AAV é utilizado em partida oficial

PARA VALER!

07/10/2017 às 20:08 | Assessoria CBF

Créditos: CBF / Divulgação

O curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) da CBF segue promovendo grande aprendizado aos participantes. Na tarde deste sábado (7), no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), foi disputado o duelo entre Brasilis-SP e Taquaritinga-SP. A partida,  válida pela 10ª rodada da 2ª Divisão do Campeonato Paulista Sub-20, contou com o auxílio da tecnologia na arbitragem.

No campo de jogo, o trio foi formado pelo árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo (CBF – SP) e os assistentes Daniel Paulo Ziolli (CBF – SP) e Bruno Salgado Rizo (CBF – SP). Na cabide com os monitores, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza foi o Árbitro de Vídeo e Anderson José de Morares Coelho ficou na função de Árbitro Assistente de Vídeo. Manoel Serapião Filho foi o Supervisor e Sérgio Corrêa ficou na supervisão geral.

Durante os 90 minutos, o Árbitro Assistente de Vídeo foi utilizado em alguns momentos e ajudou a sanar dúvidas. Além de checagens contínuas, houve quatro situações de interferência. Duas foram em lances de pênalti. Em uma, o árbitro marcou a penalidade e pediu o auxílio do VAR. Na terceira câmera foi possível ver que houve realmente um toque faltoso. Na outra jogada, o árbitro deu uma falta fora da área, bem próxima à linha da grande área. O árbitro de vídeo checou e foi constatado que a marcação estava correta.

O instrutor Manoel Serapião avaliou a experiência como positiva.

– Vejo que a função foi bem desempenhada hoje. O VAR foi acionado em alguns momentos e ajudou a arbitragem. Todo este processo foi iniciado no início do curso de capacitação. Já foi possível notar uma evolução na comunicação entre campo e cabine e no cumprimento do protocolo. Mas só depois de muitos treinamentos a exaustão e atividades como as que temos desenvolvido ao longo dos dois últimos anos é que vamos alcançar a excelência. Seguimos trabalhando – destacou.

O líder do projeto de VAR no Brasil, Sérgio Corrêa, satisfeito com mais um evento oficial, relembrou que o experimento foi aprovado em 5 de março de 2016, na 130a reunião da IFAB e nos dias 1 e 8 de maio. Dois meses depois a CBF já realizou os primeiros experimentos off-line nas finais do Campeonato Carioca 2016.

– Fizemos vários testes nas categorias de base em Teresópolis e as duas finais do Campeonato Pernambucano em 2017. Vamos para a sexta turma na próxima semana, totalizando 114 Árbitros treinados e 19 supervisores. Com total apoio da CBF chegaremos lá – acrescentou.

A partida terminou com triunfo do Brasilis pelo placar de 2 a 1. Uma terceira equipe, formada pela arbitragem brasileira, segue evoluindo e também venceu.

AAV: em busca do perfil ideal

TREINAMENTO INTENSIVO

05/10/2017 às 22:03 | Assessoria CBF

A Comissão de arbitragem da CBF está sempre em busca de evolução. O projeto do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) e o curso de capacitação da ferramenta no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), são provas disto. Durante o treinamento, os participantes trabalharam bastante e receberam orientações específicas em busca de um perfil ideal para o uso da tecnológica nas partidas.

O diretor da Escola Nacional de Árbitros de Futebol (ENAF), Alício Pena Junior, explica a metodologia que vem sendo implantada e pontua os objetivos gerais da iniciativa. Ele destaca a importância da execução do protocolo.

– A escolha recaiu sobre os árbitros e assistentes que atuam na Série A com mais constância. O curso conta com alguns árbitros promissores e a gente procura colocar para eles que no momento de reinício dos jogos, num lance de gol ou não gol, disputa de bola, possível impedimento, situação de mão… Esses que trazem dificuldades, que saibam que tem esse auxílio, que poderá salvar o árbitro em uma situação de jogo. Não é para o árbitro se escorar nele como uma muleta, mas é bom ele saber que essa ferramenta pode resolver uma situação onde humanamente não foi possível solucionar – afirmou.

