Origem do árbitro – 13/08/2015

Chefe do apito da CBF diz que origem do árbitro não garante neutralidade

Por Luciano Borges, 13/08/2015, às 18:13

Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, disse nesta quinta-feira que é praticamente impossível escalar quartetos de arbitragem que 1) não possam ser acusados de envolvimento no interesse de clubes de vários estados e 2) não errem pontualmente.

”Hoje, se eu for levar ao pé da letra, não posso escalar juízes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco nos jogos envolvendo os oito primeiros colocados da Série A. O que é neutralidade? Para mim, o árbitro quer fazer o melhor porque se errar, será suspenso e vai deixar de ganhar sua cota em dinheiro”, disse.

Por exemplo, Sandro Meira Ricci (SC) receberá a cota de R$ 3.675,00 mais R$ 500,00 de diária porque é árbitro Fifa. Um aspirante ao quadro da Federação Internacional recebe R$ 2.500,00 por jogo em que trabalha. Um novato tem cota menor: R$ 1.800,00.

Daí a disposição  do dirigente em continuar com a mesma política de escolha dos quartetos que vão a sorteio nos jogos da Série A.

Por isso, na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a última do primeiro turno, o mesmo Sandro Meira Ricci  vai apitar a partida entre Sport e Ponte Preta, em Recife, no domingo, na Ilha do Retiro. Ele terá ao lado os bandeirinhas Clovis Amaral da Silva e Francisco Chaves Bezerra Junior, e o quarto árbitro Nielson Nogueira Dias. O quarteto é quase todo de árbitros da Federação Pernambucana de Futebol. O próprio Sandro, que atua hoje pela Catarinense, trabalhou em Pernambuco até o ano passado.

Para Sérgio Corrêa, , este ”quarteto pernambucano” sorteado para um jogo do Sport de Recife é a prova de que a CBF não vai voltar atrás na decisão de colocar árbitros e auxiliares locais para os sorteios de partidas envolvendo equipes da mesma localidade. ”O pessoal tem que se acostumar. Aqui a coisa é séria”, disse o dirigente ao Blog do Boleiro.

O Sport não parece estar se acostumando. Nesta quinta-feira, depois da derrota para o Corinthians por 4 a 3, no Itaquerão, o presidente rubro-negro Humberto Martorelli anunciou que vai à Justiça para acionar a Confederação e Luiz Flávio por danos morais e financeiros. Tudo porque 1) Luiz Flávio teria anotado erradamente uma penalidade máxima em favor do Corinthians aos 42 minutos do segundo tempo e 2) a CBF foi temerária ao colocar um quarteto paulista no sorteio para este confronto.

O presidente da Conaf discorda da reclamação do Sport. ”O Luiz Flávio acertou e foi extremamente feliz. Foi uma grande partida, com um grande público, com duas grandes equipes, um 4 a 3, tudo o que sonhamos. Uma arbitragem qualificada, jogadores disputando futebol sem reclamação”, afirmou Corrêa.

Ele aproveitou para cutucar o meia Diego Souza, do Sport, que deixou o gramado na Arena reclamando muito do juiz que anotou uma penalidade máxima, toque de mão de Rithely, que decretou a vitória corintiana.

”Ele disse que é preciso profissionalizar a arbitragem. Então me responda: os jogadores são profissionais e não erram? Fosse assim, e nenhum atacante poderia perder gol, goleiro não deveria engolir frangos. Mas isso acontece, mesmo que eles sejam profissionais. Porque o ser humano erra. Perfeição é com Deus”, disse. 

https://blogdoboleiro.blogosfera.uol.com.br/2015/08/13/sport-reclama-mas-tera-quarteto-quase-local-contra-a-ponte-preta/

Claus estreia no Sub-17

REPRESENTANTE BRASILEIRO

25/02/2017 às 03:00 | Assessoria CBF

Raphael Claus estreia no Sul-Americano Sub-17

Créditos: Cesar Greco/Palmeiras

Representante da CBF no Sul-Americano Sub-17, o árbitro Raphael Claus (FIFA-SP) estreará na competição neste sábado (25). Pertencente ao quadro da FIFA, Claus comandará a arbitragem do duelo entre Equador e Uruguai. Ele será auxiliador pelos assistentes Bruno Pires e Danilo Manis, e pelo quarto árbitro Rodolpho Toski. A equipe é toda brasileira.

