Trio de arbitragem será o Brasil na semifinal da Copa do Mundo Feminina

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01/07/2019 às 18:17 | Assessoria CBF

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, exaltou escolha do trio brasileiro para comandar o jogo entre Estados Unidos e Inglaterra, em Lyon

Trio brasileiro de arbitragem será o Brasil na semifinal da Copa do Mundo - Edina Alves, Neuza Back e Tatiane Camargo

Créditos: Rodrigo Corsi/FPF

“A arbitragem brasileira está em festa”, assim definiu Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF. O motivo cabe uma justa comemoração, o trio de arbitragem composto por Edina Alves, Neuza Back e Tatiane Camargo será o Brasil em campo na semifinal da Copa do Mundo Feminina. Nesta terça-feira (2), elas comandarão a partida entre Estados Unidos e Inglaterra, no Estádio de Lyon, em Lyon, às 16h (Horário do Brasil). 

– Estamos muito contentes com a conquista das meninas apitando a semifinal da Copa do Mundo. Um jogo de tamanha importância. Estamos todos na torcida e muito tranquilos, elas foram muito bem preparadas, estão no melhor momento da carreira, e todas estão trabalhando de uma forma muito coesa. Acredito em uma grande atuação – ressalta Leonardo Gaciba.

A semifinal da Copa do Mundo será o quarto jogo comandado pelo trio brasileiro. A estreia foi na vitória da Holanda por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia, na primeira rodada do Grupo E. Depois, apitaram o empate sem gols entre Espanha e China, pela última rodada do Grupo B. Nas quartas de final, estiveram em campo na classificação da Itália sobre a China, após uma vitória por 2 a 0.

Trio de arbitragem será o Brasil na semifinal da Copa do Mundo FemininaTrio de arbitragem será o Brasil na semifinal da Copa do Mundo Feminina
Créditos: FIFA/Getty Image

Veja mais: Edina Alves será primeira árbitra na Série A em mais de uma década

Com um currículo cheio de experiências, as árbitras brasileiras já apitaram importantes competições do futebo feminino, como a Copa do Mundo Sub-17 da Jordânia 2016 e do Uruguai 2018, e também o Mundial Feminino Sub-20 da Papua Nova Guiné 2016 e da França 2018. A preparação para a Copa começou lá atrás, em 2015, quando a FIFA iniciou o projeto de arbitragem de mulheres da Road to France 2019.

Trio de arbitragem será o Brasil na semifinal da Copa do Mundo FemininaTrio de arbitragem será o Brasil na semifinal da Copa do Mundo Feminina
Créditos: FIFA/Getty Image

Resultados do projeto VAR

Leonardo Gaciba apresenta resultados do projeto VAR a deputados na Comissão do Esporte

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Leonardo Gaciba apresenta primeiros resultados da implementação do VAR no Brasileirão 2019 na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados

Leonardo Gaciba apresneta projeto do VAR a deputados na Comissão do Esporte

Créditos: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, participou de audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara Federal dos Deputados nesta última terça-feira (9). Ele apresentou o projeto VAR e os primeiros resultados da implementação do uso da tecnologia no Campeonato Brasileiro de 2019.

– Gostaria de agradecer ao deputado Evandro Roman pela iniciativa, por proporcionar mostrarmos ao público o nosso projeto. Foi uma das maiores audiências pela internet. Isso mostra o interesse das pessoas pelo assunto e reforça a transparência do projeto. Nossa proposta de utilizar o árbitro de vídeo e deixar bem claro como ela é e deve ser usada – disse o dirigente da CBF sobre o encontro.

Em vídeo, Leonardo Gaciba mostrou todos os passos dados recentemente acerca do projeto do uso da tecnologia no futebol brasileiro. Ressaltou a importância da utilização fiel do protocolo FIFA e do conceito de “mínima interferência, máximo benefício”.

Nas primeiras nove rodadas do Campeonato Brasileiro 2019, o uso do VAR mostrou-se fundamental no auxílio aos árbitros e árbitros assistentes. Foram 40 erros capitais corrigidos com um índice de aproveitamento nas decisões de 97,1% em lances do protocolo: gols, expulsões, erros de identificação e pênaltis. Só nas situações de pênaltis, o índice de acerto subiu para 91,4% contra 57,4% sem o VAR.

Gaciba também apresentou números referentes aos lances de impedimento. O índice de acerto é de 93,4% com o uso do árbitro de vídeo contra 85,7% sem a tecnologia, num total de 14 erros capitais corrigidos.

– Na sequência do campeonato vamos seguir fielmente o protocolo da FIFA. Usar para erros claros e óbvios da arbitragem. Já vimos que tem campeonato com linha de uso um pouco diferente, mas no Campeonato Brasileiro, nesses primeiros 89 jogos, mostrou uma linha bem melhor para manter os critérios para todos os clubes participantes. Interferir o mínimo possível. Vamos tentar melhorar um pouco o tempo gasto nas revisões, sem nunca abrir mão da precisão. Mas para poder melhorar a fluência do jogo – projeta.

Leonardo Gaciba destacou que, no final desta temporada, o Brasil será o país com maior número de jogos com utilização do VAR no mundo.

