Alessandro, 17 anos na FIFA

EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM INTERNACIONAL

16/02/2017 às 18:01 | Assessoria CBF

Alessandro Rocha Matos: 17 anos no quadro da FIFA

Créditos: Kin Saito/CBF

Na manhã desta quinta-feira (16), os árbitros brasileiros receberam a insígnia de integrantes do quadro da FIFA em cerimônia na sede da CBF, no Rio de Janeiro (RJ). Seis árbitros conquistaram a honraria pela primeira vez. Mas o assistente Alessandro Rocha Matos, da Bahia, sabe bem como é carregar o escudo da entidade máxima do futebol no peito: ele está indo para o 17º ano seguido no quadro.

O assistente passou a fazer parte da arbitragem da FIFA em 2001. Alessandro não esconde a felicidade pela manutenção de seu nome na elite da arbitragem mundial, exaltou os colegas que estão atingindo o alto nível neste momento e detalha um pouco mais de sua preparação.

– Estou muito feliz por continuar no quadro da FIFA, em que estou desde 2001, com muito trabalho, esforço, dedicação… E tudo isso é refletido dentro de campo. Procuro manter esse trabalho. E torço muito para as meninas que estão indo para essa preparação para o Mundial. Têm muita competência e sei que têm condições de apitar qualquer jogo, estão cada vez melhores. Para me manter no auge tenho muito treinamento, seriedade, dedicação, ética acima de tudo e muita oração – destacou em entrevista ao site da CBF.

Por fim, Alessandro mostra o zelo com o futuro da arbitragem brasileira. O assistente tenta usar a experiência que adquiriu ao longo dos anos para ajudar os colegas mais novos.

– A gente sabe que serve de modelo para os mais novos e procura sempre ajudar quando encontro com eles em jogos e pré-temporada. Tento sempre passar um apoio aos mais jovens porque são o futuro da nossa arbitragem – acrescentou.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/alessandro-rocha-matos-17-anos-no-quadro-da-fifa?ref=more#.WKYmSPnhDIU

Pode superar 1 milhão de reais…

ARBITRAGEM DE ELITE

16/02/2017 às 19:20 | Assessoria CBF

CBF anuncia premiação aos árbitros do Brasileirão

Créditos: Rener Pinheiro / CBF

Dando prosseguimento às medidas que buscam evolução na arbitragem brasileira, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, anunciou uma premiação financeira especial para as equipes de trabalho na Série A do Campeonato Brasileiro. Os três melhores sextetos de cada rodada da competição vão receber um bônus equivalente a 50% do que cada um já receberia para atuar.

– A CBF vai dar mais um prêmio aos árbitros. Primeiro, segundo e terceiro melhores trio, por rodada, vão receber um pouco mais do que ganham no dia a dia. Estamos fazendo tudo pela arbitragem. Quero que em 2017 a arbitragem brasileira seja a melhor do planeta – destacou o dirigente, durante o evento de entrega das insígnias da FIFA aos integrantes do quadro.

Além deste benefício por rodada, no fim do Campeonato Brasileiro 2017, a Comissão de Arbitragem da CBF vai eleger o melhor árbitro, os dois melhores assistentes, os dois melhores árbitros adicionais e o melhor quarto-árbitro. Os escolhidos vão dividir uma premiação em dinheiro.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/cbf-anuncia-premiacao-aos-arbitros-do-brasileirao?ref=more#.WKYlAPnhDIU

 

Insígnias FIFA

NESTA QUINTA (16)

15/02/2017 às 19:06 | Assessoria CBF

Árbitros recebem insígnias FIFA em evento na CBF

Nesta quinta-feira (16), às 12h, 28 árbitros e árbitros-assistentes, todos do quadro FIFA, receberão as insígnias da entidade máxima do futebol em cerimônia no auditório da sede da CBF. O evento encerrará o ciclo de atividades do Treinamento para Árbitros de Elite, que acontece desde a terça-feira (14) no salão de reuniões do Hotel Promenade Link Stay, no Rio de Janeiro.

Os árbitros Rodolpho Toski, Deborah Correia, Rejane Caetano, Wagner Magalhães e Wagner Reway, e o assistente Danilo Simon Manis passam a fazer parte do quadro maior da arbitragem. Os demais formalizarão a renovação do vínculo com a FIFA.

