‘Querem cabeça na bandeja’…

…afirma chefe da arbitragem no Brasil

JX Rio de Janeiro (RJ) 18/09/2014 Sergio Correa, presidente de coordenação de juizes de futebol. Foto: Roberto Moreyra / EXTRA / Agência O Globo ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF

GUILHERME SETO – DE SÃO PAULO
MARCEL RIZZO – DO PAINEL FC

02/01/2016 02h00

“Todos os domingos, 100, 150, 200 mil pessoas o chamam de ladrão [o árbitro]. Seja ele um Abraham Lincoln, um Robespierre, um Marat, uma Maria Quitéria. Não importa. Tacham-no de gatuno e de tudo o mais”.

O tom dramático desse trecho de “Rigoletto de lança-perfume”, uma crônica de 1956 de Nelson Rodrigues (1912-1980), é repetido -em outros termos- por Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, para falar do mesmo tema: as críticas aos juízes de futebol.

Ao longo do ano, eles foram duramente criticados por torcedores, jogadores e presidentes de clubes. Em setembro, Levir Culpi, então técnico do Atlético-MG, disse que o Brasileiro estava “manchado” por supostos erros de arbitragem. Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, pediu o afastamento de Corrêa de sua função, atitude replicada por Daniel Nepomuceno, do Atlético-MG.

Em entrevista à Folha, Corrêa lamenta a pressão que ele e os árbitros receberam de presidentes e torcedores, faz um balanço positivo de 2015, destaca números favoráveis e torce pela aprovação do uso de vídeos para auxiliar os juízes a partir de 2016.

Qual o balanço da arbitragem brasileira que o senhor faz em 2015?

Nos principais torneios do mundo, há poucas equipes na briga pelo título. Aqui, no Brasileiro, temos cerca de 12, o que faz com que quase todos os jogos ganhem importância e torne o campeonato muito difícil para os árbitros. Mas temos dados concretos que comprovam que o ano foi positivo.

Estamos reduzindo o número de faltas marcadas a níveis próximos aos dos principais polos europeus, exceto a Inglaterra. Acertamos 90% dos impedimentos marcados no Brasileiro. Mas isso para a imprensa passa batido.

Em setembro, a Folha fez um levantamento que apontava ao menos um erro grave por rodada. Qual a sua avaliação?

Não concordo. Vi a reportagem, e vocês colocam como erros alguns lances em que o árbitro acertou. A Fox Sports fez uma matéria sobre 20 lances de bola na mão. Nós acertamos 16 dos que foram mostrados. É um número expressivo de acertos. As pessoas, de modo geral, não têm conhecimento e transformam os lances em polêmica, que então é tratada como erro, o que nem sempre está correto.

As pessoas cobram que o árbitro se explique após as partidas, mas não adianta nada porque as opiniões deles são desconsideradas. As pessoas não querem ouvi-los. Em relação à arbitragem, o Brasil é uma torre de Babel: não tem análise de dados nem aprofundamento. As pessoas querem uma cabeça na bandeja. Há uma ânsia por sangue.

Os planos quadrienais que elaboramos foram todos cumpridos com sucesso desde então, e começaremos um novo em 2016. Se alguém decidir no futuro que deve trocar a Comissão de Arbitragem, deve fazê-lo. Os nomes que estão lá não importam.

Quando eu assumi, o Corinthians caiu de divisão e a arbitragem foi acusada de prejudicar o time. Em 2008, aconteceu a mesma coisa com o Vasco.

A gente respeita a opinião dos dirigentes. Nunca houve uma participação tão grande dos clubes na CBF. Alguns deles entendem que deve haver mudança na comissão. Historicamente, não é a mudança que altera a classificação dos clubes.

Agora, se o dirigente não gosta de receber pressão no seu trabalho, por que ele joga pressão para cima dos outros? Isso também não é certo. Ninguém tem um rendimento maravilhoso sob pressão.

A pressão que os dirigentes recebem é grande, e muitas vezes eles tomam atitudes [contra a arbitragem] mais para dar a segurança ao torcedor de que está brigando pelo clube do que para seguir o que ele mesmo pensa.

