Apoio – 2012

Fora da Conaf, Corrêa revela apoio de Marin para combater doença

http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/09/bastidores/fora-da-conaf-correa-revela-apoio-de-marin-para-combater-doenca.html

Helder Júnior São Paulo (SP)

Sérgio Corrêa não guardou nenhum rancor por ter sido retirado da presidência da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) por José Maria Marin, há menos de um mês. Ao contrário. Agora responsável pelo recém-criado Departamento de Arbitragem da entidade, ele se aconselhou com o próprio mandatário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para combater uma doença motivada pelo estresse que acumulou em sua antiga função.

Nesta entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.net, Corrêa revelou sofrer de herpes-zóster, virose incurável decorrente de uma variante do vírus da herpes, a mesma que provoca a varicela (a popular catapora). As dores na face já fizeram com que o antigo homem forte da arbitragem nacional desejasse ser atropelado por um caminhão. Segundo ele, seriam também a principal causa da sua saída da Conaf – e não o fato de o assistente Emerson Augusto de Carvalho ter ignorado três impedimentos consecutivos no lance do segundo gol da vitória do Santos sobre o Corinthians, por 3 a 2, em jogo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Polêmicas como aquela que antecedeu a mudança na Conaf, contudo, não afligem mais Sérgio Corrêa. Com um cargo burocrático dentro da CBF, o ex-oficial da Aeronáutica tem menos preocupações e mais tempo para tratar a sua doença. Ele ainda contesta quem acusa a existência de uma “grande quadrilha” na entidade, porém já saiu de foco. Na última sexta-feira, tirou licença com o intuito de consultar médicos recomendados por José Maria Marin e pelo vice Marco Polo Del Nero, que também comanda a Federação Paulista de Futebol (FPF), antes de viajar a Guaratinguetá (SP) e continuar a organizar um livro de memórias. Cogitou ainda fazer acupuntura e até uma cirurgia, que lhe tiraria a sensibilidade tátil do rosto.

Enquanto Sérgio Corrêa descansa, cuida da saúde e escreve uma espécie de biografia, seu substituto Aristeu Leonardo Tavares trabalha para diminuir os problemas do habitualmente contestado quadro de árbitros da CBF. O coronel da Polícia Militar chegou a declarar que não pretende aproveitar “nada” do trabalho de renovação feito na gestão passada da Conaf – e voltou atrás depois. O que não foi suficiente para abalar o antecessor, orgulhoso por ter contribuído com uma melhora de 30% (de acordo com a sua autoavaliação) da arbitragem brasileira nos últimos anos.

Gazeta Esportiva.net: Como está a sua vida após a mudança de cargo na CBF? Soube que o senhor está escrevendo um livro.

Sérgio Corrêa: Mas não há nada de polêmico neste livro. Fique tranquilo quanto a isso (risos). É uma obra normal, contando a minha trajetória de 30 anos de futebol, rememorando as atuações que tive em lutas sindicais, na arbitragem. Quero aproveitar a minha experiência no meio para mostrar um pouco das diferenças entre cada uma das atividades que exerci. Afinal, vivi o campo de jogo e a área administrativa do esporte. Depois de ser árbitro, pude ver a minha profissão por outro lado, brigando pelo reconhecimento dela, trazendo melhorias para a categoria nos âmbitos estadual, nacional e até internacional. Estou trabalhando novamente com essa parte de administração agora. Você sabia que a Fifa não tinha, até 2010, um regulamento que tratasse de organizar a arbitragem nas suas 208 entidades filiadas? Este regulamento prevê a formação das comissões de arbitragem nos países, com presidente, vice… Dentro de cada comissão, temos questões administrativas em termos de desenvolvimento, com cursos para árbitros, distribuição de materiais didáticos, métodos de avaliação e classificação, instituição de quesitos para definir acessos e descensos de categorias, obtenção de recursos e muitas outras coisas. Também há… Mas espere um pouco. Estou falando demais. Você quem deveria fazer a entrevista, as perguntas, não é?

Ex-mandatário enalteceu as mudanças que promoveu à frente da Conaf, como o estímulo aos testes físicos

GE.net: Fique à vontade para falar. Com tanta empolgação, vejo que o senhor está satisfeito com a nova função que assumiu.

Corrêa: Rapaz… Sempre trabalhei na área administrativa, desde a Força Aérea. Tenho experiência no assunto. Fui sindicalista e gostei tanto dessa parte de gestão que fui adquirindo um conhecimento profundo. A escala de arbitragem para os jogos de futebol é só o resultado final do trabalho realizado pela comissão, que antes tinha tudo centralizado, com uma estrutura mais informal. Mas existe a base técnica para um árbitro se sair bem. Não adianta fugir disso. Sempre enfatizo para o nosso corpo de instrutores de árbitros a importância do trabalho deles. O sucesso de uma escala depende de muitos fatores. Veja: sempre colocamos os dois melhores árbitros do Brasil para o sorteio dos jogos importantes e, às vezes, isso não basta.

GE.net: O senhor se lembra de algum caso emblemático que exemplifique essa situação?

Corrêa: No final de 2009, o Simon (Carlos Eugênio, hoje aposentado) estava muito bem preparado e venceu o sorteio para apitar uma partida entre Fluminense e Palmeiras, decisiva para o Campeonato Brasileiro. O Belluzzo (Luiz Gonzaga, ex-presidente palmeirense) não gostou da atuação da arbitragem e fez um grande escândalo na época, o que até acabou gerando um processo. E olhe que o Simon estava se preparando para ir à terceira Copa do Mundo da carreira! É complicado administrar essas coisas. Em determinada época, os comentaristas reclamavam da grande quantidade de árbitros jovens no Campeonato Brasileiro. Só que ninguém teve a capacidade de observar que todos os nossos árbitros mais conhecidos estavam sendo utilizados nas Eliminatórias para o Mundial. É duro.

GE.net: Imagino que a pressão sobre o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem seja tão grande quanto ou maior do que a enfrentada por um árbitro de futebol.