A imprensa terá acesso ao local do evento a partir das 10h30.

Autoridades da arbitragem participam de curso de treinamento

Além dos árbitros participantes, estiveram presentes o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Marcos Marinho; o vice-presidente, Alício Pena Júnior; o diretor técnico da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF), Manoel Serapião Filho; e coordenador do Projeto de Desenvolvimento e Implementação do árbitro de vídeo, Sérgio Corrêa; além de outras referências da arbitragem no país.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitragem-de-elite-faz-curso-no-rio-de-janeiro?ref=more#.WKTNFPnhDIU

PRÉ MUNDIAL – FRANÇA 2019

PRÉ-SELECIONADAS COPA DA FRANÇA 2019

15/02/2017 às 10:55 | Assessoria CBF

Árbitra central: Edina Batista, Paraná

Edina Batista, do Paraná, é a árbitra central brasileira pré-selecionada pela FIFA para a Copa do Mundo Feminina da França de 2019. O caminho até conquistar essa primeira etapa não foi fácil. A paranaense de 37 anos começou a trabalhar na arbitragem em 2001, ainda se dividindo nas funções de bandeirar e apitar.

– No início, nós podíamos fazer as duas funções, ser árbitra central e ser assistente, e assim eu me revezava. Mas meu sonho sempre foi ser árbitra – explicou Edina.

Em 2007, quando entrou para o quadro da CBF foi para ser assistentes de jogos nacionais. Apesar de ter realizado um sonho, a paranaense ainda não estava 100% feliz, queria entrar como árbitra central. Em 2009 teve a oportunidade e não deixou passar. Há três anos iniciou a carreira nas competições masculinas: bandeirou jogos das Séries A, B, C e D.

– Depois das oportunidades como assistente, me dediquei ainda mais e conquistei o escudo da FIFA como árbitra central. É uma responsabilidade muito grande. Além disso, no ano passado, fui contemplada com uma escala de árbitra central para a Série D. É um sonho. Isso que está acontecendo é um objetivo alcançado que eu só tenho a agradecer à CBF.

Além de Edina, duas assistentes também estão na lista das pré-selecionadas pela FIFA para a Copa do Mundo de 2019: Neuza Back e Tatiane Sacilotti. Neuza atuou nos Jogos Olímpicos e já foi avaliada pela entidade máxima do futebol. Agora será a vez de Edina e Tatiane, que irão para Portugal para serem observadas na Copa Algarve, um mundialito de seleções femininas.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitra-central-edina-batista-do-parana?ref=featured#.WKTMMvnhDIU

FIFA: fim do limite dos 45 anos

Após anos em que exigia que as Associações Membros indicassem árbitros para seus quadros com idade inferior a 38 anos, a FIFA expediu a circular 1551, acabando com tal limite em 2016.

Considerando que a CA tinha divulgado suas diretrizes para 2016 e esta alteração ficou para 2017.

Abaixo um texto feito a seis mãos entre Salmo, Meira Ricci e Marcelo trazem detalhes do tema faixa etária:


Após dois anos do fim dos limites de idade para entrada e saída dos árbitros do quadro FIFA, já é possível ver uma mudança de perfil nos quadros internacionais das principais ligas de futebol no mundo. Quarenta e três árbitros já se beneficiam dessa “nova era” que marca uma volta ao passado na busca de mais qualificação da mão de obra usada pela entidade maior do futebol e pelas confederações.

Quando o limite de 45 foi colocado nos anos noventa, foi em função do aumento da velocidade do jogo ter aumentado consideravelmente e os árbitros, a época, não tinham condições físicas para acompanhar o jogo. Logo depois do desastre de 2002, a Espanha, maior prejudicada naquela Copa, decidiu pedir providencias à FIFA, que em busca de árbitros mais preparados ainda, decidiu limitar a idade de entrada no quadro internacional em 38 anos e fez grande avanços nos sentidos de desenvolvimento de material para estudos e vídeos, entretanto, a base deles era a física e procuraram até de forma correta endurecer os treinamentos e testes físicos.