Só não aguenta quem é fraco. Os dirigentes são valentes, pois aguentam pressão dos torcedores. Nós também somos valentes.

A forma que as pessoas esperam o juiz de futebol não tem como realizar na Terra. Não tem como impedir um ser humano de errar às vezes.

Qual o saldo da recomendação aos árbitros serem menos coniventes com reclamações de jogadores e técnicos?

Muito positivo. A reclamação tem que ser posterior à partida de futebol. Alguns presidentes de clubes disseram que somos ditadores, mas tivemos resultados expressivos. Com reclamação, o jogo para mais, e você não consegue atingir a meta da Fifa de 60 minutos de bola rolando por partida. Demos 153 cartões amarelos a mais que em 2014. Em compensação, passamos de 25 para 60 jogos dentro dessa meta. Não é uma vitória da arbitragem, mas do futebol. Tivemos jogadores extenuados de tanto jogar futebol no Brasileiro.

E temos uma agenda muito positiva para 2016, que é desvalorizada porque no Brasil é mais fácil depreciar que reconhecer.

Em setembro, a CBF pediu para usar vídeo em lances duvidosos, mas a Fifa negou. Em que pé está essa negociação?

A Ifab (International Football Association Board) fará uma reunião agora em janeiro [dia 7] e eles vão deliberar a questão. Nosso projeto não contempla o “desafio” [quando o jogo é parado para o lance ser revisto e reavaliado]. Nós não queremos parar o jogo. Eu gosto de futebol jogado, com a bola rolando. Vou dar um exemplo: os assistentes marcariam os impedimentos claros, que não têm dúvida. Os ajustados [difíceis] seriam marcados pelo árbitro de vídeo. Se a bola entra e aconteceu uma infração, o árbitro de vídeo avisa o que está no campo de sua decisão. Se foi gol, bola no centro; em outro caso, tiro de meta –em todo caso, o jogo já está parado. Se a bola bate na mão, o árbitro de vídeo pode ajudar a falar se foi dentro ou fora da área. Em nosso projeto, tudo que o árbitro de vídeo falar será gravado, pois não queremos que ele apite da cabine. Ele não será uma muleta.

Com o vídeo, os jogadores vão parar de agredir fora do lance, de simular faltas… A ideia é implantar na Série A de 2016, talvez na Série B também. Estamos trabalhando com essa perspectiva.

A Uefa lançou a proposta do cartão branco, em que o jogador ficaria dez minutos fora de campo, voltando depois. O que o senhor acha?

Vai ter problema. Imagine um cenário em que faltam dez minutos para acabar uma partida decisiva e o árbitro mostra o cartão branco. Vão dizer que ele agiu deliberadamente para prejudicar.

Se for algo para melhorar o futebol, vamos acatar, é claro. Não posso dizer que daria errado. Mas acho que não será uma proposta aprovada pela Ifab. Caso seja, vamos aguentar mais uma polemicazinha sobre a cor do cartão aplicado.

O Anderson Daronco esteve em mais de 70% dos jogos em 2016. É o melhor árbitro?

Como o jogador, o árbitro passa por fases boas e ruins. O Pelé, que eu vi jogar, também tinha momentos ruins, mas era tão bom que as pessoas até esqueciam disso. No ano passado, o Ricardo Marques foi o que mais atuou. Em 2015, o Daronco encaixou, teve uma sequência sem grandes polêmicas. Foi o melhor, sim, merecidamente. Ele alcançou um patamar de regularidade que deve ser seguido pelos demais árbitros. Quanto mais regular, mais aparecerá na escala.

A crise na CBF afeta o trabalho da comissão de arbitragem?

Continuamos trabalhando. Sempre tivemos liberdade de ação, desde que entramos, e nada mudou nesse ponto. A relação com o presidente em exercício, Marcus Vicente, tem sido cordial, respeitosa.

Recebemos apoio para cursos, treinamentos… A cada ano, a CBF investe cada vez mais em arbitragem. Atesto que não há interferência externa nenhuma na definição da arbitragem.