Corrêa: Tudo isso me cansou demais. Nos últimos cinco anos em que me dediquei à comissão, toda a carga de trabalho e a pressão sobre as minhas costas geraram estresse e uma grave enfermidade, de que estou me recuperando aos poucos. Eu queria ter saído antes da presidência. Faz dois anos que eu estava mantendo conversas neste sentido com a direção da CBF, avisando sobre a minha necessidade. Fiquei, inclusive, afastado de 21 de maio a 22 de agosto para me tratar.

GE.net: Desculpe-me pela pergunta, mas qual foi a doença que o senhor contraiu?

Corrêa: Zoster, que vem do mesmo vírus da catapora. Atingiu um nervo da minha face. Não existe muito remédio para isso.

GE.net: Foi o estresse de chefiar a Comissão Nacional de Arbitragem que desencadeou a enfermidade?

Corrêa: Não tenho dúvidas disso. O médico que estava tratando de mim não sabia qual era o meu emprego. Quando contei que administrava a arbitragem brasileira, ele entendeu na hora a causa do problema. O estresse fez isso comigo. Tenho muitas dores do lado esquerdo da face. Sinto um estranhamento até nos cabelos, no globo ocular. É algo constante, que me incomoda 24 horas por dia. Já ouvi dizer que esse tipo de dor é mais forte do que aquela provocada por pedras no rim.

GE.net: Deve ser insuportável, então.

Corrêa: Algumas pessoas cometem suicídio por não aguentar a dor que eu sinto. Não cheguei a esse ponto, mas, nos primeiros dias de doença, juro que tive vontade de me atirar debaixo de um caminhão.

GE.net: A única solução para aliviar o problema era deixar o comando da Comissão Nacional de Arbitragem?

Corrêa: Quando saí da comissão, tirei uma tonelada das minhas costas. Havia também o sacrifício de deixar a minha família em São Paulo, tendo que seguir sempre a ponte aérea para o Rio de Janeiro. Fiz um bom trabalho, gostoso e reconhecido, mas igualmente desgastante. Estou em outra fase da minha carreira agora. As dores na face, no entanto, continuam.

GE.net: O senhor contou que vinha planejando a sua saída há pelo menos dois anos. Mas, ainda assim, não ficou surpreso quando soube da decisão do presidente José Maria Marin em relação à Conaf?

Corrêa: O presidente Marin acompanhou o meu sofrimento. O presidente Ricardo Teixeira também tinha conhecimento do que eu estava e ainda estou passando. Fui levando à frente da comissão durante algum tempo. Por isso, não fiquei surpreso no momento da mudança.

GE.net: A relação com o Marin continua igual?

Corrêa: É claro que sim. O presidente mesmo me indicou um médico da confiança dele para eu me tratar, assim como o Marco Polo Del Nero. Estou arrumando as minhas coisas para entrar de licença novamente agora e quero ir a esses médicos competentes, em São Paulo. Se o tratamento não resolver, talvez eu faça acupuntura ou uma cirurgia neuropática para isolar o nervo afetado. Mas teria a contrapartida: eu ficaria com essa área da face meio que paralisada; levaria um tapa na cara e não sentiria nada, por exemplo. Vamos ver. Estou saindo da minha sala daqui a pouco e vou para a minha cidade, Guaratinguetá, descansar um pouco. Gosto muito de trabalhar, mas, com a dor que estou, é duro. Tomara que eu volte ao batente melhor depois.

GE.net: Mesmo com o Marin ao seu lado, o momento para anunciar a troca de comando não foi inoportuno? Logo após o erro crasso de um assistente no clássico entre Santos e Corinthians…

Corrêa: Vou te confidenciar uma coisa, jovem: era eu quem mais falava para que houvesse uma reformulação. Já havia pedido para ficar afastado, como te disse. Notei que eu estava cansado. O ciclo tinha sido concluído. Estava na hora de fazermos uma substituição, que já vinha sendo adiada. Tudo tem um fim. É como acontece com os técnicos de futebol. Ninguém pode ficar tanto tempo em um cargo. Foi bom mexer na comissão, mesmo trazendo pessoas que já integravam o nosso grupo.

GE.net: O Marin não citou o erro do assistente contra o Corinthians quando conversou com o senhor?

Corrêa: Aquele lance não foi comentado em nenhum momento. Nenhum. Parte da imprensa até pode mencionar o Corinthians, mas não tem nada a ver. Sabemos que houve uma queda de rendimento da arbitragem em dado instante. Mas a conversa com a presidência sempre foi no mais alto nível, tanto com o Ricardo Teixeira quanto com o José Maria Marin. Nunca ninguém nos fez cobranças ou exigências.

GE.net: O fato de as pessoas associarem a sua saída ao gol validado do Santos contra o Corinthians, muitas vezes até de maneira crítica, incomoda o senhor? Ou já está calejado pelo longo tempo de trabalho na CBF?

Corrêa: É claro que a gente fica triste com algumas coisas que escuta aqui e ali. Nós mesmos achamos que podemos dar mais sempre. Mas tudo bem. A vida é assim. Posso ficar repetindo isso durante a vida toda, que ninguém acredita: a CBF é limpa, clara. As pessoas acham que temos uma grande quadrilha lá dentro. Isso não existe. Quem é culpado por uma má arbitragem? A nossa comissão? Os treinadores dos árbitros? O ser humano, que está suscetível ao erro? Posso garantir que, até 2007, as coisas eram muito piores. Não se conhecia a arbitragem brasileira. Fizemos um grande mapeamento do quadro de árbitros e deixamos uma base de trabalho para o novo presidente da comissão.

GE.net: O Aristeu Tavares, seu substituto na comissão, declarou ao jornal Lance! que não pretende tirar proveito de “nada” do processo de renovação da arbitragem que vinha sendo feito pelo senhor.