No fim do ano passado, Raphael Claus foi eleito o melhor árbitro do Brasileirão, com um trio formado também pelos auxiliares Marcelo Van Gasse e Rogério Zanardo.

Regra do cartão verde? Ela existe

16/10/2016 às 01h10
Você conhece a regra do cartão verde? Ela existe
Segunda divisão do futebol italiano adotou a novidade para premiar o jogo limpo
Exemplo italiano pode ganhar o mundo
Giuseppe Bellini/Getty Images
Foi-se o tempo em que o cartão erguido pelo árbitro significava punição para um jogador. Na segunda divisão da Itália não é bem assim. O amarelo e o vermelho ainda estão lá, como em todos os campos, coibindo as jogadas perigosas e as atitudes antidesportivas. Mas há uma novidade, o cartão verde.

O novo instrumento da arbitragem não serve para punir um jogador. Pelo contrário. Ele só é mostrado pelo juizão quando um atleta faz o jogo bonito, limpo e contribui para os valores do esporte.

E o primeiro jogador a ser premiado e receber o cartão verde foi Cristian Galano, do Vicenza. Na partida em que sua equipe enfrentava o Virtus Entella, pela sétima rodada da Série B, o atacante deu o exemplo. Em uma jogada pela ponta esquerda, Galano arriscou um chute cruzado e a bola saiu pela linha de fundo. O árbitro pensou que um defensor do Entella havia desviado e, por isso, marcou escanteio. Mas, em meio as reclamações dos zagueiros adversários, Galano assumiu que o chute tinha ido diretamente para fora e ajudou o juizão. Como resultado recebeu o primeiro cartão verde da história do futebol.

“O cartão verde é apenas um prêmio simbólico. Pode ser algo muito simples. A coisa importante nele é reconhecer quando um profissional tem uma conduta exemplar dentro de campo”, disse Andrea Abodi, presidente da segunda principal liga italiana, a Goal. “Nós acreditamos que o futebol precisa de mensagens positivas. Muitas vezes este esporte é envolvido em controvérsias que afastam as pessoas dos estádios”, concluiu o dirigente.

Copa Verde tem cartão para fair play

ESTÍMULO AO JOGO LIMPO

23/02/2017 às 12:34 | Assessoria CBF

Copa Verde 2017 terá cartão verde para o fair play

23/02/2017 às 12:34 | Assessoria CBF

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A Comissão de Arbitragem da CBF anunciou, nesta terça-feira (21/02/17), uma novidade para a Copa Verde 2017. O árbitro aplicará o cartão verde aos jogadores que tiverem atitudes de fair play.

O estímulo ao jogo limpo também será registrado na súmula. Enquanto os cartões amarelo e vermelho são punições às ações negativas, o cartão verde é uma homenagem pública aos esportistas que lutam por seus objetivos oferecendo bons exemplos às crianças e jovens.

O presidente da Comissão, Marcos Marinho, encaminhou os cartões e as devidas orientações a todos os árbitros que vão atuar na competição. A ideia nasceu em 2016 e foi aprovada pela FIFA para ser colocada em prática da edição deste ano.

– O cartão representa o fair play e ações positivas que ocorrerem dentro de campo por parte dos atletas ou comissão técnica. Servirá para marcar e destacar lances importantes em prol do jogo limpo. Agora, terá o cartão físico para premiar as atitudes de fair play. Será aplicado pelo árbitro no momento da ação positiva – afirmou Marcos Marinho.

O Cartão Verde será mostrado pela arbitragem com o intuito de premiar atitudes a favor do jogo limpo. Entre as posturas exemplares suscetíveis de Cartão Verde estão:

1 –  informar ter feito a falta em favor dos adversários;
2 – parar na jogada, pois tocou a mão na bola, sem que o árbitro tenha percebido;
3 –  informar que a penalidade foi marcada de forma correta contra sua equipe;
4 –  informar que a falta marcada a favor de sua equipe não ocorreu;
5 –  informar ter sido tiro de canto para o adversário e não tiro de meta;
6 –  informar ter sido arremesso de lateral para o adversário e não para sua equipe;
7 – informar que um cartão aplicado a um companheiro foi incorreto e deveria ter aplicado;
8 – parar um ataque de sua equipe ao perceber que o adversário está caído por uma lesão;
9 – um integrante da comissão técnica agiu de forma proativa ao evitar reclamações;
10 – evitar que um companheiro reclamasse da decisão de um dos árbitros da partida;
11 – árbitro percebeu que o treinador orienta o jogador para jogar na bola e não fazer falta;
12 – outras ações de “fair play”.

http://www.cbf.com.br/noticias/campeonato-copa-verde/copa-verde-2017-tera-cartao-verde-para-o-fair-play#.WLGvx_krLIU

Obs.: Projeto do Presidente Interino Antonio Carlos Nunes, enviado à FIFA, em 2016 por Sérgio Corrêa ao IFAB.

