Entrevista – 12 Maio 2015

12/05/2016 17h50 – Atualizado em 12/05/2016 17h50

CBF planeja ter quadro nacional próprio de árbitros e assistentes

Uma vez formadas, estas equipes de arbitragem não teriam qualquer vínculo com as federações estaduais e atuariam somente nas competições nacionais

Por Eduardo de Sousa – Rio de Janeiro

Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Foto: Reprodução SporTV)Sérgio Corrêa, presidente da Conaf,
revela intenção de a CBF ter um
quadro nacional de árbitros e assistentes (Foto: Reprodução SporTV)

Na semana que antecede o início do Campeonato Brasileiro, a questão do apito volta novamente à tona por ser assunto sempre envolvido em polêmica no futebol. Na tentativa de melhorar a qualidade da arbitragem nacional, a Comissão de Arbitragem da CBF (Conaf) planeja implantar num prazo de até três anos um quadro nacional de árbitros e assistentes.

Em julho, 13 trios de arbitragem (13 árbitros e 26 assistentes) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em sua maioria com idade até 28 anos e escolhidos pelas próprias federações estaduais, passarão por um intenso treinamento com os instrutores da Conaf, no qual serão abordados aspectos físicos, técnicos, teóricos e mentais. Segundo o presidente Sérgio Corrêa, a intenção é promover a renovação da arbitragem brasileira e prepará-los para as futuras competições nacionais e indicações para o quadro da Fifa. Seria apenas o primeiro passo para a criação de um quadro nacional de árbitros e assistentes.

– Temos um projeto para que os árbitros e assistentes sejam da CBF e não mais das federações. A intenção da CBF é formar a médio, longo prazo as suas próprias equipes de arbitragem nacionais. Neste caso, eles trabalhariam apenas nas competições nacionais. Começaremos pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste, pois Sul e Sudeste são as regiões com mais instrutores e maior investimento por parte das federações. Também pensamos oferecer cursos de árbitros para jovens a partir de 16 anos.

 A intenção da CBF é formar a médio, longo prazo as suas próprias equipes de arbitragem”
Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem

No entanto, o presidente da Comissão de Arbitragem ressalta que este planejamento não tem relação com a questão envolvendo a possível profissionalização dos árbitros. Segundo ele, para que isso ocorra é preciso superar eventuais resistências para romper com uma estrutura que já está implantada há décadas e levar em consideração o aspecto financeiro e a logística – o que os árbitros e assistentes farão durante o período dos estaduais.

– Caso este modelo seja realmente implantado, a tendência é a de que os árbitros nacionais tenham uma relevância maior, mas as federações irão pressionar para contar com eles. Sendo assim, é preciso ter cuidado para que nenhuma parte seja prejudicada, e as arbitragens nos estaduais não sejam niveladas por baixo. Ao mesmo tempo, tal iniciativa pode contribuir para a formação de novos bons árbitros. Embora estejamos em 2016, sete, oito estados do país ainda não têm uma escola com cursos regulares de arbitragem.

Todos estes projetos da Comissão de Arbitragem ainda dependem de apresentação e aprovação das instâncias superiores da CBF. Ao fazer uma análise das arbitragens nos principais estaduais do país, Sérgio Corrêa destacou a evolução ocorrida na relação dos jogadores e comissões técnicas com os árbitros, citando como exemplo o Paulistão.

– Comparando com o ano passado, eu notei uma mudança no comportamento dos jogadores em relação ao respeito aos árbitros. Em 2015, as reclamações e empurrões eram frequentes. Graças à cruzada pelo respeito que introduzimos a partir do último Brasileiro, através de punições mais rigorosas para quem extrapola com gestos, xingamentos ou agressões na hora de fazer suas ponderações aos árbitros, notamos que comissões técnicas e jogadores entenderam que é muito melhor jogar futebol sem reclamações, deixando possíveis queixas para as autoridades competentes. As reclamações só deixam o ambiente nervoso e tenso, o que atrapalha a atuação das equipes de arbitragem, pois trabalham com a obrigação de acertar o máximo possível sob pressão. No Paulistão, apesar de o regulamento ter previsto o rebaixamento de seis clubes, o que poderia aumentar o nível de estresse, houve uma diminuição no número de faltas e cartões, com as partidas terminando com muita tranquilidade.

Santos x Audax - Gabriel discute com árbitro Raphael Claus (Foto: Marcos Ribolli)Na opinião de Sérgio Corrêa, a relação dos jogadores e comissões técnicas com os árbitros está melhor graças ao maior rigor adotado nas punições para quem extrapola na hora de fazer as suas ponderações (Foto: Marcos Ribolli)

Expectativa para o Brasileiro

Este ano foi registrado um maior investimento por parte das principais federações estaduais nas pré-temporadas das equipes de arbitragem. Ciente deste trabalho, a CBF disponibilizou instrutores sem nenhum gasto para 21 federações como forma de colaborar no treinamento dos árbitros para as competições. Outro ponto positivo destacado pela Comissão de Arbitragem foi o preparo físico dos trios de arbitragem. Sérgio Corrêa ressalta também a maior uniformidade nos critérios adotados na hora de o árbitro aplicar a regra. Para o Brasileiro, a expectativa é manter os bons números, na avaliação da CBF, dos anos anteriores. Em 2013, o nível de acerto dos assistentes na Série A foi de 81%. No ano seguinte, este índice aumentou para 84%, e em 2015 atingiu 90%.

Bandeirinha árbitro impedimento  (Foto: Agência Getty Images)
Nível de acerto dos assistentes aumentou de 81%, no Brasileiro de 2013,
para 90% na edição de 2015 (Foto: Agência Getty Images)

– Queremos elevar ainda mais estes índices para que os árbitros e assistentes tenham a tranquilidade necessária na hora de exercer as suas funções e não sejam alvos dos problemas ocorridos no campo de jogo. Não vai ser fácil, pois esta competição é a mais disputada do planeta, com no mínimo 12 clubes com chances de ser campeão. Um ingrediente que eleva a dificuldade, mas estamos trabalhando para que a cada ano melhoremos a qualidade das equipes de arbitragem com treinamentos e avaliações teóricas e físicas constantes – relata Sérgio Corrêa.

Com o objetivo de proporcionar um melhor acompanhamento dos árbitros e assistentes, a Comissão de Arbitragem colocará em uso a partir da primeira rodada da Série A do Brasileiro uma nova ferramenta para a análise dos seus desempenhos, possibilitando rápido acesso aos dados, inclusive através de vídeos. Tal software, que já é usado por 16 clubes para avaliar os seus atletas, foi especialmente adaptado para analisar a atuação das equipes de arbitragem. Na opinião de Sérgio Corrêa, a intenção é ter um retrato fiel de suas performances para que o desempenho de todos eles nas 38 rodadas da competição seja o mais próximo do ideal possível, dispensando provavelmente o uso de assessores da Comissão de Arbitragem nas partidas, o que por sua vez diminuirá as despesas dos clubes, responsáveis por estas despesas.

– O Brasil é pioneiro nessa ferramenta para a arbitragem. Através dela poderemos identificar com mais facilidade os árbitros e assistentes que devem ser promovidos, aqueles que devem receber orientações pontuais e quem precisa passar por um processo de reciclagem. A implantação do sistema surgiu a partir de uma proposta dos próprios clubes, a começar pelo Flamengo, para a CBF ter um acompanhamento minuto a minuto do desempenho dos árbitros.