O curso de capacitação do VAR vai chegando ao final da sua segunda semana de atividades e já recebeu três turmas de árbitros de assistentes. O instrutor de Árbitro de Vídeo Sergio Cristiano está desde o início do processo e vai acompanhar o trabalho até o encerramento. O profissional faz um balanço do que está sendo realizado.

– Independentemente dele (participante do curso) ser um árbitro da Fifa experiente ou sem muita tão experiência: o importante é qualificar esse profissional como está sendo feito aqui. Eles estão tendo uma equipe multidisciplinar à disposição, desde a psicóloga até os treinadores, para que busquem o perfil adequado. E isso está sendo feito com muito critério – acrescentou.

Dentre os participantes do curso com mais experiência está Leandro Pedro Vuaden. O árbitro da Federação Gaúcha vê a novidade com ótimos olhos e elogia o treinamento.

– É uma novidade ainda. Para você ter uma ideia, durante 90 minutos e no intervalo, o árbitro de futebol não tem acesso a imagem da TV. Mas com certeza quando ele chega no hotel vai buscar essa informação e ele tem a imagem da sua interpretação num determinado lance que pode ter definido o resultado de uma partida. E quando a definição dele de campo não fecha com essa imagem, com certeza é motivo de tristeza, de abatimento, e isso faz parte. Então esse processo que está sendo feito aqui, é maravilhoso. Acho fantástico, sonho com isso. Acho que está se tornando uma realidade e estamos chegando bem próximo disso. Realmente é aproveitar esse momento ao máximo possível. Não ficar com dúvida, praticar, praticar e praticar para que lá dentro do campo de jogo, quando acontecer a situação, a gente esteja devidamente apto para atender a demanda do jogo e a expectativa que está se criando em cima dessa inovação toda – finalizou.

ÁRBITRO DESDE PEQUENO

05/10/2017 às 12:54 | Assessoria CBF

Rodolpho Toski: destino traçado pela arbitragem

A arbitragem brasileira passa por um processo de renovação. Uma nova geração está surgindo e já rende bons frutos. Uma justificativa de tal afirmação é Rodolpho Toski Marques. Paranaense, o árbitro entrou para o quadro da FIFA neste ano de 2017, aos 29 anos. Conhecido por ter um perfil disciplinador, ele revela que a arbitragem apareceu cedo na sua vida.

– Na realidade comecei a apitar com 13 para 14 anos. Tentei jogar futebol e o meu pai logo cedo disse: ‘Meu filho, você com a bola não vai ter jeito de ganhar dinheiro. Só tem uma maneira, vai ser árbitro de futebol!’ Eu disse a ele: ‘Você é maluco! Como vou ser árbitro com 13 anos de idade? Eu quero é jogar bola!’ Aí ele foi lá, comprou um livro de regras, uma roupa de árbitro e fez eu decorar todas as regras. Enquanto eu não decorasse, ele todo dia vinha e falava: ‘Qual é a regra 10? E a 8, é qual?’ Eu errava e ele não me deixava ir pro campo ainda. Quando consegui acertar tudo, ele me botou para apitar um jogo de um clube da região metropolitana de Curitiba, fui muito bem nessa partida e daí comecei a me destacar nos campeonatos amadores. Me formei muito cedo pela Federação Paranaense de Futebol, com 17 para 18 anos, e fui fazendo jogos, treinando, me aprimorando, tentando sempre buscar o melhor para crescer dentro da arbitragem. Cheguei ao quadro da CBF e, neste ano, foi contemplado ao quadro da FIFA – destacou.

Ao todo, Rodolpho Toski já fez 68 partidas em competições da CBF. Nesta quinta-feira (5), ele irá para o seu primeiro jogo de Eliminatórias da Copa do Mundo, na função de quarto árbitro do duelo entre Venezuela e Uruguai. Se um dia o paranaense disse que o pai, Ademar Marques, era louco por sugerir o ofício da arbitragem, hoje ele não se enxerga em outra função.

– De maneira nenhuma! Por começar cedo acabei pegando muito gosto. E a arbitragem me deu tudo. Estudo, formação de caráter, de homem… Conheci pessoas que me ajudaram muito e agradeço tudo que eu tenho hoje pela iniciativa do meu pai no início e todas as pessoas que me apoiaram e deram todo o suporte para que eu conseguisse desenvolver essa atividade – acrescentou.