Magalhães fará estreia

ÁRBITRO BRASILEIRO NA COPA SUL-AMERICANA

21/02/2017 às 16:38 | Assessoria CBF

Wagner Magalhães fará estreia internacional

Créditos: Kin Saito/CBF

O brasileiro Wagner Magalhães fará sua estreia internacional, na próxima terça-feira (28). Duas semanas depois de receber a insígnia da FIFA, na sede da CBF (clique para ver), ele será o árbitro de O’Higgins (Chile) x Fuerza Amarilla (Equador), na cidade de Rancagua, pela Copa Sul-Americana.

A Conmebol enviou à CBF, nesta terça-feira (21), o documento que oficializa a designação da equipe de arbitragem que vai trabalhar na partida. Além de Wagner, atuarão os brasileiros Guilherme Camilo Dias (assistente 1), Kleber Lúcio Gil (assistente 2) e Dewson Freitas (quatro árbitro).

A comunicação, enviada também para a Federação de Futebol do Chile e a Federação Equatoriana de Futebol, foi assinada pelo presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol, o brasileiro Wilson Luiz Seneme.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/wagner-magalhaes-fara-estreia-internacional#.WLGve_krLIU

Vídeos do Curso para Instrutores

CBF TV – 21/02/2017

 às 15:52 | Assessoria CBF

 ENAF promove curso para instrutores
 http://www.cbf.com.br/cbf-tv/arbitragem/enaf-promove-curso-para-instrutores#.WLGvMPkrLIU

CBF TV – 23/02/2017

às 19:00 | Assessoria CBF

ENAF promove curso para instrutores

CAPACITAÇÃO

Instrutores participam de curso de arbitragem

21/02/2017 às 15:51 | Assessoria CBF

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF) iniciou, nesta terça-feira (21), o programa de capacitação de instrutores que irão integrar a seleção nacional dos árbitros de futebol de 2017. Os 16 selecionados serão responsáveis pelos cursos regionais para os árbitros de todo o país. O objetivo é que os treinamentos sejam realizados de forma unificada até o início do Campeonato Brasileiro.

– O curso visa aperfeiçoar nossos instrutores e a missão principal deles daqui para frente é levar a mensagem do que a Comissão de Arbitragem quer dos seus árbitros em termos de aplicação da regra do jogo, buscando a uniformidade na aplicação da regra. O que nós queremos é uma uniformidade de ações e cabe a nós prepararmos nossos instrutores para levar essa mensagem – explicou Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Antônio Pereira da Silva, ex-árbitro e atual instrutor de arbitragem, está entre os selecionados para o curso e avaliou o projeto de capacitação de forma positiva.

– É um projeto grandioso que a CBF, juntamente com a Comissão de Arbitragem e a ENAF, vem desenvolvendo ao longo do tempo. É um processo de continuidade, de evolução no entendimento e no domínio das regras do jogo. Isso vai fortalecer a compreensão e o entendimento na aplicação das decisões.

Entre os temas abordados no programa de treinamento – que seguirá até a quinta-feira (23), no hotel Transamérica, no Rio de Janeiro – estão posicionamento e leitura de jogo; fundamentos e análises de vídeos de entradas/disputas, impedimento, mão na bola/bola na mão, faltas táticas; análise de desempenho e padrão da arbitragem.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/instrutores-participam-de-curso-de-arbitragem#.WLGu__krLIU

Novatos na FIFA

ELITE DA ARBITRAGEM

17/02/2017 às 12:22 | Assessoria CBF

Novatos do quadro FIFA falam da responsabilidade

A elite da arbitragem mundial passou a ter, nesta quinta-feira (16), mais seis brasileiros. Os árbitros Rodolpho Toski, Deborah Correia, Rejane Caetano, Wagner Magalhães, Wagner Reway e o assistente Danilo Simon Manis receberam a insígnia e passaram a integrar o quadro da FIFA. Agora, a responsabilidade por integrarem o seleto grupo ganha novo patamar:

– Com certeza aumenta muito porque entrar no quadro da FIFA é difícil, mas se manter é muito mais. Então está todo mundo de olho, nós temos que minimizar todos os erros possíveis dentro de campo e fazer o melhor trabalho. Isso tudo graças ao trabalho com a comissão de arbitragem e todos os membros envolvidos com o departamento de arbitragem da CBF, que vem nos dando todo esse apoio para o nosso desenvolvimento e crescimento e que, assim, a gente consiga obter o melhor sucesso dentro das competições – afirmou Rodolpho.