Software de análise de desempenho dos árbitros da CBF (Foto: Reprodução/CBF)Novo software que será usado a partir deste ano vai possibilitar que a Comissão de Arbitragem analise as atuações de todos os árbitros e assistentes da Série A do Brasileiro ao longo das 38 rodadas da competição (Foto: Reprodução/CBF)

Outra novidade é o aperfeiçoamento do portal dos árbitros, criado pela equipe de Tecnologia da Informação (TI) da CBF, para reunir todos os dados de árbitros e assistentes, transformando-o num canal de informação e fórum de debates. Caso ocorra um lance polêmico, o vídeo é colocado lá para ser debatido por eles juntamente com a Comissão de Arbitragem, permitindo que, após chegarem a um consenso, a orientação e interpretação sejam unificadas a partir de então. A CBF investiu também na teleconferência. facilitando a comunicação entre todas as federações e os instrutores da Comissão de Arbitragem. Além de reduzir os custos com passagens e hospedagens, tal tecnologia garante que as orientações sejam transmitidas de maneira única para todos.

MONTAGEM - novas regras futebol cbf (Foto: Reprodução)

Sobre a maior revisão das regras feitas nos últimos 130 anos pela International Board para facilitar a interpretação por parte dos árbitros em todo o mundo, Sérgio Corrêa afirma que as normas foram ajustadas para dar aos árbitros a possibilidade de não punir em excesso as equipes, dando mais justiça ao jogo. Dentre as mudanças mais significativas, ele cita a regra 12, que trata de lances em que há oportunidades claras de gol. Pela nova redação, “quando um jogador impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol da equipe adversária com falta de mão deliberada, o jogador deve ser expulso onde quer que a falta ocorra. Quando um jogador cometer uma falta contra um adversário dentro da própria área penal, que impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol do adversário, e o árbitro conceder um tiro penal, o jogador infrator será advertido com cartão amarelo, salvo se a falta for de segurar, puxar ou empurrar; o jogador infrator não tentar jogar a bola, ou não houver possibilidade de jogar a bola; a falta for punível só com cartão vermelho. Em todos estas circunstâncias, o jogador é expulso.” O presidente da Comissão de Arbitragem também dá outro exemplo.

– Quando o jogador for punido com cartão amarelo ou vermelho por falta mais violenta, o jogador lesionado poderá ser rapidamente atendido no próprio campo de de jogo. Até agora, o atleta machucado é retirado de campo, e a partida prossegue, favorecendo a equipe infratora, que por alguns minutos atua com um atleta a mais.

Tais regras atualizadas serão colocadas em prática pela Comissão de Arbitragem a partir da primeira rodada das Séries A, B, C e D do Brasileiro. Na Copa do Brasil, o procedimento será adotado a partir da terceira fase, enquanto na Copa do Brasil Sub-17 e o Campeonato Brasileiro Feminino só na próxima edição.

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2016/05/cbf-planeja-ter-quadro-nacional-proprio-de-arbitros-e-assistentes.html

Entrevista – 11 Dez 2014

11/12/2014 06h00 – Atualizado em 11/12/2014 08h59

Relatório tem 99% das notas de juízes entre boas e excelentes na Série A

Documento da CBF conta com só cinco partidas com avaliação entre 6,0 e 6,9: “A arbitragem não é tão ruim quanto falam”, diz o presidente da Conaf, Sérgio Corrêa

Por Raphael Zarko e Vicente SedaRio de Janeiro

Nota 8,44. Esta é a alta média dos árbitros que atuaram no Campeonato Brasileiro da Série A, encerrado no último final de semana. Seguindo a escala de notas da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (Conaf), o resultado é considerado “ótimo”, bem próximo do “excelente” – atribuído aos diagnósticos acima de 8,9. As avaliações vêm de relatórios internos produzidos por ex-árbitros – chamados de assessores pela Conaf – em todos os jogos da Primeira Divisão do futebol brasileiro. No relatório, 98,66% das arbitragens foram consideradas “boas”, “ótimas” ou “excelentes”, e apenas 1,34% dos juízes receberam notas “aceitáveis”, categoria que fica entre 6,9 e 6,0. As análises estatísticas estão disponíveis no site da CBF e são o ponto de partida da série do GloboEsporte.com sobre a arbitragem brasileira (veja infográfico no fim do texto).

O Brasileiro da Primeira Divisão terminou sem uma nota de juiz ser avaliada como “ruim” – ou seja, com nota abaixo de 6,0. Houve quatro notas 10,0 para árbitros e duas para assistentes. A nota média final dos juízes ficou em 8,44, enquanto dos assistentes, em 8,33. A média geral das notas das avaliações, incluindo árbitros e assistentes, é de 8,36 na Série A deste ano.

– A arbitragem não é tão ruim como vocês falam – defende Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol (Conaf) da CBF, em entrevista realizada há uma semana na sede da entidade máxima do futebol brasileiro, na Barra da Tijuca.

Qualidade das arbitragens - serie A (Foto: Infoesporte)Diminuição de notas aceitáveis e aumento de notas ótimas e excelentes de 2013 para 2014 (Fonte: Conaf-CBF)

O presidente vai além:

– A análise (da arbitragem) não é feita sobre o erro. A falha pode não interferir no resultado da partida – explica o presidente da comissão.

Sérgio Corrêa, porém, cita exemplos de casos que causaram prejuízos nos resultados e que receberiam notas abaixo de 7,0: a final da Copa do Mundo de 1966, quando a Inglaterra venceu o Mundial com uma bola que não entrou, e a decisão do Carioca deste ano entre Flamengo e Vasco, quando um gol rubro-negro em impedimento decidiu o título.

– Nem tudo é muito ruim e nem tudo é muito bom. Há margem de erro como em qualquer atividade do ser humano. Geralmente até 5% das arbitragens são ruins, da mesma forma 5% são excelentes. O restante fica ali no meio, entre bom, regular, aceitável, muito bom, ótimo…

A cada nota abaixo de 7,0, o presidente da Conaf recebe uma mensagem no celular. Em 2014, em todas as competições organizadas pela CBF, em apenas 32 partidas os árbitros receberam notas abaixo de 7,0, num universo de quase 1.400 jogos avaliados. Na Série A, foram apenas cinco partidas com notas entre 6,9 e 6,0. Nestes casos, cada vez mais raros na avaliação interna feita pela CBF, o juiz é afastado por 30 dias das competições.

Sérgio Correia - presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Foto: Vicente Seda)Sérgio Corrêa aponta para planilha de avaliação de árbitros: presidente da Conaf defende arbitragem (Foto: Vicente Seda)

Antes do afastamento – que não é tratado como punição, mas como uma reciclagem aos árbitros -, a comissão ainda se reúne para verificar se a nota baixa foi justa ou não. Há, portanto, uma nova checagem da nota enviada pelo assessor e também um direito a defesa do árbitro para contestar a má avaliação recebida em determinado jogo.