Nos últimos dias, Rodolpho participou do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) da CBF, em Águas de Lindóia (SP). Buscando sempre evoluir na carreira, ele falou sobre o contato com a tecnologia.

– É de suma importância esse aprimoramento com o Árbitro de Vídeo. É uma coisa nova no futebol e vai acrescentar muito nas questões claras de erro da arbitragem. O VAR vai corrigir equívocos do árbitro, acrescentará e minimizará bastante os erros. Vamos torcer para que dê tudo certo. Como os profissionais estão nos aprimorando, passando todos os protocolos, acredito que se forem cumpridos da maneira que o professor Serapião (Manoel, instrutor de VAR), o professor Sérgio Corrêa (líder do projeto de VAR no Brasil) e a FIFA pedem, terá o maior sucesso desde o início – finaliza.

1º AAV DO BRASIL

1º ÁRBITRO DE VÍDEO DO BRASIL

04/10/2017 às 23:18 | Assessoria CBF

Pericles Bassols compartilha experiência em curso

Pericles Bassols Pegado Cortez comandou grandes jogos ao longo da carreira. Só em competições organizada pela CBF são 210. O árbitro integrou o quadro da FIFA por sete anos e apitou em partidas de Eliminatórias da Copa do Mundo, Copa Libertadores da América, Copa Sul-Americana, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e campeonatos estaduais, incluindo finais no Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas e Ceará. Mas uma, em especial, é marcante para o carioca. No dia 7 de maio deste ano, ele foi o primeiro Árbitro Assistente de Vídeo da história do país, no jogo de ida da decisão do Campeonato Pernambucano 2017. Participando do curso de capacitação da ferramenta, ele compartilha a experiência que já teve com a tecnologia com os demais companheiros.

Representando a Federação Pernambucana, Bassols foi o VAR não só no primeiro, mas também no segundo jogo da decisão do de Pernambucano. Com o nome marcado na história da arbitragem e do futebol brasileiro, ele comenta o fato com muito orgulho.

– Foi uma honra ter sido convidado naquele momento do processo. A Federação de Pernambuco solicitou a experiência e o primeiro evento para a CBF. Eu estava no lugar certo e na hora certa. Foi um momento que calhou e é motivo de muita honra e orgulho ter desfrutado daquele momento, aprender um pouco antes e poder dar algum retorno disso para o futebol brasileiro. A maneira que eu tenho de retornar isso é agora estando aqui no curso, aproveitando junto com os colegas e aprendendo de novo – destaca.

Durante o curso de capacitação da Comissão de Arbitragem da CBF, que acontece no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), Pericles Bassols tem interagido com os instrutores durante as aulas e pedido a palavra para passar algumas orientações de quem já tem certa vivência com o VAR. Vale lembrar que antes de atuar como Árbitro de Vídeo nos dois jogos da decisão do Campeonato Brasileiro ele acompanhou o projeto por cerca de um ano.

– A minha tentativa na verdade é de não atrapalhar a dinâmica do professor e tentar enxertar algumas perguntas que são dúvidas no momento. Sobre o protocolo do VAR… Dúvidas recorrentes para quem está chegando e até para quem já teve algum contato, como eu. Durante as aulas é normal que surjam questionamentos. E é nessa maneira que eu tento ajudar. Mas nada do meu conhecimento é tão maior assim do que o dos colegas. Eu só tento enxertar alguma pergunta para que o professor possa desenvolver o tema, melhorar a abordagem ou dar um outro tratamento para chegar ao ponto da dúvida – acrescentou.

Uma das questões mais complexas do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) é a comunicação entre a sala de monitores e o trio no campo de jogo. Pericles Bassols acredita que o treinamento tratá um amadurecimento do diálogo entre as partes envolvidas.

– A comunicação talvez seja um dos maiores problemas da humanidade. Uma informação sair desse ponto e chegar ao outro ponto. Isso deve ter causado guerras, acabado com casamentos… Comunicação, informação, a maneira como saem de um ponto e chegam ao outro. Só se consegue melhorar isso com treinamento. É o que a gente está fazendo aqui. Viemos para treinar, colocar o sistema em prática, toda a estrutura em prática, as pessoas envolvidas estão treinando e se capacitando para que cada vez mais consigam reagir a uma situação onde haja um bloqueio, uma interferência na comunicação para poder superar esse pequeno problema e chegar a uma conclusão ou a uma solução – finalizou.

