IV ENCONTRO DE PSICÓLOGOS

Evento promove debate sobre padrões de atuação

19/04/2017 às 12:48 | Assessoria CBF

Psicólogos de Federações de futebol de Norte a Sul do país estão reunidos desde a última segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, para o IV Encontro Brasileiro dos Psicólogos da Arbitragem de Futebol (EBRAPAF). O evento, com duração de três dias, tem como principal objetivo traçar diretrizes para padronizar a atuação dos profissionais da psicologia junto aos árbitros, respeitando suas individualidades. Para isso, o trabalho realizado conta com o auxílio de ferramentas e profissionais da área, todos focados no avanço e desenvolvimento do plano psicológico da arbitragem em nível nacional.

A programação do encontro conta com palestras relacionadas principalmente ao fortalecimento do pilar mental. Diante do momento, a representante e psicóloga da CBF, Marta Magalhães, explica a importância do intercâmbio de informações entre os estados e exalta a realização do evento. Além disso, exemplifica o valor do equilíbrio emocional dos árbitros em momentos decisivos.

– Hoje temos 15 federações trabalhando. Nosso encontro tem por objetivo padronizar algumas ações. Ações para sala de aula, ações para campo de jogo e também a grade curricular para formação do árbitro. Dentre isso, estamos criando outras ferramentas tecnológicas e neurocientíficas para poder desenvolver em 2017 e 2018. O homem quando está com o bem-estar em ordem, o seu equilíbrio é maior. Com o equilíbrio maior, ele tem maior controle da partida. Assim, as decisões são mais assertivas – avalia Marta Magalhães.

Para a coordenadora nacional de instruções da Escola Nacional de Arbitragem do Futebol da CBF, Ana Paula de Oliveira, a troca de conhecimento agrega ao trabalho em geral e ressalta a relevância do evento. Sobre métodos aplicados à arbitragem, Ana Paula destaca a estratégia de mentalização.

– Trocar informação faz toda diferença e tem que ser realizado sempre, todo ano, porque sempre tem novidade. Uma técnica que eles trabalham muito é a da mentalização de situações. Isso vai para o campo de jogo, então o árbitro que tem esse acompanhamento e sabe fazer isso com eficiência, com certeza vai ser eficaz no jogo. A psicologia e o técnico, juntamente com o físico, precisam caminhar lado a lado – afirma Ana Paula.

O encontro termina nesta quarta-feira (19) com uma mesa redonda entre os psicólogos participantes da quarta edição do EBRAPAF.

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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