O presidente Marco Polo tem o direito de se defender [das acusações feitas pela Justiça dos EUA. Lembro da Escola Base, quando todos tinham certeza da culpa e no fim eram inocentes. Claro que, se comprovado o malfeito, os que assim agiram devem ser punidos. É compreensível que a mídia diga que estão sendo investigados, mas condenar não é algo razoável.

As coisas têm que ser esclarecidas. Mas as pessoas que não acompanham o mundo do futebol não têm ideia da dimensão da CBF, acham que é um bando de criminosos reunidos para fazer o mal. Isso não é verdade.

RAIO-X

Sérgio Corrêa da Silva

IDADE

56 (nasceu em 30.05.1959)

CARGO E CARREIRA

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF desde 2014 (antes dirigiu o órgão de 2007 a 2012). Foi árbitro da CBF entre 1989 e 2000

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2016/01/1725050-querem-cabeca-na-bandeja-afirma-chefe-da-arbitragem-no-brasil.shtml

Árbitros brasileiros…

…recebem o distintivo da Fifa

15/02/2017 às 20h34
Estadão Conteúdo, Redação Folha Vitória
São Paulo – O Brasil terá oficialmente a partir desta quinta-feira três novos árbitros no quadro da Fifa. O carioca Wagner Magalhães, o mato-grossense Wagner Reway e o paranaense Rodolfo Toski receberão a insígnia da entidade no encerramento do Programa para Treinamento de Árbitros de Elite, realizado pela CBF no Rio de Janeiro. Eles foram nomeados no início do ano, mas a partir de agora poderão trabalhar efetivamente em partidas internacionais de competições chanceladas pela Fifa.
Os três árbitros substituem Leandro Vuaden, Heber Roberto Lopes e Péricles Bassols, que deixaram os quadros da entidade internacional. Um assistente brasileiro também foi trocado: Eduardo Gonçalves da Cruz se aposentou e deu lugar a Danilo Ricardo Manis.

A troca dos árbitros deu-se por vários motivos, de acordo com o tenente-coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF – divisão responsável pelas indicações. “Foram vários critérios. A perspectiva de escalação em partidas internacionais, a idade, a necessidade de renovação dos quadros”‘, disse.

De fato, os árbitros que passam a fazer parte do grupo da Fifa são bem mais jovens do que os que saem: Magalhães tem 37 anos; Reway, 35; e o paranaense Toski, apenas 29. Já Vuaden e Bassols têm 41 anos e Heber, 44.

Os sete árbitros brasileiros que permaneceram nos quadros da entidade internacional são: Anderson Daronco, Raphael Claus, Dewson Freitas, Ricardo Marques Ribeiro, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci e Wilton Pereira Sampaio.

No quadro feminino, ocorreram duas mudanças – são quatro árbitras. Rejane Caetano e Deborah Correa vão substituir Ana Karina Marques e Simone de Paula e Silva.

TREINAMENTO – O programa de treinamento da CBF que se encerra nesta quinta-feira teve a duração de três dias e reuniu apenas a elite da arbitragem, ou seja, árbitros e auxiliares Fifa. Eles participaram de palestras, análises de vídeos específicos de vários lances, receberam orientações da Escola Nacional de Arbitragem e fizeram trabalho em equipe.

“Fechamos o grupo porque todos esses (integrantes dos quadros da Fifa) servem como base para os outros. Base de conduta, na aplicação de regras, dos critérios. Assim, procuramos passar todas as orientações necessárias para um bom trabalho”, explicou Marinho.

Entre os temas abordados, foi dada ênfase à análise de vídeos referentes a situações polêmicas como mão na bola, impedimento e faltas táticas. A importância de se ter um padrão de arbitragem também foi bastante debatida.

No segundo semestre de 2016, Marcos Marinho, em conversa com o Estado de S. Paulo, revelou que o objetivo da Comissão de Arbitragem era, a partir deste ano, aumentar a cobrança sobre os árbitros e assistentes. O programa de treinamento da elite faz parte dessa filosofia. “Vamos exigir (dos árbitros) de maneira ainda mais incisiva. A disposição é de premiar a meritocracia”, disse.

