabilidade, pois o Paraná possui uma grande história no futebol e na arbitragem. Por outro lado, isso me motiva ainda mais a treinar e buscar melhorar sempre, pois represento a arbitragem do nosso estado dentro e fora do país.
APAF-PR) No seu segundo ano no quadro FIFA você já participou de duas competições de seleções. Conte como foi receber as convocações, sua preparação, e como foi a experiência no Sulamericano Sub 17 e no Mundial Sub 20.
R: A convocação para o Sulamericano Sub 17 foi uma grande surpresa, tendo em vista que fui chamado de última hora para substituir um companheiro que reprovou no testes físicos. Recebi uma ligação na quinta-feira, sábado estava viajando para o Paraguai e na terça-feira já realizei as provas físicas. Provei aquela máxima que diz que “precisamos estar prontos para as oportunidades e não nos prepararmos para elas”. Caso não estivesse preparado, o sonho poderia ter ruído. Assim, nosso trio fez um grande Sulamericano, participando de partidas decisivas, e isto foi fundamental para que viesse a convocação para o Mundial Sub 20. A viagem à Nova Zelândia foi uma incrível experiência pessoal e profissional. Lá pude estar participando com companheiros de arbitragem de outras 34 nacionalidades e instrutores de todos os continentes. Nesta competição, atuamos em 3 partidas e acredito que tivemos um bom desempenho.
APAF-PR) Também neste ano você teve a oportunidade de trabalhar na mística La Bombonera, conte um pouco como foi essa experiência?
R: Este ano trabalhei em 4 partidas na Copa Libertadores, dentre elas uma entre Boca Juniors X Palestino, na La Bombonera, em Buenos Aires. Já havia visitado como turista, mas poder bandeirar lá foi uma grande experiência, por ser um estádio com muita história e uma apaixonada torcida.
APAF-PR) Quais são suas projeções para o restante do ano e para os próximos anos de carreira? Já pensa em uma possível Copa do Mundo?
R: O objetivo imediato é realizar um grande Campeonato Brasileiro, que é uma competição muito importante. Não faço muitas projeções para o futuro, é claro que tenho o sonho de participar de uma Copa do Mundo, mas é preciso viver um dia de cada vez. Assim, acredito que para chegar lá, o jogo mais importante é o próximo em que esteja escalado. Regularidade e consistência são fatores fundamentais para os árbitros.
APAF-PR) Para encerrar. Que recado você deixa para os árbitros que estão iniciando agora e para aqueles que ainda estão buscando seu espaço?
R: Diria para aqueles que estão começando que treinem, treinem e treinem! Para chegar à excelência é preciso muito treinamento, estudo e preparação. A estrada da arbitragem não é fácil, ao contrário, é dura e tortuosa, é preciso muita dedicação e persistência. Gostaria de dizer à todos os árbitros que temos que ser uma categoria mais unida, pois somente assim seremos mais fortes.
Bruno Boschilia
Curitibano de 31 anos, Mestre em Educação Física, se formou árbitro 2001 e começou a atuar pela Federação Paranaense de Futebol em 2003. Ingressou no quadro da CBF em 2008 e em 2014 conquistou a insígnia da FIFA. Durante esse período coleciona inúmeras partidas pelo Campeonato Paranaense, Copa do Brasil, mais de 80 jogos somente na Série A do Brasileiro, além de atuações na Copa Libertadores da América e Sulamericana. Atualmente faz parte da renovação da arbitragem brasileira proposta pela CBF.
A APAF-PR parabeniza o Árbitro Assistente, Bruno Boschilia, pela brilhante trajetória na arbitragem brasileira e mundial.
Por: Eduardo Furiatti
03/02/2017 às 19:31 | Assessoria CBF
Nesta segunda-feira (06), a Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf) irá realizar mais uma Audiência Pública para a divulgação dos árbitros escalados para a 3ª rodada do Hexagonal do Título e para a 3ª rodada do Hexagonal da Permanência do Pernambucano A1/2017. O evento será no salão nobre da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) às 15h.
A audiência é aberta ao público. Dirigentes de clubes, presidentes, torcedores e jornalistas estão convidados a participar.
O site da FPF transmitirá a audiência ao vivo.