Medidas simples….

17 MEDIDAS SIMPLES PARA MELHORAR A ARBITRAGEM

Por Salvio Fagundes, com apoio de….

9 de maio de 2015

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol. Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

 1) Excluir da responsabilidade do árbitro as rotinas administrativas

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

Resposta – Há menos de dez anos, um relatório de arbitragem era composta por uma dúzia de paginas para ser preenchida manualmente, inclusive os nomes de todos os jogadores e integrantes das comissões técnicas. A partir de 2013, foi instituída a sumula eletrônica, que e elaborada em menos de 20 minutos pelo quarto arbitro. Aqui devemos lembrar que a legislação esportiva imputa ao arbitro a responsabilidade da confecção do documento, portanto, primeiro mudar a lei federal.

2) Arbitragem comandada por profissionais com capacitação em gestão de pessoas

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

Resposta – Não vou entrar no mérito, pois menciona técnicas militares e pessoas com capacitação em gestão, mas na ativa. Realmente as Instituições e Escolas Militares são referências, a ponto de todo e qualquer problema nacional percebemos: chama as forças armadas e seus gestores….

Como sabemos que as sugestões tem participação de alguns conhecidos esperamos que possam ler ou perguntar de forma direta.

Posso afirmar que a arbitragem foi comandada por uma única pessoa até 2005, o falecido Armando Marques , o mais “militar” de todos os que comandaram a arbitragem e este é amado.

3) Contratar um instrutor técnico por unidade da federação para qualificação e correções técnicas

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

Resposta – A CBF realizou de 2007 a 2016, 8 cursos para instrutores, todos treinados pela FIFA, Alarcon, Oscar, Larrionda, Salvio, Seneme etc.

Em 2014, foram realizados 82 cursos pelo pais, atingindo quase 800 árbitros, tudo documentado. Aqueles que desejarem podem acessar o site da CBF e verificar os instrutores chancelados (físicos, técnicos e psicólogos).  Em 2015 quase 100 e, em 2016, quase 130 cursos por todo país.

Na Conmebol, são considerados instrutores para America do Sul, Oscar Ruiz, Jorge Larrionda, Wilson Seneme e Carlos Alarcon.

4) Contratar um preparador físico por unidade da federação para monitoramento da capacitação física do árbitro

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

Resposta – De 2014 a 2016 realizamos cursos para estes educadores. Mais de 2/3 dos estados tem profissionais da área.

5) A CBF assumir a responsabilidade pelo árbitro

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

Resposta – O regime brasileiro eh federacionista. A FIFA, CONMEBOL e CBF não formam árbitros.

6) Definição nominal dos árbitros que atuarão por série

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

Resposta – Isto já e feito no Brasil. Adotamos as orientações da FIFA, ou seja, os árbitros são classificados em categorias e, dentro da logística possível, aproveitamos a maioria, pois temos que ter um olhar para todos . Temos exemplos de regiões anteriormente esquecidas, hoje contam com referências, mas alguns, da elite da sociedade esportiva, pensam de forma diferente. 

7) Meritocracia

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

Resposta – A CBF não atende a pedidos de Federações para designar árbitros. Armando Marques (1997 a 2005), Edson Rezende (1997 – 2007). Estou neste meio desde 1982 e desde lá ouço isto, aliás lembro a mídia esportiva comentou muito sobre fatos da arbitragem sulamericana no período de agosto de 202 a agosto de 2014. Basta ler os principais órgãos ou pesquisar no google.

8) Rodízio na escala dos árbitros

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

Resposta – Com a inserção das categorias e renovação da arbitragem, a cada ano reduzimos a quantidade de jogos, mas ainda não temos uma quantidade de árbitros para tal. Na Serie B, temos dados que demonstram que mais quase dois tercos das vinte equipes não teve repetição de árbitros em suas partidas. O sorteio, as vezes, impede de chegarmos a 100%.