A comissão da CBF é responsável pela arbitragem das competições que organiza, como os Campeonatos Brasileiros das Séries A a D e a Copa do Brasil.

http://www.folhavitoria.com.br/esportes/noticia/2017/02/tres-arbitros-brasileiros-recebem-o-distintivo-da-fifa.html

Wilson Seneme: “El compromiso…

…es con el fútbol y un árbitro debe apuntar a la excelencia”

Martes, 17 Enero, 2017 – 17:57

El Presidente de la Comisión Arbitral, Wilson Seneme, abrió oficialmente la Pretemporada de Árbitros en la ciudad de Luque, Paraguay, al realizar la primera charla del programa: La Filosofía del Arbitraje.

En todo momento Seneme dio destaque a formar un equipo de trabajo, unido y fuerte para que las individualidades y el grupo sobresalgan. “Los árbitros debemos ser personas simples, humildes y respetuosas, estos son los puntos claves para un trabajo más profesional”, subrayó.

En otro momento expresó que se debe aprender del pasado “No vamos a negar el pasado, sí, vamos a mejorar el presente, por tal motivo, un buen gerenciamiento no debe perpetuarse”. Dicho esto, hizo hincapié en el presente y tener proyecciones y objetivos claros para el futuro: “Un árbitro debe adaptarse a las necesidades del momento, por ejemplo debemos estar con la mente abierta respecto al árbitro de vídeo, eso es el futuro. A las mentes cerradas se le cierran las puertas”, señaló.

“El compromiso es con el fútbol y un árbitro tiene el deber de apuntar a la excelencia. La fórmula es el entrenamiento constante, no rendirse jamás. Tengan la mentalidad profesional, arriésguense”, fueron las motivadoras palabras del Presidente de la Comisión de Arbitraje.

Asimismo hizo mención al pedido del Presidente de la CONMEBOL, Alejandro Domínguez ‘Que la pelota nunca deje de rodar’. “Buscamos más juego, menos paralizaciones, menos errores. Nos preparamos para eso, tenemos el compromiso asumido de prepararlos, capacitarlos y actualizarlos”, recalcó.

CONMEBOL.com

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Mudanças em regras…

… da arbitragem tentam tirar benefícios de infratores

DE SÃO PAULO – 14/05/2016 02h00, por Guilherme Seto

Um fio condutor de algumas das principais mudanças do Ifab (International Federation Board, entidade que define as regras do futebol) no regulamento da arbitragem é evitar o favorecimento de quem comete infração.

Uma delas é o atendimento em campo do jogador que sofre falta de cartão amarelo ou vermelho. “O agressor não pode ser beneficiado”, diz o ex-árbitro e instrutor da Fifa Wilson Seneme.

No mesmo sentido, em lances em que um membro da equipe (técnico, reserva, massagista) que estava fora de campo entra no gramado e interfere, o tiro livre direto é concedido.

Se acontecer dentro da área, o pênalti deverá ser marcado. Caso a bola entre na rede mesmo com a interferência, o gol poderá ser validado. Antes, a punição era bola ao chão.

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Da mesma forma, o jogador que cobrar o pênalti com “paradinha”, ou seja, colocar o pé de apoio para chutar, ameaçar e depois finalizar, será punido com cartão amarelo, o pênalti será cancelado e a equipe rival terá tiro livre indireto para executar.

Uma atualização também se refere a agressões a árbitros, que passará a ser punida com tiro livre direto para o time adversário ao do infrator. Se ocorrer dentro da área, pênalti será assinalado.

“A grande área também passa a ser área de proteção do árbitro”, explica Seneme.

Um lance emblemático de golpe no árbitro aconteceu em 2014, quando o meia Petros, então no Corinthians, acertou Raphael Claus com o braço. Com a mudança da regra, o Santos teria direito a cobrar falta no lance.

Outra alteração envolve a saída de bola. O jogador não terá mais que tocar para a frente, podendo agora lançá-la para qualquer direção.