Heber transmite experiência em curso

ÁRBITRO ASSISTENTE DE VÍDEO

04/10/2017 às 10:33 | Assessoria CBF

Heber Roberto Lopes transmite experiência em curso

Heber Roberto Lopes. Quando se fala em arbitragem brasileira logo surge este nome. O árbitro é uma lenda do ofício no país. Aos 45 anos, ele tem um currículo de fazer inveja. São quatro finais de Copa do Brasil, mais de cem jogos Conmebol e FIFA, incluindo a final da última Copa América, e exatas 434 partidas pela CBF. Este último número é um recorde que dificilmente será quebrado.

Conhecido por ter um perfil estudioso, por sempre levantar as características de jogadores das equipes em que fará jogos, Heber terá mais um elemento de estudo: o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Ao longo dos últimos cinco dias, o paranaense de Londrina fez o curso de capacitação da ferramenta da CBF no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), e compartilhou um pouco da experiência que adquiriu ao longo da carreira com os demais companheiros. Em entrevista ao site da CBF, Heber exaltou a chegada do VAR no futebol.

– É uma ferramenta que veio para ser o olho digital. O olho humano não consegue mais acompanhar. Tenho o auxílio tecnológico em outros setores e no futebol não pode ser diferente. Essa ferramenta veio para suprir as deficiências que a equipe de arbitragem comete. Aqueles erros mais claros, gigantes… A tecnologia será importante para que este tipo de problema seja sanado. A dinâmica da arbitragem continua. Essa ferramenta vem para agregar. Existe todo um procolo a seguir, não se pode ter interferência sempre, são quatro situações protocolares apenas – afirmou.

A arbitragem brasileira passa por um momento de transição no quadro. Como o mais experiente na função, Heber enxerga com bons olhos a mudança e faz elogios aos árbitros jovens que estão surgindo.

– Estamos passando por uma renovação do quadro, e isso é muito importante. Toda a renovação leva um período de adaptação. Estamos vendo com bons olhos todo o trabalho da comissão, que não vem medindo esforços para nos trazer novos procedimentos… Tudo isso é mais importante. É preciso também partir do árbitro um pouco mais de entrega em todas as situações. Vejo essa renovação com bons olhos, temos bons árbitros e tenho certeza de que a arbitragem brasileira não deixa a desejar a nenhuma arbitragem do mundo. Vem uma leva nova, com árbitros novos, e esperamos que esses jovens consigam absorver bem essas informações para colocá-las em prática – acrescentou.

Com uma experiência única traduzida pelos números citados anteriormente, Heber pode falar com autoridade sobre a arbitragem. Ao comentar o status e respeito adquiridos pelos árbitros e assistentes brasileiros na América do Sul e no resto do mundo, o paranaense aproveita para transmitir conselhos aos jovens que estão ingressando no ofício.

– Eu tive o prazer de atuar com grandes árbitros, renomados, que apitaram Mundial, Olimpíada… E a cada jogo que eu participava com esses árbitros eu tinha a preocupação de escutar. Cada um tinha a sua particularidade, mas o objetivo de todos era conquistar torneios importantes, jogos importantes, e o Campeonato Brasileiro, que é uma vitrine muito grande. Hoje, atuando pela CBF, esses árbitros tem de dar valor ao Campeonato Brasileiro. É através dele que se busca as competições internacionais. A arbitragem brasileira, não só aqui na América do Sul, como em qualquer lugar do mundo, quando você entra em campo e o sistema de som anuncia: ‘equipe de arbitragem, árbitro tal, Brasil’, você sente que a torcida recebe com bons olhos. Diria a esses árbitros (iniciantes) que estão em uma das confederações mais respeitadas do mundo, que se dedicassem, ouçam as pessoas mais velhas, e não deixem os pilares mais importantes de lado, físico, social, mental, técnico… Tudo isso. Quando forem solicitados para atuar em competições internacional, sejam recebidos de maneira natural. Diria a eles que se preparem nessas atividades para que quando o convite chegar estejam prontos – finalizou.