Passados alguns anos e com todo conhecimento em preparação física que se desenvolveu nos últimos dez anos, sobretudo no esporte, houve melhoraras significativas nas condições físicas de pessoas de mais idade e consequentemente o prolongamento da carreira na função. Cada vez mais jogadores tem conseguido jogar em alto nível até bem depois dos 40 anos com exemplos no Brasil como Rogério Ceni (aposentado recentemente) e Zé Roberto que atua pelo Palmeiras entre outros.

Com a chegada de Máximo Bussacca à presidência do Comitê de Arbitragem da FIFA, houve uma mudança de direção e uma constatação que já era vista em alguns países da Europa. Através de circular, em 2015 a entidade aboliu os limites de idade, tendência vista em países europeus e na própria UEFA. Na ocasião Bussacca disse em entrevista: “Não procuramos o árbitro velho ou novo, procuramos o árbitro certo”.

Na verdade, sua fala traduzia o que era falado em Zurich, ou seja, que os árbitros entravam na FIFA muito verde, sem experiência e isso sacrificava as competições. A FIFA sinalizava que não queria mais preparar os árbitros da qual ela não escolheu e sim trabalhar com árbitros prontos, queria ter mais variedades de árbitros para atuar em qualquer jogo.

O limite de idade nunca agradou aos europeus, tanto que no site da UEFA, um dos dirigentes de arbitragem, Yvan Cornu, em vídeo explica bem o porquê dos limites e da sua opinião: “Após o desenvolvimento das avaliações físicas e treinamentos, estou convencido que o auge do árbitro de futebol está pronto após os 40 anos”– disse Cornu.

A circular 1551 para a lista FIFA traz algumas coisas curiosas (link abaixo), ela está em Inglês, mas traduzimos e vamos transcrever abaixo a parte dos critérios de idade, note que se fala em limite de idade mínima e ainda se grifa que é para assegurar experiência mínima, outro ponto e que a indicação se baseará em um ranking, será que o Brasil usou isso esse ano? Fica a pergunta.

1 – Os árbitros indicados devem ter pelo menos 25 anos de idade (23 anos de idade para árbitros assistentes) em 1 de janeiro do ano para o qual foram nomeados. Os árbitros devem ter um um nível mínimo de experiência. A FIFA reserva-se o direito de exigir que árbitros maiores de 45 anos se submetam a avaliações técnicas adicionais, assim como exames e testes de aptidão, caso a caso.

2 – Cada candidato deve ser classificado com base nas notas obtidas nos jogos oficiais durante os 12 meses anteriores à sua nomeação para a lista de árbitros internacionais.


O Apitonacional fez grande pesquisa sobre o assunto e achou números e exemplos interessantes.

Vinte árbitros entraram acima do limite antigo de 38 anos nos anos de 2016 e 2017. Alguns exemplos são: Oscar Rojas Ferreira (Uruguai), árbitro de 41 anos; Chiareg Nganson (Tailândia), árbitro de 41 anos; Markus Gutshi (Áustria), assistente de 39 anos; Pablo H Luna (México), assistente 39 anos;  Bong Song (Coréia do Sul) assistente de 39 anos; Ian Brooke Anderson (Estados Unidos), assistente de 42; Kathleen Alexander (Escócia), árbitra de 39 anos; Andrea Crispo (Itália), assistente de 39 anos etc.

Já acima dos 45 temos 23 árbitros, como árbitro da final do última Copa do Mundo, Nicola Rizzolli da Itália, que mesmo com 46 anos se mantem no quadro além de Diego Abal da Argentina, Nagi Toshiyuki do Japão, Libor Kastanek da República Tcheca, Martin Atinkinson e André Maurriner da Inglaterra, Barry Wejers da Holanda, Konrad Sapela da Polônia, Steha Johanson da Suécia e Baldo Moreno dos Estados Unidos. Este último em particular com 47 anos.

Muitos países têm mudado sua mentalidade com o fim do limite de idade, mas o que mais fez valer o espírito do fim dessas barreiras foram os Estados Unidos, na terra da lei e da democracia eles fizeram fazer valer ao pé da letra os dizeres de máximo Bussaca: ”Se os países convocam suas seleções nacionais com o que tem de melhor, a lista de árbitro tem que acompanhar essa premissa”.