Em aula em São Paulo, Sérgio do Prado, diretor do Bragantino, e Ednilson Corona, chefe de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, ressaltaram a possibilidade de o clube bem informado tirar proveito dessa mudança.

“No caso da partida contra o Corinthians [em São Paulo,pela Libertadores], o Nacional poderia recuar rapidamente a bola para a defesa quando estava com a vantagem”, comentou Corona.

Houve também um esforço do Ifab em detalhar algumas punições. Em casos de faltas em lances claros de gol, há expulsão quando um jogador põe a mão na bola, segura ou empurra o adversário ou faz falta no momento em que não tem chance de chegar na bola. Em outros casos, vale o cartão amarelo.

Segundo Manoel Serapião, ex-árbitro e representante brasileiro no Ifab, durante sua aula, os jogadores do Corinthians mostraram interesse nesse tópico que, segundo ele, deve mesmo gerar polêmica.

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2016/05/1771191-mudancas-em-regras-da-arbitragem-visam-agressores.shtml

AAV testado em finais – 2016

CBF USA IMAGENS DA GLOBO PARA TESTAR ÁRBITRO DE VÍDEO NA FINAL CARIOCA

CBF quer usar ferramenta oficialmente a partir de agosto (Foto: Gazeta Press)

O jogo entre Vasco x Botafogo neste domingo, no Maracanã, a primeira partida da decisão do Campeonato Carioca vai ser utilizada pela CBF, que, em parceria com a Federação do Rio de Janeiro (Ferj), realizará o primeiro teste do uso de vídeo para o auxílio na arbitragem. As informações são do UOL Esporte, por Pedro Ivo Almeida.

Aprovado em março deste ano, os testes constituem o primeiro passo para que o recurso de vídeo possa ser oficialmente utilizado em jogos. A ideia da confederação brasileira é elaborar, a partir de alguns experimentos, um relatório que será entregue a International Board (Ifab) – entidade que cuida das regras do futebol.

“É um passo muito importante que estamos dando. Por enquanto, tudo será ‘offline’. É um projeto piloto. Os árbitros não terão qualquer comunicação com as pessoas que estarão do lado de fora e nem irão interferir neste jogo de domingo. Mas vamos observar possíveis lances duvidosos, ver como seria a definição. Estamos apenas testando a operação. Este é apenas o primeiro jogo. Faremos o teste em outros jogos, visando montar um documento explicando o trabalho e como ele poderá ajudar a arbitragem”, explicou o diretor da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa.

No cronograma inicial, tais documentos seriam repassados ao órgão internacional no segundo semestre de 2016, para serem utilizados oficialmente em partidas a partir de 2017. A CBF, no entanto, tenta antecipar a autorização para contar com recursos de vídeo ainda nesta temporada.

“Queremos entregar estes relatórios de testes ainda no mês de maio. Eles pretendiam viabilizar para 2017, mas vamos tentar antecipar este uso já para agosto deste ano. Mostraremos que já temos as condições e os experimentos que nos permitirão fazer isso”, contou Sérgio Corrêa.

Segundo o dirigente responsável pelas questões de arbitragem, a CBF cogita até mesmo marcar um amistoso para testar o sistema por completo, já com o vídeo auxiliando nas marcações.

O serviço será feito por uma empresa terceirizada, utilizando as imagens da transmissão da Globo, que detém os direitos televisivos dos torneios em questão. “Não é algo da Globo, é uma outra empresa. Mas utilizaremos esta empresa. Trabalharemos em parceria”, disse Corrêa.

Um caminhão que receberá tais imagens e fará, no futuro, a comunicação com os árbitros já está instalado no Maracanã para a partida deste domingo.

http://www.esporteemidia.com/2016/05/cbf-usa-imagens-da-globo-para-testar.html

Chefe do apito minimiza críticas…

… e defende marcação de pênalti para o Palmeiras

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, respondeu na manhã dessa quinta-feira às críticas do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, que logo após o jogo com o Palmeiras, no Maracanã, pediu a renúncia do chefe da arbitragem brasileira. Segundo Corrêa, as declarações do cartola tricolor foram no calor do jogo e a comissão de arbitragem já vem fazendo tudo o que está ao seu alcance em relação à qualidade dos árbitros do País. O diretor da CBF avaliou ainda que o pênalti sobre Zé Roberto foi bem marcado.