A audiência pública contou com a participação dos seguintes deputados: Alex Manente (Cidadania), Alexis Fonteyne (Novo), Flávia Moraes (PDT), Bosco Costa (PL), José Rocha (PL), Celina Leão (PP), Evair de Melo (PP), Boca Aberta (Pros), Evandro Roman (PSD), Hugo Leal (PSD), Célio Silveira (PSDB), Charlles Evangelis (PSL), Dr. Luiz Ovando (PSL), Luiz Lima (PSL).

Assista ao vídeo apresentado por Leornardo Gaciba na Comissão do Esporte:

Mais de uma década depois

Edina Alves será primeira árbitra na Série A em mais de uma década

Paranaense está escalada para jogo entre CSA e Goiás, em Maceió, que será o primeiro apitado por uma mulher na Série A desde 2005

Edina Alves Batista

Créditos: Kin Saito/CBF

Edina Alves será a árbitra da partida entre CSA e Goiás, pela Série A do Brasileirão. A escalação da árbitra paranaense representa um momento histórico para o futebol brasileiro. Após quase 14 anos, uma mulher voltará a apitar um jogo de futebol da Série A do Brasileirão.

A última partida da Série A arbitrada por uma mulher foi em 2005, no duelo entre Fortaleza e Paysandu, pelo segundo turno. A responsável pelo jogo foi Silvia Regina, que acompanhará de perto o confronto deste domingo. A ex-árbitra será a supervisora do VAR (árbitro de vídeo) no Rei Pelé, em Maceió.

A escalação de Edina foi apontada por Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, como um marco para a arbitragem brasileira. Mas, além disso, como um momento merecido pela árbitra paranaense.

– Eu só consigo ver meus árbitros como pessoas iguais. Acho que ela serve como exemplo não só para mulheres, mas para todos. A Edina era bandeira, abriu mão do escudo da FIFA, de árbitra internacional, porque tinha o sonho de ser árbitra central. Então, ela voltou às categorias de base, começou a apitar na base, largando o escudo internacional de auxiliar. Ela já conseguiu alcançar o quadro internacional como árbitra central e, hoje, está chegando na Série A. Para mim, ela é um exemplo para todo mundo – destacou.

Ao lado de Edina, estará a assistente Neuza Back, que irá com ela na Copa do Mundo da França 2019. Tatiane Camargo, a auxiliar que completa o trio do Mundial Feminino, está se recuperando de uma lesão e não foi escalada. Mas o outro assistente da partida também tem pedigree de Mundial: Emerson Augusto de Carvalho, que foi auxiliar durante a Copa da Rússia, em 2018.

Para Gaciba, esta escalação às vésperas da Copa do Mundo tem tudo para dar ainda mais força para a equipe brasileira durante o torneio.

– O time brasileiro que vai para o Mundial chega como um dos mais fortes do mundo. E eu tenho certeza que essa escala na Série A vai dar muito mais força mental para elas para chegarem ao Mundial e fazer um excelente trabalho – concluiu.

‘Rompendo barreiras’

Escalada para apitar na Série A, Edina Alves vibra: ‘Rompendo barreiras’

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Paranaense será a primeira mulher a apitar em um jogo da elite do futebol brasileiro após mais de uma década e exalta tratamento igual para os gêneros no ofício

Árbitra Edina Batista - Treinamento intensivo na Granja Comary

Créditos: Kin Saito/CBF

CSA e Goiás se enfrentam na noite desta segunda-feira (27) pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro 2019. Além de duelo entre  torcidas apaixonadas, o confronto representa um marco para o futebol do país. Uma mulher voltará a comandar um jogo da elite após 14 anos. No quadro da FIFA desde 2016, Edina Alves foi a escalada para o confronto e não esconde a alegria sobre o momento.

Em conversa com o site da CBF, a paranaense exaltou o tratamento igual para os gêneros na arbitragem da CBF, falou sobre a preparação para a Copa do Mundo, relembrou o início como assistente e muito mais. Edina, que se formou para o ofício em 2001, também destacou como espera ser tratada e lembrada.

“Não quero ser tratada como a Edina mulher, mas como qualquer árbitro ou árbitra do quadro”

“Sei que ainda existe o preconceito, mas estamos rompendo barreiras. Não quero ser tratada como a Edina mulher, mas como qualquer árbitro ou árbitra do quadro. O Gaciba (Leonardo, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF) está fazendo isso, tratando todos iguais. Agradeço a ele pela coragem de me colocar. Eu e a minha equipe estaremos iluminados e vamos fazer um grande trabalho. Sempre tive o apoio das comissões, tanto do Sérgio (Corrêa) quanto do Coronel (Marcos) Marinho, do Alício (Pena Júnior), do (Cláudio Vinícius) Cerdeira… Do Gaciba não tenho nem o que falar. Ele chegou e já me escalou para a Série A. Agradeço muito também ao presidente da CBF, Rogério Caboclo, por tudo o que está proporcionando para nós, e destaco também o apoio que recebi da Federação Paulista, através do Dionísio (Domingos), do (Ednílson) Corona, do presidente Reinaldo (Bastos) e toda a comissão”, declarou.