Corrêa: A declaração não foi bem assim. Devemos interpretar o que ele falou. É claro que a base que deixei pode ser aproveitada. O que o Aristeu quis dizer é que cada um tem as suas convicções. Ele vai conduzir a comissão da maneira dele, e não da minha. Não me envolvo mais no processo. Já foi desgastante o que passei. Chega. Em 2005, quando estava ao lado do Edson Resende, dava vontade de chorar com o que víamos no País. Fizemos um diagnóstico do quadro de arbitragem nacional, e as coisas começaram a mudar. Criamos um plano de carreira para os árbitros. Milhares deles passaram pelo nosso treinamento. Disponibilizamos material didático, que não havia. Intensificamos a preparação física, que já está com 85% de aprovados. Antes, apenas oito federações faziam pré-temporada para seus árbitros. Chegamos a 24. Isso é essencial. Em 1970, o árbitro corria 4 km por jogo. São 12 km hoje em dia, e vai aumentar. Sem falar que, em 2007, tínhamos 96 árbitros com nota inferior a 6 nos testes aplicados. Era um absurdo! Em 2010, esse número caiu para quatro árbitros. Em parceria com as federações, listamos 29 árbitros promissores naquela época, e 75% deles estão aí ainda, trabalhando na Série A. Fizemos a ouvidoria e a corregedoria. É a base que eu mencionei. Tudo isso foi um processo de mudança de mentalidade, lento e necessário. Colocamos o carro para andar. Cabe à nova comissão, mesmo pegando no meio do caminho, dirigir bem. Se quiserem, estou aqui para dar suporte ao projeto.
(Após conceder esta entrevista, Corrêa fez questão de enviar por e-mail uma notícia de um site sobre arbitragem, na qual Aristeu desmentia a declaração sobre o trabalho de renovação de seu predecessor na Conaf.)

GE.net: Como está a renovação do quadro nacional de árbitros?

Corrêa: Felizmente, isso vem sendo feito de modo correto e gradativo. No passado, tínhamos só 5% dos nossos árbitros com menos de 30 anos. Elevamos a quantidade para 20%, depois para 33%, e agora já deve saltar para 42%. Em 2009, diminuímos a idade limite de ingresso de árbitros na CBF para 30 anos. Tomamos medidas amargas para alguns, estando sujeitos a uma diversidade de críticas, mas diminuímos a faixa etária da arbitragem dessa forma. Você sabe como é: sempre existem aqueles papos de não querer mudar algumas coisas que estão estabelecidas.

GE.net: Em suas entrevistas, o Aristeu também tem se posicionado contra o sorteio para definir a escala de arbitragem. O que o senhor pensa a respeito?

Corrêa: Na condição de dirigente de arbitragem, também sou contra o sorteio. Conheço bem a formação de árbitros e sei que há vários meios de analisar essa questão. O árbitro jovem tem mais chances de atuar com o sorteio, entrando de cabeça na profissão. Mas um experiente como o Simon já ficou mais de um mês sem ser escalado por causa disso, perdendo seguidos sorteios. Isso prejudica o ritmo do profissional, o seu investimento. A partir de 2009, minimizamos o problema colocando apenas dois árbitros em cada sorteio, com o sistema de colunas.

GE.net: É possível acabar com os sorteios?

Corrêa: Faz nove anos que o Brasil tem esse sistema. É a legislação. Não podemos ir contra o que está estabelecido. Se você quer mudar alguma coisa, precisa alterar a lei primeiro. Os árbitros já foram várias vezes a Brasília para abordar a questão do sorteio. Existem até correntes que querem todo mundo envolvido no mesmo sorteio. Mas, com um País desse tamanho, como faríamos? É o mesmo raciocínio dos comentaristas, quando falam que deveríamos reunir o quadro de arbitragem inteiro para analisar a rodada durante a semana. Gente, o Brasil é muito grande. Fazemos esse tipo de coisa nos nossos cursos regulares. Fora que existem diferenças regionais, peculiaridades. Acredita que algumas federações já quiseram até criar regras próprias? Um absurdo. Para promover alterações positivas, é preciso pensar, projetar e executar direito.

GE.net: Falando em mudanças, qual é a sua opinião sobre a sempre comentada profissionalização da arbitragem? Seria uma iniciativa válida?

Corrêa: Estou há 30 anos no futebol, e lá atrás já me perguntavam sobre esse tema. É claro que ajudaria um pouco os profissionais, mas quem pagaria a conta por isso? Teríamos, por exemplo, R$ 10 mil de salário para um árbitro, subindo para R$ 20 mil com os encargos trabalhistas. Como faríamos para pagar para 170 árbitros? A despesa da Série B iria de R$ 2,5 milhões para R$ 8 milhões. Isso sem falar nas inviabilidades regionais. São Paulo tem muito mais times na Série A do que outros estados, são dez árbitros internacionais brasileiros… É complicado.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Os cinco melhores árbitros do Brasil
A pedido da reportagem, Sérgio Corrêa enumerou aqueles que considera os cinco melhores árbitros do Brasil. “Mas, dessa lista, não faria diferença colocar algum deles um pouco mais para cima ou para baixo. São todos capazes”, ressalvou. Veja a relação feita pelo comandante do Departamento de Arbitragem da CBF:

1º – Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP), 42 anos
2º – Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS), 37 anos
3º – Paulo César de Oliveira (Fifa-SP), 38 anos
4º – Héber Roberto Lopes (Fifa-PR), 40 anos
5º – Sandro Meira Ricci (Fifa-PE), 37 anos

GE.net: Dez árbitros com o distintivo da Fifa: é um número razoável?

Corrêa: Esta é uma lamentação da minha gestão na comissão. Eu queria ter 15 árbitros internacionais, e não dez. O Brasil merece isso. Sei que não é possível, que a Fifa tem um trabalho competente para delimitar o porcentual de árbitros internacionais por países. Cheguei a solicitar à Fifa a mudança para 15, mas já sabia que a resposta seria negativa. Se eles abrissem esse precedente para um país, teriam que fazer o mesmo para todos. O mais importante é que os nossos árbitros começaram a entender que deixar o quadro da Fifa não quer dizer o fim do mundo. A gente se acostumou a dizer que o escudo da Fifa não está costurado no uniforme do árbitro; é de velcro. Para mantê-lo, você precisa ter regularidade. É simples. Os grandes árbitros são procurados pela comissão para os grandes jogos, enquanto os outros… Mas todos tiveram as suas oportunidades para mostrar capacidade. Se disserem que não, mostro com números que nunca houve injustiças.