Após a vitória do Fluminense sobre o Palmeiras por 2 a 1, pela Copa do Brasil, Siemsen esbravejou contra a atuação do árbitro gaúcho Leandro Vuaden. “Eu vi, revi, desci pro vestiário, vi e revi várias vezes. Não tem nem cheiro de pênalti. Eu realmente perdi a cabeça com o árbitro na saída de campo, fui agressivo, mas ele mereceu. Fui bem agressivo verbalmente”, disse Peter Siemsen, referindo-se ao pênalti marcado em favor dos paulistas. “O Sérgio (Corrêa) deveria renunciar. Se não renunciar, é uma vergonha. Acabou, Sérgio, desculpa. Hoje, foi escandaloso.”

Na manhã desta quinta, Corrêa comentou o lance. “Nós respeitamos (as declarações), o dirigente é o torcedor número 1 de sua equipe. Mas eu insisto: no momento atual, não existe mais nada a fazer em termos de treinamento em relação à arbitragem. Nós temos que trazer o vídeo, trazer a tecnologia para ajudar aquele ser humano que está sozinho e sendo atacado por todos os lados. Não existe nenhuma pessoa no mundo que possa trabalhar sob pressão e a gente querer tranquilidade. Isso é impossível”, afirmou o dirigente.

Segundo Sérgio Corrêa, o pênalti para o Palmeiras foi bem marcado. “Nós temos que falar pela TV ou pelo campo? No campo de jogo, no ângulo de visão que eu imagino que ele tenha visto, o jogador, zagueiro, tentou virar para disputar a bola e tocar nas costas do Zé Roberto. Essa é a visão dele. E quem estivesse atrás do gol teria essa mesma impressão. Só que eu não entro na questão da interpretação porque o árbitro está aí, e tem menos de um segundo para deliberar se é penal ou não penal. E era o Zé Roberto, que é um jogador que nós conhecemos, que não simula, um jogador que não reclama. Tem todas os indicadores positivos para o árbitro interpretar como toque”, ponderou.

“Tivemos nessa partida um gol milimetricamente anulado pelo assistente número 2 (José Javel Silveira), do Rio Grande do Sul, que foi muito bem anulado aos olhos da TV. Se ele tivesse deixado seguir e a equipe visitante tivesse feito o segundo gol, iriam discutir o milímetro. Eu estou dizendo e repetindo: vai chegar o momento que as pessoas vão reclamar que o arremesso lateral invertido no primeiro tempo foi responsável pelo resultado no segundo tempo”, continuou Corrêa.

Ainda segundo o dirigente da CBF, as polêmicas não deverão influenciar a arbitragem da partida de volta, marcada para a próxima quarta-feira, no Allianz Parque. “Tudo é ingrediente. São situações que aumentam um pouquinho, mas os árbitros chegaram num nível de maturação que estão acostumados com esse tipo de declaração”, declarou.

https://esportes.yahoo.com/noticias/chefe-apito-minimiza-cr%C3%ADticas-defende-marca%C3%A7%C3%A3o-p%C3%AAnalti-palmeiras-125400160–spt.html

‘Sem vídeo não tem mais jeito’

‘Sem vídeo não tem mais jeito’, assume diretor de arbitragem da CBF

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sergio Corrêa, que foi alvo de diversas críticas por parte de Peter Siemsen, presidente do Fluminense, na última quarta, disse relevar a opinião do dirigente tricolor, que se mostrou irritado com a postura da arbitragem após a primeira semifinal contra o Palmeiras. Diante das crescentes polêmicas, o diretor afirma que não há mais meios de impedir a utilização dos vídeos para ajudar na tomada de decisão dos árbitros.