Integrante da segunda turma do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo da CBF, Heber Roberto Lopes finalizou as aulas e recebeu o certificado de conclusão na última terça-feira (4). Durante a cerimônia, o árbitro teve a carreira exaltada pelos instrutores e foi homenageado pelos demais colegas, que ficaram de pé para aplaudi-lo.

Orgulho do Norte brasileiro

REPRESENTANTE DO PARÁ

03/10/2017 às 23:14 | Assessoria CBF

Dewson Freitas: orgulho do Norte brasileiro

Aos 36 anos, Dewson Freitas já é considerado um dos maiores árbitros do Brasil. No segundo ano no quadro da FIFA, o paraense vive o grande momento da carreira. Durante os últimos cinco dias, ele participou do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) e mostrou muita dedicação e empenho para aprender a usar a tecnologia.

Em entrevista ao site da CBF, Dewson fez um balanço da carreira. Nascido em Belém, o árbitro iniciou a conversa falando sobre a emoção de chegar ao quadro internacional.

– Sou muito grato a Deus por ter me dado esse dom. Lá na infância eu ainda não tinha essa dimensão do que é ser um árbitro de futebol. Todas as responsabilidades, os pilares… E chegar ao quadro internacional só foi possível porque consegui apresentar um diferencial. Sou muito grato a Deus por iluminar esse caminho. É um trabalho que requer muitos anos de dedicação, estudos, mas não podemos deixar de pontuar a base da estrutura. Meu principal pilar é a minha família, me dá a sustentação para chegar e fazer bons jogos, uma boa viagem, um bom evento, como estamos finalizando aqui o do VAR agora… Então, o importante é conseguir focar e ter os pés no chão sempre – destacou.

Com todo o sucesso, Dewson virou uma personalidade do esporte em Belém. Inspirados nele, muitos jovens passaram a ter interesse e procuraram a Escola Paraense de Arbitragem com o objetivo de ingressarem no ofício. O árbitro mostra muito orgulho por servir de exemplo.

– A procura (pela escola de arbitragem) está sendo muito grande. Não tem nem mais turmas por agora! É um orgulho, me sinto muito feliz por estar passando essa visibilidade, não só para o Estado, mas para as pessoas também, mostrando que você mesmo sendo simples, humilde, tem sim o seu valor. Venho conseguindo mostrar que tudo é possível. Basta você querer, você buscar, e sempre procuro passar que você pode chegar. Só depende da sua vontade e de procurar fazer as coisas da forma correta – acrescentou.

Todo este prestígio de Dewson na sua Terra Natal não existe apenas pelo sucesso, mas ocorre também pelo fato de que ele é o primeiro árbitro do Pará no quadro da FIFA desde 1950. Antes dele, apenas Gilberto de Almeida Rego, na Copa do Mundo de 1930, e Alberto da Gama Malcher, que apitou a Copa de 1950, representaram o Estado na arbitragem internacional. A dupla, no entanto, atuava por outras federações. Dewson confessa que já recebeu convites, mas conta que traçou um objetivo: atuar em um Mundial como representante da Federação Paraense.

– Me emociono até quando falo sobre isso. É o sonho de qualquer árbitro fazer uma Copa do Mundo. Sou muito grato ao Sérgio Corrêa, serei grato pelo restante da minha vida, por ele ter apostado em mim, e sou o primeiro árbitro do Norte do Brasil, saindo das minhas raízes, mantendo a Federação, a ingressar no quadro internacional. Fiz questão de continuar no meu Estado. Tracei o objetivo de conquistar o tão sonhado escudo da FIFA. Consegui no ano de 2015, teve uma grande repercussão e fiquei muito feliz. Estou passando por um momento muito bom, de amadurecimento, e hoje enxergo que estou bem mais maduro do que quando fiz o meu primeiro curso, lá atrás, na Granja Comary. Essa evolução é muito importante para o árbitro de futebol. É preciso ter atitude – finaliza.

AAV: Marinho avalia preparação

CURSO DE CAPACITAÇÃO

03/10/2017 às 21:02 | Assessoria CBF

Árbitro de Vídeo: Marcos Marinho avalia preparação

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

O curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) recebeu a terceira turma na tarde desta terça-feira (3). A preparação para o uso da ferramenta tecnológica segue em ritmo forte no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Marcos Marinho, acompanha as atividades de perto.