Danilo Manis, único assistente entre os novos integrantes, destacou a maior visibilidade que eles terão com insígnia no peito:

– A partir de agora nós nos tornamos ainda mais vitrines. Então vamos estar em jogos importantes, a maioria desses jogos são transmitidos e nós somos referência para aqueles que estão começando e tem o sonho de chegar aqui. Então o escudo ele não só é uma conquista pessoal, mas também um aumento de responsabilidade bastante significativo.

Participando de campeonatos profissionais desde 2005, Wagner Reway relembrou o esforço feito para chegar ao ápice da sua carreira:

– Os passos que damos ao longo da carreira para chegarmos ao nível de árbitro da FIFA são bem longos e devem ser perseguidos com bastante dedicação. Eu acho que a vida do árbitro é justamente isso: dedicação. Por várias vezes a gente acaba tomando um revés, errando um lance ou outro, mas se estiver dedicado com treinamento, com melhoria da qualidade técnica, física e emocional, os passos vão sendo progressivos. E chegar nesse nível é a realização de um sonho. Agora tem outras etapas a serem cumpridas, outros objetivos que vem uma vez que se tem o escudo da FIFA no peito.

Entre as mulheres, Rejane Caetano pontuou a dificuldade de se chegar ao quadro feminino da entidade máxima do futebol:

– É o retorno de um trabalho que eu tenho feito desde 2011 e agora está sendo um momento gratificante, de muita conquista e de muita alegria. Eu represento o meu país no quadro feminino e na parte de árbitra central que é difícil de acontecer.

Deborah, por sua vez, ressaltou a importância de continuar escrevendo a história da arbitragem feminina:

– A responsabilidade só aumenta. Agora nós fazemos parte da elite do futebol, então a cobrança vai ser cada vez maior. E a tendência é ter cada vez mais aumentar a participação das mulheres. O bom é que a continuidade dessa história vai sendo mantida. Assim as outras que vierem terão o caminho aberto para atuarem como nós tivemos a oportunidade de atuar.

Wagner Magalhães agradeceu a confiança depositada nos novos árbitros FIFA e enfatizou a relevância das atividades realizadas durante o Treinamento para Árbitros de Elite.

– É uma responsabilidade muito grande. Mas eu fico muito feliz com a confiança que a comissão de arbitragem da CBF depositou nos novos árbitros FIFA. A responsabilidade vai ser muito grande. É difícil chegar e é muito mais difícil se manter no quadro da FIFA. Então, vamos procurar fazer o que a comissão pede para estar apto nas próximas escalas. A semana foi muito produtiva. Assistimos a muitos vídeos sobre entradas, faltas temerárias e cartões amarelos e vermelhos. Foi muito interessante porque foi possível, em uma semana, reunir todos os árbitros FIFA para passar o que a comissão quer no campo de jogo e, seguindo essa solicitação deles, faremos um ótimo Campeonato Brasileiro.

http://www.cbf.com.br/noticias/arbitragem/responsabilidade-para-os-novatos-no-quadro-da-fifa#.WLGu1PkrLIU