Paranaense de Goierê, Edina iniciou a carreira na arbitragem como assistente. Ela trabalhou em grandes jogos, como na Série A do Brasileirão, chegou a ser aspirante ao quadro da FIFA e liderava o ranking da sua carreira. O sonho de trabalhar como árbitra central mexeu com a sua cabeça e ela resolveu começar tudo do zero aos 34 anos. Ouviu muitas negativas, mas sua determinação fez com que nada disso a parasse.

Árbitra Edina Batista - Treinamento intensivo na Granja ComaryEdina Alves Batista fez período de preparação árdua para competições da FIFA na Granja Comary
Créditos: Kin Saito / CBF

“Todos da comissão da CBF me apoiaram, mas no meu estado foi muito difícil eles aceitarem. Vários falaram que eu era louca, que já estava na Série A, que teria de começar tudo de novo… Mas eu disse que não tinha preguiça. Era o meu sonho, o que eu sempre quis e fui buscar. Voltei tudo e fiz Sub-15, Sub-17 e todas as categorias no Paraná. Na CBF continuei no Feminino, apitei base, Aspirante, apitei Séries D, C e B e o escudo (da FIFA) veio para mim em 2016. Eu não esperava. Quando o professor Sergio (Corrêa) me ligou foi uma alegria muito grande. É uma carreira muito concorrida e o escudo é o topo”, acrescentou.

Edina vai representar o Brasil na Copa do Mundo Feminina FIFA na França. A preparação dela para esta e outras competições de alto nível do futebol mundial começou lá atrás. Em 2017, quando entrou para a relação do Mundial, passou cinco dias trabalhando o técnico, físico, mental e social na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), com o auxílio da Comissão de Arbitragem da CBF. O trabalho já rendeu a participação no Mundial Sub-20 do ano passado, quando fez jogos na campanha e atuou como quarta árbitra na grande decisão, e presença em torneios importantes da Conmebol. Para ela, tudo isso é muito importante, mas a oportunidade de trabalhar na Série A parece representar algo ainda maior.

“O mundial foi inesperado. Eu sempre quis representar o nosso país. Mostrar que a arbitragem brasileira tem força, sempre quis fazer grandes jogos. O professor (Wilson Luiz) Seneme me ajudou muito nisso até, me orientando de várias formas. Mas no começo eu não pensava em mundial. Queria apitar jogo da Série A lá atrás. Era esse o meu sonho quando eu comecei. Todo mundo que me conhece sabe isso, eu dizia que um dia apitaria um jogo da Série A. São realizações. O que vai acontecer foi o que eu busquei lá atrás. Sempre me senti realizada nas quatro linhas, mas eu queria mesmo ser árbitra central e alcançar algo como um jogo da Primeira Divisão”, revelou.

Edina ao lado de Neuza Back e Tatiane Camargo, trio que representará o Brasil na Copa do Mundo Feminina da FrançaEdina ao lado de Neuza Back e Tatiane Camargo, trio que representará o Brasil na Copa do Mundo Feminina da França
Créditos: Kin Saito / CBF

Ao lado de Edina no gramado do Rei Pelé, em Maceió (AL), estará a assistente Neuza Back, que irá com ela na Copa do Mundo da França 2019. Tatiane Camargo, a auxiliar que completa o trio brasileiro do Mundial Feminino, está se recuperando de uma lesão e não foi escalada. O outro assistente da partida será Emerson Augusto de Carvalho, que foi auxiliar durante a Copa da Rússia, em 2018. Edina e Neuza são amigas de longa data. A paranaense comemora por ter a parceira ao lado em mais uma conquista.

“Pois é, ela (Neuza) estará lá comigo mais uma vez. A gente se conhece há dez anos. Fiz um jogo como árbitra em 2008 lá em Santa Catarina e ela bandeirou pra mim. Me contou alguns anos após a partida que quando chegou em casa do jogo disse ao marido que havia conhecido uma árbitra de verdade. Nós sempre conversamos, sobre o trabalho, informação de regra, e começamos uma amizade a distância. Agora estamos na mesma federação, no mesmo sonho que é o mundial e ela ao meu lado na Série A. Isso só torna o momento ainda mais especial”, destacou.

A última partida da Série A comandada por uma mulher foi em 2005, no duelo entre Fortaleza e Paysandu, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro. A responsável pelo jogo foi Silvia Regina, que acompanhará de perto o confronto desta segunda entre CSA e Goiás. A ex-árbitra será a supervisora do VAR (árbitro de vídeo) no Rei Pelé, em Maceió. Este encontro entre passado e presente representará uma nova era, de um futuro com cada vez mais árbitras no futebol de elite do Brasil.

Testing the VAR: recognising the traps that video assistant referees face

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Testing the VAR: recognising the traps that video assistant referees face

“I am going to be your VAR, get ready because I know nothing about refereeing. It’s going to get messy. If it is up to me, we are going to get into trouble”. Over the phone, I hear the referee reply, “no problem, we will get into trouble together, then”. That is how, last Friday (21), I kicked off my first experience in the São Paulo State Football Federation’s (Federação Paulista de Futebol) video assistant referee simulator, already getting into the referee frame of mind that would follow me throughout the test. He was elsewhere, in front of a monitor just like the ones we see on pitch sidelines. And I was inside a room, in front of gear of the system developed to help referees during matches. The technology will be used effective the knock-out stages of the São Paulo State Championships and throughout this year’s entire ‘Brasileirão’ (Brazilian National Championship).

