Em defesa dos árbitros

Em defesa dos árbitros

Na coluna “De Fora da Área” desta quinta-feira (27/0/16), do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, o advogado Astor Wartchow fez uma análise das críticas sistemáticas à arbitragem brasileira.

Confira a íntegra da publicação:

|De Fora da Área

Astor Wartchow: em defesa dos árbitros

Acho constrangedores os comentários dos analistas de arbitragem nas transmissões de futebol. Constrangedor é um adjetivo educado. Na verdade, me causam desconforto. Razão pessoal, inclusive, de “tirar” o som da transmissão, às vezes.

Acomodados nas confortáveis poltronas das distantes cabines de transmissão, privilegiados pela visão ampliada e periférica e, sobretudo, apoiados em vários replays televisivos, os analistas tecem severas críticas aos árbitros, face seus eventuais erros e desacertos durante o jogo.

Prisioneiros da necessária decisão imediata, com visão periférica e horizontal prejudicada, ainda que apoiados pelos árbitros auxiliares, os juízes brasileiros também são vitimados pela deslealdade, irresponsabilidade e amadorismo dos jogadores, eis que “artistas” da simulação e dissimulação.

Pior: os juízes são punidos pelas Comissões de Arbitragem por seus erros. O mesmo não acontece com os jogadores que induzem os árbitros aos erros. Pelo contrário, muitas vezes “elogiados” por sua esperteza.

E nem me reporto às patéticas intervenções de dirigentes de clubes que insistem em fazer insinuações “criminosas” e cogitar possíveis favorecimentos aos adversários, ignorando que o árbitro tem uma carreira, orgulho e uma imagem público-familiar a preservar. Aliás, as atitudes dos dirigentes são o retrato mais fiel do decadente nível do futebol nacional.

Rever o lance, apontar o erro do árbitro, tudo bem, mas insistir, rever 10 vezes e deitar “falação” é quase uma covardia. Perfilo-me entre os que entendem que as arbitragens são boas e evoluíram bastante relativamente ao passado. Não esqueçamos que a velocidade e a intensidade do futebol aumentaram muito à conta do aprimoramento da preparação física e técnica.

Deixem os árbitros em paz!

 

Referência: site http://www.cbf.com.br

 

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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