CBF cria Tropa de Elite

Com uma das maiores reformas na área nos últimos anos, ideia da entidade é ter um grupo de árbitros mais experientes para trabalhar nas principais divisões do Brasileiro

19/01/2017 08h05 – Atualizado em 19/01/2017 08h05

Mudanças na arbitragem: CBF cria Tropa de Elite para apitar Séries A e B

Com uma das maiores reformas na área nos últimos anos, ideia da entidade é ter um grupo de árbitros mais experientes para trabalhar nas principais divisões do Brasileiro

Por Marcelo Damato, São Paulo

Coronel Marcos Marinho (Foto: Marcelo Braga)Tenente-coronel da PM-SP, Marcos Marinho é diretor de arbitragem da CBF(Foto: Marcelo Braga)

A comissão de arbitragem da CBF promoveu uma das maiores reformas na estrutura da arbitragem nos últimos anos. As mudanças seguem diretrizes que a Fifa baixou em 2015.

A exemplo do que existe nas principais ligas do mundo, a ideia é criar um grupo mais enxuto e mais experiente para dirigir as Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Esse grupo já está sendo chamado pelos árbitros de Tropa de Elite – coincidência ou não, o diretor de arbitragem Marcos Marinho, antes de trabalhar no futebol, foi tenente-coronel e comandante do Batalhão de Choque da PM de São Paulo.

– Quando se olha o problema de arbitragem, vê-se que alguma coisa estava errado.

Queremos reduzir os erros e uniformizar os critérios. Vamos fazer um acompanhamento de cada árbitro, cada jogo, ajudar cada um a crescer. E aí avaliar – explica o diretor, conhecido como Coronel Marinho.

A CBF reduziu de sete para três as categorias de árbitros, mudou as idades para entrar e sair do quadro da Fifa, o sistema de sorteio, a política de renovação do quadro e também a política de escalas. As medidas valem tanto para árbitros como para assistentes.

 

A mudança de maior impacto é a idade limite da arbitragem. O jubilamento do quadro da Fifa passa de 45 para 50 anos, e a idade máxima de entrada, de 37 para 44 anos. Isso significa uma mudança na política de renovação. Aumentou o prestígio dos árbitros mais experientes.

– Continuamos buscando a renovação, mas de outra forma. E os árbitros acima dos 45 só vão ficar se passarem nos testes – diz Marinho.

Foram extintas as categorias Aspirante, Especial A (para ex-Fifa) e Especial B (para ex-Aspirantes) e transformadas as Categorias CBF-1, CBF-2, e CBF-3, que viraram Seleção A/B, Seleção C/D e Seleção Intermediária, respectivamente. O quadro da Fifa foi incorporado à Seleção A/B.

– Acabamos com tanta divisão porque no Brasil isso estava ficando importante demais. Havia pessoas que criticavam a escala não pela competência do árbitro, mas em função de ser Aspirante, Especial ou não.

A partir de agora, os árbitros só poderão apitar nas divisões que estão no nome de sua categorias – ou seja, não haverá mais figurões nas Séries C e D. Os da Seleção Intermediária

– que, apesar do nome, é a porta de entrada no quadro – só poderão trabalhar em jogos categorias de base.

Continuamos buscando a renovação, mas de outra forma. E os árbitros acima dos 45 só vão ficar se passarem nos testes
Cada uma das categorias terá idade máxima para ingresso e permanência – 42 e 50 anos para A/B, 40 e 42 anos (45 numa fase transitória) para C/D e 35 e 40 anos para Intermediária. Se, ao estourar a idade, o árbitros não tiver sido promovido, ele será jubilado do quadro. Se ele for rebaixado de quadro e não se encaixar na idade, também será jubilado.

 

A idade mínima para entrar na Seleção Intermediária é 20 anos. A partir da entrada, o árbitro precisa passar pelo menos um ano em cada categoria. Não pode haver pulos. As categorias serão redefinidas anualmente, com uma espécie de acesso e descenso.

Cada categoria terá um número fechado de árbitros. Na A/B serão 50, incluindo os 10 da Fifa. Isso significa que apenas 50 apitadores trabalharão nas duas primeiras divisões (historicamente, só a Série A tem usado quase esse número). Nas demais, o número não está definido.

A CBF decidiu também reintroduzir os árbitros adicionais, ao menos nas Séries A e B, e mudar o sistema de sorteios. Agora, ele volta a ser mais dirigido. Para cada divisão, em cada rodada, serão montadas duas escalas completas, que elas serão sorteadas.

Algumas questões ainda estão sendo detalhadas. Como os adicionais vão voltar, o quarto árbitro poderá ser um assistente e, nesse caso, o eventual substituto do árbitro será um adicional.

Um dos adicionais terá de ser da mesma categoria, mas outro poderá ser de uma inferior.


Vamos em frente e até qualquer momento!


Fonte:http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2017/01/mudancas-na-arbitragem-cbf-cria-tropa-de-elite-para-apitar-series-e-b.html

 

 

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

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