O Tio Sam manteve Baldo Moreno com seus 47 anos e em seu auge físico e técnico, o veterano árbitro é respeitado entre os times da MLS. Agora o caso mais fascinante é do assistente americano Ian Brooke Anderson de 42 anos, melhor assistente da MLS de 2012, não pode entrar a época porque já tinha 39 anos, o mesmo manteve o nível nos anos seguintes sendo eleito o melhor em 2016. Com o fim do limite, chegou finalmente à FIFA com justiça, algo que seu irmão mais novo, também assistente, já havia conseguido por ser mais jovem, entretanto não tinha mesma qualidade do irmão mais velho. Assim que soube da indicação Ian disse a imprensa local:”nunca desisti dos meus objetivos, por isso estou aqui hoje”-disse Ian Brooke.


CBF promove mudanças

Parece que a CBF tardiamente acordou para esse novo momento promovendo mudanças em seus critérios e quadros aumentando os limites de idade e parece caminhar para a tendência mundial. A entidade anunciou recentemente que o limite de idade para árbitros no Brasil, que era de 45 anos, subiu para 50 anos. A mudança vale para as Séries A e B do Campeonato Brasileiro a partir deste ano.

Dois bons árbitros, Jailson Macedo Freitas (BA) e Marcelo de Lima Henrique (PE), que deixariam a competição por ultrapassarem o limite em 2017 ganham sobrevida e continuarão apitando com qualidade e experiência que eles têm de sobra. Por outro lado, foi anunciado que o limite de idade para as Séries C e D foi reduzida para 42 anos.

Apoiamos e aplaudimos as medidas anunciadas, mas não basta só isso, é fundamental criar concorrência com promoções e rebaixamento de categoria em todos os níveis do quadro com critérios objetivos, justos, transparentes e acessível a todos. Vamos aguardar mais informações para podermos escrever sobre estas mudanças.

Clique para acessar o circularno.1551-2017fifarefereeinginternationallists_neutral.pdf

 

Falta de critério da arbitragem….

Coronel Marinho critica a falta de critério da arbitragem

‘Pequenos erros se potencializam na fase decisiva’, afirma

Almir Leite , O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2016 | 07h00

O coronel Marcos Marinho define a onda de reclamações contra os árbitros no Campeonato Brasileiro como uma “estratégia de pressão’’ utilizada por dirigentes, treinadores e atletas. “É uma fase decisiva da competição em que todos querem tirar proveito. Pequenos erros se potencializam, ficam uma coisa muito maior’’, disse.

O chefe da arbitragem da CBF, porém, entende que cabe aos juízes e assistentes se precaverem. “Os árbitros precisam ficar mais atentos também, se concentrar na partida, observar tudo o que possa criar uma situação desfavorável a eles.’’

Marinho admite que a falta de critério é um dos aspectos que mais preocupam a comissão e deixa transparecer dúvida ao ser questionado se os árbitros se preparam bem para um jogo. “Existe orientação e todos sabem o que tem de fazer. É difícil checar se estão fazendo. Normalmente você vai ver alguma coisa com o desempenho na partida.’’

Adicionais fixos

07/02/2017 16h29 – Atualizado em 07/02/2017 16h29

CBF quer investir em treinos e formar times de árbitros com adicionais fixos

Após erro no Campeonato Carioca, Coronel Marinho, chefe de arbitragem da CBF, destaca importância do entrosamento entre árbitros e revela planos para o Brasileirão

Por Bruno Giufrida, Rio de Janeiro

Os polêmicos árbitros adicionais, aqueles que ficam atrás dos gols, voltaram ao Campeonato Carioca em 2017 após dois anos. Já na terceira rodada, um erro decisivo: Leandro Newley Belota não viu que a bola saiu pela linha de fundo e, na sequência do lance, o Botafogo fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Macaé. Para evitar falhas desse tipo, a CBF quer investir mais em treinamentos.

Chefe de arbitragem da CBF, Coronel Marinho assistiu ao lance que gerou, inclusive, o afastamento de Leandro Newley. Ele entende que uma boa seleção dos árbitros adicionais e mais horas de treinamento podem, sim, diminuir a margem de erro.

– Precisa de treinamento, selecionar as pessoas. Os adicionais, no Brasileirão, vão continuar apitando em outras séries, mas (na Série A) serão sempre os mesmos. Isso é para facilitar o trabalho, o entrosamento. A orientação correta do posicionamento também é importante. São coisas que vamos corrigindo. Vamos chamar atenção (de quem errar). Vamos registrar esse tipo de lance, analisar e entender por que ele não viu que a bola saiu – explicou Marinho.