Salmo Valentim elogia CBF

sergio-e-salmo
‘Eu tenho plena convicção de que o Brasil tem os melhores árbitros do mundo’, diz Salmo Valentim.
Diretor da ANAF e chefe do apito em Pernambuco, Valentim pede união da categoria, respeito aos árbitros e elogia ações de Marco Polo Del Nero
DA REDAÇÃO
Atualizado em 20/02/2017 às 16h:50
PERNAMBUCO – Ele geralmente não concede entrevistas, mas quando resolve se manifestar, Salmo Valentim não economiza nas palavras. Tido como um dos dirigentes mais influentes e respeitados do futebol brasileiro, o diretor da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol e Presidente do Comitê de Árbitros da Federação Pernambucana de Futebol recebeu a reportagem do Voz do Apito para um bate-papo. Sempre incisivo e sem se importar se vai agradar ou desagradar, Salmo pediu união dos árbitros e destacou a administração tanto de Sérgio Corrêa, ex-todo poderoso do apito, como também elogiou as ações de Marcos Marinho em seus primeiros meses no comando da arbitragem nacional. Além disso, fez um balanço da arbitragem pernambucana e destacou o trabalho feito por Marco Martins, na presidência da ANAF.
Como vai a capital pernambucana?
Por aqui tudo bem, graças a Deus. Pernambuco é o coração do Brasil.
Já tem tempo que você pendurou o apito. Mesmo assim continua treinando?
Não como antes. Mas continuo dando minhas corridas e às vezes malho numa academia perto do meu trabalho. Agora não é mais pra apitar, mas pra cuidar da saúde né? Tenho dois filhos e quero conviver com eles por muitos anos.
Por falar em coração, como anda o seu em pleno estadual?
Quem é presidente de comitê sabe a responsabilidade que é gerir carreiras. Eu me esforço para ser o mais justo possível com o meu quadro e por isso, ao lado do Erich e de Chico, vamos trabalhando para renovar o quadro sem deixar de utilizar os nossos árbitros mais experientes. Aqui o pernambucano, como você disse, está a pleno vapor. Implantamos as audiências públicas e em nossas competições só trabalha quem nos dá resultado dentro de campo. Foi uma forma de prestigiar os profissionais que atravessam o melhor momento. Até aqui posso dizer que estou satisfeito com o desempenho deles no estadual.
Por qual motivo alguns estados não extinguiram o sorteio já que a Legislação Federal dá essa alternativa?
Uns não fazem por covardia, medo de justificar suas escolhas e outros, por falta de apoio político das federações. O Brasil é o único país no mundo que escala os árbitros através de um “bingo”. Sempre fui contra e continuarei sendo. Em Pernambuco, enquanto eu estiver não haverá mais sorteio. Aqui apita quem estiver em melhor fase.
Como é trabalhar numa federação que investe em arbitragem da maneira como Pernambuco faz?
Esse é um viés que deveria ser seguido por todas as federações do Brasil. Dr. Evandro sabe que sem árbitros de qualidade, não se rende um futebol de qualidade. Claro que erros ocorrerão, mas na medida em que você treina e coloca à disposição do árbitro todos os mecanismos para que ele exerça a atividade com excelência, os erros caem drasticamente. Investir em arbitragem tem virado moda no país. Tenho que ressaltar não só a liberdade que o presidente da federação nos dá para trabalhar, como também a confiança que a nossa administração adquiriu de forma geral na sociedade esportiva. Tudo isso também graças ao apoio que temos de Murilo Falcão, diretor de competições da FPF, que nos garante as melhores condições de trabalho.
Mesmo com tantos investimentos, Pernambuco ainda não conseguiu um escudo FIFA na gestão de Evandro Carvalho. É um objetivo?
Eu faço o meu trabalho! Temos árbitros de qualidade com potencial para uma aspiração internacional, mas temos que ser cautelosos respeitando os critérios adotados pelo comitê nacional em relação a essas promoções. Nós vamos continuar trabalhando a todo vapor em busca deste reconhecimento por parte da CBF. Clovis, por exemplo, poderia ter entrado, na minha visão, nesta lista. Não entrou, mas o mundo não acabou. Ele tem idade e pode sim reverter isso dentro de campo no futuro.
Vocês tem optado nos últimos anos a contratar árbitros de fora para apitar por Pernambuco. Contratar sai mais barato do que formar um árbitro de ponta?
O futebol mudou. Se atletas, treinadores e até dirigentes trocam de clubes, por qual motivo os árbitros não podem mudar de federação? É um assunto interessante que merece uma discussão nacional pela forma como algumas transações são feitas. Eu acho injusto, por exemplo, um árbitro receber mais de 100 mil reais por ano numa federação, enquanto este valor poderia ser utilizado para ser investido na qualificação dos árbitros locais. Aqui nós “convidados” e não, “contratamos” alguns árbitros e eles vieram sem nenhuma compensação financeira. Quem era da FIFA, recebia a taxa destinada aos árbitros que compõem o quadro internacional. Não há nada demais nisso. Mas é uma discussão interessante.