– É uma lenda essa história de que não há punição ao árbitro. Não divulgamos porque temos que proteger a pessoa. Imagine: o árbitro, que é o mais “fraco” em campo, vive fase ruim, como qualquer um de nós tem todas profissões, então vamos ficar dizendo que ele errou e que vai ficar 30 dias fora? Como esse cara volta depois? Ele é ser humano, precisa de motivação, de autoestima – diz Correia, ressaltando, porém, que “claro” que a comissão faz as cobranças internas e toma as devidas providências no afastamento temporário dos árbitros.

Um dos árbitros mais experientes do Brasil, Heber Roberto Lopes foi afastado após o erro no empate por 1 a 1 entre São Paulo e Internacional no Morumbi. No jogo, Heber falhou ao validar gol do Internacional em impedimento (veja no vídeo abaixo). Foi a última das 21 partidas em que o catarinense de 42 anos trabalhou nesta temporada – ele ficou de fora das últimas três rodadas do ano.

CRUZEIRO: CAMPEÃO E MAIOR QUESTIONADOR

Além do resultado das notas no relatório, Corrêa sustenta a opinião sobre o alto nível da arbitragem brasileira também no baixo número de reclamações formais. Um indicativo que está em queda. Em 2013, por exemplo, nos 380 jogos da Série A, apenas 10 reclamações formais foram enviados pelos clubes – 32 considerando todas as competições organizadas pela CBF, que vão desde campeonatos de divisões inferiores a torneios femininos. Em 2012, o número era maior: 34 queixas na Série A e 57 ao todo. Neste ano, a Conaf fecha a conta com 36 reclamações em quase 1.700 partidas de todas as competições.

Curiosamente, o clube que mais reclamou formalmente foi o campeão Cruzeiro, com oito questionamentos, cinco deles considerados procedentes

Para ter sua reclamação considerada – e registrada -, a CBF envia a cada início de temporada ofícios para os clubes pedindo que sejam produzidos DVDs com os lances editados de supostos erros das arbitragens. A ouvidoria recebe os vídeos e avalia se são procedentes ou não as reclamações. Neste ano, das 34 reclamações que chegaram na CBF, 16 foram consideradas improcedentes – por exemplo, uma reclamação de pênalti do clube, na qual a comissão tem outra opinião, é considerada improcedente. Curiosamente, o clube que mais reclamou foi o campeão Cruzeiro. Foram oito reclamações ao todo no Brasileiro – cinco delas consideradas procedentes, três foram julgadas improcedentes.

Jogadores do Cruzeiro reclamam (Foto: Marcelo Regua / Light Press)Jogadores do Cruzeiro reclamam com árbitro Francisco Nascimento em jogo com Fla (Foto: Marcelo Regua / Light Press)

Defensor da qualidade do trabalho das mais de 600 pessoas que chefia, entre árbitros, assistentes, assessores e delegados das partidas, Sérgio Corrêa diz que o Brasil acompanha a evolução mundial. Após a Copa do Mundo, por exemplo, a comissão criou um assessor de vídeo que assiste ao jogo pela televisão, com todos recursos disponíveis, e analisa todas as decisões do juiz para depois fazer outro relatório para a CBF.

NOTA 10 EM JOGOS POLÊMICOS

Marcelo de Lima Henrique (Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)Marcelo de Lima Henrique
tem a média  de notas mais alta do Brasil
(Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC)

A avaliação dos juízes é feita em uma ficha de seis páginas. Todo árbitro parte da nota 7,0 – anteriormente saíam de 8,0 – e tem acréscimo ou diminuição de notas de acordo com a dificuldade do jogo e com a sua atuação, segundo análise dos assessores da Conaf. Em jogo com grau de dificuldade “normal”, a nota mais baixa pode ser 5,0 e a mais alta 9,40. Na dificuldade “média”, vai de 5,50 a 9,90. Em jogos de nível “alto” de dificuldade, um juiz é avaliado como ruim com 5,90 de nota, que pode chegar até 10.

Neste Brasileiro, foram quatro notas 10, quatro atuações perfeitas, de acordo com as informações passadas por Sérgio Corrêa. Marcelo de Lima Henrique, árbitro que mais atuou nesta temporada e que tem a maior média de notas, ganhou 10 pela atuação na vitória do Atlético-MG sobre o Cruzeiro por 3 a 2. Anderson Daronco anulou três gols nos 2 a 0 do Coritiba em cima do Botafogo e ganhou 10. Elmo Alves Rezende repetiu a dose em partida do Coxa, em novo 2 a 0, desta vez em cima do Palmeiras. A última nota 10 foi para Luis Claudio de Oliveira em jogo polêmico: Corinthians 3 x 2 São Paulo.

O presidente da Conaf explica a lógica do escalonamento das notas pelas dificuldades apresentadas na partida, pelos fatos e eventuais erros que mudam ou poderiam mudar o resultado final do jogo.

Quem avalia não são pessoas técnicas, avaliam por lance qualquer, um erro qualquer, às vezes não foi o árbitro que errou, foi o assistente. O árbitro não deve pagar por esse erro”
Sérgio Corrêa, presidente da Conaf, sobre análise da mídia a respeito de arbitragens

– Você vai para o jogo com todos ingredientes que exigem um grande árbitro, experiente, mas a equipe vai e goleia a outra por 6 a 0. Ou seja, a expectativa que você tinha naquela partida caiu por terra pelo resultado. Mas, digamos, que nesses 6 a 0, quando estava 0 a 0, o árbitro marca mal um pênalti para a equipe, que perde. Houve possibilidade da interferência no resultado, mas não consumado. Se converte, seria 1 a 0. Será que a outra equipe golearia? Nunca vamos saber. Nesse caso, a nota não poderia nunca ser superior a 7,5. Daí para baixo – diz Corrêa, que contesta a análise geral do público e mídia de que a arbitragem brasileira é ruim.

– Quem avalia não são pessoas técnicas, avaliam por lance qualquer, um erro qualquer, às vezes não foi o árbitro que errou, foi o assistente. O árbitro não deve pagar por esse erro.

Nesta sexta-feira, a série “Duas faces do apito” abordará um tema áspero, mas de alta relevância para o esporte: a manipulação de resultados.

NÚMEROS DA ARBITRAGEM

INFO números árbitros 2014 (Foto: infoesporte)

Entrevista – 14 Dez 2014

4/12/2014 06h00 – Atualizado em 14/12/2014 06h00

Juiz profissional: alto custo, lei, risco de “chinelinho” e taxas são obstáculos

Cartolas debatem profissionalização. Conaf teme acomodação com contratação e tecnologia: “Árbitro é massacrado porque é amador. Se for profissional, será fuzilado”

Por Raphael Zarko e Vicente SedaRio de Janeiro

Header ARBITRAGEM NO BRASIL (Foto: Infoesporte)

Bico ou profissão? O dilema da arbitragem brasileira coloca na mesma balança árbitros que ganham mais de R$ 100 mil em um Campeonato Brasileiro, outros que sequer entram no sorteio para as competições nacionais e uma realidade de atrasos e pagamentos abaixo de um salário mínimo. O tema é complexo e a discussão, antiga. Desde outubro de 2013, por decreto da presidente Dilma Rousseff, há um reconhecimento da profissão, mas, na prática, pouco mudou. O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Sérgio Corrêa, não vê chance de profissionalização sem a inclusão da tecnologia e avalia risco de surgimento dos “chinelinhos do apito” com salários para árbitros e assistentes. O presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) questiona o vínculo dos juízes com as comissões de arbitragem e Jorge Rabello, representante do Rio de Janeiro, fala em “utopia de profissionalização” enquanto a Lei Pelé não for aplicada às Consolidações das Leis Trabalhistas (CLT).