No Campeonato Brasileiro, que também terá o retorno dos adicionais, haverá uma tentativa de formação de “times”. Marinho acredita que, com mais entrosamento, os árbitros se comunicarão melhor para evitar mais erros. A quantidade de jogos das séries A e B, porém, dificultam: são 10 por rodada em cada uma delas.

– Tenho a informação de que os árbitros preferem atuar com o adicional, porque têm ângulos diferentes. Tudo depende do planejamento (para formar times). Isso é difícil, mas vamos tentar fazer com que três grupos que atuem sempre juntos. Estamos estudando ainda. Isso é fundamental e funcionou em São Paulo. Aqui (no Brasil) temos problemas de distância, mas vamos tentar – completou.

Gaciba opina

Leonardo Gaciba, ex-árbitro e comentarista de arbitragem da TV Globo, também vê importância no entrosamento entre os profissionais, mas destaca a importância de mais treinamento.

– O entrosamento é bom em qualquer função. Um profissional que trabalha um ano com outro tem um tipo de postura. No fim da minha carreira, eu tinha uns assistentes em quem confiava muito. E o contrário também existia. O que me preocupa é exatamente a questão do treinamento: quanto tempo, como pretendem fazer esse treinamento… Duas horas num fim de semana? Isso não é tempo suficiente para um trio entrosado. Precisaria de um trabalho. Aí volta a velha discussão: se eles fossem profissionais, teriam cinco horas por dia de treinamento – lamenta.

Em contrapartida, Gaciba também vê pontos positivos no retorno dos adicionais:

– Não vejo como uma perda de poder (aos árbitros). Acho que, na verdade, são mais quatro olhos para ajudar o árbitro central a tomar a decisão correta. O importante é a decisão final ser correta. O problema é que tem pouco treinamento para esses profissionais e acabamos vendo esse tipo de erro (como no jogo do Botafogo).

http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/noticia/2017/02/cbf-quer-investir-em-treinos-e-formar-times-de-arbitros-com-adicionais-fixos.html

OBJETIVO: MUNDIAL FEMININO

Árbitras participam de treino intensivo na Granja

11/02/2017 às 11:58 | Assessoria CBF

Na última sexta-feira (10), as três árbitras pré-selecionadas pela FIFA para atuar na Copa do Mundo de Futebol Feminino da França 2019 iniciaram um treinamento especial promovido pela Comissão de Arbitragem da CBF, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). No primeiro dia do curso multidisciplinar, Neuza Ines Back (assistente), Edina Alves Batista (árbitra) e Tatiane Sacilotti (assistente) atuaram no jogo-treino da Seleção Brasileira Feminina contra o Flamengo, participaram do treinamento psicológico, com a especialista Marta Magalhães, e do curso de abertura com Manoel Serapião, instrutor FIFA e diretor técnico da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF).

Com orientação de Ana Paula Oliveira, coordenadora nacional de instrução (ENAF/CBF), as árbitras seguirão o treinamento por mais dois dias. Na manhã deste sábado (11), o trabalho será no campo, envolvendo jogadores. A tarde será dedicada às análises de vídeos e mais contato com a psicóloga. No domingo, último dia do curso, mais análises de vídeos, dessa vez com foco em falta tática, toque de mão, situações de área penal e técnicas de arbitragem.

Esta é a primeira vez que um trio feminino brasileiro tem treinamento voltado especificamente à preparação para um Mundial. Com Neuza, Edina e Tatiane no radar da FIFA para a Copa do Mundo de 2019, a CBF irá monitorar a situação do trio e enviará relatórios sobre o seu desempenho à entidade máxima do futebol.

Neuza Back – SC, Edina Alves – PR e Tatiane Camargo – SP

Para Ana Paula Oliveira, a iniciativa da CBF é fundamental para capacitar ainda mais as três árbitras e fazê-las chegar na França em 2019.