Em entrevista ao SporTV nesta quinta, na sede do prédio da CBF, Corrêa ressaltou a necessidade de respeitar os árbitros independentemente das falhas e até brincou com as reclamações que lhe tem sido passadas. “O trabalho e o investimento têm sido feitos na arbitragem. Chegamos a um ponto no futebol em que o árbitro, sem ter vídeo, não tem mais jeito. Entendemos o momento e a revolta”, ponderou. “Só sendo Jesus Cristo para resolver todas essas reclamações”, completou, em tom descontraído.

Se, por um lado, relevou a posição de Peter Siemsen, que “estava de cabeça quente”, o maior responsável pela arbitragem no futebol brasileiro reforçou a necessidade de se respeitar as decisões da arbitragem, apesar de reconhecer que o olho humano já não suporta tamanho nível de detalhe nas jogadas. “O ser humano que está ali não tem mais condições de decidir com a precisão que as pessoas querem. Mas tem que respeitar. Estamos falando de seres humanos e não de seres perfeitos”, declarou.

Sobre o requerimento enviado a International Board, órgão internacional que regulamenta as questões pertinentes à arbitragem, para a utilização de imagens pelos árbitros, Corrêa confirmou que um parecer mais concreto é aguardado até o mês de março, mas que até lá o futebol brasileiro precisará controlar as reclamações.

“Já foi encaminhado e falado. Eles sinalizaram que vão autorizar o Brasil a fazer um experimento. Mas até março, data limite para um ‘ok’, será preciso respeitar o ser humano, a pessoa que está ali trabalhando sozinha para o bem do futebol”, argumentou, defendendo a classe dos árbitros.

https://esportes.yahoo.com/noticias/v%C3%ADdeo-tem-jeito-assume-diretor-arbitragem-cbf-121614565–spt.html

 

Fifa proíbe CBF

30/01/2017 por Editoria de web em Esporte / Atualizado 31/01, 17:17 h

Fifa proíbe CBF de testar modelo brasileiro de árbitro de vídeo

 

A FIFA disse não ao Brasil para testar o modelo nacional de árbitro de vídeo, criado por Manoel Serapião Filho, ex-árbitro da própria FIFA e instrutor da Comissão Nacional de Árbitros e integrante da International Board.

A alegação é a continuidade da experiência com o modelo holandês, utilizado no Mundial de Clubes no Japão em 2016 e que causou muitas confusões. As partidas foram paralisadas com erros do árbitro de vídeo.

Coordenador do Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Correa da Silva revela que a entidade não utilizará os testes na Série A deste ano como estava previsto no Regulamento Geral das Competições devido à negativa da FIFA para o nosso modelo, mais conservador, não interrompendo o jogo o tempo inteiro, além do custo de aproximadamente de R$ 20 milhões.

* Texto de Wellington Campos, correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro

Ouça a entrevista com o coordenador do árbitro de vídeo da CBF

AAV sem pressa!

Sérgio Corrêa diz que árbitro de vídeo pode ser adotado no Brasil até 2018: ‘Sem pressa’

Em entrevista exclusiva ao FOX Sports, nesta quinta-feira (26 de janeiro), o chefe do departamento de arbitragem da CBF revelou que as medidas estão em testes, mostra cautela e pede apoio dos clubes para uso em competições nacionais. Veja!


Uso de árbitro de vídeo no Brasil deve estrear só em 2018, diz CBF

 

GUILHERME SETO, LUIZ COSENZO E MARCELO QUAZ
DE SÃO PAULO – 14/12/2016 22h54

A utilização de árbitros de vídeo em partidas de futebol, que estreou no Mundial de Clubes e já causou polêmica na derrota do Atlético Nacional (COL) para o Kashima Antlers, também tem um projeto em andamento no Brasil.

Solicitado junto à Fifa no ano passado, no entanto, ele só deverá ser implementado no Brasil em torneios de 2018.

“No modelo que estamos propondo, o árbitro de campo não precisa ir a uma cabine rever o lance [como acontece no modelo holandês]. A comunicação externa com ele é feita via ponto eletrônico. Ter que parar para rever uma jogada vai contra a dinâmica do futebol”, diz Sérgio Corrêa, que coordena o projeto de uso de vídeo na CBF.

