Psicológico do VAR

VAR na cabeça: como a ferramenta mexe com o psicológico dos árbitros

Psicóloga da CBF, Marta Magalhães monta série de atividades e explica como a tecnologia influi no dia a dia dos árbitros

Marta Magalhães, psicóloga da Comissão de Arbitragem da CBF.

Créditos: Daniel Guimarães/CBF

Engana-se quem pensa que o acompanhamento ao trabalho dos árbitros é apenas dentro de campo. A Comissão de Arbitragem da CBF conta com o trabalho da psicóloga Marta Magalhães, que ajuda e muito os integrantes de seu quadro em outra área: a mente. Há quase 12 anos na função pela Confederação Brasileira de Futebol, a profissional agora avalia os impactos trazidos pela chegada do árbitro de vídeo (VAR) no dia a dia dos árbitros.

A psicóloga elaborou uma série de atividades especiais para os árbitros ao longo de mais um curso de capacitação da ferramenta no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Inventário de estresse e avaliação de resiliência são alguns dos testes a que estão sendo submetidos, além do monitoramento da frequência cardíaca quando exercem a função de árbitro de vídeo (VAR) e assistente de árbitro de vídeo (AVAR) na sala de operação de vídeo (VOR). Marta Magalhães explica no que consiste cada uma destas avaliações.

– Temos estes quatro elementos: inventário de estresse, resiliência, tempo de reação e variabilidade cardíaca. Iniciamos com inventário de estresse para as últimas 24 horas, no último mês e último trimestre. A partir daí nós entendemos como é que este árbitro está e como é que ele se encontra naquela semana e naquele dia. Depois partimos para uma avaliação psicométrica de resiliência para ver como é que ele se ajusta nos momentos de adversidade. Na sequência colocamos uma cinta neles para monitorar o batimento cardíaco frente aos lances e ao protocolo. Verificamos o tempo de reação para que ele faça a checagem e peça para o árbitro fazer a revisão – destacou.

A primeira experiência do VAR no futebol brasileiro foi no ano passado, a partir das quartas de final da Copa do Brasil. Após um ótimo desempenho e mais uma série de treinos, a ferramenta será utilizada em todos os 380 jogos do Campeonato Brasileiro 2019, com início marcado para o final de semana dos dias 27 e 28 de abril. Para Marta Magalhães, a novidade na competição só motiva os árbitros.

– Acho que eles estão muito entusiasmados com a ferramenta. O VAR causa neles uma grande vontade de estar ali e acertar todos os lances. Eles estão com muita vontade de fazer o trabalho da melhor forma possível – acrescentou.

 

https://wordpress.com/post/scorrea.org/3793

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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