– Isso nunca tinha sido feito na história da CBF. É um momento diferente, feliz. Desejamos que todo esse trabalho e apoio seja entendido por elas e que elas correspondam. Porque, na verdade, a conquista maior não é nossa e sim delas. É um momento único para um árbitro. Falando de futebol feminino, um torneio olímpico e uma Copa do Mundo é o máximo da carreira de uma árbitra, que chegou ao topo. Temos dois anos para trabalhar bastante para que elas cheguem com qualidade e competência e possam fazer história sendo o primeiro trio feminino brasileiro em um Mundial.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/arbitras-participam-de-treino-intensivo-na-granja?ref=featured#.WKBqAfnhDIU

Brasileiros em curso da FIFA

ARBITRAGEM PRESTIGIADA

07/02/2017 às 19:29 | Assessoria CBF

Brasileiros serão instrutores em curso da FIFA

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Ana Paula Oliveira, integrante da Comissão de Arbitragem da CBF, e Paulo Camello, instrutor físico da entidade, foram convidados pela FIFA para integrarem a equipe de professores do Seminário de Preparação da Arbitragem para a Copa do Mundo da França 2019. O curso será realizado de 20 a 24 de fevereiro de 2017, em Algarve, Portugal.

Entre as alunas, estarão a árbitra Edina Alves Batista, de 36 anos, e Tatiane Sacilotti dos Santos, de 30 anos. Neste período de treinamento, a FIFA orienta um grupo de árbitras de todo o planeta, que estarão habilitadas para atuação no próximo Mundial de Futebol Feminino.

 

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/brasileiros-serao-instrutores-em-curso-da-fifa?ref=more#.WKBpyfnhDIU

Fernanda Colombo: “Novas prioridades”

Por Pombo Sem Asa

Fernanda Colombo, dia internacional da mulher

Ela passou como um furacão pelo futebol. Entre os seres mais criticados do mundo da bola, lá estava uma bela mulher que lutava para chamar atenção não pela beleza, mas pela qualidade na arbitragem. Porém, com apenas 25 anos, Fernanda Colombo revelou ao blog Pombo sem asa que decidiu pendurar a bandeira justamente num momento em que Fifa e CBF acabaram com a idade-limite dos árbitros, liberando para que quem passou dos 45 anos ainda possa ir a campo.
 

Fernanda fez o curso de arbitragem em 2009 e, no ano seguinte, começou a bandeirar. Chegou a ser aspirante Fifa, trabalhou em mais de 50 jogos profissionais. Mas a beleza pesou. Crucificada por um erro ao marcar impedimento inexistente do Cruzeiro diante do Atlético-MG em 2014, foi obrigada a ouvir de Alexandre Mattos, então dirigente celeste, que fosse posar “para a playboy” porque “não tinha preparo”.

Fernanda Colombo Troféu Lance Final
À época, Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, ironizou o rival, saindo em defesa de Fernanda.

– É porque é mulher e é bonita. Fosse um barbado e feio ninguém implicaria. Errou como erram todos. A menina errou, mas pelo menos enfeitou, é bonita. E aqueles retardados que erram direto em cima da gente?

Em 2015, Fernanda migrou da Federação Catarinense para a Pernambucana. E, já naquele ano, chegou a ser eleita a melhor assistente do estadual. Mas ela não conseguiu manter o ritmo. Muitos dizem que faltam melhor preparo físico e foco. Certo é que, agora, a ex-musa da arbitragem, que não gosta de ser chamada desta forma, já trabalha em outros projetos.

Fernanda Colombo escreveu um livro sobre regras de futebol “expostas de maneira mais lúdica”, como ela explica. Falta uma editora para publicar. Suas metas a partir de agora são trabalhar no jornalismo esportivo e, quem sabe, ter um canal no youtube para comentar arbitragem.

bandeirinha Fernanda Colombo, Atlético-MG x Cruzeiro
Confira a entrevista:

É verdade que você abandonou a carreira na arbitragem? Por que?
Não considero abandono, mas o fim de um ciclo. Nas minhas novas prioridades de vida, a função de árbitra não se encaixava mais. Continuo amando o futebol e a arbitragem, acompanhando e idealizando novos projetos no mesmo segmento.

Como você avalia a sua carreira? Do que se orgulha? De que se arrepende?
A arbitragem possibilitou a realização do meu sonho de vivenciar, dentro de campo, as emoções do futebol. Tenho muito orgulho dos amigos de verdade que vieram com a arbitragem. Não tenho arrependimentos.Fernanda Colombo

O que tem feito? Ainda trabalha em preparação física?
Acabo de finalizar um livro de regras do futebol expostas de maneira lúdica, com diversas atividades e personagens. Já registrei o livro e agora vou encontrar uma editora para publicá-lo. Também estou estudando, fazendo especialização em jornalismo.