9) Feedback pós-rodada com todos os árbitros usando sistema de conferência

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

Resposta – Em 2014, isto foi feito pelos Delegados Especiais, de agosto a dezembro, no próprio campo. Uma federação tentou realizar isto, ou seja, os árbitros deveriam ir ate a entidade para receber as informações. Durou menos de três rodadas, pois os compromissos pessoais (familiares principalmente) impediram seu prosseguimento. A CBF esta viabilizando o sistema de conferencias e sera implantado a médio prazo. De qualquer forma, os árbitros terão que se dirigir a suas Federaçõess num primeiro momento. O arbitro brasileiro recebe um resumo de tudo que precisa ser cobrado nos campos de jogo (circular 008), além do tema sempre ser debatido nos treinamentos que todos os anos eh realizado nas 27 Federações. Nesta temporada, por conta do curso de atualização dos instrutores na Bolivia, a ENAF adiou para depois do referido curso (3 de maio).

Motivo – alguma novidade pedagógica que evitaria uma jornada técnica como ocorreu em 2014 (antes do inicio da Copa), por conta de algumas informações sobre alguns temas.

As ferramentas de comunicação auxiliam e muito na rapidez da informação num pais continental como o Brasil. Desconhecer isto eh interessante.

 10) Tecnologia da linha do gol

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

Resposta – O departamento de marketing tem trabalhado neste tema, mas ao contrario, não eh bem assim. Alguem tem duvida que se fosse fácil, a CBF já não teria implementado?.

Numa rápida analise dos campeonatos regionais, com mais de 1000 partidas nos primeiros quatro meses do ano, quantos lances ocorreram que levassem a correr num assunto de elevado custo? Respondo: 4 (quatro), com 50% de acertos.

12) Alterar a forma de renumeracao dos árbitros

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

Resposta – Hoje o dólar esta pouco mais do que 3 dolares, mas durante muito tempo 1 dolar variava entre 1,50 e 2,00 reais. Alias, o aumento das taxas internacionais ocorreu apenas em 2013.

Quantos árbitros são alcançados pelo sistema da AFA?. No Brasil, o total de Oficiais chega a 698. A ideia dos pacotes entraria na mesma conta 698 x pacotes, a não ser que a sugestão seja apenas para os de elite? Pediria que, além das sugestões para mudar, como fazer e algumas perguntas fossem respondidas –

  1. Quem paga e de quanto seria a conta desta estrutura sugerida?
  2. Depois de encerrada a carreira, em media de 20 anos, o que faria o arbitro?
  3. Qual sistema seria adotado?
  4. Se o arbitro fosse demitido iria atuar em que entidade?
  5. A legislação atual permite isto?
  6. Como os árbitros seriam reunidos neste Brasil continental
  7. Os jogadores profissionais erram e perdem jogos e títulos, continua a jogar.
  8. O arbitro que comete um equivoco considerado elevado em uma decisão e perdoado?
  9. Qual a quantidade de profissionais atenderia aos árbitros (quantos estão disponíveis) nas cidades de origem neste pais continental?

12) Pronunciamento da Comissão de Arbitragem no pós-rodada

Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

Resposta – Realmente o Chefe do Apito da FIFA se manifestou, inclusive apoiando a decisão do arbitro da abertura da Copa 2014, que ele acertou e foi muito bem. O que observamos depois? Quantos jogos ele fez? O discurso foi um pouco diferente da pratica. Quantas vezes ele deu entrevistas depois. Teria uma pergunta a fazer sobre as designações da ultima Copa, orientações sobre cartões amarelos e vermelhos etc. Um dos assistentes equivocou-se numa partida e não foi dispensado, mas foi sacado do trio fixo.

13) Busca de talentos

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

Resposta – Isto vem sendo feito, todavia como não se acompanha o trabalho geral, mas apenas parte, a impressão acaba convergindo para isto. Alias, quem o ajudou a escrever isto sabe muito bem do que estamos falando. A diferença e que se fala demais, sem conhecimento ou fundamento. Quem sabe teremos a oportunidade de observar o mesmo na gestão num futuro não muito distante.