Esta terça foi marcada pelo encerramento da segunda turma de 16 árbitros e assistentes e o início do cronograma da turma 3. Marcos Marinho fez uma análise do desempenho dos participantes.

– Acho que é de suma importância para quem vai operar todo o equipamento, fazer o jogo, a forma como a gente vai utilizar essa ferramenta. Vimos que não é tão fácil, não é tão simples. É complexo. Requer equipamentos, pessoas bem treinadas, operadores bem treinados, para que a coisa transcorra dentro da normalidade de uma partida. Sempre visando interromper o mínimo possível. É esse treinamento que estamos fazendo. Vamos manter a qualidade dentro da performance dos árbitros. Para isso temos de estar aqui treinando exaustivamente – destacou.

O nível de evolução dos árbitros e assistentes no trato com a ferramenta do VAR é nítido para o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF. Marinho, no entanto, enfatiza que o trabalho não para por aqui.

– Eles têm um ganho muito grande na medida em que vão treinando e se adaptando ao trabalho da forma como tem de ser feito. O treinamento está muito positivo, mas vamos continuar. Não termina aqui! Teremos algumas simulações de partidas, o já é diferente, com uma outra conotação, e depois virá a partida para valer. Então, espero que quando dermos o pontapé inicial, já esteja todo mundo preparado – acrescentou.

As atividades do curso de capacitação estão ajudando bastante. É o que diz o árbitro Rodrigo Raposo. O representante da Federação do Distrito Federal, no entanto, reforça que o VAR deve interferir no jogo o menos possível.

– Tivemos atividades muito interessantes para praticar tudo o que aprendemos na parte teórica e assimilando o jogo com o auxílio do Árbitro de Vídeo. Temos de atuar como se não tivesse o VAR. Ir para o jogo naturalmente e, se tiver um lance claro, clamoroso, que o árbitro de campo não tenha observado, aí sim o Árbitro de Vídeo vai intervir – declarou.

NA LIBERTADORES FEMININA

NA LIBERTADORES FEMININA

03/10/2017 às 09:00 | Assessoria CBF

Arbitragem: Ana Paula revela expectativa com trio

Créditos: Marcos Paulo Rebelo/CBF

O arbitragem brasileira será muito bem representada na Copa Libertadores da América de Futebol Feminino 2017. Em campo, teremos o trio formado pela árbitra Edina Alves e as assistentes Neuza Back e Tatiane Sacilotti. No comando, Wilson Luiz Seneme será o presidente da Comissão de Árbitros, Roberto Perassi assessor dos árbitros e Ana Paula Oliveira atuará na competição na função de instrutora e assessora. A coordenadora nacional de instrução da ENAF/CBF falou sobre este grande momento.

– É difícil falar das meninas. Pareço mãe. Estou muito orgulhosa com a Tati, com a Neuza e com a Edina. É um trio pré-selecionado para o Mundial da França, em 2019, somos candidatadas, e estou maravilhada com a dedicação, com o empenho, com a evolução do trabalho em equipe… É um grupo que não se conhecia, as três são de estados e culturas diferentes, mas estão trabalhando em equipe com uma maestria absurda. Aproveito para agradecer ao Coronel Marinho, ao Alício Pena Júnior, ao Cláudio Cerdeira e ao Ricardo Almeida, por apostarem nas meninas, que estão sendo escaladas, o que ajuda muito. Tatiane e Neuza estão fixas no sexteto masculino, estão tendo jogos com regularidade, o que agrega muito valor… A Edina, por sua vez, vem atuando no Sub-20, trabalhando em competições femininas, atuando como árbitra adicional. Isso faz toda a diferença – destaca.

Ana Paula chega ao Paraguai na próxima quinta-feira (5) para iniciar os trabalhos visando a Libertadores, que acontecerá no período de 7 a 21 de outubro. A coordenadora revela que tem feito um trabalho para controlar a ansiedade das árbitras e assistentes na expectativa pela vaga na Copa do Mundo Feminina. Ela destaca que um bom desempenho na Libertadores é fundamental para ter êxito no objetivo principal.

– Temos ainda um ano pela frente, já que a lista deve sair em novembro de 2018. Como instrutora estou um pouco ansiosa, é normal. Tenho trabalhado o controle da ansiedade, até juntamente com as meninas, e temos esse período de mais ou menos 11 meses para provar que somos capazes de ir e representar bem não só o país, mas a Conmebol e a FIFA em um grande torneio – finaliza.