GE.net: Com que outra medida além da profissionalização, menos radical, poderíamos elevar o nível da arbitragem?

Corrêa: As pessoas deveriam esquecer um pouco a figura do árbitro. É a menos importante no futebol. Sei que os comentaristas vivem disso, mas já temos observadores em todos os 700 jogos do Brasil. Nada passa sem que a comissão perceba. Os erros, infelizmente, acontecem. Dizem que os árbitros brasileiros são honestos, mas ruins. Se isso for verdade, prefiro que continuem assim. Você gostaria de ter árbitros bons e desonestos?

GE.net: Com certeza, não. Em termos de qualidade, como você quantificaria a evolução da arbitragem brasileira no seu período à frente da Conaf?

Corrêa: Acho que evoluímos 30%.

GE.net: Está dentro do esperado?

Corrêa: Considero uma evolução significativa. A nova comissão vai pegar tudo o que saiu do padrão, colocar na reta e fazer as correções necessárias. É claro que também erramos. Quem não erra? Mas certamente os acertos foram maiores. O quadro de arbitragem brasileiro agora já é conhecido. Fizemos um histórico de todo mundo, com perfis. Não há mais ninguém escondido. Ou seja, deixamos, sim, uma base. Algumas matérias de jornais se referiram a mim como o único presidente da comissão que saiu por causa de um erro técnico.

GE.net: Noticiaram de forma equivocada? O principal motivo da sua saída não foi a doença?

Corrêa: Mas essa questão da razão também não importa! Tive boa-fé, assim como as pessoas que estão entrando agora, que são capazes e corretas. Isso é o que vale. Vamos em frente. Se não fui um presidente tão bom como queriam, ao menos dedicação nunca faltou. A prova disso ficou encravada no meu rosto, nas dores que sinto.

Renovação do quadro de árbitros foi destacada em relatório da Conaf
O relatório elaborado por Sérgio Corrêa sobre os resultados alcançados pela Conaf na temporada passada destacou principalmente a preparação de árbitros promissores através de cursos (como o da foto acima, realizado em abril de 2011) e outros métodos. O então presidente da entidade reconheceu a existência de “reclamações naturais” decorrentes do processo de renovação, porém enalteceu a confiança no sucesso dos novatos sob a supervisão de José Maria Marin, presidente da CBF. Confira:

“Mesmo com o elevado número de cursos de aprimoramentos intensivos, a Comissão de Arbitragem enfrentou sérias dificuldades, pois realizou uma das maiores renovações da arbitragem nos últimos 12 anos (35%) dentre aqueles que atuavam na quarta maior competição do planeta.

Esta inversão de qualidade (árbitros novos x jogos decisivos) ocasionou as reclamações naturais contra a arbitragem, todavia a Comissão de Arbitragem acredita que o número de árbitros disponíveis para a principal competição mundial se elevou e, em 2012, a tendência é de melhoria, pois os “novatos” já são “conhecidos” e irão atuar com mais força nas competições estaduais e, por consequência, no Brasileiro.

Desta forma, a Comissão de Arbitragem poderá preparar a terceira geração de árbitros, sem que estes sejam promovidos com baixo número de atuações nas Séries B, C e D, como ocorreu em anos anteriores.

Em que pese a responsabilidade maior recair sobre as Federações que formam árbitros, a Comissão de Arbitragem da CBF afirma categoricamente que a principal mudança para evolução da arbitragem brasileira não é somente no investimento, mas na mudança de cultura que está sendo implementada pelas diretrizes determinadas pelo presidente Ricardo Teixeira e que certamente terá prosseguimento com o doutor José Maria Marin, cuja Federação a qual presidiu é uma das que mais investem no aprimoramento da arbitragem”.

 
        O que é a herpes-zóster
Popularmente chamado de “cobrão” ou “cobreiro”, a herpes-zóster (também conhecida como zoster e zolster) é uma virose provocada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo da varicela (catapora). A doença é de incidência rara e gera afecções na pele, geralmente atingindo pessoas com baixa defesa imunológica, aquelas que sofrem de estresse ou os pacientes de AIDS.

O vírus da varicela-zóster costuma permanecer dormente, manifestando-se em cerca de apenas 20% da população. Na maioria dos acometidos, continua incubado no interior de gânglios do sistema nervoso. Quando o sistema imunológico está debilitado, ocorre a deflagração da enfermidade.

A herpes-zóster pode causar lesões discretas ou numerosas, com formações de vesículas (bolhas) na pele, mas jamais ultrapassa a linha média que divide o corpo em lados direito e esquerdo. Se a doença acomete a face (como ocorreu com Sérgio Corrêa), pode comprometer os nervos que vão para o olho e provocar ceratite, uma inflamação da córnea.

Os primeiros sintomas da herpes-zóster são formigamento e dores na região onde aparecerão as lesões, além de indisposição e febre baixa em algumas situações. As bolhas surgem depois, gerando um incômodo ainda mais forte e até pontadas e coceira. As sensações costumam ser brandas entre crianças e jovens infectados, com duração inferior a um mês; porém, em pessoas de idade mais avançada, o problema pode se prolongar por anos.

Os pacientes que persistem com dor após a manifestação da herpes-zóster tem a chamada neuralgia pós-herpética, que ocorre em aproximadamente 14% dos casos – na maior parte deles, com pessoas com idade acima de 60 anos.

O tratamento da herpes-zóster se dá basicamente através de antivirais. A transmissão da doença acontece com o contato com as secreções contidas nas vesículas, assim como na varicela e no herpes simples, e é facilitada quando a pessoa receptora está com baixa imunologia.

Brasileiros em Algarve

EM PORTUGAL

17/02/2017 às 18:00 | Assessoria CBF

Instrutores brasileiros participam de curso FIFA

Créditos: CBF

Ana Paula Oliveira, coordenadora nacional de instrução (ENAF/CBF), e Paulo Camello, instrutor físico da entidade, estão em Algarve, Portugal, participando do Seminário de Preparação da Arbitragem para a Copa do Mundo da França 2019.