A reportagem que debate a profissionalização é mais uma da série de reportagens do GloboEsporte.com sobre a arbitragem brasileira. No primeiro dia, as altas notas das atuações dos árbitros na Série A do Brasileiro em relatório produzido anualmente pela Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol (Conaf) foram o assunto. No segundo dia, o tema foi a CBF ter ligado o alerta contra a manipulação de jogos no Brasil nove anos após o escândalo conhecido como “Máfia do Apito”, em que jogos foram anulados devido à venda de resultados pelo ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, em 2005. Depois, a eficiência na marcação de impedimentos e os erros dos bandeirinhas foi outro tema abordado.

Um dos chavões mais antigos quando se debate a qualidade dos árbitros brasileiros, a cobrança pela profissionalização dos juízes e bandeirinhas está na boca de treinadores, jogadores, jornalistas e torcedores a cada rodada e cada erro nas partidas. A realidade, no entanto, mostra que há parcela representativa da classe que vive sim dos vencimentos do futebol. Em média, um juiz do quadro da Fifa ou da CBF apita de 15 a 20 jogos por ano no Brasileiro da Série A. A taxa nesses jogos pode chegar a quase R$ 4 mil por partida (veja o quadro com a comparação das taxas da arbitragem abaixo) e há finais de campeonato – o Carioca é um exemplo – que pagam até R$ 8 mil ao juiz.

INFO - Salários da arbitragem no Brasil (Foto: Editoria de Arte)

O presidente da Associação Nacional dos Árbitros, Marco Antônio Martins, lembra que a maioria dos árbitros e assistentes que trabalham com futebol são professores de instituições públicas ou funcionários do estado, o que lhes garante, inclusive por lei federal, o direito a se ausentar do ofício para atuar nas partidas sem prejuízo ao seu ofício convencional.

– Se o cara tem que apitar quarta e ele é obrigado a sair um dia antes, sai na terça e volta na quinta. Como vai ter emprego fixo? Isso é uma falácia. O que mais temos hoje é um grande número de árbitros que são funcionários públicos e que se beneficiam justamente da lei federal. Ela (a lei) os protege para a saída deles para apitar jogo. Então, ele é personal trainer, é professor de educação física em colégio do estado, militar, da marinha, do exército – enumera Martins.

Em realidade semelhante à de jogadores de futebol no país, se há uma elite que pode receber bem por algumas horas de trabalho, há um cenário desolador de falta de pagamento, de juízes e assistentes que bancam passagens e combustível e penam para receber reembolso e um crescente número de problemas levados até ao Ministério do Trabalho.

– A diferença das taxas é gritante. Em São Paulo, às vezes, o árbitro ganha até mais do que no Brasileiro. E em Teresina, em Brasília, tem juiz que ganha R$ 300 por jogo. Imagina o auxiliar, que ganha metade? Temos casos em Rondônia, Roraima, Acre de taxas atrasadas, coisas que não são cumpridas, como por exemplo o que diz no estatuto do torcedor. Lá está escrito claramente: o juiz deve ser remunerado previamente na partida. Agora, temos conhecimento de juiz que paga R$ 4 mil, R$ 5 mil de passagem e depois fica a ver navios. Então está longe de estar tudo às mil maravilhas – contesta Martins, reconhecendo, no entanto, os avanços na gestão de Sérgio Corrêa.

Sérgio Correia - presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Foto: Vicente Seda)Sérgio Corrêa considera inevitável o surgimento do “chinelinho do apito” com profissionalização (Foto: Vicente Seda)

Quem paga a conta?

Corrêa e Martins estão em lados opostos quando se discute os custos da profissionalização. Para o presidente da Conaf, “não tem federação que consiga bancar”, por exemplo, além de eventuais salários e passagens, centros de treinamento para capacitação dos árbitros e assistentes. Outra questão problemática para ele seria a logística para agrupar os árbitros de futebol.

– Mais de 80% da Europa dá para colocar aqui dentro. Onde vamos treinar esses árbitros? Por exemplo, temos no Tocantins um árbitro internacional, em Rondônia outro, como vamos montar essa logística? Vou trazer os árbitros para o Rio, vão morar aqui com a família? Vão deixar seus empregos? Se eles tiverem temporada ruim, vão ser demitidos e vão trabalhar onde depois? No Brasil, a dimensão atrapalha bastante, mas na estrutura hoje temos uma tranquilidade maior para trabalhar – avalia Corrêa.

O representante da associação dos árbitros discorda citando as altas cifras pagas em direitos de transmissão pela TV. Sérgio Corrêa estima gastos de R$ 6 milhões mensais, calculando salário-base de R$ 15 mil para 200 juízes. O presidente da Conaf ainda apresenta uma abordagem polêmica com essa possibilidade de remuneração fixa para o quadro de árbitros brasileiros.

– Só de salário fica um custo alto, sem falar no entorno, que é pagar preparador físico, academia… Mas, imagina, você é meu empregado, vai ficar em casa, vai treinar, vai ter responsabilidade e vai ganhar R$ 15 mil por mês… Rapaz, aí vai chegar no jogo, um cara vai e pede dispensa. Vai aparecer o chinelinho do apito. Não é que o medo seja esse, mas é inevitável – aposta o presidente da Conaf.

O presidente da Anaf rebate e afirma que a relação da produção do árbitro com uma carreira profissional seria igual à qualquer outra.

– Não vai ser criado nenhum chinelinho. Estamos falando de contrato de trabalho, de prestação de serviço. Você é jornalista, se você não produzir, você não vai embora? E outra: não falta dinheiro. O quadro da CBF é composto por 600 árbitros. Há necessidade disso tudo? Temos árbitros que nunca apitaram jogo da Série A, só estão no quadro para ganhar a camisa com o escudo da CBF. Por que não deixam a arbitragem cuidar da arbitragem? Por que não tem a independência das comissões de arbitragem? Acho que é uma questão de poder. Quem tem o poder não quer perder o controle das coisas – critica Martins, que pede o direito efetivo da classe se fazer representar em discussões como esta.

Jorge Rabello é Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Rio (Foto: Reprodução SporTV)
Jorge Rabello questiona legislação que reconheceu
profissão de árbitro (Foto: Reprodução SporTV)

O presidente da Coaf-RJ, Jorge Rabello, levanta outra questão: a legislação. Ele explica que, apesar do reconhecimento da profissão pelo decreto da presidente Dilma, não houve mudanças na prática. Ele acredita que a profissionalização só será possível a partir do momento em que os árbitros tiverem os mesmos direitos trabalhistas que os atletas.