14) Desenvolvimento de software para gerenciamento de escalas

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

Resposta – Dizer que um oficial de arbitragem ser designado na reserva (quarto arbitro) seria inoportuno e desnecessário, realmente e querer fazer a critica para embasar sua tese de um software. Todos que militamos no futebol sabe que todo jogador, comentarista e arbitro quer atuar, se possível, todos dias.

Detalhe – Isto já ocorreu com o analista. Fez um jogo num dia e no outro, também….

Mas vamos explicar cada caso:  

  • Claysson Veloso atuou dia 26 de abril – dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias)

Ele atuou no dia 26 e no dia 30 de abril como arbitro central, ou seja, com quatro dias de diferença. O arbitro viajou no dia 28 totalmente descansado e atuou sem qualquer problema.

  • Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina

Aqui com total razão, mas o fato era que na partida da equipe Santos era outro arbitro designado, como ele pegou dengue. Foi solicitado que um dos membros da CA indicasse dois nomes e que observasse justamente isto, mas acabou falhando.

Por outro lado, registramos que a partida estava agendada para outro dia e foi antecipada, ocasionando o problema e o sistema apresentou um problema, ou seja, quando digitamos o nome dos árbitros, existe a indicação de menos de 72 horas de uma partida ou outra, mas depois de fechada a escala e feita outra dias depois, o sistema não emite tal aviso.

 De qualquer forma, posso considera 1 erro em 334 partidas realizadas.

  • Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo

 A partida final ocorreu no dia 25 e ser quarto arbitro, dia 29, na partida Capivariano x Botafogo, a 32 km de suas cidade de origem (logística), não pode ser considerado um erro.

15) Resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

Resposta – Os instrutores foram orientados – quando na função de Delegado Especial – a acompanhar o plano de trabalho elaborado pelos árbitros, mas nem todos gostam de fazer isto em todos os jogos e um ou outo reclama disto. Pedem a retroalimentação após os jogos

16) Departamento de arbitragem com independência e isenção

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

Resposta. Talvez o arbitro que sugere isto deve estar acostumado com tal situação que, na CBF, realmente não ocorre (Armando Marques, Edson Rezende até o momento, ou seja, desde 1997, que isto vem sendo afirmado). No interior dizemos: “quem usa, cuida!”

17)Transparência nos contratos de publicidade que envolva os árbitros

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

Resposta: Quando esteve nas entidades, o que fez para que tal fato fosse alterado. E foram dois anos. Se precisarem, temos um gande acervo para que possamos relembrar muitos fatos juntos.

Referência: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

Árbitros recebem insígnias

NESTA QUINTA (16)

15/02/2017 às 19:06 | Assessoria CBF

Árbitros recebem insígnias FIFA em evento na CBF

Nesta quinta-feira (16), às 12h, 28 árbitros e árbitros-assistentes, todos do quadro FIFA, receberão as insígnias da entidade máxima do futebol em cerimônia no auditório da sede da CBF. O evento encerrará o ciclo de atividades do Treinamento para Árbitros de Elite, que acontece desde a terça-feira (14) no salão de reuniões do Hotel Promenade Link Stay, no Rio de Janeiro.

Os árbitros Rodolpho Toski, Deborah Correia, Rejane Caetano, Wagner Magalhães e Wagner Reway, e o assistente Danilo Simon Manis passam a fazer parte do quadro maior da arbitragem. Os demais formalizarão a renovação do vínculo com a FIFA.

A imprensa terá acesso ao local do evento a partir das 10h30.