The minutes following the sincere caution I made would change my thoughts in regards to the VAR and on what to expect of its use. It is much harder than what I expected. My performance began with a goal kick taken. I am instantly warned by the instructor, “The video is up there, Ricardo”. With two screens in front of me, in addition to those used by the video assistant referee and the equipment operator, I got confused. I was watching the match on the monitor that shows plays with a three-second delay. It is used to clarify doubts after a play has happened. In these situations, the assistant continues watching the live match.

Upon trying to undo my blunder, I looked at the right screen and saw a foul offence in the midfield line that made me leave my small discomfort zone. I was now in a major discomfort zone. First, the doubt arises. Was it something relevant for me to stop the match? What if I stop it and it is nothing important? Can you imagine the entire stadium waiting (in the real world, there were around 20 people related to refereeing and participating in the FPF’s VAR training)?

Feeling a chill down my spine, I decide to stop the match, because if the match carries on for long, it can no longer be stopped. This is where the second stage of psychological torture kicks in. To recall the entire standard proceeding. To press the red button that activates the computer, ask the referee to interrupt the match and tell him that the play is being checked.

“Stop the match, please. I am doing a check here”, I proclaim solemnly, trying to imagine how a referee would say it and pressing the red button firmly. Minutes before, Ednilson Corona, president of the federation’s refereeing commission, had explained to me that communication is one of the main traps for a VAR. “We are working hard to improve communication. It is one of the main challenges. You need to be certain that you were clear with the referee. Can you imagine if you say, “it was not a penalty”, however, for some reason, the communicator only catches on to the sentence after its beginning, and the referee only hears “it was a penalty”? Think about the mess”, Corona explained.

Therefore, I pressed the red button as if it could release oxygen into the room. I was so focused on it that I forgot about the green one, right next to it. This one should be pressed each time a doubtful play is seen. It is used to mark plays that may require a review. It makes the life of the ‘replay’ operator sitting to my right easier (at my left-hand side is an assistant to help mainly with offside plays). State Championship matches will feature two assistants called AVARs (VAR assistants).

“I need you to tell me a point of contact for that foul. Where do you think it actually happened?”, the operator asks, since I did not mark the play. I look at his screen and see several small squares, each one with a part of the play. I think, “how will I know? I do not know how to operate this”.

Again, I recall the interview given by Corona a few moments earlier. “Another difficulty relates to the lack of practice referees have with video equipment. There are numerous cameras available, however, it is hard for those who are not used to knowing which one is the best for each play. The operator helps, but not with everything. If he starts giving his opinion, this is considered external influence on refereeing, which is forbidden”, the president of the refereeing commission states. The São Paulo State Championships will feature up to 19 cameras per match.

In my case, the operator started to replay the play backwards until the start of the play (and time going by, imagine in a stadium, with everyone waiting. Here it was “only” a seasoned refereeing troop waiting and probably thinking, ‘this guy has no right to ever criticise a referee’). At last, I was certain of what I had seen and pressed the red button again. “Please watch the play again because player number 12, wearing white (I am corrected by the instructor, since it was actually player number 42), stepped on the player in blue”. After nearly 20 seconds, I am instructed to tell the referee what is the best footage we have. So, additionally, I have to recommend the camera with the best angle for the referee. And time is going by.

He had not seen that one player had stepped on the other. He had only given a yellow card to the player in blue and awarded a foul committed by him. With my help, despite my awkward approach, he correctly sends off the player in white, upholds the foul as well as the yellow card awarded to the player in blue. It is, in truth, a staged situation and we are only examining the recorded footage of a match. From the time I told the referee until the decision was taken, three minutes and 31 seconds had passed. And this in a fairly straightforward play.

With the challenge over, I take off my headphones and report my experience to the FPF refereeing staff: “in spite of all this technology, it is really hard”. There are a lot of things to pay attention to. Several screens, audio coming in the headphones, protocol to follow.

And actual referees called to work as VARs have another trap to try to avoid. “They are used to making decisions, but here they will only help. They need to train to adapt to this new situation”, Corona explains.

While pretending to be a video assistant referee, I also realized why VARs can only intervene in four situations: doubts as to whether it was a goal, penalty, a play worthy of sending-off and card shown to the wrong player. With so many cameras pointed in every direction, a lot goes on that the pitch referee does not see. If those who have the technology at the tips of their fingers decide to fix everything, the game will not flow.
And even with the scope of possibilities reduced, there is still a large margin left for error. Decisions have to be swift, pressure is enormous, in addition to the huge array of information that needs to be assimilated. This explains why São Paulo State Federation training sessions feature officials who use devices that measure their heart rates when making decisions. Two psychologists assess and help to train each one.

After the tests, the FPF will decide who will take over each role. Sixteen main pitch referees, in addition to their assistants, attended the training sessions using the simulator this week. On Saturday (23), Morumbi Stadium is expected to host a test match played by two São Paulo club youth rank teams. On the following day, a staged situation during a São Paulo vs. Red Bull match is expected to take place. Plays will be evaluated by the VAR, but only for the test, and without communication with the refereeing team.