Participando das aulas desde o início da semana, Ana Paula comentou da importância do convite da FIFA para o seminário.

– Estamos em turmas diferentes. Eu participo da de instrutores técnicos, enquanto o Paulo está na dos instrutores físicos. É uma oportunidade única para a arbitragem brasileira, o que valoriza o trabalho da Comissão de Arbitragem da CBF.

Após o seminário com os instrutores, será a vez dos árbitros participarem das aulas. Entre as alunas, estarão a árbitra Edina Alves Batista, de 36 anos, e a assistente Tatiane Sacilotti dos Santos, de 30 anos. Pré-selecionadas para o próximo Mundial de Futebol Feminino, as duas chegam a Portugal na próxima semana e, neste período, serão orientadas pela FIFA sobre a atuação no próximo Mundial de Futebol Feminino.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/instrutores-brasileiros-participam-de-curso-fifa?ref=more#.WKdsqm8rLcc

COPA DA FRANÇA 2019

PRÉ-SELECIONADAS

17/02/2017 às 10:28 | Assessoria CBF

Árbitra assistente: Neuza Back, Santa Catarina

São 11 anos dedicados à arbitragem. Tempo suficiente para credenciar Neuza Back para integrar o quadro de árbitros assistentes da próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2019, na França. Pré-selecionada pela FIFA para a competição, a catarinense de 32 anos está em treinamento intensivo – com auxílio da Comissão de Arbitragem da CBF – para realizar o sonho de ver seu nome na lista final da entidade máxima do futebol para o Mundial.

Um dos sonhos de Neuza foi realizado em agosto do ano passado. Destaque na arbitragem do Brasil, ela foi a única mulher da seleção de arbitragem do país convocada para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Já no radar da FIFA, a assistente participou de duas partidas de futebol feminino (Estados Unidos x França e Canadá x França) e foi avaliada para 2019.

– Em 2016, participei dos Jogos Olímpicos e pude trabalhar em dois jogos. Dois jogos tecnicamente muito difíceis. Então a FIFA já tem uma avaliação do meu trabalho. Essa experiência é muito positiva para mim, porque foram jogos tecnicamente muito bons, de nível técnico muito alto. E isso requer também, por parte da arbitragem, uma preparação na mesma altura – destacou a catarinense.

Neuza iniciou no futebol amador em 2008. Destaque no curso de arbitragem da Federação Catarinense de Futebol, a assistente passou a trabalhar no Campeonato Catarinense e, na sequência, ingressou no quadro de arbitragem da CBF. Desde 2009 trabalha na Série A do Campeonato Brasileiro masculino. E, em 2014, se tornou árbitra assistente FIFA.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitra-assistente-neuza-back-santa-catarina#.WKdsVW8rLcc


Conheça as outras duas brasileiras pré-selecionadas para atuar na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, na França:

– Edina Alves Batista (árbitra central)

– Tatiane Sacilotti (assistente) 

Novos FIFA & Vídeos

Novatos do quadro FIFA falam da responsabilidade

17/02/2017 às 12:22 | Assessoria CBF

A elite da arbitragem mundial passou a ter, nesta quinta-feira (16), mais seis brasileiros. Os árbitros Rodolpho Toski, Deborah Correia, Rejane Caetano, Wagner Magalhães, Wagner Reway e o assistente Danilo Simon Manis receberam a insígnia e passaram a integrar o quadro da FIFA. Agora, a responsabilidade por integrarem o seleto grupo ganha novo patamar:

– Com certeza aumenta muito porque entrar no quadro da FIFA é difícil, mas se manter é muito mais. Então está todo mundo de olho, nós temos que minimizar todos os erros possíveis dentro de campo e fazer o melhor trabalho. Isso tudo graças ao trabalho com a comissão de arbitragem e todos os membros envolvidos com o departamento de arbitragem da CBF, que vem nos dando todo esse apoio para o nosso desenvolvimento e crescimento e que, assim, a gente consiga obter o melhor sucesso dentro das competições – afirmou Rodolpho.

Danilo Manis, único assistente entre os novos integrantes, destacou a maior visibilidade que eles terão com insígnia no peito:

– A partir de agora nós nos tornamos ainda mais vitrines. Então vamos estar em jogos importantes, a maioria desses jogos são transmitidos e nós somos referência para aqueles que estão começando e tem o sonho de chegar aqui. Então o escudo ele não só é uma conquista pessoal, mas também um aumento de responsabilidade bastante significativo.

Participando de campeonatos profissionais desde 2005, Wagner Reway relembrou o esforço feito para chegar ao ápice da sua carreira:

– Os passos que damos ao longo da carreira para chegarmos ao nível de árbitro da FIFA são bem longos e devem ser perseguidos com bastante dedicação. Eu acho que a vida do árbitro é justamente isso: dedicação. Por várias vezes a gente acaba tomando um revés, errando um lance ou outro, mas se estiver dedicado com treinamento, com melhoria da qualidade técnica, física e emocional, os passos vão sendo progressivos. E chegar nesse nível é a realização de um sonho. Agora tem outras etapas a serem cumpridas, outros objetivos que vem uma vez que se tem o escudo da FIFA no peito.

Entre as mulheres, Rejane Caetano pontuou a dificuldade de se chegar ao quadro feminino da entidade máxima do futebol:

– É o retorno de um trabalho que eu tenho feito desde 2011 e agora está sendo um momento gratificante, de muita conquista e de muita alegria. Eu represento o meu país no quadro feminino e na parte de árbitra central que é difícil de acontecer.

Deborah, por sua vez, ressaltou a importância de continuar escrevendo a história da arbitragem feminina:

– A responsabilidade só aumenta. Agora nós fazemos parte da elite do futebol, então a cobrança vai ser cada vez maior. E a tendência é ter cada vez mais aumentar a participação das mulheres. O bom é que a continuidade dessa história vai sendo mantida. Assim as outras que vierem terão o caminho aberto para atuarem como nós tivemos a oportunidade de atuar.