– A primeira coisa a ser analisada é a seguinte: os árbitros já são profissionais. A Dilma regulamentou por decreto. Já é profissão. Mudou o quê? Nada. Por que não mudou? Porque não basta profissionalizar, tem de criar estrutura e regulamentar a profissão. Se profissionalizasse, a CBF não gastaria nada, ela não tem quadro de árbitro. Os quadros são das federações, o primeiro custo seria das federações, aí está o X do problema. Então a profissionalização esbarra em uma coisa muito simples: quem vai pagar a conta? Os árbitros, pelo decreto, estão automaticamente vinculados à Lei Pelé, mas com uma diferença, apenas nos artigos inerentes à arbitragem. Os atletas são vinculados à Lei Pelé concomitantemente à CLT. Aí os clubes têm de assinar carteira, depositar FGTS, na profissionalização dos árbitros caparam isso. Se fosse da mesma forma que os atletas, aí sim o processo iria começar. O resumo dessa profissionalização é isso: só existe uma possibilidade no Brasil, fazer da mesma forma como foi com os atletas. Aí não haveria saída. Fora isso, não tem profissionalização, é utopia.

“Com tecnologia não precisa de profissional”

A questão da tecnologia para proteger os árbitros das críticas implacáveis auxiliadas pelas dezenas de câmeras espalhadas por cada arena é considerada fundamental quando se discute profissionalização para Corrêa. Isso porque avalia que as críticas já são duras sem os árbitros terem o rótulo de profissionais. Quando tiverem, crê que pressão sobre os árbitros aumentará ainda mais. A tecnologia, portanto, seria um escudo na visão do presidente da Conaf. Por outro lado, analisa também que, com a tecnologia, “não precisaria nem de profissional”.

– O árbitro é amador, é massacrado porque é amador, se for profissional, nesses termos, ele vai ser fuzilado. Você não aceita o erro de um amador, imagina aceitar erro de um profissional. As palavras vão ser demissão… Só com tecnologia, com tecnologia não precisa de profissional. Se fosse fácil, já tinha sido feito. Ninguém quer ficar toda segunda-feira apanhando de vocês (imprensa). Não sou masoquista. Vai melhorar com profissionalismo? Sim, claro, óbvio que melhora a parte física, psicológica, não tenha dúvida que o cara estar num hotel, numa casa… Tiro por base a Copa do Mundo. São três anos de preparação, vão para os melhores hotéis, quarto isolado, carro à disposição, massagem, luxo, mas erram, p… – desabafou.

Durante a Copa do Mundo de 2014, a Fifa utilizou a Tecnologia da Linha do Gol com um sistema de câmeras – sete em cada baliza – para apontar com precisão quando a bola passou ou não da linha do gol. A entidade internacional deixou o aparato como legado, mas acabou não sendo aproveitado pela CBF por não estar disponível em todos os estádios dos campeonatos.

–  Teria que ter em todos os estádios, se tivesse teríamos a igualdade de condição, não podemos ter num jogo no Morumbi, outro na Arena Corinthians, no Rio, no Engenhão, outro no Mineirão, no Independência. São situações diferentes. Se acontece só em arenas que têm a tecnologia vamos ter condições de saber (se a bola entrou ou não). Se acontecer nos que não têm, não vamos ter condições de saber. Então é melhor que fique na falha humana. Se deixar na tecnologia em tese é zero erro, não tem discussão. Mas seria desigualdade na mesma competição – explicou Corrêa.

leandro almeida marcelo de lima henrique santos x coritiba (Foto: Getty Images)Arbitragem brasileira foi bem avaliada pela CBF no Campeonato Brasileiro de 2014 (Foto: Getty Images)

O presidente da Conaf mantém uma posição contrária à tecnologia por acreditar que fará diminuir o interesse pelo futebol e se defende de alegações de que, com isso, seria a favor do erro. Considera que o erro de o árbitro faz parte do imponderável do futebol, bem como um erro de um atacante que perde uma chance clara de gol.

– Eu acho o seguinte, se o árbitro tiver a tecnologia, eu acho, acompanho há muitos anos, vai ter redução no interesse pelo futebol. Eu falo isso e dizem: “Ele é a favor do erro!”. Não, não sou a favor. Sou a favor de mais trabalho, mais treinamento, fica como é o jogador. Jogador não tem interesse de chutar a bola para fora, assim como arbitro não tem interesse em errar. Tudo que fica na falha humana, é jogo de erros, se todos atacantes fizessem gols era uma goleada em cima da outra, se todos goleiros defendessem os chutes era zero a zero. Habilidade ou falha, sempre existe.

Adicionais fazem juízes correrem menos

Uma notícia já anunciada pela CBF também foi abordada com os presidentes da Conaf e da Anaf: o fim dos dois assistentes extras posicionados na linha de fundo. Sérgio Corrêa citou, entre as justificativas, uma estatística mostrando que os árbitros principais passaram a correr menos com a inclusão dos assistentes. Marco Antônio Martins rebate afirmando que foi justamente essa a orientação passada pelos instrutores.

– Uma das razões (para o fim dos assistentes extras) é a parte física do árbitro. Como tem dois ali, ele meio que desacelerou. Temos um trabalho que está sendo feito com um professor em Santa Catarina, trabalho científico, ele está monitorando Série A e Série B. Ele comprovou que na Europa eles (árbitros) estão correndo 12km por jogo, no Brasil era 10km e caiu para 8km. Então o árbitro brasileiro, inclusive, ganhou um pouquinho de peso, porque não se exige muito fisicamente dele. Tem vantagens, que ele está mais descansado para tomar decisões, mas tem desvantagens, que ele meio que se acomoda. E as decisões que aquela pessoa toma, nem sempre ele segue, porque ele tem visão muito clara da situação de campo. É como aquele cozinheiro, quando dois mexem na panela ou falta sal ou sobra sal – analisa Corrêa.

Na visão do presidente da Anaf, os assistentes extras são válidos.

– Não foi árbitro que correu menos. É justamente a orientação dos instrutores que foi nessa linha: a de que deixasse uma parte do campo para os adicionais. E te pergunto: o último jogo do Palmeiras, o pênalti dado foi pelo adicional. Se o Palmeiras tivesse caído sem esse pênalti, já valia a pena ter o adicional? Se perguntar para o Sport, Chapecoense, que o adicional viu bola dentro do gol e fora do gol, esses clubes achariam que não era necessário? Acho que isso passa muito pela questão financeira. Sempre se quer economizar em cima do árbitro. É mais questão financeira do que técnica. Adicional é fundamental, é necessário, não temos tecnologia, um monte de câmera contra a gente, então quanto mais árbitros tiver em campo é melhor. Claro que vão ter erros, isso faz parte da arbitragem.

INFO números árbitros 2014 (Foto: infoesporte)

Entrevistas – 22 Out 2015

‘Sem vídeo não tem mais jeito’, assume diretor de arbitragem da CBF

Gazeta Press
22 de outubro de 2015 10h16min
Sergio Correa
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, que foi alvo de diversas críticas por parte de Peter Siemsen, presidente do Fluminense, na última quarta, disse relevar a opinião do dirigente tricolor, que se mostrou irritado com a postura da arbitragem após a primeira semifinal contra o Palmeiras.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, que foi alvo de diversas críticas por parte de Peter Siemsen, presidente do Fluminense, na última quarta, disse relevar a opinião do dirigente tricolor, que se mostrou irritado com a postura da arbitragem após a primeira semifinal contra o Palmeiras. Diante das crescentes polêmicas, o diretor afirma que não há mais meios de impedir a utilização dos vídeos para ajudar na tomada de decisão dos árbitros.