Ele diz aguardar uma revisão do protocolo da Fifa após o término do Mundial de Clubes para saber se o modelo proposto pela CBF será aceito.

Segundo Corrêa, o Brasil teria estrutura para a partir agosto do ano que vem usar a tecnologia. Ele argumenta, porém, que em razão do treinamento dos árbitros isso só deve ser feito em de maio de 2018.

Até agora, a Fifa autorizou para agosto de 2017, começo da próxima temporada europeia de futebol, o uso do vídeo para tomada de decisões.

“Só que no Brasil começamos o campeonato em maio. Seria preciso, além de treinamento e compra de equipamentos, que os times aceitassem jogar o segundo turno do Brasileiro com uma regra diferente”, disse Corrêa.

Em maio deste ano, nas duas partidas da final do Campeonato Carioca entre Vasco e Botafogo, foram feitos os primeiros e únicos testes off-line -quando não há comunicação entre o juiz em campo e o árbitro de vídeo e, portanto, não existe na prática interferência nas decisões.

Atualmente, ao menos 12 países realizam testes do tipo em jogos de futebol. O modelo usado na Holanda é o que está sendo adotado pela Fifa no Mundial de Clubes.

http://m.folha.uol.com.br/esporte/2016/12/1841568-uso-de-arbitro-de-video-no-brasil-deve-estrear-so-em-2018-diz-cbf.shtml?mobile

 

AAV em pauta!

17/10/2016 18h37 – Atualizado em 17/10/2016 18h37

Sérgio Corrêa prevê início de árbitro de vídeo no futebol: “Agosto de 2017”

Coordenador de projeto da CBF afirma ainda que tratativas com a Fifa já definiram quais serão as possibilidades de uso do recurso eletrônico durante as partidas

Por SporTV.com Rio de Janeiro

Com a arbitragem no Brasil novamente em xeque, ainda mais com a suspeita de uso de interferência externa no Fla-Flu da 30ª rodada do Brasileirão, voltou ao centro de debate a possibilidade do uso de árbitro de vídeo para auxiliar a equipe que comanda o jogo no gramado. Segundo Sérgio Corrêa, que coordena o projeto da CBF para uso da tecnologia no futebol, a novidade deve começar a ser colocada em prática no segundo semestre do ano que vem

– Agosto de 2017 (para início do uso de árbitro de vídeo). Estamos há um ano trabalhando nesse projeto e agora mais forte, porque conseguimos separar os temas que estávamos lidando. Estamos na fase de orçamento, já testamos duas vezes, em parceria com a Federação Carioca, nas finais do campeonato, e já participamos de dois workshops (Holanda e Nova York) e vamos para o terceiro agora em Zurique – disse Sérgio Corrêa.

fla-flu confusão gol henrique (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)Fla-Flu marcado por polêmicas com arbitragem (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)
O ex-chefe da comissão de arbitragem da CBF também detalhou quais são as situações em que poderá ser usado o árbitro de vídeo em uma partida de futebol. Sérgio Corrêa, entretanto, informou que a decisão final será sempre tomada pelo árbitro central do jogo.
– São quatro situações que a Fifa tem nos colocado: lance de área que o árbitro marca fora ou dentro, bola que bate na trave e no chão, se entrou ou não, gol de impedimento originado de fora de jogo, bola na mão que o árbitro interpretou como pênalti e não é, ou uma expulsão indevida. Então, todas essas situações, desde que claras, o árbitro de vídeo poderá passar a informação ao central e esse irá decidir  – afirmou.
Atual presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Marcos Marinho informou que a entidade irá emitir uma circular para os árbitros, visando diminuir as polêmicas que têm marcado as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.
– Estamos fazendo uma circular de reorientação aos árbitros, daqueles que a gente vai pré-selecionar para essa reta final do campeonato, para que observem algumas coisas do início da competição e que estão deixando de lado – concluiu Marinho.