Autoridades da arbitragem participam de curso de treinamento

Além dos árbitros participantes, estiveram presentes o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Marcos Marinho; o vice-presidente, Alício Pena Júnior; o diretor técnico da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF), Manoel Serapião Filho; e coordenador do Projeto de Desenvolvimento e Implementação do árbitro de vídeo, Sérgio Corrêa; além de outras referências da arbitragem no país.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitragem-de-elite-faz-curso-no-rio-de-janeiro?ref=more#.WKTNFPnhDIU

Arbitragem no …

…futebol-espetáculo

Quem continua a querer que a arbitragem seja feita a olho nu e a correr no campo ou é ignorante ou pensa que a pode manipular a seu bel-prazer

Aqui neste jornal, em 7 de outubro de 2015, escrevemos um artigo sobre a matéria cuja leitura recomendamos, até para se perceber a ignorância e impreparação de muitos árbitros do futebol profissional português que, para além de falta de preparação técnico-científica no trabalho que fazem, revelam também grande impreparação em questões sociais e jurídicas, chegando ao ponto, segundo o “Correio da Manhã” de 23 de agosto de 2015, de exigirem a Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, castigos aos críticos das suas atuações profissionais, quer a clubes quer a dirigentes e treinadores, porque consideram isso “uma situação intolerável”.

Já o afirmámos (7 de outubro de 2015, pág. 31 do jornal i), mas reiteramos o nosso espanto e indignação por tal postura mental, que mais se enquadra num país como a Turquia ou a Coreia do Norte, para ficar por aqui, que aí sim, não há direitos humanos nem os autóctones são iguais perante a lei.

Mas Portugal é uma democracia plural, embora certos árbitros, segundo parece, pensem que estamos no tempo da ditadura.

Mas, agora, a questão assume outra dimensão, e é ela esta: todo o profissional, ao exercer a sua atividade profissional, deve ser enquadrado, controlado, com avaliação do seu trabalho por entidade própria, constituída para esse objetivo, tendo em vista a regulação dessa atividade, com o propósito de garantir o seu bom e normal funcionamento, que se considera de interesse social.

Só que os clubes de futebol, ao tornarem-se empresas (sociedades anónimas) e ao atingirem uma dimensão enorme em tudo – até em passivos –, esqueceram-se de proteger os seus interesses ao não cuidarem de assegurar uma arbitragem 100% profissional, com pessoas altamente preparadas e bem pagas, com estatuto social alto, para garantirem competência, isenção, seriedade e imparcialidade, única forma de não serem prejudicados a não ser pela fraca prestação das suas equipas em campo, ou seja, não tomaram a atenção devida a um pequeno pormenor: estão hoje em causa, em cada jogo, milhões de euros, os treinadores e jogadores ganham milhões, mas quem “pode” decidir o jogo (para o bem e para o mal) ganha o quê? Um jantar, uma gratificação, um salário modesto e, pior que isso, muitas vezes com pouca preparação técnico-científica e com pouca cultura geral, o que, infelizmente, pode vir a confundir-se com outras coisas…

Há que defender o futebol profissional, que não é desporto, é apenas o ganha-pão de muitos trabalhadores do desporto profissional, que deve depender da inspeção dos espetáculos e, neste sentido, organizar-se com uma estrutura profissional, de dirigentes, jogadores e árbitros, com obrigações e direitos, mas todos passíveis de sanções disciplinares, quando for julgado adequado, pelos órgãos próprios para o efeito.

Sobre a arbitragem, quem continua a querer que ela seja feita a olho nu e a correr no campo ou é ignorante ou pensa que a pode manipular a seu bel–prazer.

Há que criar condições para impedir a corrupção em todas as atividades do país, e esta, já que é uma atividade importante e que movimenta milhões, deve ter a intervenção do Estado para a proteger da corrupção e evitar tumultos sociais, e até centenas de mortes.

Como? É simples: dando formação adequada a todos os intervenientes e regulando o setor como uma indústria que é!

N.B. – Sem meios eletrónicos adequados, o resultado é aquele que o árbitro quiser. Ninguém, hoje, é capaz de dizer, a olho nu, quem é o vencedor de uma corrida de 100 metros planos.

O futebol, neste aspeto, está na Idade da Pedra, e isso favorece a corrupção.

https://ionline.sapo.pt/547833?source=social