Also this Saturday, Morumbi will undergo an inspection to receive official certification to be able to use the video assistant referee. Next Wednesday will be Allianz Parque’s turn. This stage poses another concern regarding the system, which is the safety of the team working with their eyes glued to the monitors. If any of the stadia lacks an appropriate space, they will have to work from inside containers. The concern is that spectators discover where they are. That is why the idea is to not put any kind of identification on any of these spots.

In light of all these specifics, the best definition is one that has already become a lingo used among referees: “VAR exists to remove elephants that appear on the pitch. The tiny ants will still be there”.

Porto Velho será sede…

…do primeiro Centro de Desenvolvimento do Futebol

Gerente da CBF Social, Diogo Netto apresentou projeto à Prefeitura da capital rondoniense nesta quarta-feira (22). Iniciativa irá atender a mais de 200 jovens

Porto Velho será sede do  primeiro Centro de Desenvolvimento do Futebol

Créditos: Divulgação/FFER

Nesta quarta-feira (22), o gerente da CBF Social, Diogo Netto, apresentou o projeto do primeiro Centro de Desenvolvimento de Futebol a Hildon Chaves, prefeito da cidade de Porto Velho (RO). A cidade rondoniense irá receber a iniciativa inédita, que irá atender a mais de 200 jovens da capital do estado e regiões próximas. O Centro será construído em um terreno localizado na rodovia BR-364, próximo à Universidade Federal de Rondônia (Unir).

O projeto da CBF Social se une a outra iniciativa que junta futebol e sociedade em Porto Velho – a própria Prefeitura do município mantém o projeto “Talentos do Futuro”, que presta serviços a crianças e jovens em diversas modalidades, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semes).

– A CBF já possui um terreno para construção do empreendimento. Projetos como esse (da CBF Social) são muito bem-vindos e a prefeitura vai apoiar no que foi possível. O esporte, em geral, é uma importante ferramenta para a formação de bons cidadãos – comemorou o prefeito Hildon Chaves.

Outros empreendimentos de incentivo à prática esportiva já estão previstos em Porto Velho, como o Centro de Iniciação Esportiva (CIE) e a reforma do Colégio Padrão. Ao final do encontro, o prefeito Hildon Chaves recebeu de presente uma camisa da Seleção Brasileira.

Confira a programação completa do CBF Social:

Local: Porto Velho – RO
Data: 23 a 24 de Maio de 2019

PROGRAMAÇÃO

Dia 22/05 – Quarta-feira

Apresentação do Projeto Gol do Brasil CBF Social

Dia 23/05 – Quinta-feira

Seminário sobre Futebol na Infância e na Adolescência
Local: Auditório do Colégio Major Guapindaia
Início: 9h das 11h30

Lista de palestrantes:

Abertura: Heitor Costa – Presidente da FFER.
Diogo Netto – gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da CBF – Identificação e Desenvolvimento do Talento no Futebol
Bruno Rosell – Coordenador técnico da CBF Social – Métodos de treinamento: análico x global
Osni Jacó – Coordenador da Comissão Antidopagem da CBF – Prevenção ao doping para crianças e adolescentes no futebol
Olavo Dantas – Instrutor da CBF Academy – Futebol Feminino: barreiras e oportunidades para as meninas ingressarem no futebol
Dr José Wilson Serbino Junior – Médico ortopedista – Avaliação pré-participação em jovens jogadores de futebol

Dia 24/05 – Sexta-feira

Festival de Futebol CBF Social
Local: Estádio Aluízio Ferreira
Inicio: 9h

Ações serão voltadas para as crianças no Festival de Futebol que acontecerá no estádio Aluízio Ferreira

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/cbf-social/porto-velho-sera-sede-do-primeiro-centro-de-desenvolvimento-do-futebol

Psicologia esportiva…

…. como aliado na atuação da arbitragem no futebol

Árbitras e assistentes têm aulas de psicologia esportiva durante o 1º Curso Regional para arbitragem feminina da CBF

1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF - Treino de campo

Créditos: Laura Zago

Atuar como árbitra ou assistente é estar diante de um trabalho que tem como elementos principais a pressão e a exigência. Em uma fracção de segundos uma decisão precisa ser tomada. Não é uma tarefa fácil e, por isso, os profissionais estão cada vez mais se capacitando, seja fisicamente ou psicologicamente, ou contando com apoio da tecnologia, com o árbitro de vídeo (VAR). A CBF promove, até este domingo (21), o 1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF, apoio da Federação Catarinense de Futebol (FCF). Entre as aulas e atividades ministradas uma se destaca: a psicologia esportiva.

A ideia é ajudar as profissionais a lidarem com situações de estresse do jogo, buscando auxiliar na manutenção do foco ao longo de toda a partida, sem que a pressão da torcida atrapalhe o desempenho da árbitra ou assistente. A psicóloga Mayron Gotardo acompanha a arbitragem da FCF e traça planos de trabalho para ajudar no exercício da função.