Wagner Magalhães agradeceu a confiança depositada nos novos árbitros FIFA e enfatizou a relevância das atividades realizadas durante o Treinamento para Árbitros de Elite.

– É uma responsabilidade muito grande. Mas eu fico muito feliz com a confiança que a comissão de arbitragem da CBF depositou nos novos árbitros FIFA. A responsabilidade vai ser muito grande. É difícil chegar e é muito mais difícil se manter no quadro da FIFA. Então, vamos procurar fazer o que a comissão pede para estar apto nas próximas escalas. A semana foi muito produtiva. Assistimos a muitos vídeos sobre entradas, faltas temerárias e cartões amarelos e vermelhos. Foi muito interessante porque foi possível, em uma semana, reunir todos os árbitros FIFA para passar o que a comissão quer no campo de jogo e, seguindo essa solicitação deles, faremos um ótimo Campeonato Brasileiro.

CBF TV

 

16/02/2017 às 20:05 | Assessoria CBF

Integrantes do quadro da FIFA recebem insígnias

16/02/2017 às 20:05 | Assessoria CBF

Integrantes do quadro da FIFA recebem insígnias

15/02/2017 às 20:33 | Assessoria CBF

Árbitros FIFA participam de treinamento para elite

15/02/2017 às 16:14 | Assessoria CBF

Árbitra central: Edina Batista, Paraná

http://www.cbf.com.br/cbf-tv/arbitragem/arbi#.WKdr0m8rLcc

Tatiane sonha com Paris!

COPA DA FRANÇA 2019

16/02/2017 às 09:56 | Assessoria CBF

Árbitra assistente: Tatiane Sacilotti, São Paulo

O sonho de qualquer profissional que trabalha com futebol é chegar a uma Copa do Mundo. Na arbitragem não é diferente. A árbitra assistente Tatiane Sacilotti, de São Paulo, recebeu, no fim do ano passado, uma pré-convocação para a Copa do Mundo Feminina, que será disputada na França, em 2019.

Tatiane sabe que o caminho até a convocação final não será fácil. Primeiro, ela e as companheiras Neuza Back, assistente, e Edina Batista, árbitra, passarão por diversos treinamentos e testes, tanto da CBF quanto da FIFA – Tatiane e Edina vão para Portugal no fim do mês para a disputa da Copa Algarve (mundialito de seleções femininas), e Neuza atuou nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A árbitra assistente começou na profissão em 2003, aos 17 anos, quando as experientes Silvia Regina e Ana Paula Oliveira, hoje instrutoras da CBF, estavam no auge de suas carreiras. Em 2004, ingressou na Federação Paulista e, em 2011, trabalhou pela primeira vez na série A1 do Campeonato Paulista Masculino. Naquele ano, fez a final da competição entre Santos e Corinthians e foi eleita a terceira melhor árbitra assistente do torneio, dentre homens e mulheres. Em 2012, chegou ao quadro masculino da CBF e, em 2016, tornou-se árbitra FIFA. Logo no primeiro ano, esteve no Sul-Americano Sub-17 Feminino, na Venezuela, e Mundial da categoria, na Jordânia.

– Não tenho palavras para explicar. Logo no meu primeiro ano FIFA já fui chamada para o Sul-Americano Sub-17 e para a Copa do Mundo Sub-17. É um sonho. Quando cheguei lá, falei para mim mesma que tudo tinha valido a pena. E agora, no meu segundo ano sendo FIFA, recebo a pré-convocação para a Copa do Mundo da França de 2019. É muito bom. Tenho muito trabalho até lá e vou me esforçar.

 

Alessandro, 17 anos na FIFA

EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM INTERNACIONAL

16/02/2017 às 18:01 | Assessoria CBF

Alessandro Rocha Matos: 17 anos no quadro da FIFA

Créditos: Kin Saito/CBF

Na manhã desta quinta-feira (16), os árbitros brasileiros receberam a insígnia de integrantes do quadro da FIFA em cerimônia na sede da CBF, no Rio de Janeiro (RJ). Seis árbitros conquistaram a honraria pela primeira vez. Mas o assistente Alessandro Rocha Matos, da Bahia, sabe bem como é carregar o escudo da entidade máxima do futebol no peito: ele está indo para o 17º ano seguido no quadro.

O assistente passou a fazer parte da arbitragem da FIFA em 2001. Alessandro não esconde a felicidade pela manutenção de seu nome na elite da arbitragem mundial, exaltou os colegas que estão atingindo o alto nível neste momento e detalha um pouco mais de sua preparação.

– Estou muito feliz por continuar no quadro da FIFA, em que estou desde 2001, com muito trabalho, esforço, dedicação… E tudo isso é refletido dentro de campo. Procuro manter esse trabalho. E torço muito para as meninas que estão indo para essa preparação para o Mundial. Têm muita competência e sei que têm condições de apitar qualquer jogo, estão cada vez melhores. Para me manter no auge tenho muito treinamento, seriedade, dedicação, ética acima de tudo e muita oração – destacou em entrevista ao site da CBF.

Por fim, Alessandro mostra o zelo com o futuro da arbitragem brasileira. O assistente tenta usar a experiência que adquiriu ao longo dos anos para ajudar os colegas mais novos.

– A gente sabe que serve de modelo para os mais novos e procura sempre ajudar quando encontro com eles em jogos e pré-temporada. Tento sempre passar um apoio aos mais jovens porque são o futuro da nossa arbitragem – acrescentou.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/alessandro-rocha-matos-17-anos-no-quadro-da-fifa?ref=more#.WKYmSPnhDIU

Pode superar 1 milhão de reais…

ARBITRAGEM DE ELITE

16/02/2017 às 19:20 | Assessoria CBF

CBF anuncia premiação aos árbitros do Brasileirão

Créditos: Rener Pinheiro / CBF

Dando prosseguimento às medidas que buscam evolução na arbitragem brasileira, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, anunciou uma premiação financeira especial para as equipes de trabalho na Série A do Campeonato Brasileiro. Os três melhores sextetos de cada rodada da competição vão receber um bônus equivalente a 50% do que cada um já receberia para atuar.