Você é a favor que árbitros atuem em finais estaduais fora de seus estados?
Se a competição for nacional, ou seja, organizada pela CBF, não vejo nada demais. Agora, se for em campeonatos estaduais sou totalmente contra. Temos que acabar com essa prática no Brasil. Dirigentes, alguns, não todos, não são capazes de reconhecer os investimentos e o trabalho que os comitês de arbitragem fazem. Essa medida deveria ser extinta do futebol, bem como o sorteio. Num passado não muito distante, vimos árbitros de fora cometendo equívocos em decisões estaduais. E aí, de quem é a culpa? Erros sempre irão existir. Fazem parte do futebol. Mas clubes, federações e principalmente nós, árbitros, precisamos assumir essa responsabilidade.
Vamos falar da ANAF. Tenho percebido um crescimento, em todos os aspectos, da entidade. Como você avalia essa transformação?
Concordo. Crescemos e aos poucos conseguimos conquistar um espaço respeitável no futebol. Martins faz um trabalho proativo e coeso. Sabe os caminhos e tem trânsito livre nos corredores da CBF. Isso é importante para o desenvolvimento da entidade classe dos árbitros e merece ser destacado. Agora mesmo, participaremos do arbitral das principais séries do Campeonato Brasileiro. Sem dúvidas, mas um marco na história da arbitragem brasileira. Conquistamos a regulamentação da atividade, uma vaga no Profut, iniciamos na LIGA as audiências públicas e várias outras conquistas que merecem ser reconhecidas pela categoria.
Marco Polo Del Nero me parece ser parceiro da ANAF. Foi dele a idéia de premiar os árbitros que se destacarem a cada rodada do Brasileirão?
Dr. Marco se notabilizou em São Paulo enquanto esteve à frente do futebol paulista, por investir na arbitragem. Ele começou com esse movimento anos atrás e já o trouxe para a CBF. Tudo que é possível seja no campo tecnológico ou financeiro, ele faz. Nós sugerimos e ele aceitou premiar os árbitros durante a temporada. Isso aquece os ânimos, motiva a categoria e prestigia quem estiver vivendo a melhor fase. Marco Polo Del Nero é o pai da arbitragem brasileira. Um homem simples, que atende a todos com atenção e cordialidade.
Coronel Marinho assumiu o Comitê de Árbitros da CBF num momento delicado, com erros e a pressão da opinião pública. Como você avalia o atual momento da arbitragem brasileira?
Reclamar de arbitragem é algo cultural. Não se pode marginalizar pessoas ou apontar os dedos. Você vai à Europa e esse fenômeno acontece aos montes por lá. No mundo todo isso é perceptível. Durante os anos que esteve à frente do comitê nacional, Sérgio Corrêa fez uma gestão moderna que priorizou uma renovação importante, ou alguém vai dizer que o gaúcho Anderson Daronco, por exemplo, não faz parte desse processo? Claro que reclamações são comuns, mas é preciso, antes de falar de Coronel Marinho, reconhecer a importância do trabalho feito por Sérgio para o crescimento da arbitragem brasileira. Por outro lado, o cargo é de confiança do Presidente da CBF e se ele achou por bem fazer modificações, temos que respeitar. Coronel Marinho é um gestor experiente, chegou com idéias interessantes que podem sim contribuir para que novos árbitros de ponta sejam revelados. É importante que ele administre, como disse a vocês, em parceria com os comitês locais, pois essa ação é imprescindível para que possamos auxiliá-lo de alguma forma, a tomar as melhores decisões.
Estou te achando muito água com açúcar. Soube que está amando. É verdade?
Kkkkkkkkk (risos). Vamos para a próxima pergunta?
Como você enxerga o futuro da arbitragem brasileira?
Com otimismo e entusiasmo. Temos os melhores árbitros do mundo e não se pode esquecer que o Brasil ainda é o país do futebol. Vamos apoiar e trabalhar pelo árbitro e para o árbitro.
Qual o legado que a sua gestão deixará em Pernambuco, quando o seu ciclo chegar ao fim?
Modernizamos o comitê de arbitragem pautando a nossa gestão na transparência, sempre com respeito às pessoas, instituições e, principalmente, carreiras. Pernambuco tornou-se um centro de formação e qualificação de novos árbitros e isso jamais poderá ser esquecido.
Ano passado você perdeu seu pai, o querido “Seu Valentim”. Torcedor apaixonado pelo futebol e seu fã número 1. Tudo por ele, Salmo?
Tudo por ele, para ele e se Deus quiser, com ele. Papai se foi, mas a ele agradeço o homem que sou hoje. Com certeza foi um homem que soube viver muito bem a vida.