– Traçamos um plano de trabalho a partir de uma análise que fazemos com cada um. Avaliamos a partir de testes psicológicos a atenção, a personalidade e os aspectos motivacionais para ver como esse árbitro/assistente está no momento. Nós buscamos melhorar o desempenho com treinos mentais e aspectos emocionais para auxiliar na tomada de decisão e no tempo de reação de resposta – explica Mayron.

Assistente desde os 21 anos, Luiza Reis sente na pele o que é a pressão de trabalhar na arbitragem há nove anos. Federada pelo Rio Grande do Sul, neste ano, atuou em mais de dez jogos do Campeonato Gaúcho da primeira divisão. Junto com a psicóloga Marta Magalhães, da Comissão de Arbitragem da CBF, ela vem trabalhando com exercícios mentais para ajudar no desempenho em campo.

– Tem me ajudado demais, principalmente, em conseguir focar apenas no que está acontecendo dentro do campo, sem perder o foco ou a atenção com o que acontecem fora. Ou até mesmo com algum erro que possa ter acontecido e poderia prejudicar no restante da partida – analisa Luisa.

Psicologia esportiva como aliado na atuação da arbitragem no futebolPsicologia esportiva como aliado na atuação da arbitragem no futebol
Créditos: Laura Zago

Dividir a vida profissional de árbitro/assistente com a pessoal é um outro desafio. Além de trabalhar para que não carreguem as questões do jogo, como pressão ou ofensas, para o seu dia a dia, as psicólogas também exercitam o emocional para que hajam com consciência em momentos de estresse.

– Dentro de campo o árbitro/assistente é o único que não pode “estourar”, eles precisam sempre manter a postura e a firmeza dentro de campo. Então é necessário ter esse momento de acolhimento do profissional, porque ele precisa falar sobre o que aconteceu, como se sentiu dentro do jogo e a psicologia está aqui para oferecer esse acolhimento – conclui Mayron.

1º Curso Regional para árbitras e assistentes da CBF acontece até nesse domingo (21), no Sesi Blumenau, Santa Catarina. Além de seguirem o estudo continuo das regras de jogo, as árbitras e assistentes passaram por testes físicos, treinamento de campo, introdução ao árbitro de vídeo (VAR), e também tiveram aulas de psicologia esportiva.

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Escalas …

Brasileirão: veja os árbitros da rodada de estreia nas Séries A, B e C

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Árbitros que irão apitar rodadas iniciais das três primeiras divisões do Brasileiro foram definidos em audiência pública, nesta segunda (22), na sede da CBF

Treino de VAR na Granja Comary para a imprensa durante treino da Seleção Sub-15

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Em audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (22), em conformidade com a legislação federal 10.671/2003 e 13.155/2015, a CBF sorteou os árbitros que irão apitar a rodada de estreia dos Campeonatos Brasileiros Série A, B e C, além da segunda rodada da Série B.  A escolha dos árbitros teve como critérios de designação as fases da competição, a importância e grau de complexidade de cada partida e a qualificação, condicionamento físico e desempenho técnico dos árbitros.

Vale lembrar que os árbitros não serão designados para as partidas das equipes da Federação a que pertencem e quando tiverem atuado em partidas das equipes que atuaram na rodada imediatamente anterior. Confira os nomes abaixo:

Série A

Atlético-MG x Avaí – Rodolpho Toski Marques (PR)
Flamengo x Cruzeiro – Anderson Daronco (RS)
Chapecoense x Internacional – Raphael Claus (SP)
São Paulo x Botafogo – Caio Max Augusto Vieira (RN)
Bahia x Corinthians – Wilton Pereira Sampaio (GO)
CSA x Ceará – Adriano Milczvski (PR)
Athletico Paranaense x Vasco – Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Fluminense x Goias – Dewson Freitas (PA)
Grêmio x Santos – Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Palmeiras x Fortaleza – Braulio da Silva Machado (SC)

Série B

– Primeira rodada

Sport x Oeste – Felipe Fernandes de Lima (MG)
Operário x América-MG – William Machado Steffen (SC)
Brasil de Pelotas x Bragantino – José Mendonça da Silva Junior (PR)
São Bento x Atlético-GO – Vinicius Gomes do Amaral (RS)
Vila Nova-GO x Paraná – Antônio Dib Moraes de Sousa (PI)
Criciúma x Cuiabá – Edina Alves Batista (SP)
Guarani x Figueirense – Luiz César de Oliveira Magalhães (CE)
Botafogo-SP x Vitória – Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ)
CRB x Londrina – Jose Claudio Rocha Filho (SP)
Coritiba x Ponte Preta – Ronei Cândido Alves (MG)

– Segunda rodada

América-MG x Botafogo-SP – Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Oeste x Guarani – Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Ponte Preta x Cricíuma – Marielson Alves Silva (BA)