Em entrevista ao SporTV nesta quinta, na sede do prédio da CBF, Corrêa ressaltou a necessidade de respeitar os árbitros independentemente das falhas e até brincou com as reclamações que lhe tem sido passadas. “O trabalho e o investimento têm sido feitos na arbitragem. Chegamos a um ponto no futebol em que o árbitro, sem ter vídeo, não tem mais jeito. Entendemos o momento e a revolta”, ponderou. “Só sendo Jesus Cristo para resolver todas essas reclamações”, completou, em tom descontraído.

Se, por um lado, relevou a posição de Peter Siemsen, que “estava de cabeça quente”, o maior responsável pela arbitragem no futebol brasileiro reforçou a necessidade de se respeitar as decisões da arbitragem, apesar de reconhecer que o olho humano já não suporta tamanho nível de detalhe nas jogadas. “O ser humano que está ali não tem mais condições de decidir com a precisão que as pessoas querem. Mas tem que respeitar. Estamos falando de seres humanos e não de seres perfeitos”, declarou.

Sobre o requerimento enviado a International Board, órgão internacional que regulamenta as questões pertinentes à arbitragem, para a utilização de imagens pelos árbitros, Corrêa confirmou que um parecer mais concreto é aguardado até o mês de março, mas que até lá o futebol brasileiro precisará controlar as reclamações.

“Já foi encaminhado e falado. Eles sinalizaram que vão autorizar o Brasil a fazer um experimento. Mas até março, data limite para um ‘ok’, será preciso respeitar o ser humano, a pessoa que está ali trabalhando sozinha para o bem do futebol”, argumentou, defendendo a classe dos árbitros.

https://esportes.yahoo.com/noticias/v%C3%ADdeo-tem-jeito-assume-diretor-arbitragem-cbf-121614565–spt.html

 

Série de Entrevistas – 18 Ago 15

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, deixou de lado o silêncio e saiu em defesa de seus pares após acusações seguidas de beneficiamento ao Corinthians, líder do Brasileirão e campeão simbólico do primeiro turno. Em entrevista ao programa Primeiro Tempo, do canal por assinatura Bandsports, o dirigente questionou, entre outros pontos, a própria incompetência dos atletas e a incoerência quanto aos resultados recentes do Atlético, um dos clubes envolvidos nas polêmicas, que no ano passado eliminou Corinthians e Flamengo nas semifinais da Copa do Brasil, por exemplo.

“Não é defender a arbitragem. É falar o que de fato aconteceu de verdade. A gente está cansado de ouvir pessoas darem as soluções para a arbitragem, só que não conseguem nem resolver os problemas internos de suas equipes. Os árbitros são seres humanos que erram tanto quanto seus jogadores, que são profissionais. Eles falam de incompetência da arbitragem, mas quando o atacante perde um gol, quando um jogador toma um cartão de forma bisonha deveriam vir a público falar da incompetência de seu jogador. Eles vão continuar errando porque são seres humanos”, disparou Sérgio Corrêa.

“Quando um jogador perde um gol ele também prejudica a classificação da equipe. Cansa esse discurso preparatório para as próximas rodadas. Ouvir que A, B ou C está sendo beneficiado por A ou B. Ano passado, na Copa do Brasil, quando o Atlético foi campeão, ele ganhou do Corinthians e do Flamengo. Nos últimos anos, Corinthians, Botafogo e Palmeiras caíram para a segunda divisão, então não tem benefício”, complementou.

Sérgio Corrêa ainda questionou o trabalho da imprensa na repercussão da polêmica. “Não concordo. Qual foi o erro que beneficiou o Corinthians? É um absurdo o que vocês (imprensa) fazem. Existe um ser humano atuando e só. Enquanto vocês ficarem vendo teoria da conspiração, vai ser a mesma ladainha todo ano. Vocês falam em polêmica num lance acertado. Até os acertos são questionados no Brasil”, criticou.

Finalizando sua participação no programa televisivo, o dirigente ainda deu fim à polêmica mão na bola ou bola na mão. Segundo Sérgio definir regra não é coisa da CBF.

“Quem tem que determinar isso é a Fifa. Se vocês assistirem os vídeos que eles passaram vão entender as decisões dos árbitros.  Vocês vão ver que acertamos mais do que erramos”, finalizou.

srgio

http://www.otempo.com.br/superfc/presidente-da-comiss%C3%A3o-de-arbitragem-rebate-reclama%C3%A7%C3%B5es-do-atl%C3%A9tico-1.1089347

 

Intensivo para Algarve

TRÊS DIAS NA GRANJA COMARY

01/02/2017 às 18:09 | Assessoria CBF

CBF fará treinamento intensivo com árbitras

A Comissão de Arbitragem da CBF fará um treinamento especial com três árbitras listadas pela FIFA como possíveis convocadas à Copa do Mundo de Futebol Feminino da França 2019: Neuza Ines Back (assistente), Edina Alves Batista (árbitra) e Tatiane Sacilotti (assistente). O curso será multidisciplinar, com a participação de instrutores técnicos, psicóloga e instrutor físico. Esta é a primeira vez que um trio feminino tem treinamento voltado especificamente à preparação para a competição.

Serão três dias intensos de atividades – 10 a 12 de fevereiro – na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), sob a coordenação da instrutora Ana Paula Oliveira. Na sexta-feira (10), 9h45, elas vão atuar no jogo da Seleção Feminina contra o Flamengo. Das 16h às 18h, haverá testes do árbitro de vídeo na partida da Seleção Brasileira Sub-17 com adversário que ainda será confirmado. Entre 20h e 22h, passarão pela análise das atuações do dia.

O sábado (11) começará com trabalho no campo, envolvendo jogadores, das 9h às 12h. A tarde será dedicada às análises de vídeos. O contato com a psicóloga está previsto para o período noturno. Essa dinâmica será repetida no domingo, quando haverá o encerramento do curso.

Neuza, Edina e Tatiane estão no radar da FIFA para representarem a arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2019. Por isso, a CBF está monitorando a situação do trio e enviando relatórios sobre o seu desempenho à entidade máxima do futebol.

Seminário em Portugal

Edina Batista e Tatiane Sacilotti foram chamadas pela FIFA para o Seminário de Preparação da Arbitragem para a Copa do Mundo da França, de 20 a 24 de fevereiro de 2017, em Algarve, Portugal.

Formada desde 2001, Edina (FIFA-PR) tem 36 anos e trabalhou em 19 partidas na temporada passada. Tatiane (FIFA-SP) formou-se em 2005, tem 30 anos e atuou como árbitra assistente em 20 partidas de 2016.

Neuza Ines Back (FIFA-SC) é professora de educação física e tem 32 anos. Na temporada 2016, foi árbitra assistente em 18 jogos.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/cbf-fara-treinamento-intensivo-com-arbitras#.WJKFO_nhDIUregildenia-moura-fifa-sp

Colômbia x Argentina

SUL-AMERICANO SUB-20

01/02/2017 às 15:07 | Assessoria CBF

Trio brasileiro escalado para Colômbia x Argentina

Créditos: Divulgação/FIFA/Getty Images

O duelo entre Colômbia e Argentina nesta quinta-feira (2) terá trio de arbitragem brasileiro. Junto com os assistentes Rodrigo Corrêa e Guilherme Camillo, o árbitro Anderson Daronco conduzirá o confronto válido pela segunda rodada do Hexagonal Final do Sul-Americano Sub-20. O boliviano Gerry Vargas será o quatro árbitro da partida, que será realizada às 19h no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito (EQU).