– A CBF vai dar mais um prêmio aos árbitros. Primeiro, segundo e terceiro melhores trio, por rodada, vão receber um pouco mais do que ganham no dia a dia. Estamos fazendo tudo pela arbitragem. Quero que em 2017 a arbitragem brasileira seja a melhor do planeta – destacou o dirigente, durante o evento de entrega das insígnias da FIFA aos integrantes do quadro.

Além deste benefício por rodada, no fim do Campeonato Brasileiro 2017, a Comissão de Arbitragem da CBF vai eleger o melhor árbitro, os dois melhores assistentes, os dois melhores árbitros adicionais e o melhor quarto-árbitro. Os escolhidos vão dividir uma premiação em dinheiro.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/cbf-anuncia-premiacao-aos-arbitros-do-brasileirao?ref=more#.WKYlAPnhDIU

 

Insígnias FIFA

NESTA QUINTA (16)

15/02/2017 às 19:06 | Assessoria CBF

Árbitros recebem insígnias FIFA em evento na CBF

Nesta quinta-feira (16), às 12h, 28 árbitros e árbitros-assistentes, todos do quadro FIFA, receberão as insígnias da entidade máxima do futebol em cerimônia no auditório da sede da CBF. O evento encerrará o ciclo de atividades do Treinamento para Árbitros de Elite, que acontece desde a terça-feira (14) no salão de reuniões do Hotel Promenade Link Stay, no Rio de Janeiro.

Os árbitros Rodolpho Toski, Deborah Correia, Rejane Caetano, Wagner Magalhães e Wagner Reway, e o assistente Danilo Simon Manis passam a fazer parte do quadro maior da arbitragem. Os demais formalizarão a renovação do vínculo com a FIFA.

A imprensa terá acesso ao local do evento a partir das 10h30.

Autoridades da arbitragem participam de curso de treinamento

Além dos árbitros participantes, estiveram presentes o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Marcos Marinho; o vice-presidente, Alício Pena Júnior; o diretor técnico da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF), Manoel Serapião Filho; e coordenador do Projeto de Desenvolvimento e Implementação do árbitro de vídeo, Sérgio Corrêa; além de outras referências da arbitragem no país.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitragem-de-elite-faz-curso-no-rio-de-janeiro?ref=more#.WKTNFPnhDIU

PRÉ MUNDIAL – FRANÇA 2019

PRÉ-SELECIONADAS COPA DA FRANÇA 2019

15/02/2017 às 10:55 | Assessoria CBF

Árbitra central: Edina Batista, Paraná

Edina Batista, do Paraná, é a árbitra central brasileira pré-selecionada pela FIFA para a Copa do Mundo Feminina da França de 2019. O caminho até conquistar essa primeira etapa não foi fácil. A paranaense de 37 anos começou a trabalhar na arbitragem em 2001, ainda se dividindo nas funções de bandeirar e apitar.

– No início, nós podíamos fazer as duas funções, ser árbitra central e ser assistente, e assim eu me revezava. Mas meu sonho sempre foi ser árbitra – explicou Edina.

Em 2007, quando entrou para o quadro da CBF foi para ser assistentes de jogos nacionais. Apesar de ter realizado um sonho, a paranaense ainda não estava 100% feliz, queria entrar como árbitra central. Em 2009 teve a oportunidade e não deixou passar. Há três anos iniciou a carreira nas competições masculinas: bandeirou jogos das Séries A, B, C e D.

– Depois das oportunidades como assistente, me dediquei ainda mais e conquistei o escudo da FIFA como árbitra central. É uma responsabilidade muito grande. Além disso, no ano passado, fui contemplada com uma escala de árbitra central para a Série D. É um sonho. Isso que está acontecendo é um objetivo alcançado que eu só tenho a agradecer à CBF.

Além de Edina, duas assistentes também estão na lista das pré-selecionadas pela FIFA para a Copa do Mundo de 2019: Neuza Back e Tatiane Sacilotti. Neuza atuou nos Jogos Olímpicos e já foi avaliada pela entidade máxima do futebol. Agora será a vez de Edina e Tatiane, que irão para Portugal para serem observadas na Copa Algarve, um mundialito de seleções femininas.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitra-central-edina-batista-do-parana?ref=featured#.WKTMMvnhDIU

FIFA: fim do limite dos 45 anos

Após anos em que exigia que as Associações Membros indicassem árbitros para seus quadros com idade inferior a 38 anos, a FIFA expediu a circular 1551, acabando com tal limite em 2016.

Considerando que a CA tinha divulgado suas diretrizes para 2016 e esta alteração ficou para 2017.

Abaixo um texto feito a seis mãos entre Salmo, Meira Ricci e Marcelo trazem detalhes do tema faixa etária:


Após dois anos do fim dos limites de idade para entrada e saída dos árbitros do quadro FIFA, já é possível ver uma mudança de perfil nos quadros internacionais das principais ligas de futebol no mundo. Quarenta e três árbitros já se beneficiam dessa “nova era” que marca uma volta ao passado na busca de mais qualificação da mão de obra usada pela entidade maior do futebol e pelas confederações.

Quando o limite de 45 foi colocado nos anos noventa, foi em função do aumento da velocidade do jogo ter aumentado consideravelmente e os árbitros, a época, não tinham condições físicas para acompanhar o jogo. Logo depois do desastre de 2002, a Espanha, maior prejudicada naquela Copa, decidiu pedir providencias à FIFA, que em busca de árbitros mais preparados ainda, decidiu limitar a idade de entrada no quadro internacional em 38 anos e fez grande avanços nos sentidos de desenvolvimento de material para estudos e vídeos, entretanto, a base deles era a física e procuraram até de forma correta endurecer os treinamentos e testes físicos.