Série C

Imperatriz-MA x Globo-RN – Diego da Silva Castro (PI)
Tombense-MG x São José-RS – Adriano Barros Carneiro (CE)
Remo-PA x Boa-MG – Ivan da Silva Guimarães Júnior (AM)
Volta Redonda-RJ x Atlético-AC – Tiago Nascimento dos Santos (PE)
Ypiranga-RS x Paysandu-PA – Luiz Paulo
Luverdense x Juventude – Zandick Gondim Alves Junior (RN)
Botafogo-PB x Ferroviário-CE – Hélder Brasileiro de Aquino (AL)
ABC-RN x Náutico-PE – Rafael Martins Diniz (DF)
Confiança-SE x Sampaio Corrêa-MA – Ricarle Gustavo Gonçalves Batista (BA)
Santa Cruz-PE x Treze-PB – Felipe Duarte Varejão (ES)

Dia das Mães

A história de Dona Tereza, mãe de dois árbitros

Em entrevista exclusiva à CBF TV, Dona Tereza fala sobre como foi criar dois juízes dentro de casa: Paulo César e Luiz Flávio de Oliveira

Falta pouco para o início do jogo. Os 22 jogadores se perfilam na entrada dos vestiários. Ao som ensandecido das torcidas, entram em campo. São eles os astros da partida que está prestes a começar. Pelo menos, para a maioria das pessoas. Para Dona Tereza, contudo, as estrelas não estão defendendo nenhum dos dois times.

E não é para menos. Tereza é mãe de dois árbitros de futebol: mais velho, Paulo César de Oliveira já se aposentou. O caçula, Luiz Flávio, pertence ao quadro da FIFA e trabalha em alguns dos jogos mais importantes do nosso futebol. É tanta pressão que ela nem vê mais os jogos de seus filhos. E se justifica: fica nervosa demais e não entende muito bem as regras do jogo.

– Eu só vejo eles entrarem no campo. Depois eu não assisto, que eu não entendo de futebol. Eu não torço para nenhum time, então eu torço para eles, quando eles tão apitando. Eles estão fazendo a coisa que gostam. A torcida xinga, mas isso não me incomoda. Ser mãe de árbitro é muito bom – contou, em entrevista exclusiva à CBF TV.

Arbitragem, caso de família

A paixão pela arbitragem surgiu cedo na família de Dona Tereza. Quando tinha 17 anos de idade, Paulo César foi convidado para completar o trio de árbitros em um campeonato regional de Cruzeiro, no interior de São Paulo. Ainda dividindo a função com o sonho de ser jogador, ele pegou gosto pela coisa.

“A torcida xinga, mas isso não me incomoda. Ser mãe de árbitro é muito bom”

A paixão ao primeiro apito ficou ainda mais forte meses depois. Jogando futebol, Paulo sofreu uma lesão e acabou apostando em seu futuro na arbitragem. Dos campos de várzea foi para as aulas na Federação Paulista, se tornou árbitro do quadro da CBF e da FIFA. Apitou por cerca de 20 anos. A escolha, obviamente, deu muito certo. E tem um ponto essencial para isso: Dona Tereza.

– O dia mais difícil foi quando o Paulo César começou a ir para São Paulo para estudar para ser árbitro. Era muito difícil. Às vezes ele estava sem dinheiro, eu ficava preocupada com a viagem, porque ele chegava tarde em casa. Mas eu dava o maior apoio. Sempre dei a maior força, preparei as roupas tudo direitinho. Quando ele ia, já estava tudo arrumado. Nunca falei para ele desistir – lembrou.

O caçula entre 11

Com o espelho dentro de casa, o caminho para a arbitragem se apresentou para o caçula de uma família de 11 irmãos: Luiz Flávio. Mas o destino tornou as coisas ainda mais complicadas para ele e Dona Tereza. Com apenas quatro anos de idade, perdeu o pai, e viu sua mãe se desdobrar. Sozinha, foi praticamente pai e mãe, e sustentou o crescimento de dez homens dentro de casa.

Apesar de tudo isso, Tereza e Luiz Flávio conseguiram superar as barreiras impostas pela vida. Seguindo o exemplo de Paulo César, Luiz tornou-se árbitro pela Federação Paulista. Atualmente, integra o quadro da FIFA e é um dos árbitros brasileiros que também trabalham fora do país. Ainda assim, sempre faz questão de se encontrar com a mãe antes de cada jogo.

– Eu não consigo fazer nenhum jogo, todas as minhas escalas, nacionais ou internacionais, antes de passar na minha casa, pedir a benção, a proteção. Avisá-la para onde estou indo, quando eu retorno – revelou.

Ser mãe nunca foi uma tarefa fácil. Disso, Dona Tereza sabe bem. Principalmente para ela, que foi mãe, pai, conselheira, professora e tudo mais que pudesse ser para os seus filhos. Hoje, a cada passo que Luiz Flávio e Paulo César dão em suas respectivas carreiras, está a marca de Tereza. A marca de uma brasileira. De, como o próprio Paulo César definiu, uma mulher guerreira, companheira, que nunca se cansa em ajudar seus filhos. Em outras palavras: a marca de uma mãe.