A Seleção Brasileira entra em campo logo na sequência para enfrentar o Uruguai, às 21h15. Na estreia da fase final, o Brasil empatou com o Equador em 2 a 2. Os quatro primeiros colocados do Hexagonal garantem vaga na Copa do Mundo da categoria.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/trio-brasileiro-escalado-para-colombia-x-argentina#.WJKE0PnhDIU

CA debate análise e desempenho

ARBITRAGEM 2017

18/01/2017 às 18:53 | Assessoria CBF

Comissão debate análise e desempenho dos árbitros

Créditos: Fernando Alves / CBF

A Comissão de Arbitragem da CBF e representantes da Escola Nacional de Arbitragem (Enaf) reuniram-se nesta quarta-feira (18) para debater critérios técnicos de análise e desempenho dos profissionais de arbitragem durante os jogos da temporada 2017. O grupo levantou pautas e fez observações com a finalidade de elaborar nova forma de avaliação dos árbitros e evitar disparidades durante a temporada.

– Nós verificamos que há muitas inconsistências nos relatórios produzidos e no resultado final, então procuramos especialistas na área da arbitragem. Juntos, com a estrutura que já temos, esperamos atingir o objetivo de valorizar as pessoas que atuam no apito qualificá-los ainda mais – afirmou Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem.

O árbitro Ítalo Medeiros de Azevedo (RN) acredita que construir um método de avaliação é necessário para evoluir o quadro de árbitros.

– A fórmula de análise de desempenho sofrerá mudanças para que, com um novo protocolo de análise, a gente possa partir para um método científico que nos dará um resultado mais preciso em relação ao comportamento da arbitragem no seu aspecto geral em todas as competições da CBF – concluiu.

Estiveram presentes à reunião Cláudio Cerdeira, membro da Comissão de Arbitragem; Ana Paula de Oliveira, secretária da Comissão de Arbitragem; José Roberto Wright, membro da Comissão Independente de Arbitragem; Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem; Ítalo Medeiros de Azevedo, árbitro do quadro da CBF; Sérgio Correa, líder do projeto de Árbitro de Vídeo; Manoel Serapião Filho, diretor-presidente da Enaf; Nilson de Souza Monção, diretor-secretário da Enaf; Paulo Jorge, ouvidor da CBF; e Claudio Freitas, secretário da Comissão de Arbitragem.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/comissao-debate-analise-e-desempenho-dos-arbitros#.WJKEZfnhDIU

Do sonho à insígnia

BRASIL NA ELITE DE ARBITRAGEM

11/01/2017 às 16:51 | Assessoria CBF

Do sonho à insígnia: os novos brasileiros da FIFA

Quando observamos no campo, pode parecer apenas um escudo diferente no peito. Por trás daquele símbolo, porém, existe uma história de dedicação, esforço e persistência de personagens que experimentam os efeitos mais extremos da paixão pelo futebol. Seus nomes? Wagner Magalhães, Rodolpho Toski, Wagner Reway, Danilo Ricardo Manis, Rejane da Silva e Deborah Correia. O que há de comum entre eles? Seriedade, trabalho e a insígnia de arbitragem da FIFA, que os seis acabaram de conquistar.

As festas de fim de ano, para eles, tiveram um motivo especial para comemoração. Danilo Manis estava com os pais à espera de 2017, quando recebeu um surpresa atrasada de Natal. O presente não foi dado, mas conquistado com aperfeiçoamento e o apoio de toda a família para superar os “espinhos” e alcançar as “flores”.

– Recebi a notícia um pouco antes do réveillon, com a família toda reunida. Foi uma emoção geral, na realização de um sonho compartilhado com o meu pai e a minha mãe. Durante a trajetória, são muitos os espinhos e poucas as flores. Sempre busquei isso e, com muita seriedade, vou honrar esse escudo que me foi entregue – disse o árbitro assistente, de 35 anos.

Deborah Correia também soube às vésperas do réveillon. Depois de entrar em campo 25 vezes, concluiu a temporada com a informação de que tinha se tornado uma árbitra FIFA. Ela renovou as energias e está pronta para os desafios.

– Recebi a notícia no dia 31. Fiquei muito feliz porque chegar ao quadro internacional é um ápice para todo árbitro. Agora, o planejamento é me dedicar a cada dia mais e estar pronta sempre que eu for convocada a atuar.

Rejane Caetano persegue essa meta há cinco anos. Desde o primeiro curso, na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), o escudo da FIFA era um objetivo. Ela contou com orientação de profissionais da área e quer escrever seu capítulo como representante da competência feminina no futebol internacional.

– É um momento sublime de celebração. Cada um de nós tem uma carreira individual e, ao mesmo tempo, em equipe. A gente abre mão de muitos momentos em família e com amigos pra chegar a esse ponto. Vou continuar com a mesma dedicação de uma iniciante – destacou Rejane, de 30 anos, que atuou em 22 partidas ao longo de 2016 e alcançou, nos testes físicos, os índices dos gêneros feminino e masculino.

Como um gol na final

O jogador de futebol pode marcar gols, acertar um lançamento longo, tomar a bola do craque, defender um pênalti… protagonizar momentos que cravam seus nomes na história do jogo. E o árbitro? Para Wagner Magalhães, de 37 anos, a conquista da insígnia da FIFA pode ser comparada a um gol decisivo.

– Todo árbitro sonha com a entrada no quadro internacional. É como um gol numa final de campeonato, pois batalha-se durante anos pra chegar e receber o reconhecimento da comissão. A maior preocupação é manter o nível, com preparação contínua – ressaltou.

Mais oportunidades

Quando concluiu o curso de arbitragem, no Mato Grosso, há cerca de dez anos, Wagner Reway acreditava que eram mínimas as chances de atuar em uma partida da Série A do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, o afastamento dos grandes centros futebolísticos era um obstáculo quase insuperável. Os tempos mudaram. A Comissão de Arbitragem da CBF passou a dar mais atenção ao interior do país e abriu as portas para pessoas como Wagner, que, hoje, é um árbitro FIFA.

– Todo árbitro que sonha com algo a mais na carreira tem o objetivo de entrar para a lista internacional. Fiz o curso de arbitragem no Mato Grosso e, na época, a distância para este momento era muito grande até para um jogo da Série A, que dirá para ser do quadro da FIFA. A arbitragem brasileira tem mudado para melhor, com oportunidades para pessoas de todos os estados e incentivo para árbitros promissores – afirmou Reway, de 35 anos.

Doze anos de arbitragem

Rodolpho Toski projetou sua carreira desde os primeiros passos. Formou-se pela Federação Paranaense de Futebol aos 17 anos. Duas temporadas mais tarde, estava atuando na Primeira Divisão do Estadual. Aos 29, logo após se tornar internacional, já pensa nas próximas etapas: cursos da CBF, Conmebol, FIFA e, quem sabe, arbitrar em uma Copa do Mundo.

– O trabalho desenvolvido pela Comissão de Arbitragem da CBF foi decisivo. Estivemos no Equador para um curso específico aos árbitros jovens de toda a América do Sul, com instrutores internacionais. Recebi dicas, conselhos e incentivo, além de uma boa base para buscar meus objetivos. O caminho será árduo, mas vou seguir – garantiu Toski.