Passados alguns anos e com todo conhecimento em preparação física que se desenvolveu nos últimos dez anos, sobretudo no esporte, houve melhoraras significativas nas condições físicas de pessoas de mais idade e consequentemente o prolongamento da carreira na função. Cada vez mais jogadores tem conseguido jogar em alto nível até bem depois dos 40 anos com exemplos no Brasil como Rogério Ceni (aposentado recentemente) e Zé Roberto que atua pelo Palmeiras entre outros.

Com a chegada de Máximo Bussacca à presidência do Comitê de Arbitragem da FIFA, houve uma mudança de direção e uma constatação que já era vista em alguns países da Europa. Através de circular, em 2015 a entidade aboliu os limites de idade, tendência vista em países europeus e na própria UEFA. Na ocasião Bussacca disse em entrevista: “Não procuramos o árbitro velho ou novo, procuramos o árbitro certo”.

Na verdade, sua fala traduzia o que era falado em Zurich, ou seja, que os árbitros entravam na FIFA muito verde, sem experiência e isso sacrificava as competições. A FIFA sinalizava que não queria mais preparar os árbitros da qual ela não escolheu e sim trabalhar com árbitros prontos, queria ter mais variedades de árbitros para atuar em qualquer jogo.

O limite de idade nunca agradou aos europeus, tanto que no site da UEFA, um dos dirigentes de arbitragem, Yvan Cornu, em vídeo explica bem o porquê dos limites e da sua opinião: “Após o desenvolvimento das avaliações físicas e treinamentos, estou convencido que o auge do árbitro de futebol está pronto após os 40 anos”– disse Cornu.

A circular 1551 para a lista FIFA traz algumas coisas curiosas (link abaixo), ela está em Inglês, mas traduzimos e vamos transcrever abaixo a parte dos critérios de idade, note que se fala em limite de idade mínima e ainda se grifa que é para assegurar experiência mínima, outro ponto e que a indicação se baseará em um ranking, será que o Brasil usou isso esse ano? Fica a pergunta.

1 – Os árbitros indicados devem ter pelo menos 25 anos de idade (23 anos de idade para árbitros assistentes) em 1 de janeiro do ano para o qual foram nomeados. Os árbitros devem ter um um nível mínimo de experiência. A FIFA reserva-se o direito de exigir que árbitros maiores de 45 anos se submetam a avaliações técnicas adicionais, assim como exames e testes de aptidão, caso a caso.

2 – Cada candidato deve ser classificado com base nas notas obtidas nos jogos oficiais durante os 12 meses anteriores à sua nomeação para a lista de árbitros internacionais.


O Apitonacional fez grande pesquisa sobre o assunto e achou números e exemplos interessantes.

Vinte árbitros entraram acima do limite antigo de 38 anos nos anos de 2016 e 2017. Alguns exemplos são: Oscar Rojas Ferreira (Uruguai), árbitro de 41 anos; Chiareg Nganson (Tailândia), árbitro de 41 anos; Markus Gutshi (Áustria), assistente de 39 anos; Pablo H Luna (México), assistente 39 anos;  Bong Song (Coréia do Sul) assistente de 39 anos; Ian Brooke Anderson (Estados Unidos), assistente de 42; Kathleen Alexander (Escócia), árbitra de 39 anos; Andrea Crispo (Itália), assistente de 39 anos etc.

Já acima dos 45 temos 23 árbitros, como árbitro da final do última Copa do Mundo, Nicola Rizzolli da Itália, que mesmo com 46 anos se mantem no quadro além de Diego Abal da Argentina, Nagi Toshiyuki do Japão, Libor Kastanek da República Tcheca, Martin Atinkinson e André Maurriner da Inglaterra, Barry Wejers da Holanda, Konrad Sapela da Polônia, Steha Johanson da Suécia e Baldo Moreno dos Estados Unidos. Este último em particular com 47 anos.

Muitos países têm mudado sua mentalidade com o fim do limite de idade, mas o que mais fez valer o espírito do fim dessas barreiras foram os Estados Unidos, na terra da lei e da democracia eles fizeram fazer valer ao pé da letra os dizeres de máximo Bussaca: ”Se os países convocam suas seleções nacionais com o que tem de melhor, a lista de árbitro tem que acompanhar essa premissa”.

O Tio Sam manteve Baldo Moreno com seus 47 anos e em seu auge físico e técnico, o veterano árbitro é respeitado entre os times da MLS. Agora o caso mais fascinante é do assistente americano Ian Brooke Anderson de 42 anos, melhor assistente da MLS de 2012, não pode entrar a época porque já tinha 39 anos, o mesmo manteve o nível nos anos seguintes sendo eleito o melhor em 2016. Com o fim do limite, chegou finalmente à FIFA com justiça, algo que seu irmão mais novo, também assistente, já havia conseguido por ser mais jovem, entretanto não tinha mesma qualidade do irmão mais velho. Assim que soube da indicação Ian disse a imprensa local:”nunca desisti dos meus objetivos, por isso estou aqui hoje”-disse Ian Brooke.


CBF promove mudanças

Parece que a CBF tardiamente acordou para esse novo momento promovendo mudanças em seus critérios e quadros aumentando os limites de idade e parece caminhar para a tendência mundial. A entidade anunciou recentemente que o limite de idade para árbitros no Brasil, que era de 45 anos, subiu para 50 anos. A mudança vale para as Séries A e B do Campeonato Brasileiro a partir deste ano.

Dois bons árbitros, Jailson Macedo Freitas (BA) e Marcelo de Lima Henrique (PE), que deixariam a competição por ultrapassarem o limite em 2017 ganham sobrevida e continuarão apitando com qualidade e experiência que eles têm de sobra. Por outro lado, foi anunciado que o limite de idade para as Séries C e D foi reduzida para 42 anos.

Apoiamos e aplaudimos as medidas anunciadas, mas não basta só isso, é fundamental criar concorrência com promoções e rebaixamento de categoria em todos os níveis do quadro com critérios objetivos, justos, transparentes e acessível a todos. Vamos aguardar mais informações para podermos escrever sobre estas mudanças.

Clique para acessar o circularno.1551-2017fifarefereeinginternationallists_neutral.pdf