Paulo César de Oliveira e sua mãe, Dona Tereza

No colo da mãe, Paulo César de Oliveira, ex-árbitro FIFA

Créditos: Matheus Meyohas/CBF

 

https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/especial-de-dia-das-maes-dona-tereza-a-mae-de-dois-arbitros

With VAR, fouls and cards drop,

and offsides plummet; ball-in-play time decreases by one minute

In five different matches, injury time was lower than the total VAR-related ball-out-of-play time. Overall offsides drop from one hundred to 59 in these first stages of the competition

By Valmir Storti — Rio de Janeiro

VAR is here to stay, so all that is left for us to do is examine the consequences. In the first three rounds of the Brasileirão (Brazilian National Football Championship), the overall number of fouls dropped, as well as the number of cards awarded, however, the main difference is that assistants are working significantly less: 40% fewer offsides were awarded. Interestingly, although this means fewer downtime, ball-in-play time was lower than last year’s, at which time there was no VAR.

“This is already an impact of VAR. I am very surprised by the significant decrease in offsides and this concerns me, since play is only reviewed if a goal is scored immediately. If there is a foul after an offside that fails to be awarded, this could lead to a goal resulting from an illegal play. Recommendation action is not to raise the flag only in difficult plays. In one-meter offside situations there is no reason not to raise the flag”, Grupo Globo network’s refereeing commentator Sálvio Spínola Fagundes Filho stated.

Generally speaking, in the last six seasons tracked by the Statistical Spy, in each set of ten offsides awarded, linesmen fell short in two, therefore, in theory, awarding fewer offsides would equal fewer mistakes.Of the overall 59 offsides awarded in these first stages of the Brasileirão, the Statistical Spy verified that 54 of them were righteously awarded, whereas five were wrongly awarded (9%). Camera positions and long balls by the defense, in which cases forwards fail to appear on the screen, are some of the issues that hinder adequate assessments on linesmens’ effectiveness. Of the one hundred awarded in the first three rounds in 2018, the Spy assessed 85, and 17 were poorly awarded (20%). Linesmen are adversely affecting fewer attacking plays, nevertheless, the issue is whether forwards will now end up gaining an advantage whenever clear offsides fail to be awarded.

Another significant change in the game relates to the number of fouls, which decreased 9% compared to last year’s first three rounds. The number of fouls had been falling each year, however, last year recorded a 4% increase at the start of the competition as opposed to the previous year. Now, these figures are dropping again.

Moreover, the decrease in number of fouls led to fewer card sanctions, which can also be deemed good news. However, this is dependent upon what caused this cut in sanctions: is the game becoming fairer, as can be expected due to VAR’s oversight, or will referees become increasingly lenient towards offenses?

When only cards resulting from fouls are computed (failing to take into account delaying play intentionally, goal celebrations, player disputes when the match has already been stopped, complaints and diving), we notice that the number of fouls required for a card to be shown is on the rise. From an average of one card per seven fouls (2015 and 2016), this figure rose to an average of one card (yellow or red) per ten (2017) or nine (2019) fouls. Either referees have become more lenient or athletes have adjusted well and learned how to foul successfully. With a drop in the number of fouls and cards, one would expect ball-in-play time in matches to increase.

When VAR did not exist, average injury times at the end of each half were greater than the times being accounted for at the 2019 Brasileirão.

Of the 30 matches played so far in the Brasileirão, 22 of them (73%) were stopped at some stage for a play to be reviewed. There were 14 matches (47%) with VAR-related match interruptions in the first half, and in 13 of these incidents or 93% of situations, the injury time added at the end of the first half was lower than in previous years, when after computing match time lost due to video assistant referee, VAR interrupted 18 matches (60%) at some stage in the second half, and when match times lost due to VAR were computed, in 13 of them injury times added at the end of matches were lower than averages recorded in the last couple of years.

“In regards to the total match playing time, injury times are not being considered, and VAR’s goal is not being reached”, Grupo Globo’s refereeing commentator Paulo César de Oliveira stated.

In the 30 matches, there were 43 play interruptions for VAR to review. In five matches, VAR-related match interruption time was greater than injury time, when failing to take into account fouls and other interruptions. This happened in three first-halves and two second-halves in different matches. In the Atlético-MG 2-1 Avaí clash, match was interrupted for 6min26s, however, the injury time was 4min57s. In the remaining incidents, the difference is less than one minute, but it is worth pointing out that we are only considering VAR. Other usual match interruptions also took place, such as substitutions, fouls, penalty kicks, etc. Common sense states that a second half’s injury time would amount to at least four minutes, in addition to VAR-related match time lost. Nevertheless, this was not the case.

“Some of VAR’s goals include increasing ball-in-play times and numbers of goals scored, as well as decreasing foul numbers. Here in Brazil we introduced the role of a VAR protocol supervisor who is in charge of measuring the overall match time lost and letting officials know how much time needs to be added due to use of VAR”, Grupo Globo’s refereeing commentator Sandro Meira Ricci said.

Consequently, in this year’s first three rounds the average ball-in-play time ended up decreasing by one minute compared to last year, and the percentage of total playing time dropped two percentage points from 58% in 2018 to 56% in 2019. As Sandro Meira Ricci says, “it’s just the beginning of the championship, there is time to get back on track”.

*The Statistical Spy team is comprised of: Caio Tatesawa, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Leandro Silva, Roberto Maleson and Valmir Storti.

https://globoesporte.globo.com/sp/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/sob-o-var-faltas-e-cartoes-caem-e-impedimentos-despencam-tempo-de-bola-rolando-baixa-um-minuto.ghtml