NOVOS BRASILEIROS NA FIFA

ÁRBITRAS

Rejane Caetano da Silva, 30 anos (RJ) – 22 partidas em 2016

“É um momento sublime de conquista. Cada um de nós tem uma carreira individual e, ao mesmo tempo, em equipe. Esse foi meu objetivo desde 2011, quando entrei no curso da FERJ. Também contei com o apoio da Simone Xavier, árbitra que está deixando o quadro da FIFA. Ela me ensinou muito, com várias dicas. Participei de um curso no Uruguai, que acrescentou conhecimento de instrutores do Brasil e outros países da América do Sul. Espero continuar aprendendo, sem esquecer de agradecer às pessoas que ajudam. Espero representar as mulheres com muita competência e dignidade. A gente abre mão de muitos momentos em família e com amigos para chegar a esse ponto. Vou continuar com a mesma dedicação de iniciante para melhorar sempre.”

Deborah Cecília Cruz Correia, 31 anos (PE) – 25 partidas em 2016

“O ano já estava sendo, extremamente, positivo. Como alcancei os índices masculino e feminino nas provas físicas, além de atuar no mínimo exigido de partidas da Federação Pernambucana, trabalhei até em jogos do futebol profissional masculino, na Série D do Campeonato Brasileiro. Fui comunicada no dia 31. Fiquei muito feliz porque chegar ao quadro internacional é um ápice para todo árbitro. Agora, o planejamento é me dedicar a cada dia mais em todos os pilares para estar pronta. Quando outras oportunidades surgirem e eu for convocada, estarei pronta a atuar.”

ÁRBITROS

Wagner do Nascimento Magalhães, 37 anos (RJ) – 27 partidas em 2016

“Todo árbitro sonha com a entrada no quadro internacional. É como um gol numa final de campeonato, pois batalha-se durante anos pra chegar e receber o reconhecimento da comissão. Soube da promoção dias antes do Natal, quando a Conmebol me convocou para a pré-temporada para a Copa Libertadores da América, em Assunção [17 a 21 de janeiro de 2017]. Além de responder ao voto de confiança, a maior preocupação é manter o nível, com preparação contínua. Vamos ficar atentos para buscar a excelência nos quatro pilares: físico, tático, técnico e mental.”

Wagner Reway, 35 anos (MT) – 24 partidas em 2016

“Todo árbitro que sonha com algo a mais na carreira tem o objetivo de entrar para a lista internacional. Fiz o curso de arbitragem no Mato Grosso e, na época, a distância para este momento era muito grande até para um jogo da Série A, que dirá para ser do quadro da FIFA. Me dediquei para aprender mais a cada situação e dar passos maiores. A arbitragem brasileiro tem mudado para melhor, com oportunidades para pessoas de todos os estados e incentivo para árbitros promissores. Em 2015, com o apoio da CBF e Conmebol, fizemos um intercâmbio na UEFA, com treinamento e atuação em jogos na Europa. Fomos aprovados com louvor. Na CBF, também tive a oportunidade de estar entre os dez brasileiros do 1º curso para árbitros jovens da América do Sul. Este é o topo até este momento, mas quero procurar melhorias dentro desse momento diferente. Estou começando a carreira internacional e vou buscar mais espaço.”

Rodolpho Toski Marques, 29 anos (PR) – 37 partidas em 2016

“Me formei pela Federação Paranaense de Futebol, aos 17 anos, e cumpri todo o ciclo, das categorias de base ao profissional. Com 19 anos, estava atuando na Primeira Divisão do Paranaense. Arbitragem nasceu como um sonho de adolescente. Comecei aos 14 anos e coloquei na cabeça que chegaria ao nível máximo. Imaginei entrar no quadro da FIFA como imagino atuar numa Copa do Mundo. Sei que exigirá ainda mais competência e esforço. O trabalho será árduo, mas vou seguir o caminho, com preparação e cursos da CBF, Conmebol, UEFA e FIFA. O trabalho desenvolvido pela Comissão de Arbitragem da CBF junto aos jovens árbitros é exemplar. Em 2015, a sede do curso para jovens foi o Brasil. No ano passado, o Equador. Este e outros trabalhos visando à renovação, com instrutores de renome do cenário internacional, têm sido decisivos para a arbitragem. Já sabemos que vem gente muito preparada por aí, pois quase 40 árbitros do Norte, Nordeste e Centro-Oeste estão sendo preparados para os próximos anos. É uma competição sadia, que nos obriga a evoluir de forma contínua.”

ASSISTENTE

Danilo Ricardo Simon Manis, 35 anos (SP) – 30 partidas em 2016

“Sempre sonhei, busquei e cheguei a esse momento de ápice. Me dedico à arbitragem, me cuidando, física e mentalmente. Assisto aos jogos em que atuo, acompanho o trabalho dos companheiros e foi subindo os degraus. A gente começa no estado, fazendo categorias de base. Depois, vamos para as finais dessas categorias. Vamos para o profissional, em divisões inferiores, até chegar à divisão principal. Em seguida, tentamos nos destacar para alcançar o parâmetro da CBF e recomeçar todo o processo, com Série D, C, B e A. Mantendo o nível alto, nos tornamos aspirantes à FIFA para, finalmente, ter a honra de colocar essa insígnia no peito. Existe muita gente competente para ocupar as vagas. É um sonho que se realiza, mas a empolgação é curta porque precisamos manter os pés no chão. Se é difícil chegar, é ainda mais se manter, com aperfeiçoamento dos pilares principais e dos idiomas fundamentais [Espanhol e Inglês] para atuação durante as partidas. Os treinamentos também são importantes, como o curso da UEFA que fizemos na Suíça, que consolidou uma parte crucial do nosso conhecimento. Recebi a notícia um pouco antes do réveillon, com a família toda reunida. Foi uma emoção geral, na realização de um sonho compartilhado com o meu pai e a minha mãe. Durante a trajetória, são muitos os espinhos e poucas as flores. Então, sendo racional, sempre busquei isso e, com muita seriedade, vou honrar esse escudo que me foi entregue.”

 

 http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/do-sonho-a-insignia-os-novos-brasileiros-da-fifa#.WJKELfnhDIU

Árbitras em seminário da FIFA

PREPARAÇÃO PARA A COPA DO MUNDO 2019

05/01/2017 às 19:06 | Assessoria CBF

Árbitras são convocadas para seminário da FIFA

Edina Alves Batista e Tatiane Sacilotti dos Santos foram chamadas pela FIFA para o Seminário de Preparação da Arbitragem para a Copa do Mundo da França 2019. Elas serão as representantes brasileiras no curso, de 20 a 24 de fevereiro de 2017, em Algarve, Portugal.

Neste período de treinamento, a entidade máxima do futebol mundial orienta um grupo de árbitras de todo o planeta, que estarão habilitadas para atuação no próximo Mundial de Futebol Feminino.

Formada desde 2001, Edina (FIFA-PR), com a bola na foto, tem 36 anos e trabalhou em 19 partidas na temporada passada. Tatiane (FIFA-SP) formou-se em 2005, tem 30 anos e atuou como árbitra assistente em 20 partidas de 2016.

EDINA BATISTA FIFA PR.jpg

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