Quais são suas metas e objetivos daqui pra frente?

Minha meta agora é lançar o livro e trabalhar com jornalismo esportivo.Bandeirinha musa, Fernanda Colombo trabalha no jogo CRB x Bahia

Você acha que teve o apoio necessário durante a carreira? Até onde o machismo e a cobrança por você chamar atenção de atrapalharam? Acredita que os seus erros foram mais lembrados que erros de outros bandeiras? 

Sempre tive apoio de alguma forma. A Federação Catarinense foi a minha formadora e foi através dela que recebi indicação para a CBF. Na CBF pude fazer cursos de aprimoramento e competições nacionais. A Federação Pernambucana me acolheu muito bem também. Sou grata a todos. Infelizmente erros sempre serão mais lembrados do que os acertos.

bandeirinha Fernanda Colombo e Souza, Atlético-MG x Cruzeiro

Lembra de cabeça em quantos jogos trabalhou? 

Em jogo profissionais, com certeza mais de 50. Mas ao todo, não tenho ideia.

Em 2015, você deixou o quadro de arbitragem da Federação Catarinense e passou a trabalhar na Federação Pernambucana. Isso foi bom ou ruim para você?

Foi muito bom, e eles me acolheram da melhor forma possível. Voltei a fazer o que eu queria à época que era trabalhar como árbitra assistente.

O Sérgio Corrêa disse certa vez que as pessoas não tinha paciência com você, que era muito jovem. Comparando até com jogadores jovens que precisam ser lançados aos poucos. O que você acha disso?

Ele tem razão. Os novatos carregam um peso muito grande por não terem grandes experiências. Colocá-los em desafios maiores pode dar certo ou não.
O que você acha desses afastamentos de árbitros e assistentes após erros? É o melhor método mesmo? 
O melhor método é garantir condições para que os árbitros treinem e convivam o maior tempo possível em situações que se assemelhem à realidade do jogo. Isso não acontece hoje. Já pensou se todo jogador que errasse um pênalti ou um gol fosse afastado? Se isso não faz sentido para os jogadores que treinam todos os dias, por que faria para os árbitros que praticamente não treinam no campo de futebol?

Você ainda trabalha como modelo?

 Não trabalho e nunca trabalhei como modelo.

A Ana Paula posou nua. Agora afastada do futebol, você aceitaria?

Não aceitaria.

Depois de alguns anos, o que você lembra e pensa sobre o comentário do Alexandre Matos, então dirigente do Cruzeiro (após um erro contra o Atlético-MG), sobre você. Ele sugeriu que você fosse posar para a Playboy em vez de bandeirar. Como ficou essa história? Ele pediu desculpas? Se sim, você desculpou?

 Foi tudo resolvido na época. Não guardo mágoas de ninguém.

Depois de anos no futebol, tem processo contra alguém?

Não tenho nenhum processo.

Musa da arbitragem Fernanda Colombo

Você chegou a fazer alguns ensaios fotográficos usando até o uniforme de arbitragem. Acredita que isso tenha te atrapalhado?
Não atrapalhou.

Já chegou a receber cantadas de jogadores ou dirigentes?
Algumas gracinhas, na verdade, nunca tiveram graça alguma.
Incomoda o rótulo de musa?

Só incomoda quando minha capacidade é questionada por conta disso. A beleza é muito subjetiva. Mesmo assim, não me considero musa.
Fernanda Colombo

Qual são os seus sonhos agora?

Meu sonho é lançar livro e continuar trabalhando com esportes, que é minha paixão. Quem sabe lançar um canal no Youtube para comentar arbitragem (risos).
Agora que está afastada do futebol, pode revelar o time que torcia na infância?

Não, mas o que posso garantir é que seguirei torcendo para a arbitragem.

Quer mandar sugestões, críticas ou colaborações? Escreva para:

bernardo.pombo@gmail.com

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/pombo-sem-asa/post/lembra-da-musa-da-arbitragem-fernanda-colombo-encerra-carreira-aos-25-anos-novas-prioridades.html