Ex-auxiliar vibra com tecnologia

EDNILSON CORONA

27/09/2017 às 20:52 | Assessoria CBF

Ex-auxiliar vibra com tecnologia na arbitragem

Créditos: Reprodução / CBF TV

O Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) chega como uma revolução para quem comanda as partidas de futebol. A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol aplica o curso de capacitação para o uso da tecnologia no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Um dos supervisores do VAR é Ednilson Corona, que representou o Brasil na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

Durante as atividades, ele tem orientando os árbitros e assistentes sobre o melhor uso da ferramenta, na sala com os monitores e no campo com o ponto eletrônico. Com a experiência de quem integrou do quadro da FIFA de 1997 a 2010, Corona faz um paralelo entre o período em que atuava e o momento atual.

– Em 2006, quando estive na Copa do Mundo, foi um momento diferente. Na verdade, logo após o Mundial de 2002, toda a Comissão de Arbitragem da FIFA foi mudada. Foi uma comissão de ex-árbitros, mais técnica. A gente imaginou que ali a arbitragem seguiria esse caminho durante um bom tempo. Mas hoje, 15 anos depois, a gente já está vendo uma grande alteração, continua a técnica, mas agora tem a tecnologia. Usar os recursos das imagens para corrigir alguns erros que por acaso o árbitro possa ter durante a partida é fundamental. Arbitragem é isso. Cada tempo a gente busca alternativas e soluções para o que não está saindo bem dentro de campo – enfatiza.

Um dos grandes nomes da história recente da arbitragem brasileira, Ednilson Corona iniciou a carreira em 1986. Na Copa do Mundo de 2006, seu maior momento, atuou nas partidas: Itália x Gana, Espanha x Tunísia e Alemanha x Suécia. Nas três, como em todas que trabalhou, teve auxílio do árbitro de vídeo. Fato este que o paulista lamenta.

– Pois é, na nossa época não tinha! (Risos) Era muito mais na raça! Mas é muito bem vinda a tecnologia. Vai corrigir algumas situações por questões da velocidade do jogo que quem estiver no campo não consiga ver. Vejo que o árbitro de vídeo será fundamental para que a gente possa legitimar cada vez mais os resultados das partidas – destaca.

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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