ENTRE INSTRUTORES E ÁRBITROS

ENTRE INSTRUTORES E ÁRBITROS

02/10/2017 às 18:48 | Assessoria CBF

Treino com Árbitro de Vídeo cria troca de funções

Um exercício diferente foi realizado durante o curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo da CBF nesta segunda-feira (2). O líder do projeto de VAR no Brasil, Sérgio Corrêa, anunciou na noite anterior como seria a atividade. Os árbitros e assistentes planejaram jogadas para executar em campo, como jogadores, para que os instrutores e supervisores tivessem a missão de avaliar na sala dos monitores, na função de VAR.

O objetivo do trabalho era que cada um se ambientasse com as diferentes funções. Vivendo o que o companheiro sente na pele, cada um dos participantes passou a entender melhor as necessidades e possibilidades dos colegas.

O instrutor Manoel Serapião atuou por 20 minutos como árbitro de vídeo. Enquanto isso, os árbitros desenvolveram lances polêmicos no gramado do Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Serapião destaca a importância desta troca de funções.

– Nós fizemos uma inversão de papéis. Os instrutores ocuparam o lugar do Árbitro de Vídeo em determinado período do treino para que a gente tivesse a perfeita noção de como as coisas se passavam. A questão da ansiedade, do apoio tecnológico… Porque a gente passa para a pele deles. Quando passamos pela dificuldade, compreendemos a dificuldade do outro – enfatiza.

O árbitro Pablo Alves foi para o campo e atuou como árbitro assistente. O representante da federação paraibana falou sobre os momentos que esteve em um papel um pouco diferente do que está acostumado.

– Foi algo muito interessante para nós. Sentimos na pele o que os jogadores fazem. Eu mesmo sou árbitro central e fui ser assistente. Acabei sentindo um pouco o que o assistente passa, a visão deles… Foi uma troca muito salutar. E para os nossos instrutores é bem interessante que sintam a pressão de tomar uma decisão como Árbitro de Vídeo – acrescentou.

A supervisora Ana Paula Oliveira revelou o que sentiu na função de VAR. A profissional comentou a importância de um dos principais aspectos trabalhados no curso, o pilar mental.

– Senti que é necessário ter muita tranquilidade, serenidade, conhecer o plano de câmeras… Saber o que buscar para que essa informação seja rápida ao árbitro de campo. O assistente tem de ser um iceberg. O Árbitro de Vídeo e o seu assistente têm de ser frios. Se não tivessem essa consciência, pouco vão ajudar o árbitro no jogo – destacou.

Testes com AAV seguem a todo vapor

PREPARAÇÃO

01/10/2017 às 22:57 | Assessoria CBF

Testes com Árbitro de Vídeo seguem a todo vapor

O domingo (1) foi de muito trabalho para os 16 árbitros e assistentes da segunda turma do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), realizado no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Os participantes foram cedo para o gramado e fizeram a simulação de partidas de futebol para treinar jogadas com o VAR.

No período da tarde, os instrutores de árbitro de vídeo separaram lances para debater se necessitavam ou não do auxílio do VAR com os árbitros e assistentes. Na sequência, foi aplicada uma prova sobre o protocolo da ferramenta. O instrutor Manoel Serapião fez a correção no telão do auditório, juntamente com os participantes. Muitos aproveitaram para tirar dúvidas específicas.

– É uma novidade. No primeiro momento causa um certo espanto, mas com o passar dos dias já se nota uma evolução, dá uma tranquilidade maior na hora de passar a informação para o árbitro no campo de jogo. Então, acho que esse sincronismo com os instrutores, os lances, o momento de intervenção, o equilíbrio das atividades… Tudo isso está sendo de uma valia muito grande – destacou o árbitro Grazianni Maciel Rocha.

Encerrando o dia, o líder do projeto do Árbitro Assistente de Vídeo no Brasil, Sérgio Corrêa, passou aos participantes as atividades que serão desenvolvidas ao longo da segunda-feira (2) e os dividiu em três grupos. Ele terão a missão de preparar exercícios para serem aplicados no campo de jogo, sempre para criar a dúvida da necessidade ou não do auxílio do VAR.