Mestre Flávio Iazzetti

Jornalista Flávio Iazzetti, criador da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e um dos fundadores da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo).

Por Marcelo Rozenberg, Terceiro Tempo – Que fim levou?

Neste primeiro dia do ano de 2017 resolvi capturar do mais completo acervo “Que fim levou”, do jornalista Milton Neves, um resumo da biografia do jornalista Flávio Iazzetti, criador da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e um dos fundadores da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). 

Iazzetti nasceu em São Paulo em 18 de agosto de 1916 e faleceu na mesma cidade em 09 de março de 1990. Pai do nosso querido companheiro Lucas Neto, começou a vida como barbeiro. Foi no salão, por sinal, que conheceu um cliente que o levou para trabalhar como colaborador no Estadão, no qual teve a chance de escrever uma coluna sobre basquete.

Em 1939, Iazzetti fez parte da primeira equipe do recém fundado jornal Esporte, onde ficou até 1959, Transferiu-se depois para A Gazeta Esportiva, seu local de trabalho até os últimos dias de vida. Paralelamente, integrou os quadros da rádio Panamericana na década de 1940 e da TV Record na de 1950. No canal 7 participou de várias transmissões esportivas ao lado de Raul Tabajara e Paulo Planet Buarque.

Nesta época, já atuava como comentarista de arbitragem, uma de suas grandes paixões. A atuação neste campo, no entanto, havia começado anos antes, quando atuou como professor auxiliar de cursos ministrados em São Paulo. Em 1947, por indicação do então presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) Roberto Gomes Pedrosa, acompanhou um curso de três meses na Inglaterra. Dois anos depois, participou ativamente da criação da Escola de árbitros da FPF, que recebeu seu nome após sua morte, na década de 90.

Flavio escreveu o primeiro livro da Escola de Árbitros no qual detalhou a história e interpretação das regras. Em 1954, recebeu da Federação Paulista um troféu por vencer um concurso sobre literatura esportiva com uma abordagem sobre o futebol como veículo social.

Homem ligado a Paulo Machado de Carvalho, teve participação importante ao redigir o plano executado pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Suécia em 1958, que retornou da Europa campeã. Também recebeu inúmeras premiações ao longo da vida, com destaque para 12 troféus “Roquete Pinto?, seis troféus “Gandula? e outros seis troféus “O Gladiador?.


Escola de Árbitros “Flávio Iazzetti”

Entre os anos de 2005 e 2007, atuei como secretário-geral da EAFI, cuja direção estava com o Prof. Roberto Perassi e neste período sugerimos e tivemos o logo oficial da Escola aprovado.

Do site da FPF podemos saber um pouco mais….

O processo de criação da Escola de Árbitros iniciado na década de 40, quando os professores Leopoldo Santana e o jornalista Flávio Iazzetti ministravam cursos para árbitros de futebol sem regularidade e de acordo com o número de interessados ou das necessidades do próprio futebol paulista.

Em 1946, ano seguinte ao término da II Guerra Mundial, a FIFA começava a reestruturar a entidade para o reinício das disputas do Campeonato Mundial, interrompido durante o período da guerra. O Brasil, nesse pós – guerra, dava os primeiros sinais de apoio á FIFA para a realização do Mundial de 1950. Vários países procurados para promovê-lo se recusavam a acreditar no evento, especialmente por razões econômicas.

Tudo indicava que o Brasil iria sediar esse Mundial, como de fato aconteceu, inclusive com a construção de Estádio do Maracanã, com capacidade para 200 mil pessoas. O governo Federal e do Distrito Federal (o Rio de Janeiro era a Capital do País) assumiram o compromisso com a FIFA, com apoio de São Paulo, via FPF.

Em 1947, já pensando no ressurgimento do futebol em todo o mundo e no próximo mundial, a FIFA realizou em Londres um curso de Formação de Instrutores de Árbitros. Formalmente enviou convite a CBD (Confederação Brasileira de Desportos),   hoje CBF

( Confederação Brasileira de Futebol), para enviar um brasileiro para esse curso, com duração de um mês em Londres e visitas a França, Itália, Espanha e Portugal. Presidia a Federação Paulista de Futebol o Dr. Roberto Gomes Pedrosa, que dava apoio CBD para que o Mundial de 50 acontecesse no Brasil. O fato de São Paulo ter realizado da década de 40 cursos para árbitros, fez com que a CBD pedisse á FPF a indicação de um nome e o sugerido foi o jornalista Flávio Iazzetti.

Quando retornou ao Brasil, juntamente com o Dr. Paulo Machado de Carvalho e do Dr. Ary SilvaIazzetti iniciou o trabalho para a criação da Escola de Árbitros da FPF.

Em assembléia Geral no ano de 1949 foi oficialmente criada a Escola de Árbitros. Em 1953 foi realizado o primeiro curso regular da escola, com a formatura da turma inaugural em 1954. A partir de então, anualmente realiza-se o curso de Arbitragem na sede da Federação Paulista de Futebol.

Nossas homenagens e reverências aos PROFESSORES de forma geral, e em particular, na arbitragem, ao Prof. Flávio Iazzetti.

Fonte: http://2016.futebolpaulista.com.br/Arbitragem/Escola


Vamos em frente e até qualquer dia!


 

 

Autor: Sérgio Corrêa

Árbitro na Federação Paulista de Futebol (1981-2001) e da Confederação Brasileira de Futebol (1989 a 2001); Ocupou cargos administrativos nos sindicatos entre 1990-93 e 1996-03, Eleito e reeleito presidente para dois mandatos: o primeiro compreendido entre 03/02/2003 a 08/04/207 e o segundo, de 09/04/2007 a 08/04/2011. Deixou a função para assumir a presidência da CA-CBF. Pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol ocupou os cargos de secretário-geral, entre 25/10/1997 e 13/05/2003. Já, na Comissão de Arbitragem, foi secretário-geral entre 25/10/2005 e 06/08/2007. Nomeado presidente da CA-CBF em duas oportunidades, a primeira entre 07/08/2007 a 22/08/2012, a segunda, de 13/05/2014 a 28/09/2016. Também foi diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, entre 07/01/2013 a 12/05/2014. Atualmente, continua chefiando o DA (desde 22/08/12) e lidera o projeto de árbitro assistente de vídeo, nomeado junto a FIFA desde 15/09/2015.

Uma consideração sobre “Mestre Flávio Iazzetti”

  1. Sérgio Correia outro abnegado amante da ARBITRAGEM, historiou corretamente a vida do meu pai. Agradeço a ele esse carinho à memória dele e à amizade que temos. OBRIGADO.

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